<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397</id><updated>2011-07-08T05:41:59.545-07:00</updated><title type='text'>hospitalidade e turismo</title><subtitle type='html'>A historiografia da hospitalidade e do turismo brasileiro.      joaofilho@onda.com.br</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>65</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-4808703849149629982</id><published>2011-02-04T15:35:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T15:40:36.252-08:00</updated><title type='text'>TURISMO DO VÁCUO, NO  PAÍS DE  POLÍTICOS USUÁRIOS DO SISTEMA TURÍSTICO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/TUyOWa6WIGI/AAAAAAAAAE0/ffGe5OWklVY/s1600/congressistas-praia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 188px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/TUyOWa6WIGI/AAAAAAAAAE0/ffGe5OWklVY/s200/congressistas-praia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569983354982768738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TURISMO DO VÁCUO, NO  PAÍS DE  POLÍTICOS USUÁRIOS DO SISTEMA TURÍSTICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                        João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os estudos sobre a historiografia do turismo brasileiro têm revelado dados curiosos, que são  objeto de debates e reflexões junto à academia. A história do turismo nacional ainda é pouco conhecida, e as relações pesquisadas estão muitas vezes longe de resgatar suas raízes autóctones, pois são dados tratados epistemologicamente com  bases empíricas estrangeiras, um tipo de eurocentrismo moderno. Esquecendo-se que os ditos modelos teóricos para a implantação de núcleos turísticos se resumem a conclusões de cunho metafísico, sem levar em conta os padrões históricos societários nacionais, regionais e locais.&lt;br /&gt; Isso nos leva a pensar o fenômeno do turismo como algo ligado exclusivamente ao desenvolvimento das forças produtivas capitalistas num viés economicista, em que o neoliberalismo acena  para o turismo como um instrumento de crescimento puramente econômico para sociedades em geral. É nesta lógica que o sistema econômico sine qua non governa e acaba determinando aos centros de pesquisa e estudos a imposição de um modo quasi faciente de entender o objeto do turismo.&lt;br /&gt; Para ultrapassarmos esse estilo acadêmico duvidoso e criticável, nossas pesquisas têm revelado que o fenômeno do turismo brasileiro possui uma historicidade própria, com imensa riqueza de dados empíricos. Como  percebemos, a preocupação pelo turismo vai ocorrer:&lt;br /&gt; Assim, em 1938, nascia à preocupação do governo Federal com o turismo no Brasil. Seria cômico se não fosse trágico, pois o mesmo foi pensado junto ao SIPS - Serviço de Inquéritos Políticos e Sociais, encarregado da coordenação de elementos informativos de interesse da polícia Preventiva. Atividades exclusivamente de controle ideológico em que a espionagem, a polícia secreta, a repressão a qualquer outro discurso que não fosse a ideologia do Estado Novo, formatavam as atividades desse órgão de informação e segurança nacional ( SANTOS &lt;br /&gt;FILHO, 2008, p.108 ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A incorporação burocrática e administrativa do turismo pelo aparelho de Estado se dá via a tonalidade policial, como um instrumento de apoio à ideologia dominante, fomentando a criação de eventos e tipos de atividades de lazer e culturais com o objetivo de fortalecer o “Estado Novo”. É desse período em 1938, que a Divisão de Imprensa e Propaganda – DIP cria a Divisão de Turismo e a coloca como instrumento privilegiado para a construção da imagem de Getúlio Vargas. E publica a primeira estatística sobre  turistas estrangeiros em visita ao Brasil em 1942: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento turístico, com a guerra e consequente diminuição do tráfego marítimo, ficou quase que reduzido aos naturais do Continente americano, notadamente argentinos, uruguaios e estadunidenses. Ainda assim, no ano passado, o Brasil foi visitado por 1.793 turistas dos Estados Unidos, 1.008 argentinos, 285 uruguaios, 101 ingleses e um menor número procedente de nacionalidades diferentes (CULTURA POLÍTICA, 1942.V.21, p. 185) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Assim, o fenômeno turístico será um instrumento  usado pelo Estado para dar suporte ao processo de controle social da sociedade civil, com o objetivo de impor a lógica de uma sociedade política chamada “Estado Novo” que utiliza o poder de controle policial e a repressão para governar. &lt;br /&gt; Esse processo  se repetiu novamente em 1966 com a criação da EMBRATUR, dois anos após a ditadura militar, torna-se instrumento de “combate ideológico”, para tentar ir de encontro à imagem que a imprensa progressista estrangeira divulgava sobre o Brasil, denunciando a tortura, a prisão e o assassinato de brasileiros pelos militares golpistas. A EMBRATUR se caracteriza como uma estrutura responsável em divulgar o Brasil democrático, pró-americano e cristão, negando a ditadura militar com ares de um ufanismo nacionalista de direita.&lt;br /&gt;  Esses dois processos utilizam o turismo para garantir ao aparelho de Estado sua governabilidade, para isso usa e abusa da repressão e controle da sociedade civil desenvolvendo um modus operandi de combate a todos aqueles que ousassem criticar o regime militar ou mencionasse a falta de democracia no Estado Brasileiro, para esses algozes do poder todos são comunistas.&lt;br /&gt; Essa genética histórica do turismo brasileiro ainda esta presente e permanece forte, mas com nomenclaturas diferentes, num país que entende o turismo como sendo uma atividade exclusiva dos estrangeiros, pelo menos o fluxo de dados coletados em sua totalidade são exclusivos do turismo receptivo. Os planos Nacionais de Turismo permanecem como esboços de um rascunho mal elaborado encima das necessidades extemporâneas de setores hegemônicos do trade turístico voltado para o turista estrangeiro.&lt;br /&gt;    Por não estar voltado prioritariamente para o desenvolvimento do turismo interno, não consegue formalizar nenhum plano voltado às necessidades nacionais e automaticamente fica fora das prioridades orçamentárias de governo. Transitando ou parasitando no lobby das emendas parlamentares, instrumento escroto e imoral da democracia neoliberal. Sem verba o Ministério do Turismo fica a mercê dos interesses de políticos que despejam suas emendas parlamentares, com a intenção de atender suas bases políticas que nada tem a haver com o turismo, ou contratarem eventos “turísticos”, “culturais”, partidários e até religiosos, em que as empresas contratantes apresentam alguma relação de parentesco ou de amizade com políticos ou funcionários da estrutura governamental.&lt;br /&gt; Obviamente que  o Ministério do Turismo, por mais que deseje, não se pode apresentar um planejamento de atividades baseados em um Plano verdadeiramente Nacional de Turismo, mas sim ficar na mão de políticos barganhistas. Que dominam a estrutura administrativa do turismo no governo Federal e fazem parte do folclore turístico brasileiro. &lt;br /&gt; Na história do turismo brasileiro, encontramos inúmeros momentos caricatos cheio de humor, embalado pela idéia do sofisticado chiquê. Essa é a noção que alimenta o imaginário dos políticos curiosos, que sempre estiveram à frente dos órgãos públicos de turismo, uns mais dedicados a viajar, outros que faziam questão de elitizar a atividade para sair na coluna social, outros, ainda, servindo-se do cargo para galgar posições políticas maiores na área pública ou privada.&lt;br /&gt; O turismo marca a idéia do lúdico, da viagem, do deslocamento, do divertimento e do descanso; tudo isso alimentado pela ideologia neopositivista de que essa é uma atividade reservada às classes abastadas e, portanto, a ênfase é para o turismo receptivo e não para o turismo interno.&lt;br /&gt; A presidência da EMBRATUR e do Ministério do Turismo continuam sendo, palcos de disputa de políticos que indicam protegidos do partido, dos militares e dos meios de comunicação. Essa é uma prática corriqueira e comum no interior do Estado brasileiro que secundariza  a competência profissional a favor do apadrinhamento político.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULTURA POLÍTICA. Revista Mensal de Estudos Brasileiros. Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP. Ano II, n. 21, 10 de novembro de 1942. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SANTOS FILHO, João. O Turismo na era Vargas e o Departamento de Imprensa e Propaganda – DIP. Revista de Cultura e Turismo – CULTUR, Santa Cruz, ano 2, n.02, 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-4808703849149629982?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/4808703849149629982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=4808703849149629982' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/4808703849149629982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/4808703849149629982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2011/02/turismo-do-vacuo-no-pais-de-politicos.html' title='TURISMO DO VÁCUO, NO  PAÍS DE  POLÍTICOS USUÁRIOS DO SISTEMA TURÍSTICO'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/TUyOWa6WIGI/AAAAAAAAAE0/ffGe5OWklVY/s72-c/congressistas-praia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-1282728226345933779</id><published>2010-05-19T16:37:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T16:42:14.746-07:00</updated><title type='text'>MILITANTE POLÍTICO REPUBLICANO, CHARLES RIBEYROLLES E A HOSPITALIDADE NO BRASIL IMPÉRIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/S_R3OW6YW2I/AAAAAAAAADg/EqEsN2yY9PA/s1600/provinfluminense_fazendafluminense.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 243px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/S_R3OW6YW2I/AAAAAAAAADg/EqEsN2yY9PA/s400/provinfluminense_fazendafluminense.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473130535714315106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MILITANTE POLÍTICO REPUBLICANO, CHARLES RIBEYROLLES E A HOSPITALIDADE NO BRASIL IMPÉRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bacharel em Turismo, pelo Centro Universitário Ibero-Americano de São Paulo (Unibero) e Bacharel em Ciências Sociais, pela PUC/SP. Mestre em Educação: História e Filosofia da Educação, pela PUC/SP. Professor-convidado na Faculdad de Filosofia e Letras da Universidad Nacional de Heredia (UNA), em San José da Costa Rica. Professor concursado pela Universidade Estadual de Maringá. Autor do livro “Ontologia do turismo: estudo de suas causas primeiras” EDUSC, Universidade de Caxias do Sul.  E-mail  joaofilho@onda.com.br &lt;br /&gt;Av. Guedner n. 948 casa 3 Jardim Aclimação CEP 87050-390  Maringá Paraná&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MILITANTE POLÍTICO REPUBLICANO, CHARLES RIBEYROLLES E A HOSPITALIDADE NO BRASIL IMPÉRIO&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Resumo&lt;br /&gt; O objetivo deste artigo é aglutinar subsídios para que conheçamos, com maior profundidade, a historiografia da hospitalidade e do turismo brasileiro. Não poderia faltar, portanto a contribuição do militante político e cronista francês Charles Ribeyrolles, com seu livro escrito em 1859, sobre os costumes do Brasil Império, acompanhado de ilustração fotográfica de Victor Frond. O surpreendente é que a noção de hospitalidade para ele está vinculada à razão crítica que os homens devem possuir para entender a realidade que o cerca, exteriorizada quando afirma: “Quando penetra em lar estranho, o viajante deve o respeito às tradições, aos costumes e mesmo às suscetibilidades tropicais de quem o hospeda.”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Palavras-chave: Hospitalidade no Rio Império; Escravidão; Fotografia como instrumento histórico; Napoleão III.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A REPUBLICAN POLITICAL MILITANT, CHARLES RIBEYROLLES AND THE HOSPITALITY IN BRAZIL EMPIRE                                   &lt;br /&gt;Abstract &lt;br /&gt;           The objective of this article is to agglutinate subsidies in order to know, in greater depth, the historiography of the Brazilian hospitality and tourism. It could not lack, therefore the contribution of the political militant and French columnist Charles Ribeyrolles, with his book written in 1859, on Brazil Empire's habits, accompanied of photographic illustration of Victor Frond. What is surprising is that the hospitality notion for him is linked to the critical reason that men should possess in order to understand the reality that surrounds him, uttered when he affirms: "When one enters a stranger’s home, the traveler owes the respect to the traditions, to the habits and even to the tropical susceptibilities of the host". &lt;br /&gt;Keywords: Hospitality in Rio Brazil Empire; Slavery; Picture as historical instrument; Napoleon III.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esclarecimento metodológico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O presente artigo é resultado de investigações decorrentes da linha de pesquisa “hospitalidade no Brasil Império”, que tem por objetivo estudar as obras escritas sobre o Brasil por viajantes, cientistas, naturalistas, padres e visitantes do século XIX, que por razões diversas viveram no país entre o período de 1808 a 1889. O estudo refere-se à obra de Charles Ribeyrolles, intitulada “Brasil Pitoresco: história, descrições, colonização e instituições”, de 1859. Nosso interesse investigativo foi procurar entender como o autor compreende a hospitalidade no Brasil Império.&lt;br /&gt;  A origem da palavra “hospitalidade” vem do latim e significa “acolhimento”, porém ela abrange um valor de significação que ultrapassa o conceito de abrigar, pois o campo da hospitalidade agrega graus diferentes e contraditórios de sociabilidade  no tratamento dispensado às pessoas, que devem ser recebidas realmente como hóspedes. Para nós interessa o tratamento que o “hospedeiro” oferece ao hóspede e vice versa. Por isso, constituem-se em um conceito que perpassa integralmente os costumes de uma determinada sociedade, retratando o cotidiano da sua cultura material e espiritual.&lt;br /&gt;  Charles Ribeyrolles junto com o fotografo Victor Frond tornam-se nossos personagens centrais, ambos republicanos, proscritos pelo golpe de Estado realizado por Napoleão III, na França, em 1851. Exilam-se no Brasil, com a missão de escrever um livro, este resultou no primeiro estudo feito por viajantes na América Latina a utilizar a fotografia e a litografia como material iconográfico ilustrativo.&lt;br /&gt; Este livro tem uma dupla significação, registrar e recuperar memória histórica nacional, auxiliando no desvelamento da historiográfica sobre hospitalidade e do turismo brasileiro, bem como, se trata do primeiro estudo sobre o Brasil, feito por um republicano e militante político, acompanhado de fotografias para ilustrar seu conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preliminares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Charles Ribeyrolles jornalista, ativista político e cronista: lutava pela defesa do regime republicano, contrapondo-se ao golpe de Estado feito por Napoleão III, em 1851. Por ser redator-chefe do Jornal La Reforme, por onde se expressava contra o golpe de Napoleão foi perseguido, fugiu para Londres, e posteriormente dirigiu-se ao Brasil em 1858, para trabalhar com o fotografo Victor Frond . Morreu em primeiro de junho de 1861, no território nacional, de uma peritonite, segundo esclarecimento feito por Frond: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fatal acontecimento, por tantos títulos, nos enche de desgostos, foi injustamente atribuído à febre amarela, e não passou de conseqüência de uma peritonite. Por mais penosa que me seja esta revelação, devo-a ao país hospitaleiro que Ribeyrolles pretendia defender na Europa e que, segundo suas formosas e verdadeiras palavras, todo o mundo censura. (RIBEYROLLES, 1980, v.2: 201; 2).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A ilustração de Frond categoriza essa brilhante obra publicada pela Tipografia Nacional, em 1859, por ordem de D. Pedro II. O autor arrola fatos importantes do cotidiano da época e foi um mestre em relatar a história em um tom romântico, sem perder a iniciativa da crítica ao processo político e econômico do Império. Com sua profunda formação política educacional e cultural, tornam seus discursos verdadeiras peças literárias, interessantes de serem lidas e observadas, pois o texto é ilustrado com um farto material iconográfico, composto pela novidade das fotografias obtida pelo artista da imagem, o fotografo Frond.&lt;br /&gt; O viajante Charles Riberyolles constitui um militante do partido político republicano revolucionário, pois relata, de forma opinativa, sua relação para com os problemas políticos, econômicos e sociais propondo a superação dos mesmos. Por isso, seu discurso torna-se engajado e militante no relato crítico sobre a realidade brasileira.&lt;br /&gt;  Nosso objetivo foi resgatar como o autor descreve o processo de sociabilidade junto às relações sociais que podem ser classificadas de hospitalidade e as sinalizações que surgiram pelo fenômeno turístico naquele período histórico, visto que é a primeira vez, na história latino-americana, que a fotografia é utilizada em um livro. Com a intenção de ilustrar as riquezas de um país, a obra de Ribeyrolles ganhou status e importância documental em virtude da variada iconografia apresentada sobre o cotidiano do Brasil Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visão de mundo de Ribeyrolles     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ribeyrolles, homem culto que utiliza seu discurso irônico e em muitos momentos marcados pelo sarcasmo e pela radicalidade quando se refere ao processo de colonização. Como republicano convicto, tinha claro que a expansão do imperialismo francês, inglês, português e espanhol era resultado de uma mistura de rearranjos do Estado absolutista que se encontrava em agonia e desespero. Que tinha que buscar uma sobrevivência mortífera e concomitante à expansão das relações capitalistas que se expande no mundo. Segundo ele, “[...] seguiu o espírito moderno e suas três grandes forças: a ciência que descobre a indústria que realiza o trabalho que produz” (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 26).  &lt;br /&gt; Mais adiante, usa um discurso extremamente denunciante e demonstra sua consciência crítica ao processo de exploração ao qual foram submetidos os “nativos da terra”, chamando “esses homens sem palavra e piedade” de “aventureiros da conquista” (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 32):&lt;br /&gt;Esmagavam sob uma chuva de ferro e fogo as nações da flecha. Saquearam os deuses hospitaleiros os lares indefesos, o túmulo dos mortos. Carregados de ouro, e nunca saciados dele, fizeram falar os brasileiros ardentes, as tenazes aguçadas, as roldanas, os cavaletes. E o que restava de velhos, mulheres e crianças, em seguida à metralha e à tortura, acorrentavam e vendiam, nada ficando livre atrás de si, nem terras, nem povos! (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 31; 2)        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A consciência política de Ribeyrolles pode ser percebida em sua escrita, quando de forma aguçada e penetrante registra que para os colonizadores. “O ouro era seu ideal. O vinho a bússola [e] a inquisição a imprensa [e que] eles representavam fortemente a besta humana” (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 32). Podemos afirmar que, para a sua época, este jornalista possuía um senso crítico afiado e posições políticas definidas. Imaginamos como a visão da escravidão o deve ter ferido em suas convicções de justiça e liberdade, pois escreve:&lt;br /&gt;Brasileiros, não sois nem botocudos, nem purís, nem portugueses. Sois da filiação humana, tendes avós como nós todos. Homens e povos, não há mais sobre a terra nem velhos, nem moços, nem grandes, nem pequenos. Só há trabalhadores (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 34). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Podemos considerar Ribeyrolles um defensor do abolicionismo, que lutou na França contra Napoleão e aqui no Brasil pela liberdade dos escravos e em favor de trabalhadores livres para a agricultura e para a pequena indústria que começava a despontar. Na verdade, foi um homem à frente de seu tempo e que possuía consciência da luta de classes. Mas, apesar dessa criticidade, não deixou de expressar preconceitos baseados na visão etnocentrista que imperava no senso comum e na própria academia européia como explicativas do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selvagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em uma das partes de seus escritos, ao se referir aos nativos da terra, o qual os chama de selvagens, faz uma interpretação sobre os primeiros habitantes do Brasil, indagando:&lt;br /&gt;As tribus, como os povos e os homens, só valem pelo que deixam como herança comum. Artes, ciências, indústrias, cultura, línguas, religiões, governos, revoluções, eis os legados. Ora, em todos esses assuntos, que valores se encontrarão nos arquivos e depósitos da América do Sul? (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 36).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ribeyrolles comete um erro comum entre os europeus: fazer a leitura do Novo Mundo segundo preceitos de sua realidade histórica. Para ele, a visão do atraso surge como força explicativa. Considera as aborígenes raças inferiores, que não produzem nada além de arcos, flechas, colares, clavas de luta e cocares, portanto sua cultura é pobre e não deixam nada como legado.&lt;br /&gt; Ainda conforme o cronista, a falta de uma religião entre os indígenas explicaria o canibalismo e expressava “que era mister devorar o inimigo vencido. Os antigos Tapuias comiam os próprios pais. Banquete filial! Destino patético!” (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 37).&lt;br /&gt; O sistema de governo era o talião, no qual o pagamento do crime é pago com crime semelhante. Quem trabalhava eram as mulheres, pois os homens se limitavam à caça, pesca e à coleta, como afirma Ribeyrolles:&lt;br /&gt;Quanto à lavoura, contavam-se em algumas tribus campos de milho e de mandioca. Mas, em geral, os índios só viviam entregues aos misteres de caça e pesca, sem o menor comércio mútuo, nem tão poucos rebanhos. Era a vida primitiva, dia a dia, com todos os problemas do sertão (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 39).&lt;br /&gt;==============================================&lt;br /&gt; É evidente que a visão de mundo de Ribeyrolles estava sedimentada na idéia do Francês Georges Louis Leclerc, conde de Buffon, que foi um naturalista, matemático e escritor, o qual defendia a tese de inferioridade das espécies, como nos esclarece o historiador Antonello Gerbi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais importantes descobertas de Buffon, das que maior orgulho despertava nele, é que as espécies animais do Velho Mundo e as da América meridional são diferentes. Diferentes e em muitos casos inferiores, ou mais debéis, as do Novo Mundo. (GERBI, 1996: 19)                            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com isso, Buffon define também a natureza dos habitantes do Novo Mundo, como seres inferiores e débeis, pois afirma que os mesmos não conseguiram submeter a natureza aos seus interesses. Mas, sim, se mantiveram sob o controle da natureza, na qualidade de passividade, sem a produção de qualquer comércio ou produção para a troca.&lt;br /&gt; Buffon na verdade, expressava a idéia de que o progresso não havia chegado para esses povos da América, pois o valor de uso prevalecia sobre o valor de troca, isto é, a dinâmica da vida seguia as regras da natureza e não as do mercado.&lt;br /&gt; Com esse entendimento preconceituoso e eurocêntrico, Ribeyrolles trabalha sua visão de mundo, que nada tem de surpresa, pois esta era a forma corriqueira de interpretar o mundo. A comparação entre os povos, tendo como matriz os preceitos ideológicos do Velho Mundo como superiores e dentro do padrão de civilização correta, em detrimento aos “padrões primitivos” do Novo Mundo.&lt;br /&gt;  Por sua militância política, Ribeyrolles escreve sobre os franceses destacando que os mesmos vieram para o Brasil com o interesse de:&lt;br /&gt;Organizar uma expedição que se tornaria colônia no novo mundo, dar à França uma terra que equilibrasse os reinos renascentes de Portugal e Espanha, preparando subsidiariamente um refúgio para os homens de religião que desafiavam as cóleras do tempo, e fundar, através dos oceanos, um asilo, uma colônia livre, tal era o fim da empresa (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 47).    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Segundo Ribeyrolles, por falta de estratégia militar a França foi expulsa do Brasil. O cronista afirma que “As expedições de França deviam, pois, abortar. Não foram elas mais do que incidentes” (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 54).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Independência&lt;br /&gt; A Revolução Francesa, segundo Ribeyrolles, trouxe pouca repercussão no interior da sociedade brasileira, mas nunca deixou de inspirar os movimentos em favor da independência do jugo de Portugal: “O Brasil, sempre debaixo da tutela portuguesa, estava, mais que nunca, vigiado e bloqueado. Seus mares emudeceram. A nau mercante procedente da Inglaterra só trazia os boletins de Londres” (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 125). O cronista acrescenta:&lt;br /&gt;E a Inglaterra se enriqueceu segundo o contrabando. A maioria dos príncipes traíram a liga, e a realeza lusitana achou melhor exportar-se que lutar. Que podia ela em terra contra as tropas de Napoleão? Contra o inglês ou sem o inglês, que podia ela no mar? Seria melhor conservar o antigo título e as colônias do que trazer uma coroa avassalada a Junot. (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 126)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A família real portuguesa foge para o Brasil, acompanhada por uma escolta britânica e, segundo Ribeyrolles, trazendo toda a corte e seus serviçais. Primeiramente param na Bahia e, em seguida, partem para Rio de Janeiro: “O Brasil ia tornar-se uma potência, e o Rio uma capital soberana, metrópole da pátria. Que de coisas trouxeram esses mordomos!” (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 128).&lt;br /&gt; O contingente de funcionários (mordomos) eram os coletores de impostos, os que podiam decretar, por meio de requisições, qualquer bem como de utilidade da coroa, como também determinar a função da terra e das propriedades. Segundo Ribeyrolles, “[...] não se conseguiu esgotar a paciência dos brasileiros, tão bem compreendiam que o poder entre eles era uma primeira independência” (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 128; 30).&lt;br /&gt; A abertura dos portos às nações amigas, em 1808, traz o Brasil para o mundo, tornando o Rio verdadeiramente cosmopolita e o centro político brasileiro, no qual: &lt;br /&gt;Geógrafos, historiadores, viajantes, artistas, todos quantos vagam e deliram aqui deixaram seu hino sobre as belezas interiores, as praias indolentes e fascinantes, as magníficas profundidades desta baía.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Estamos em frente ao Pão de Açúcar, e posto que já tivesse anoitecido, eu vislumbrava, em brumoso perfil, a algumas braças de mar, esse descomunal monólito pousado, como um gigante de atalaia, à entrada da baía. Ele está nu, de cor alvacenta e fulva, mordido de sol e vento (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 175).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ribeyrolles também se encanta com a beleza natural do Rio, mas como bom observador crítico, e de uso de seu sarcasmo característico, ao se referir às embarcações ancoradas na baía da Guanabara, faz o seguinte comentário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inglaterra e os Estados Unidos contam o maior número de velas. Vêm depois a França e Portugal. O Brasil excede-os em cabotagem. Mas possue (sic) poucos cascos alterosos para o oceano e o longo curso.&lt;br /&gt;De quem a culpa? Não será da floresta. Ela fornece, sobre milhas da costa e de fundo, as mais ricas madeiras de construção que se possam encontrar em estaleiros do mundo (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 178).&lt;br /&gt;Descrição da cidade do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao descrever a cidade do Rio de Janeiro Ribeyrolles, o faz com olhos de um urbanista, preocupado com o bem-estar da população e com as condições de saneamento básico, que apesar de ser a Capital Federal, eram precárias. Seguem-se algumas das afirmações interessantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] as ruas formam ângulo reto. São estreitas, mal calçadas, em mor (sic) parte, e os acanhados passeios que as cercam pertencem menos aos pedestres que aos muares.&lt;br /&gt;Para além do espaçoso centro correm as ruas que cortam a cidade nova (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 183).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] o Rio, ao que se afirma, vive do comércio e pode repousar em seus generosos destinos de cidade-entreposto e capital. Não se centralizam, por ventura, em seus armazéns, as províncias de oeste e do sul? Não tem ela em seu porto os navios de todas as nações que pagam ricos dividendos à Alfândega, e suas prerrogativas de metrópole, de sede de império, com os grandes luxos e os grandes proventos? (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 184).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem fossas, porém barris. A certas horas, passam carroças com o tonel fétido, a caminho das praias. Quanto ao resto... lá se vai para o mar à cabeça dos negros, como se fora um cesto de laranjas. É o que se chama o serviço dos tigres (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 189).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para Ribeyrolles, o Rio possuía ares de Veneza, referência de base dentro dos princípios do eurocentrismo, ao escrever que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio de Janeiro deveria, pois, em vez de adormecer em sua mole ociosidade de capital, criar a sua especialidade de trabalho. Tomar a sua marca de fábrica, estabelecer a sua indústria, ainda que fosse só de doces, e dar-se um pouco menos ares de Veneza em suas chácaras (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 185)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porém admite que o abastecimento de água do Rio de janeiro era exemplar e atende às necessidades da Capital Federal, entretanto aproveita para ser mais uma vez sarcástico com a política do reino:&lt;br /&gt;Há torneiras ao canto das ruas, chafarizes em algumas praças, e o serviço das casas é feito por aguadeiros que vos levam a mercadoria em barris.&lt;br /&gt;Isso, já se vê, é feito com a primitiva simplicidade, à moda portuguesa antiga. Estudai, aliás, os hábitos, as tradições, os costumes e, diga o que disser a Constituição, achareis por toda a parte o mesmo cunho, a mesma lei. O brasileiro reina. O português governa (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 186; 87). (grifo nosso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A iluminação pública no Rio já estava sendo feita com gás, apesar da resistente existência dos antigos, fumacentos e românticos lampiões de azeite. Assim comenta Ribeyrolles, novamente com seu peculiar sarcasmo: “O bico irradia. O candieiro agoniza [...] Uma companhia, como nas cidades principais da Europa {administra}. Quando os capitais particulares entram em ação, andam mais depressa do que a administração pública” (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 189).&lt;br /&gt; O cronista registra que na cidade do Rio de Janeiro, “Não há nem banhos nem lavatórios públicos” (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 190) também se referindo à falta de água e de arvores no passeio público, em trechos como:&lt;br /&gt;Os melhores passeios do Rio são os morros pelas rudes ladeiras do Castelo, da Glória e de Santa Teresa. Só os artistas, os estrangeiros e os negros se arriscam a essa escalada com o sol a pino. A melhor hora é pela madrugada, antes que se abrasem a cidade e a baía (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 192).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O escritor tece uma crítica à falta de memória histórica do brasileiro a partir de &lt;br /&gt;Onde estão, pois os monumentos?&lt;br /&gt;Salvo o aqueduto, de bom aspecto, realmente, com suas duas arcadas, não existe no Rio um único monumento público, nem uma colunata, nem uma estátua. Esquecimento, preguiça ou bom senso? (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 200)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A população do Rio chama a atenção do autor por sua riqueza cosmopolita, explicitada em excertos como: “[...] que o Rio é mais rico (que New-York) em espécies, em tipos, e encerra em seus muros vinte povos diversos [...] Ide, pela manhã, ao mercado próximo do porto. Lá está ela, sentada, acocorada, ondulosa e tagarela, com o seu turbante de casimira, ou vestida de trapos, arrastando as rendas ou os andrajos (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 202; 3).&lt;br /&gt; Ribeyrolles faz uma rica descrição dos tipos existentes no Rio:&lt;br /&gt;[...] as negras vendedoras, matronas do logar, patrícias da manga e da banana, com seu rosário de chaves. Essas damas mercadoras têm seus escravos que lhes arrumam as quitandas, vigiam, vendem ou vão colocar seus grandes cestos nas esquinas das ruas freqüentadas, tentando a curiosidade do passante.&lt;br /&gt;[...] a segunda classe de quitandeiras não tem mais que um tamborete e um taboleiro sobre estacas e debaixo de um toldo, nas horas de muito sol. &lt;br /&gt;[...] Agachadas ou marchando atrás das senhoras, vão as negras do Congo, de Moçambique, de Anguiz e de Benguela. É o proletariado negro, em saias amarrotadas, bochechas tatuadas e anéis de cobre. Algumas delas têm filhos carapinhentos e nus que brincam pelo chão; e quando levam o cesto à cabeça, carregam às costas o seu querubim negro enrolado em sua manta azul, como um esquilo na folhagem (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 203).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Os negros mais jovens e sadios eram vendedores que carregavam pesados cestos e passavam a oferecer seus produtos, nas portas, corredores, ruas comerciais, praças públicas e em toda a cidade, percorrendo longas distâncias. Para se distrair de tão penosa tarefa, acertavam entre eles cânticos cadenciados, acompanhados de um chocalho ou de qualquer instrumento musical.&lt;br /&gt; No mercado, ficavam os escravos velhos e doentes cuja força servia para carregar pequenos cestos de frutas; e outros sadios e robustos, para fazer o trabalho do cais ao mercado. Ribeyrolles tece uma critica e ao mesmo tempo um elogio aos estivadores escravos e à modernização do trabalho:&lt;br /&gt;Dificilmente se encontraria mais belos grupos de estivadores, vivos e velozes em Marselha ou nas docas de Londres. É verdade que lá o grande comércio tem todos os seus petrechos – os guindastes, os moitões, as polias, os cabrestantes, os pequenos de ferro, e não se tem tanta necessidade de atrelar o homem (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 204).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Numa descrição brilhante, sagaz e crítica, Ribeyrolles, como antropólogo nato, descreve a exploração da mão-de-obra escrava, questionando os vários tipos de trabalho aos quais os escravos eram submetidos:&lt;br /&gt;A quem reverte o salário, o ganho do negro?&lt;br /&gt;O senhor taxa o escravo a tanto por dia ou por semana. Ele precisa de sua ração. E como ela é regulada pela sua força, atividade e inteligência, é difícil para o negro ajuntar seu pecúlio ou gastá-lo com as dançarinas.&lt;br /&gt;Há no Rio proprietários que mantêm no ganho até trezentos escravos, e cada noite aferrolham tranquilamente um rendimento de lista civil. Por que não? Compraram a ferramenta, o instrumento. Carne, suor e sangue, tudo lhes pertence. No entanto, são católicos, membros de várias irmandades, acompanham as procissões, tocha na mão, visitam as igrejas e fazem a sua páscoa. Santos homens! (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 204).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A escravidão no Brasil teve características muito peculiares no que se refere ao trabalho escravo no Rio por ser eminentemente um pólo administrativo do reino e possuir o maior porto do Brasil por onde era exportado o café. Isso significa que a força de trabalho escrava na Capital Federal se concentrava no setor de serviços e por esse motivo surge a maximização dessa mão-de-obra, que tinha que atender às necessidades de uma população abastada.&lt;br /&gt; Por isso, o escravo passou ser uma não-de-obra que já começava a “competir” com o trabalho livre e a se tornar um entrave para o avanço do capitalismo, mas não para o capitalista, como bem especifica Ribeyrolles:&lt;br /&gt;[...] classe numerosa dos criados de aluguel. Abri os jornais, lede os anúncios. Os aluga-se, vende-se, precisa-se fervilham. Predomina o aluga-se. Aí encontrareis domésticos de mesa ou de quarto, trabalhadores, amas de crianças, lavadeiras, mucamas, cozinheiros, moços de cozinha, pagens. Há de tudo, para todas as necessidades, nessas taboletas mercantis que choram, muita vez, na primeira página, sobre as desgraças sagradas da Itália ou Polônia.&lt;br /&gt;[...] Sapateiros, alfaiates, funileiros, pedreiros, pequenos industriais e fabricantes, que não podem adquirir o instrumento negro, alugam-no e lhe pagam os serviços. Para quem os salários desses obreiros e empregados? Para os senhores, integralmente (Ribeyrolles, 1980, v.1: 206). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apesar do tom crítico e áspero contra as injustiças, Ribeyrolles era ainda um dos muitos intelectuais e militantes políticos que defendiam a idéia de pureza da raça. O que é explicável para a época e para quase todos doutos da ciência que defendiam a noção de raça superior, sintoma de uma aristocracia que começava a ruir, como escreve Georg Lukács:&lt;br /&gt; La demagogia social de la teoria racista, que es una teoria por esencia aristocrático-reaccionaria y antidemocrática, no apunta ya directamente hacia el pasado feudal, como estado ideal que se trata de restaurar, sino que se hace pasar por una doctrina que señala la ruta del porvenir. Bajo Napoleón III, la oposición aristocrático-feudal no se mostraba todavía tan abiertamente feudal, con el rostro vuelto hacia el pasado. Y las masas trabajadoras desengañadas del régimen bonapartista, al recobrarse del aturdimiento que les había producido la derrota de 1848 y verse de nuevo libres de la influencia demagógica de los hombres de diciembre, fueron orintándose cada vez más marcadamente hacia la izquierda, por los derroteros de la recuperación de la democracia y hasta de lucha por el socialismo. (LUKÁCS, 1972: 544).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A teoria racista traduz-se como uma reação dos teóricos da aristocracia, que criaram falsos debates, pesquisas e pressupostos, tentando explicar a questão da pureza da raça, para contrapor a queda das Monarquias via revolução ou eleição. O surgimento das Repúblicas enfraquecia e punha em perigo as casas reais, por isso surge, com força, teoria racista que defendia a importância do monarca por este ser o ponto de equilíbrio e possuir sangue azul.&lt;br /&gt; Ribeyrolles volta a reafirmar que seu pensamento tem raiz na teoria racista quando escreve: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morenos, louros, negros e pardos abundam. Caboclos puros são como abencerragens. &lt;br /&gt;Vêem-se, às vezes, alguns mestiços – índios, filhos de negros ou de brancos, e as mulheres dessa mistura não destituídas de graça, sobretudo se há duas gotas de sangue azul. No sul chamam-se chinas, e seus irmãos mamelucos. Os filhos de índia e negro são inferiores e têm a alcunha de coriboca. (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 207). (grifo nosso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ribeyrolles descreve, em detalhes, a cidade do Rio no que se refere a sua pujança na produção e no comércio de jóias, antes proibido e reprimido pelos interesses do reino português, porém liberado com a vinda Família Real para o Brasil, para atender aos interesses da nobreza e dos ricos comerciantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a rua dos Ourives tem direito da ferramenta, a liberdade da oficina. Suas vitrines irradiam ouro e prata. Candelabros, lâmpadas, custódias, relicários, toda a ourivesaria das igrejas está sob as vistas do público. Fabrica-se também o bracelete, o broche, o diadema, todo esse mundum-muliebrem de que falam os poetas romanos. Contudo, os Cellini são raros na rua dos Ourives. Suíços, franceses, alemães mantêm loja e concorrência com brasileiros e portugueses. Trabalha-se a obra em grosso para venda. A obra-prima vem sempre de Paris. (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 208)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere ao entretenimento, com a chegada da Família Real ao Brasil em 1808, as mulheres passaram a conquistar maior liberdade, circulando pelas ruas, dançando em recepções festivas da Corte, comparecendo a saraus, teatros e ópera. O piano era ainda escasso e somente aparece em alguns sobrados, sendo um produto que começará a entrar no país paulatinamente, modificando a produção musical a partir de 1850 e inaugurando o salão no sobrado urbano e nas sedes das fazendas. E logo estava sendo usado para composição de modinhas e lundus, nas mãos da fantástica Chiquinha Gonzaga.&lt;br /&gt; Ribeyrolles (1980, v.1: 209) “O piano faz barulho em todas as salas. Esse enfadonho pedalista, que não tem nem os grandes sopros, nem os cantos profundos do órgão, invadiu tudo, até os depósitos de bananas, e matou a conversação”.&lt;br /&gt; As grandes procissões da igreja católica eram festividades religiosas que ocorriam de dia e à noite, das quais os escravos e a população em geral participavam de forma ativa. Ribeyrolles não poderia deixar passar despercebido esse acontecimento, sem fazer os seguintes comentários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho e os salários perdem nelas cem dias. Os negros amam as tochas, a música, o incenso, os grandes cortejos. As crianças adoram os tiros, as bombas e os foguetes. Crianças e negros correm, pois, às procissões. Clérigos, monges, confrarias são o espírito que as anima. Eles não têm circensis. Sabem que os hábitos, as tradições vivem muito tempo depois da fé morta (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 209).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O teatro era um entretenimento do mais democrático e trazido pelos jesuítas, que se servia de seu processo pedagógico de ensinamentos de técnicas teatrais, eficazes e fascinantes para a educação religiosa de evangelização. Começaram, então, a incorporar os costumes nativos, máscaras, pinturas e elementos do cotidiano indígena ao seu secular e dogmático ensino, produzindo espetáculos quase sempre litúrgicos, de cunho eminentemente apostolar, nos quais se juntavam anjos e flores nativas, santos, bichos, com louvores a Deus.&lt;br /&gt; Ribeyrolles, ao se referir ao entretenimento popular da época, destaca o teatro, afirmando:&lt;br /&gt;O verdadeiro entretenimento público no Rio é o teatro. Todas as classes o apreciam, freqüentam-no, têm nele a sua localidade, a pesar do calor. O de S. Pedro de Alcântara, no largo do Rocio, é digno das cidades; as cenas secundárias do repertório, as pequenas platéias de Londres. (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 210) &lt;br /&gt;Os brasileiros amam a arte, e nós também. Se gostam, ao mesmo tempo, das igrejas e das procissões, por que deixam que se perca e desapareça a grande música sacra? (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 211). &lt;br /&gt; A cidade do Rio de Janeiro era também palco de pleno desenvolvimento das artes cênicas, gosto trazido pelos jesuítas que aplicavam a interpretação teatral para a catequização dos nativos da terra. Um dos vanguardistas desse processo foi o padre José de Anchieta. A Família Real ergueu o Real Teatro São João, rebatizado de São Pedro de Alcântara, em 1826, e arrendado, em 1838, por João Caetano. Em 1871, foi inaugurado o Teatro Imperial D. Pedro II, que teve em sua abertura o famoso baile de máscaras. Este teatro se localizava na Rua da Guarda Velha, nele eram apresentadas as óperas, muito ao gosto da Corte, por isto ficou conhecido como Teatro Lírico.&lt;br /&gt; Não poderíamos deixar de destacar o Teatro Municipal Casa da Ópera, fundado na cidade de Ouro Preto no ano de 1770, considerado o mais antigo da América do Sul, com capacidade para 350 pessoas. Local onde o Barroco mineiro deleitava a sociedade que ostentava o luxo e a riqueza vindos do ouro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagens e hospitalidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pode-se destacar como Ribeyrolles tem presente, em sua militância política, a prontidão para o embate verbal. A sua habilidade para com as palavras o faz um crítico inteligente não caindo no vazio político. Quando se refere às cansativas e duras viagens dos tropeiros, que na verdade dinamizavam a economia, afirma: “Dormi em paz, tocadores de mulas. Em breve, não haverá mais tocadores de homens” (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 220).&lt;br /&gt; Uma das primeiras vezes que Ribeyrolles toca no assunto de hospitalidade descreve-a com o costumeiro tom crítico, comentando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste país onde abundam as montanhas, as hospedarias são raras. Seria uma ventura que as houvesse em cada parada. Tome-se a serra do Comércio ou a de Botage (?), ou o caminho de Rodeio, para ir a Valença ou a Vassouras, e ter-se-á que pousar na primeira venda. É o que existe de melhor.&lt;br /&gt;Assim fizemos no Quilombo, pequeno hotel da estrada de Vassouras, onde há feijão, milho, arroz, sardinha, carne seca todos os primores e virtualhas do deserto. O serviço foi excelente entremeiado, como sempre, de – paciência! Paciência! – e coroado de um boletim avisando a perda de vinte mil réis! É verdade que as mulas compensaram. Que vitórias para três proletários! Com alguns Austerlitz como esse, ficaríamos a seco. Sem a menor munição (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 224).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O comentário sobre os preços cobrados pela hospedagem é comparado a uma guerra, pois os valores dos serviços deixariam qualquer batalha sem munição, bem como os elevados gastos das viagens que nas palavras de Rebeyrolles (1980, v.1: 224) no “[...] Brasil custa mais caro que na Rússia ou Inglaterra [...]. Ao comentar sobre as estradas da época descreveu as cruzes e os esqueletos que se observam no caminho a disposição das intempéries. Destaca-se, a seguir, um de seus comentários a respeito da segurança de se viajar pelo Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se atravessar o Brasil, em todos os sentidos, quase sem risco, salvo nas regiões selvagens onde se açoitam as tribus decadentes dos últimos indígenas.&lt;br /&gt;De quem a culpa, se num país onde o povo é dócil, hospitaleiro, humano, há, algumas vezes, dessas tragédias pelas estradas?&lt;br /&gt;Quando penetra em lar estranho, o viajante deve respeito às tradições, aos costumes e mesmo às suscetibilidades tropicais de quem o hospeda (Rebeyrolles, 1980, v.1: 225).  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A noção de Rebeyrolles sobre hospitalidade demonstra que ele detém uma visão interessante sobre a dimensão desse conceito em suas ramificações relacionadas ao equilíbrio do meio ambiente, pois questiona o incêndio das matas e a forma de uso da terra, que de terreno para cultivo se torna pasto para o gado. Com indignação, questiona fortemente o uso da terra:&lt;br /&gt;De resto, para que servem as queimadas? Para que esses incêndios, sem dúvida muito pitorescos à noite, e que não deixam de constituir devastações monstruosas? Em nossos Pirineus franceses, assim faziam outrora os pastores do Béarn. Queimavam, no outono, vários tratos de floresta e asseguravam, para a primavera, excelentes pastagens. Mas, os cumes espoliados, recebia a planície as águas em torrentes, inundavam-se os campos e a própria montanha se esboroava entre as águas. O que lá não passava de um acidente severamente punido pela lei penal, aqui, para o lavrador brasileiro, é hábito constante, o uso, a regra (REBEYROLLES, 1980, v.1: 247)  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Em uma de suas paradas de viagem, Rebeyrolles comenta sobre a busca de abrigo, após perigosa tempestade e a chegada diante de um hotel:&lt;br /&gt;Noite, noite profunda, quando as mulas chegaram a Pedro do Rio, diante do hotel Meyer. Não se trata seguramente de um Louvre. Também não é um desses albergues sórdidos onde só há carne seca e feijão. A casa é nova, limpa e bem fornida. Pode-se jantar e dormir bem, dois prazeres de quem viaja duas graças do caminho que se encontram dificilmente entre Petrópolis e Barbacena (REBEYROLLES, 1980, v.1: 258).  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O perfil crítico, militante em defesa da idéia Republicana de Charles Ribeyrolles, levou o fotografo Victor Frond a convidá-lo para vir ao Brasil a fim de colaborar na elaboração de um projeto ousado: a elaboração de um livro intitulado Brazil Pittoresco, descrevendo a história econômica, social e política brasileira. Caberia a Ribeyrolles dar a merecida contextualização às imagens captadas por Frond. Seria um trabalho inédito no campo fotográfico para a memória da história brasileira.&lt;br /&gt; Entretanto, a obra de Ribeyrolles e Frond é grandiosa em sua totalidade, pois os autores se completam (imagem com o discurso) em um trabalho de inspiração antropológica e sociológica, o que os torna realizadores do primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, bem como um marco para a primeira divulgação turística, utilizando a fotografia.     &lt;br /&gt; Com um discurso beirando ao ufanismo naturalizado, Riberolles dá destaque à característica de sua militância política, aconselhando o imperador a lidar com a      mão-de-obra livre, resultante do processo de imigração estimulado pelo Estado imperial. O cronista entendia que, pela dimensão e riquezas existentes no Brasil, Portugal tenha pela frente “[...] essa empresa gigantesca da colonização de um mundo?” (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 189).&lt;br /&gt; A beleza natural do Rio de Janeiro impressionou Ribeyrolles, fazendo com que exultasse suas formas geográficas como as mais “indolentes e fascinantes”                      para o visitante, afirmando que esse encantamento atingia todas as embarcações que dele se aproximassem. Em depoimento de exaltação ao período Imperial, porém em tom satírico comenta:&lt;br /&gt;Estamos em frente ao Pão de Açúcar, e posto que já tivesse anoitecido, eu vislumbrava, em brumoso perfil, a algumas braças de mar, esse descomunal monólito pousado, como um gigante de atalaia, à entrada da baía. Ele está nu, de cor alvacenta e fulva, mordido de sol e vento. Não ostenta a mais pobre das coroas nem uma planta verde, uma simples flor no cimo (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 175; 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Outro momento característico da criticidade de Ribeyrolles consiste no comentário sobre os passeios oferecidos pela cidade do Rio de Janeiro, destacando alguns pontos turísticos:&lt;br /&gt;Há ainda outros recantos deliciosos, porém bastante afastados, como as gargantas da Tijuca, onde a cascata murmura, Boa Viagem, em Niterói, o saco da Jurujuba, que abre, por um canal estreito, para um dos ninhos da baía; a ponta do caju, a Boa Vista, em S. Cristóvão, residência Imperial, e entre todos, o Jardim Botânico, fechado, ou melhor, perdido na lagoa de Rodrigo de Freitas, ao fundo de Botafogo. (RIBEYROLLES, 1980, v.1: 192; 93).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao se referir ao Jardim Botânico, faz uma crítica ao monarca D. João VI falecido em 1826, em tom de deboche, quando descreve a situação do local, como sendo “[...] o jardim das plantas, das bananeiras e das essências”, e completa a ironia:&lt;br /&gt;Essa risonha metamorfose deve-se ao rei d. João VI. Se ele pouco se dava às idéias e às guerras, comprazia-se com as flores. Deus proteja e perfume a sua alma.  &lt;br /&gt;Nesse jardim, pobre em espécies, deficiente quanto à ciência se ostenta dupla colunata como jamais tiveram palácios e templos. É uma aldeia de palmeiras em dois renques. &lt;br /&gt;[...] O Jardim Botânico do Rio devia ser, antes de tudo, brasileiro     &lt;br /&gt;(RIBEYROLLES, 1980, v.1: 193).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A contribuição que Charles Ribeyrolles traz à historiografia do turismo brasileiro é importante e demonstra o quanto os centros de estudos e investigadores necessitam-se voltar cada vez mais para a pesquisa nessa área. Um povo só é independente quando é dono de sua história, quando conhece suas raízes e sabe onde investigá-las, para isso, a pesquisa histórica do século XVI ao XIX se constitui em uma fonte inesgotável de dados (emoções).&lt;br /&gt; E por que Ribeyrolles? Porque, era um militante político que defendia a República com a tonalidade ampla de criticidade inteligente. Por isso, capaz de nos dar uma noção crítica da hospitalidade praticada na época e sinalizar o turismo, num sistema Imperial, que apresentava um processo de contradição, pois a coexistência da mão escrava com a mão-de-obra livre pressionava os interesses de classe.&lt;br /&gt; Por esses motivos, os relatos de viagem são fontes inesgotáveis de temas para pesquisas. Por viver um tempo no Brasil, a observação empírica do cronista mapeia sua descrição, com informações interessantes e detalhadas da vida da população, dos costumes dos hábitos, das festas, do cotidiano daquela época. Ao se deparar com o desconhecido, com o diferente, os viajantes se assustavam e, muitas vezes faziam análises rápidas e preconceituosas sobre o lugar e seu povo. Charles Ribeyrolles, como jornalista francês, não se absteve de participar do debate da mão-de-obra no Brasil e de propor seu projeto que solucionaria seus males. Marcado pelo racialismo, típico do século em que viveu, defendia a miscigenação apenas que resultasse no branqueamento. Dessa forma, então, o imigrante ideal seria o colono branco, europeu e se possível protestante, que seria o símbolo do labor e do progresso, já que via Portugal e a Igreja Católica como o atraso e a ociosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA REFERENCIADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUKÁCS, Georg. 1972. El asalto a la razon: La trayectoria del irracionalismo desde Schelling hasta Hitler. Barcelona e México, v. 3, D. F: Grijalbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GERBI, Antonello. O Novo Mundo: história de uma polêmica: 1750-1900. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História da vida privada no Brasil: Império / coordenador-geral da coleção Fernando A. Novais; organizador do volume, Luiz Felipe de Alencastro – São Paulo: Companhia das Letras, 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIBEYROLLES, Charles. Brasil pitoresco: história, descrição, viagem, colonização, instituições. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Universidade de São Paulo, 1980.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-1282728226345933779?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/1282728226345933779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=1282728226345933779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/1282728226345933779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/1282728226345933779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2010/05/militante-politico-republicano-charles.html' title='MILITANTE POLÍTICO REPUBLICANO, CHARLES RIBEYROLLES E A HOSPITALIDADE NO BRASIL IMPÉRIO'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/S_R3OW6YW2I/AAAAAAAAADg/EqEsN2yY9PA/s72-c/provinfluminense_fazendafluminense.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-7936086518609323609</id><published>2010-04-22T11:29:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T11:36:45.201-07:00</updated><title type='text'>MINISTÉRIO DO TURISMO E SUA FESTA DE BABETTE</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/S9CXLCnZsUI/AAAAAAAAADY/V7uKPTlEH5A/s1600/babette.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 382px; height: 290px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/S9CXLCnZsUI/AAAAAAAAADY/V7uKPTlEH5A/s400/babette.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463032563936899394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MINISTÉRIO DO TURISMO E SUA FESTA DE BABETTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                         João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não sei por que! Mas quando estava pensando na Política Nacional de Turismo, visualizei um banquete, onde a prática gastronômica explicitava inexistir a plena felicidade sem o pecado, que pode ser o da gula em razão da comida e do dinheiro pela existência das emendas parlamentares. O Ministério do Turismo seria madame Babette em seu banquete articulado por um maquiamento marqueteiro, buscando contrapor a noção do pecado com a idéia da felicidade. &lt;br /&gt;O uso da estrutura administrativa e política do aparelho de Estado no extremo limite, entre o legal e o imoral levam a situações questionadas pela Controladoria Geral da União – CGU, que investiga o desvio de recursos destinados a municípios por meio de emendas parlamentares para patrocinar, eventos, feiras e exposições. Segundo dados publicados pela imprensa foram cerca de 1.500 atividades envolvidas ao turismo que receberam um total de 250 milhões de reais.&lt;br /&gt;Esse dinheiro arrecadado por meio de emendas parlamentares, em que políticos estão fazendo a verdadeira festa com o dinheiro público, associados à ONGs segundo o Blog do Noblat em matéria veiculada em 19/04/2010 - Fraude com recurso para festas repete “sanguessuga”:&lt;br /&gt;Entre as 50 ONGs que mais receberam dinheiro do Turismo para organizar festas entre 2007 e 2009, a Folha identificou que 26 têm relação direta com políticos e partidos. As entidades receberam R$ 53 milhões no período.&lt;br /&gt;O Ministério do turismo foi criado em 2003 tendo como ministro o político Walfrido Mares Guia, que soube preparar a estrutura ministerial para conseguir a colaboração de deputados e senadores para gastarem suas emendas parlamentares em atividades supostamente turísticas, segundo a CGU podendo haver desvio de dinheiro que esta sendo investigado. Como também requereu a quebra de sigilos bancário e fiscal de agentes públicos e dirigentes do Ministerio de Turismo.&lt;br /&gt;Na verdade o CGU suspeita que prefeitos e ONGs e parlamentares tenham utilizado de notas fiscais frias para sustificar o evento, ou que essas atividades tenham sofrido superfaturamento. Uma coisa é certa existe, algum esquema facilitador para que o Ministerio seja objeto de uma quantidade elevada de emendas parlamentares, associado a prefeituras para o recebimento de verbas para o turismo.&lt;br /&gt;Esse processo já denunciado pela emprensa, de ser investigado, e para apimentar ainda mais esse fato pedimos ao CGU que investigue:&lt;br /&gt;A) No periodo que o ministro Walfrido Mares Guia esteve a frente do Ministerio de turismo, verificar como foi a distribuição de verbas por Estado, parece que teriamos grandes supresas;&lt;br /&gt;B) Analisar cada evento que recebeu verba e sua ligação com parentes de  politicos; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos ter uma Política Nacional de Turismo, voltada para o turismo interno, se os aportes financeiros são direcionados segundo decisões políticas e politiqueiras?&lt;br /&gt;Por isso, nunca se contratou tanto show de duplas sertanejas de artistas conhecidos e desconhecidos; nunca se deu tanta verba para a construção de portais turísticos que nada significam e não leva a lugar nenhum; rodeios sem qualquer valor cultural e econômico inventados por filhos de políticos.  &lt;br /&gt;Será que esses parlamentares e o Ministério de turismo assistiram ao filme: A festa de Babette?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-7936086518609323609?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/7936086518609323609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=7936086518609323609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7936086518609323609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7936086518609323609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2010/04/ministerio-do-turismo-e-sua-festa-de.html' title='MINISTÉRIO DO TURISMO E SUA FESTA DE BABETTE'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/S9CXLCnZsUI/AAAAAAAAADY/V7uKPTlEH5A/s72-c/babette.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-7026681430579397045</id><published>2010-03-31T12:09:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T12:13:01.398-07:00</updated><title type='text'>QUEM COMANDA OS GORILAS?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/S7Oeol1SpDI/AAAAAAAAADQ/jv0DG7ygApo/s1600/greve4_260310_Clayton_de_Souza_AE_cortada8-242x300.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/S7Oeol1SpDI/AAAAAAAAADQ/jv0DG7ygApo/s400/greve4_260310_Clayton_de_Souza_AE_cortada8-242x300.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454877993863390258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;QUEM COMANDA OS GORILAS?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                         João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O professor se constitui em uma classe profissional que trabalha em prol da formação educacional e informação para a vida, com isso, a sociedade os coloca como uns dos elementos mais importantes para a instrumentalização de um processo de socialização dialética na formação do caráter e personalidade do homo Faber Brasilis. A responsabilidade na formação de gerações faz este educador ter um papel de destaque no seio da sociedade. Atividades isoladas e coletivas não param de elogiar sua nobre função, e no dia do professor homenagens são ritualizadas pela escola e pelo Estado, todos reconhecem seu valor na sociedade como fundamentais.&lt;br /&gt;Mas o Estado neoliberal transforma a ação do professor em uma mera mercadoria sem valor, em que se prioriza o valor de uso e, menospreza o valor de troca. Colocando a sua função num patamar idealista e metafísico como decorrente de um sacerdócio, em que o dom de educar e mais gratificante do que a luta por melhores meios e salários dignos. Como se a luta por melhores salários fosse articulação de movimentos políticos partidários, que buscam desestabilizar a candidatura do PSDB na corrida a presidência da República.&lt;br /&gt;De um lado as escolas públicas massacradas, por uma infra-estrutura sucateada, sem laboratórios, sem quadras poliesportiva, com banheiros que mais parecem chiqueiros, faltam professores e funcionários, pessoal de apoio (psicólogos e fonoaudiólogos). Vulnerável no campo da segurança, professores que são afastados por sofrerem ameaças de agressão física por alunos e bandidos da região, que comandam o cotidiano da localidade configurando um poder paralelo a sociedade.  &lt;br /&gt;Do outro, os comerciantes e mercenários da educação privada que utilizam da prática da repressão física e mental para com o professor ameaçando-o com demissão para qualquer atitude de rebeldia a ordem estabelecida. São obrigados a assistir aulas de auto-ajuda, como forma de aprimorar o seu convencimento enquanto professor apimentando-o com técnicas que levem o aluno ser um empreendedor combativo no mercado e parcimonioso em suas reflexões críticas.&lt;br /&gt; Como o entendimento do Estado no campo da educação não é por uma educação crítica e combativa numa perspectiva histórica de mudança social, política e econômica, mas sim, pela manutenção do status quo.  O mesmo mantém o piso do professor achatado em todas as esferas, deixando que o mercado determine o valor salarial segundo interesses dos empresários da educação, que se guiam pelo equilíbrio do desequilibrado mercado industrial de reserva, garantido assim a extração máxima da mais valia nos salários.&lt;br /&gt;Diante dessas questões em que educação e política não se misturam, como se o ato de educar não fosse decorrente de uma política educacional determinada pelo Estado. O governo do Estado de São Paulo utiliza de seu arcabouço policial repressor - serviço reservado (ou secreto) da Polícia Militar paulista os famosos P2. Para massacrar o Sindicato  dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo - APEOESP, acusando de partidários do PT que querem derrubar o governador Serra. &lt;br /&gt;O cômico para não dizer trágico é que antes os professores eram acusados de comunistas que queriam desestabilizar os golpistas de 1964, hoje são os Lulistas e petistas que querem destruir o governo tucano paulista. Na verdade essa direita tem saudades do tempo da Ditadura e não admite que os professores lutem em seu sindicato por melhores condições de trabalho, remuneração e pela liberdade de pensamento.&lt;br /&gt;Com isso indagamos quem comanda esses gorilas? É o governo do Estado de São Paulo que usa a policia militar para bater e prender professores, por isso leitor lembre-se que o presente repete um passado recente, em que os gorilas se alimentavam de estudantes e professores nos porões da Ditadura Militar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-7026681430579397045?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/7026681430579397045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=7026681430579397045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7026681430579397045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7026681430579397045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2010/03/quem-comanda-os-gorilas.html' title='QUEM COMANDA OS GORILAS?'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/S7Oeol1SpDI/AAAAAAAAADQ/jv0DG7ygApo/s72-c/greve4_260310_Clayton_de_Souza_AE_cortada8-242x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-6086511476797854467</id><published>2010-03-17T14:30:00.000-07:00</published><updated>2010-03-17T14:37:31.789-07:00</updated><title type='text'>TESES DECADENTES REAFIRMAM A LÓGICA DO TURISMO ELITISTA</title><content type='html'>TESES DECADENTES REAFIRMAM A LÓGICA DO TURISMO ELITISTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                        João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O processo histórico envolve todo e qualquer fato social e, portanto, deve ser o suporte que calibra a formatação dos instrumentos de racionalidade do pensamento científico, isso porque, ele tem um percurso histórico de nascimento, adaptações e ajustamentos presentes em sua processabilidade dialética, com isso, não acreditamos no acaso e no estudo isolado do fenômeno ou do seu aparecimento repentino. Para tudo existe uma lógica histórica explicativa, produto da luta de classes, pois é esta que movimenta a sociedade no campo cultural, econômico, ideológico e produz uma estratificação social especifica.&lt;br /&gt; Diante desta formulação de princípios destacamos que a realidade é entendida segundo nossos interesses econômicos ou de classe, afetando diretamente a elaboração das Políticas Públicas. Nesse caso, nos referimos como o Estado esboça e encaminha os traços iniciais de uma Política Nacional de Turismo com base na tradição patriarcal e elitista brasileira. Pois desde a fundação do Touring Club do Brasil em 1923, este começou a desenvolver a criação de cruzeiros turísticos para uma elite nacional e estrangeira pela Amazônia, ávida por conhecer seu país e fazê-lo conhecido pelos estrangeiros.&lt;br /&gt; Iniciam-se assim uma proposta de um turismo dirigido as elites, pois no começo era uma burguesia endinheirada que já cultivava o gosto por um turismo exótico e até onde seu dinheiro permitisse a exclusividade. Pois o turismo de massa vinha engatinhando segundo as conquistas econômicas e sociais das classes trabalhadoras pelo desenvolvimento industrial, no Brasil por ocasião do centenário da Independência, surgem os primeiros grandes hotéis do Rio de Janeiro, e São Paulo o Turismo de Águas Termais combinado com o aparecimento dos grandes cassinos.&lt;br /&gt; Em 1939 o Estado getulista cria dentro da Divisão de Imprensa e Propaganda – &lt;br /&gt;DIP a Divisão de Turismo, o que demonstra que o fenômeno do turismo serviu como instrumento ideológico para manter o controle das classes populares e determinar o uso do seu tempo livre segundo interesse da classe dominante. Com isso, podemos afirmar que o turismo foi gestado dentro de princípios dos lazeres burgueses e permanece com esse perfil classista.&lt;br /&gt; A Política Nacional de Turismo aprimorou ainda mais essa atuação elitista, pois apesar de existir a EMBRATUR como órgão responsável pela divulgação do turismo brasileiro no exterior. E o Ministério do Turismo como instrumento ordenador da política nacional de turismo, na prática todo peso do esforço no campo do turismo pelo Estado é voltado para o turista estrangeiro.&lt;br /&gt; Em primeiro lugar podemos afirmar que uma pequena parte do trade de turismo, e por sinal aquela que administra os grandes empreendimentos no campo da hotelaria, gastronomia, entretenimento e transporte detém a hegemonia política das decisões de como deve ser encaminhada a Política Nacional de Turismo. Esse monopólio de poder traduz que os interesses de uma proposta de turismo esta voltada para o turista estrangeiro, pois é este que interessa as grandes corporações da “indústria do turismo”.&lt;br /&gt; A tese de que o turista estrangeiro deve ser o timoneiro da Política Nacional do Turismo e que os recursos destinados a essa atividade devem ser alocados para melhorar a infra-estrutura de sua hospitalidade. Para poder estender sua permanência em território nacional e com isso aumentar seus gastos.&lt;br /&gt; O que me desagrada nessa tese é seu princípio elitista de ver o turismo, bem como, torna o turista estrangeiro uma mercadoria a ser consumida. Não havendo nenhuma preocupação com o impacto cultural e econômico que o mesmo produz na sociedade local e nacional, e como isso acaba afetando o desconsiderado turista nacional. Que muitas vezes fica na fila de espera, aguardando um restaurante, uma hospedagem, até que o turista estrangeiro desocupe um desses equipamentos, ou ainda constatar que o hotel, o passeio programado, o restaurante da moda tem preferência pelo estrangeiro.&lt;br /&gt; O crédito que o Estado destinou ao turismo por meio da Caixa Econômica Federal favoreceu em sua maioria ao mega investidor da área, desde as grandes redes hoteleiras até agencias de turismo, mas tudo parece volatilizar-se, pois não existe um Plano Nacional de Turismo pensado a um planejamento global, em que organize racionalmente a aplicação dos recursos financeiros. O que há, é um imenso jogo político de interesses pessoais, em que vence aquele que detém mais quantidade de capital e obviamente possui um equipamento de turismo de ponta.&lt;br /&gt; Temos a destacar que as dotações financeiras destinadas ao turismo pelo Estado independente de serem ainda modestas em comparação a outras atividades econômicas, são despossuídas de qualquer direcionamento planejado, isto é, seu uso é aleatório atendendo a interesses particulares e políticos.&lt;br /&gt; Existe outra tese, que faz da estrutura administrativa estatal promiscua, pois cultua uma política baseada em favores das emendas parlamentares consignadas por ações eleitoreiras e paroquiais, acobertadas por práticas ditas “legais”, em que o Ministério do Turismo coordena e incentiva políticos a incluir pedidos de verbas para o turismo junto ao orçamento da união. Esse procedimento favorece uma política patriarcal e de compadrinho muito a agosto da tradição histórica brasileira, completamente estapafúrdia.&lt;br /&gt; Essa prática defendida pelos responsáveis do turismo transformou o Ministério do Turismo em um local em que os acordos, arranjos e decisões obedecem ao gosto do parlamentar que solicita verbas para festas pessoais, portais de turismo que não levam a nada, verdadeiros elefantes brancos. Uma vergonha para o povo brasileiro e um incentivo a corrupção em que o Estado via Ministério do turismo acaba sendo cúmplice. &lt;br /&gt; Leitor veja, o Ministério do turismo conseguiu por meio da prática lobista, junto aos deputados carrear para o turismo as emendas parlamentares. Isso tornou o Ministério do turismo em um grande empresário de duplas sertanejas, cantores desconhecidos, mas amigos de deputados. Festas inventadas e religiosas, feiras sem qualquer valor econômico.&lt;br /&gt; Esse processo estanca qualquer possibilidade de elaboração de um Plano Nacional de Turismo articulado a uma proposta de desenvolvimento econômico, pois quem manda é o interesse político de cada deputado em comum acerto com a pasta do turismo, que para conseguir verbas para o turismo não se preocupa com a ética política. Mas, que turismo!!!!!!!!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-6086511476797854467?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/6086511476797854467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=6086511476797854467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/6086511476797854467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/6086511476797854467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2010/03/teses-decadentes-reafirmam-logica-do.html' title='TESES DECADENTES REAFIRMAM A LÓGICA DO TURISMO ELITISTA'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-7562839725652945965</id><published>2010-02-03T14:33:00.000-08:00</published><updated>2010-02-03T14:35:05.990-08:00</updated><title type='text'>TORTURA NUNCA MAIS: A HISTÓRIA OFICIAL NÃO PODE VENCER A HISTÓRIA REAL</title><content type='html'>TORTURA NUNCA MAIS: A HISTÓRIA OFICIAL NÃO PODE VENCER A HISTÓRIA REAL&lt;br /&gt;                                                                                                       João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Confesso ser esta uma temática a qual descrevo com um prazer de intelectual militante da época de 1970, e saudosista do movimento estudantil no tempo da clandestinidade, que lutava contra o golpe e a favor da identificação e julgamento daqueles que utilizavam da tortura, seqüestro e do assassinato como forma de conter as lideranças democráticas sindicais, estudantis, intelectuais, religiosas e políticas. Buscando meios para se opor aos desejos irracionais de um modelo econômico subordinado a um comando de guerra coordenado pelo Capital, chamado Operação Condor contra todos aqueles que ousavam discordar das ditaduras implantadas no continente Latino. &lt;br /&gt; Confesso que por ser marxista desde o segundo grau, me aproximei de professores que me encaminharam para a leitura da dialética histórica, apreendendo desde cedo o disfarce para ler o Manifesto Comunista encapado em papel de pão. Ter recebido aulas de Ciência Política por meio da leitura de dramáticos romances da literatura latina americana, pois os clássicos da teoria política eram proibidos, como também, fui salvo de ser preso por um delegado maçom da Policia Federal do Aeroporto de Congonhas, em vôo vindo de Buenos Aires por trazer na bagagem livros de Karl Marx e Engels.&lt;br /&gt; Confesso ter vivido um dos melhores períodos de minha vida, como estudante e&lt;br /&gt;amigo dos professores Florestan Fernandes, Octávio Ianni, por ter a sorte de ser vizinho de quarteirão desses intelectuais. Reafirmo que minha atitude política sempre foi de crítica ao golpe militar de 1964 e por ter presenciados fatos que ocorreram no interior da PUC/SP. Éramos estudantes de Ciências Sociais no começo dos anos 70 e tivemos professores que foram retirados pelo DOPS da sala de aula e estão sumidos até hoje. Assistimos a defesas de tese no teatro Tuquinha em que foi invadida pela policia militar e pelo DOPS. Convivemos com os discursos contundentes da madre católica Cristina a psicóloga das Sedes Sapientiae militante implacável contra a ditadura militar.&lt;br /&gt; Confesso que foi um período que havia necessidade de permanecer na clandestinidade, pois era a forma de salvar e resguardar nossas vidas, “contra a idéia da força usávamos a força das idéias”. Estudar Marx era e continua sendo uma necessidade prioritária, para enfrentarmos à repressão, alimento que nos dava força para visualizar uma saída no fim do túnel.&lt;br /&gt; Como marxistas permanecemos mais convictos em seus princípios ontológicos e entendemos que o filosofo húngaro Georg Lukács faz uma leitura da obra de Marx que permite desestalinizar a compreensão do marxismo, desarmando a esquerda stalinista - mecanicista e vulgarizando o seu discurso de senso comum e acusativo da direita com fortes traços de neofobia.&lt;br /&gt; Entendemos que a sociabilidade de um grupo social se planifique pelos níveis de tolerância que ela consegue ministrar na leitura dos fatos sociais, em especial no jogo da luta de classe. O equilíbrio de uma sociedade se mede pelos graus de tolerância política, econômica e social que a mesma apresenta, quando essa normalidade histórica é quebrada é porque uma classe quer impor de forma autoritária sua visão de mundo ao resto da sociedade.&lt;br /&gt; Quando isso ocorre chamamos de ditadura, implanta-se um Estado fascista em que as armas de guerra são colocadas para garantir um novo ciclo de acúmulo de capital material e espiritual. Esse processo na América Latina ocorreu como expressão máxima de agressividade aos direitos humanos, em que torturados civis e militares nacionais e estrangeiros praticaram uma série de atrocidades.&lt;br /&gt; Julgar esses algozes ensinados pelos mentores da Escola Superior de Guerra é dever do Estado brasileiro, colocar a verdadeira história em oposição à história oficial. A direita tenta justificar o injustificável, inventou até um pseudo-intelectual que afirma que o processo pelo que o Brasil passou deveria chamar-se a “Dita branda”, pois seria um erro condenar os militares. E parece que assim pensam desde o começo, pois todos os torturadores foram condecorados com medalhas de bravura e subiram na hierarquia militar.   &lt;br /&gt; Por isso leitor lutar pelo julgamento e condenação dos torturadores é um dever humanitário e histórico para as futuras gerações de brasileiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-7562839725652945965?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/7562839725652945965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=7562839725652945965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7562839725652945965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7562839725652945965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2010/02/tortura-nunca-mais-historia-oficial-nao.html' title='TORTURA NUNCA MAIS: A HISTÓRIA OFICIAL NÃO PODE VENCER A HISTÓRIA REAL'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-5460966295760046886</id><published>2010-02-03T14:28:00.000-08:00</published><updated>2010-02-03T14:31:01.911-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/S2n5BMzWJiI/AAAAAAAAADI/kvoN4-GlkU0/s1600-h/Histoblog153.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 344px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/S2n5BMzWJiI/AAAAAAAAADI/kvoN4-GlkU0/s400/Histoblog153.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434148224410986018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-5460966295760046886?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/5460966295760046886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=5460966295760046886' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/5460966295760046886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/5460966295760046886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2010/02/blog-post.html' title=''/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/S2n5BMzWJiI/AAAAAAAAADI/kvoN4-GlkU0/s72-c/Histoblog153.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-7466907872287159967</id><published>2009-12-23T12:21:00.000-08:00</published><updated>2009-12-23T12:26:53.505-08:00</updated><title type='text'>MELHOR DO PAÍS É O POVO BRASILEIRO: VOCÊ ACREDITA NA EMBRATUR?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SzJ8_1d8L5I/AAAAAAAAADA/LSpT92odbFk/s1600-h/048copacabana.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 231px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SzJ8_1d8L5I/AAAAAAAAADA/LSpT92odbFk/s400/048copacabana.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418530737806389138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MELHOR DO PAÍS É O POVO BRASILEIRO: VOCÊ ACREDITA NA EMBRATUR?&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;                                                                                              João dos Santos Filho&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;  Desde o momento que tomei conhecimento do resultado da pesquisa encomendada pela EMBRATUR ao Instituto Zaytec, intitulada o “Perfil do Turista Estrangeiro e Imagem do Brasil”. Venho tentando saber mais do referido trabalho, qual foi o projeto elaborado, o problema destacado, a problemática delimitada, a construção e seleção de hipóteses, a metodologia utilizada, a construção de objetivos e a elaboração do questionário. Na verdade tenho buscado entender o tratamento científico dispensado aos dados coletados dessa pesquisa, pois há resultados extremamente inéditos e inesperados diante da percepção que o turista estrangeiro tem sobre o Brasil.&lt;br /&gt; Mas até o presente momento desconhecemos por completo a metodologia utilizada ou qualquer outra informação desse discutível trabalho. E se enganam aqueles que pensam que esta minha preocupação é mera implicância de alguém crítico a “Política Nacional de Turismo”. Nosso questionamento se deve a essência das pesquisas de opinião que podem até de forma involuntária levar a constatações equivocadas ou errôneas.&lt;br /&gt; O filósofo Pierre Bourdieu acredita que a pesquisa de opinião pública apresenta sérios limites, pois banaliza as sondagens e possui pouco rigor científico em sua execução, bem como, não podemos supor que a opinião esteja ao alcance de qualquer indivíduo e que todas têm a mesma opinião ou tenham de fato interesse sobre o assunto. Demonstra que as pesquisas desse tipo em turismo são questionáveis e passíveis de erros qualitativos em razão da hegemonia dos dados coletados.&lt;br /&gt; Devemos esclarecer que os resultados dessa pesquisa, afirma de que o “turista estrangeiro mais gosta é do povo brasileiro”. Essa conclusão carrega um conjunto de impressões subjetivas e atitudes políticas de cunho ideológico que quando explicitas em sua essencialidade pode revelar fortes preconceitos, tais como:&lt;br /&gt;1. Gosta do povo brasileiro por achá-lo exótico, e resultado da miscigenação com o europeu, africano e índio, acreditando de forma eurocentrista que a ascendência genética predominante destacada foi dada pelo “colonizador (explorador) europeu”;&lt;br /&gt;2. Imigrantes brasileiros que moram na Europa, sabem que a comunidade européia em sua maioria, com destaque para a Espanha e Inglaterra possui um enorme preconceito xenófobo para com os povos latino americano;&lt;br /&gt;3. Há agências que organizam os vôos charter oferecendo mais de um tipo de pacote para o turismo sexual. Os non-stop party, em que o turista desembarca sem nenhuma reserva de hospedagem, disposto a realizar sua fantasia sexual, pois para ele aqui tudo pode. Fica confinado em uma espécie de hotel de fachada, mas na verdade são casas de sexo especializadas em adolescentes;&lt;br /&gt;4. As mulheres são oferecidas aos turistas estrangeiros por taxistas quando desembarcam ou pelo próprio agente de viagem, barraqueiros e vendedores eventualmente funcionam como intermediários. Em geral, não recebem nada pela indicação, mas a menina vira uma espécie de "parceira" daquele que a indicou, ela vai recorrer sempre a esse taxista para as corridas maiores, ela vai fazer seu cliente consumir na barraca de praia. Constituem-se em um comércio silencioso e criminoso regado muitas vezes pela droga;  &lt;br /&gt;5. Para burlar a fiscalização, muitos turistas acabam se hospedando em flats, casas de veraneio, bordéis ou alugam apartamentos, em que a entrada é menos fiscalizada e o suborno do porteiro é bem mais fácil;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esses motivos nós mostram uma percepção completamente diferente do turista estrangeiro para com o povo brasileiro, pelo menos aquela que já havíamos comentado em artigo escrito em 2000 “Carta ao excelentíssimo presidente da República” o qual passo a transcrevê-la em parte: http://www.revistaturismo.com/artigos/presidente.html &lt;br /&gt;Lembramos que a EMBRATUR serviu também aos interesses do Brasil ufanista na década de 70, divulgando a noção de um país de mulheres lindas, mulatas (de Sargentelli e Joãozinho 30) semi desnudas, sedutor (marketing que muito tempo serviu de produto de divulgação para a propaganda, via filmes, pôster e folders enviados para o exterior), ordeiro, pró-americano e anticomunista para o mundo (explicitado pelo apoio e a participação da EMBRATUR com seu escritório em New York, se justifica pela intensa demanda de participação em feiras e atividades culturais no território americano). O marketing usado pela empresa acabou timbrando uma imagem veiculada no exterior pela ideologia de "lugar de sexo fácil", como descreve em sua excelente tese de mestrado a professora Rosana Bignami Viana de Sá, quando afirma:&lt;br /&gt;A imagem do paraíso não se reduz à idealização da selva primordial em seus aspectos de flora e fauna. Ela adquire um outro significado que a relaciona ao pecado original e o país acaba por ser conhecido como o lugar do sexo fácil e barato.&lt;br /&gt;Mesmo aos olhos do observador pouco atento, é óbvio a tentativa de atrair turistas ao Brasil através do uso de imagens de belas mulheres e com referências ao apelo sexual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como também, a autora menciona o que se publica no exterior sobre o Brasil, no caso ela utiliza-se da reportagem de um jornalista italiano referente a um artigo chamado "Le mete eccitanti d'inverno" da revista Tutto turismo, em que relata os seguintes comentários do repórter:&lt;br /&gt;" Para os jovens é fácil encontrar companhia, as mulheres brasileiras não se fazem de difícil, obviamente quando elas têm vontade. Porém, vale a pena lembrar que o Rio é a cidade onde se encontra o maior número de prostitutas e de homossexuais em todo continente americano." &lt;br /&gt;A esse exemplo, poderíamos arrolar outros mais, pois a imagem que a mídia nacional fez no exterior sobre o Brasil deixou uma marca no campo da sedução, em que belas praias, mulheres e o exótico devem ser repensadas, principalmente pela EMBRATUR, que apesar de ter amenizado essa situação, tornando-se mais cuidadosa com seu material de propaganda promocional enviado ao exterior, o problema hoje adquiriu dimensões alarmantes.&lt;br /&gt;O fluxo de turistas estrangeiros que chegam ao país em busca do turismo sexual com adultos e crianças é imenso. O equacionamento desta questão passa pela existência de um trabalho policial preventivo nos aeroportos, rede hoteleira e taxistas. Acompanhado de um grande programa educacional em que a EMBRATUR deveria em conjunto com as operadoras nacionais e estrangeiras mostrar as complicações jurídico-legais ao turista e a empresa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não podemos negar que o Brasil esta sendo conhecido no exterior como uma potencia emergente, a economia estável, a descoberta agora anunciada do Pré-sal, um crescimento pós-crise superior a muitas outras nações, adquirindo respeito no trato do meio ambiente e uso de combustível renovável, se constituí em uma liderança política e econômica junto aos países de todos os continentes.&lt;br /&gt; Obviamente que possuímos ainda profundas mazelas oriundas das desigualdades profundas, bem como, criadores de uma Política Nacional de Turismo elitista voltada para o turista estrangeiro, que há décadas alimentou a venda do turismo brasileiro acoplada à imagem da mulher brasileira.&lt;br /&gt; O Brasil necessita mudar e tem mudado, mas duvido, que essa pecha tenha deixado de existir, por isso, enquanto não tivermos acesso à pesquisa em questão, seremos um crítico a essas pesquisas mágicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-7466907872287159967?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/7466907872287159967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=7466907872287159967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7466907872287159967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7466907872287159967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/12/melhor-do-pais-e-o-povo-brasileiro-voce.html' title='MELHOR DO PAÍS É O POVO BRASILEIRO: VOCÊ ACREDITA NA EMBRATUR?'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SzJ8_1d8L5I/AAAAAAAAADA/LSpT92odbFk/s72-c/048copacabana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-4577925683738380907</id><published>2009-12-18T08:04:00.000-08:00</published><updated>2009-12-18T08:08:39.197-08:00</updated><title type='text'>MEMÓRIA CURTA ACELERA A IDEOLOGIA DOS BORRA BOTAS  I</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Syuo6KbxkWI/AAAAAAAAAC4/-3db3Ifo0hk/s1600-h/ooooo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Syuo6KbxkWI/AAAAAAAAAC4/-3db3Ifo0hk/s400/ooooo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416608694029881698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MEMÓRIA CURTA ACELERA A IDEOLOGIA DOS BORRA BOTAS  I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                  João dos Santos Filho&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Escrever sobre a história brasileira requer equilíbrio, racionalidade e criticidade, bem como, ter consciência do lado em que o pesquisador se coloca como narrador dos fatos. Obviamente toda história é ideológica, como diz Georg Lukacs “não há ideologia inocente”, portanto, querer achar culpados sem, contudo compreender as determinações sociais é praticar a anti-história ou transformá-la em tragédia ou comédia como diria Karl Marx. &lt;br /&gt; A memória histórica de um país deve ser preservada, com isso quero dizer que a mesma deve ser resultado de um processo de recordação constante, patrocinado pelo Estado e instituições que tem o dever de repassa - lá, ou melhor, inculcá-la em todas as gerações como patrimônio da memória histórica de um povo.&lt;br /&gt; Retratá-la como história da conspiração de uma suposta armação maquiavélica em que nós somos os puros e ele é o vilão, se constitui em um tratamento hegeliano de entender a história. Com isso, reafirmo que o tratamento que alguns borra botas dão ao presidente Lula é deplorável como também lamentável. &lt;br /&gt; Podemos culpar o Lula por inúmeras razões ideológicas de corte partidário (os pressupostos doutrinários que sustentavam originariamente o Partido dos Trabalhadores – PT), principalmente os princípios que serviram para maximinizar a maioria da vontade dos brasileiros, quanto o que seria fazer política diferente, ou seja, voltada para as classes populares, foi mantida. O que não foi mantido foram os espaços para a luta pelo socialismo, este foi nacionalmente e internacionalmente questionado com base nos resultados do socialismo real, que não tem nada a haver com o socialismo cientifico.&lt;br /&gt; Podemos culpá-lo também, por desenvolver uma política assistencialista que alimenta um populismo de “toma lá, dá-cá,” como comentam os borras botas de plantão, entretanto, esquecem que o Brasil possui uma enorme população passando fome que esta excluída das coisas mais básicas como saúde, educação, alimentação e dignidade. Esta comprovada por pesquisas, que o programa Bolsa Família alterou significativamente o quadro de miserabilidade de enorme parcela da população que se encontrava excluída da referencia de cidadania. Para um problema endêmico de pobreza o combate é no primeiro momento o assistencialismo emergencial até que se complete o ciclo de um desenvolvimento natural.&lt;br /&gt; Podemos culpá-lo por ampliar sua base de sustentação política com antigos inimigos do povo e com isso fragilizar seu ideário ideológico original. Mas nunca acusá-lo de colocar as riquezas naturais na trilha dos interesses das multinacionais, na verdade há um imenso esforço de colocar a exploração das riquezas sob a tutela do Estado ou de empresas genuinamente nacionais, como a exploração do Pré-sal. Apesar da violenta pressão do capital estrangeiro exercer para que o governo Lula continue o processo de privatização que foi detonado por Fernando Henrique Cardoso.&lt;br /&gt;   Não podemos é deixar com que o preconceito de classe, sobreponha a racionalidade e desenvolva o discurso racista, na qual Lula esta sendo objeto por parte de oportunistas decadentes, que o acusam de expressar opiniões espontâneas ou por discursar com um vernáculo que oculta algumas letras. Esses escorregões de linguagem é produto de um brasileiro comum que expressa às dificuldades encontradas no dia a dia de grande parte da população brasileira.&lt;br /&gt; Como recado gostaria de ressaltar que o governo Lula, tem defeitos e enormes defeitos, mas se compararmos o seu governo com os que lhe antecederam, percebemos que os benefícios alcançados são superiores, no campo da saúde, educação, alimentação, distribuição de renda, recuperação da indústria brasileira e principalmente no orgulho de ser brasileiro.&lt;br /&gt; Por isso, apoiamos o trabalho exemplar que a Policia Federal tem feito contra o crime organizado e a corrupção política, e pedimos que a judiciário agilizasse os processos legais contra políticos ladrões. E que o governo esteja mais próximo dos desejos do povo que hoje começa a se manifestar contra a corrupção endêmica que assola o país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-4577925683738380907?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/4577925683738380907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=4577925683738380907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/4577925683738380907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/4577925683738380907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/12/memoria-curta-acelera-ideologia-dos.html' title='MEMÓRIA CURTA ACELERA A IDEOLOGIA DOS BORRA BOTAS  I'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Syuo6KbxkWI/AAAAAAAAAC4/-3db3Ifo0hk/s72-c/ooooo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-7076873242226916135</id><published>2009-11-22T05:49:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T05:52:17.727-08:00</updated><title type='text'>EMBRATUR ESTARIA TENTANDO UMA JOGADA DE MARKETING?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SwlCAUFMsHI/AAAAAAAAACw/ybSPRhZJuug/s1600/sergei+tchkotine.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 288px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SwlCAUFMsHI/AAAAAAAAACw/ybSPRhZJuug/s400/sergei+tchkotine.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406925400792936562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; EMBRATUR ESTARIA TENTANDO UMA JOGADA DE MARKETING?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                   João dos Santos Filho&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Como cientista social e turismólogo que milita academicamente com o fenômeno do turismo e hospitalidade a mais de vinte anos, não poderia esquecer as belíssimas aulas sobre a “história das ideologias”, do saudoso sociólogo e amigo Fernando Perrone na admirável ECA - Escola de Comunicações e Artes  da USP. No começo da década de 80 em pleno embate entre as forças democráticas que estavam consolidando-se, e as forças dos porões da ditadura militar que persistiam em permanecer dominando. &lt;br /&gt; Na verdade foi um período histórico em que a ECA sofreu, mas soube resistir e Perrone foi um desses professores, que por meio de prontidão em favor da democracia sabia dar as aulas dentro de um cunho crítico e esclarecedor para o entendimento da realidade social brasileira.&lt;br /&gt; Foi pensando neste fato que fomos obrigados a refletir sobre a pesquisa “Perfil do Turista Estrangeiro e Imagem do Brasil” encomendada pela EMBRATUR ao Instituto Zaytec. Que segundo um dos resultados quantificados é extremamente impactante para a lógica do turismo nacional, pois com uma amostragem de apenas 2.405 entrevistas realizadas em turistas que vieram ao Brasil, deu que 45% dos entrevistados afirmam que o “melhor do país é o povo brasileiro”.&lt;br /&gt; Parece que esse dado se constitui em um fato novo nas pesquisas deste campo, &lt;br /&gt; merecendo cuidados especiais no que se refere; a delimitação do problema de pesquisa; a construção de hipóteses; a variáveis delimitadas, conceitos e tipologia. Pois a interpretação e a tabulação devem estar aliadas aos cuidados de rigor científico, que não pode ser confundido como meras pesquisas de opinião, que quase sempre são traduzidas pela rapidez das respostas de densidade emocional, provocadas pela intervenção de entrevistador mal treinado. &lt;br /&gt; Como não temos acesso a essa pesquisa, somos obrigados a levantar essas questões e recordarmos do livro “A Mistificação das Massas pela Propaganda Política” do russo Serge Tchakhotine, traduzido por Miguel Arraes em 1967. Que discute com profundidade o poder das palavras trabalhado dentro do processo ideológico, que pode criar verdades imaginárias que acabam guiando a racionalidade humana. Além da existência de pesquisas realizadas na Universidade de Coimbra, sobre a imigração brasileira em Portugal constatou que os portugueses vêem a mulher brasileira relacionada ao sexo e a dos homens à falta de compromisso e à malandragem. &lt;br /&gt; A EMBRATUR deveria fazer também uma pesquisa junto aos funcionários das operadoras brasileiras de turismo para verificar como as operadoras de turismo estrangeiras classificam e vendem os roteiros de praias da maioria do nordeste brasileiro, ou ainda verificar por que a maioria dos vôos charter se compõe de homens , que quando desembarcam no Brasil não possuem reserva em hotéis.&lt;br /&gt; Por esses motivos de ordem metodológica e de mera observação do cotidiano do turismo no Brasil, questionamos os resultados da pesquisa “Perfil do Turista Estrangeiro e Imagem do Brasil” e indagamos, não seria mais uma das muitas jogadas de marketing da EMBRATUR.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-7076873242226916135?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/7076873242226916135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=7076873242226916135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7076873242226916135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7076873242226916135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/11/embratur-estaria-tentando-uma-jogada-de.html' title='EMBRATUR ESTARIA TENTANDO UMA JOGADA DE MARKETING?'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SwlCAUFMsHI/AAAAAAAAACw/ybSPRhZJuug/s72-c/sergei+tchkotine.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-2531015780165610659</id><published>2009-11-02T12:57:00.001-08:00</published><updated>2009-11-02T12:59:10.229-08:00</updated><title type='text'>Maringá cidade de Paul e Laura Lafargue</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Su9ID3YqCRI/AAAAAAAAACo/rE0L98rzIkk/s1600-h/70jl3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 305px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Su9ID3YqCRI/AAAAAAAAACo/rE0L98rzIkk/s400/70jl3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399613709484689682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maringá cidade de Paul e Laura Lafargue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                          João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entrevistando as pessoas que chegavam à cidade de Maringá pela rodoviária nova, deparamos com um casal de turistas da história universal o médico cubano Paul Lafargue e sua companheira Laura Marx, filha do pensador Karl Marx. Estavam vindo da França com o objetivo de se estabelecerem em nossa cidade, ele apresentava sinais de cansaço por ter saído da prisão de Saint-Pélagie a menos de quatro dias e ela por ser filha de quem era, apesar de seu semblante, demonstrar as marcas de uma mãe que havia perdido três filhos por culpa exclusiva da falta de higiene nos hospitais e pela proibição absurda de usar amas de leite.&lt;br /&gt;  Estava radiante em conhecer o Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá e encontrar os marxianos sobreviventes da queda do muro. Imediatamente nos propomos a levá-los para a nossa casa, oferecendo a hospitalidade dos comunistas e admiradores que os respeitavam pelo seu trabalho de militante e de intelectual do lazer, turismo e do mundo do não trabalho. Muito gentilmente recusaram o convite, preferindo um hotel, resolvemos levá-los para o Bandeirantes pelo clima de nostalgia dos anos sessenta que o mesmo apresenta aos hospedes. Ao nos aproximamos do hotel houve uma sensação de familiaridade de nossos ilustres visitantes para com aquela estrutura, comentaram que a arquitetura recordava a parte americanizada da cidade de Santiago de Cuba na década de 60. Após conseguirmos as acomodações nos despedimos e marcamos para conversarmos pela manhã para ajudá-los em sua nova pátria.&lt;br /&gt;De volta ao hotel, no dia posterior as nove da manhã, pudemos conversar e tomar um excelente café com Laura e Paul e conversarmos mais longamente sobre tudo e todos. De início elogiaram o verde da cidade, indagando se havia índios entre as matas, pois comentaram que em seu livro "O direito à preguiça" escrito em 1880 fizeram uma citação ao Brasil, relatando os costumes de seus primeiros habitantes. Em seguida perguntaram qual era a população da cidade, por mera coincidência o jornal "o Diário" que estava a disposição dos hospedes estava em nossa mesa e trazia em sua primeira pagina o resultado do censo 2000. Maringá havia contabilizado 288.467 mil habitantes. Espantados perguntaram qual era o numero e as condições das crianças e mulheres que trabalham nas fábricas, campos, comercio e serviços da região. Respondi que as condições eram semelhantes da Inglaterra do século XIX.&lt;br /&gt;Em seguida perguntei a Laura sobre seu pai e com uma tonalidade de voz nostálgica, ela me disse que o Mouro estava em plena atividade intelectual e convivendo com suas doenças conhecidas por todos. Mas muito triste, por ter de ouvir interpretações errôneas de suas obras e ver seu nome sendo usado pelos sociais democratas com ares de comunistas. O que mais era preocupante para todos da família Marx é que Mouro tinha sentido demasiado a morte de sua mulher.&lt;br /&gt;Imediatamente, procurei mudar de assunto, e reforçar as conquistas intelectuais de Marx. Quando perguntei sofre o manifesto comunista, ela me confidenciou que esse texto de seu pai e Engels, foi objeto de extrema perturbação para no cotidiano da família. Pois seus pais e suas irmãs sofreram a perseguição de agentes do governo belga que permaneceram vigiando os passos da família até surgir o pedido de expulsão. Laura comentou que Marx queria tomar satisfação com policiais. Engels teve que interceder e depois de duas horas de discussão conseguiu convencer Marx. Após tudo resolvido, Marx confidenciou a Engels que iria dar uma bengalada na cabeça desses agentes. Engels teve de ser duro com Mouro e não se agüentando começou a dar largas gargalhadas. Todos nós acabamos rindo do gigante de Trevéris e por conselho do General ( Engels ) resolvemos deixar Bruxelas e fomos morar em Paris.&lt;br /&gt;Saímos do hotel e fomos para o centro da cidade, Lafargue demonstrava enorme interesse pela vida política em Maringá, perguntou-nos se o governo dos trabalhadores iria criar uma estrutura autônoma para ativar o lazer entre os trabalhadores. Eu lhe respondi que não, mas que o PT sempre foi um partido de ouvir as bases e que não tomaria decisões de cima para baixo. Lafargue ainda se ambientando no meio maringaense me interpelou, afirmando que tinha feito a escolha correta para morar. Mais uma vez, demonstrava entusiasmo em viver em Maringá.&lt;br /&gt;Laura pensava em dar aulas de Francês e Inglês e ser professora da UEM, mas quando comentamos sobre o salário e a pratica da delação que havia sido implantada no interior da academia por parte de alguns grupos políticos, resolveu buscar novas saídas. Paul pensava em poder tornar seu sonho realidade, isto é, desenvolver junto aos trabalhadores um programa de lazer e turismo em que o município por meio de sua secretária de turismo estimula-se a criação de programas em parceria com as indústrias.&lt;br /&gt;Comentei com Paul e Laura sobre os cadernos de Paris escritos por Marx em 1844 que são um marco para o estudo do lazer e do tempo livre, um texto pouco usado. Imediatamente Paul afirmou que esse foi um material fundamental para ele poder escrever "O Direito a preguiça". E completou sua idéia pedindo, para conversar com prefeito de Maringá. Será possível? respondi para ele, que iríamos tentar agendar para a semana. &lt;br /&gt;* Os índios das tribos belicosas do Brasil matam seus inválidos e seus velhos; demonstram sua amizade pelo atingido pondo fim a uma vida que não se alegra mais com os combates, festas e andanças (Paul Lafargue. O direito à preguiça. São Paulo, editora Káiros, 1980. P. 26).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-2531015780165610659?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/2531015780165610659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=2531015780165610659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/2531015780165610659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/2531015780165610659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/11/maringa-cidade-de-paul-e-laura-lafargue.html' title='Maringá cidade de Paul e Laura Lafargue'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Su9ID3YqCRI/AAAAAAAAACo/rE0L98rzIkk/s72-c/70jl3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-3115006598599856634</id><published>2009-10-27T15:11:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T15:30:58.063-07:00</updated><title type='text'>RECONQUISTAR O RIO PARA INVADI-LO COM POLÍTICAS PÚBLICAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Sud0hu-OJlI/AAAAAAAAACg/XVOXg3lWYcI/s1600-h/canhao2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 291px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Sud0hu-OJlI/AAAAAAAAACg/XVOXg3lWYcI/s400/canhao2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397410801320339026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;RECONQUISTAR O RIO PARA INVADI-LO COM POLÍTICAS PÚBLICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                        João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Gostaria de iniciar este difícil e complexo assunto, relatando a história de um grande e saudoso amigo Arnold Escobar escritor e poeta colombiano que foi professor da Universidade de Antioquia na cidade de Medellín. Intelectual ativo e engajado nas lutas pela democracia sofreu com a perda de seu irmão advogado ativista na luta pelos direitos humanos contra o narcotráfico.&lt;br /&gt; Na década de oitenta participou de um concurso internacional de poesia em Israel, sendo premiado com dez mil dólares por uma de suas peças poéticas. Na qual ajuntou mais suas economias de anos de poupança e adquiriu um terreno na cidade balneária de Cartagena, com a intenção de no futuro construir uma casa de veraneio, nessa magnífica cidade repleta de fortaleças, igrejas e patrimônio da humanidade, comparada com a beleza e romantismo da cidade do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt; Passado alguns anos, o professor Arnold, foi a Cartagena para contratar a construção de sua tão sonhada casa, mas ao chegar ao terreno de sua propriedade depara-se com uma placa informativa, com o nome de outro dono. Imediatamente dirigi-se ao cartório que havia lavrado a escritura do imóvel, e qual é sua supressa, o livro de registro havia sido grosseiramente adulterado em documento público. Reclamou, denunciou ao dono do cartório a farsa e como já era tarde foi para o hotel descansar. Depois de trinta minutos chegou a policia com o chefe do cartório ordenando em nome do crime organizado que esquecêssemos o ocorrido, e voltasse para Medellín ainda essa noite. &lt;br /&gt; Parece que o Rio de janeiro e Cartagena são produto do mesmo pecado, a inexistência de Políticas Públicas por parte do Estado, isto é, esquecimento do povo por parte dos governantes.&lt;br /&gt;  O Rio necessita ser reconquistado pelo Estado de direito, recuperando sua situação jurídica, reordenando o sistema institucional, no qual cada indivíduo esta submetido. A volta do Estado de direito e o respeito a hierarquia das normas e leis constitucionais só é possivel com o combate constante ao crime organizado que tem que estar acompanhado de Políticas Públicas imediatas e efetivas. Isto é, cada centimetro conquistado sobre o espaço urbano, tem que ser ocupado por atividades públicas voltadas para o cidadão e sua cidadania.&lt;br /&gt;  No campo da educação;  escolas aparelhadas para atendimento integral desde creches, primeiro e segundo grau, ensino tecnico profissionalizante e faculdades. No campo da saúde, criação dos medicos da família espalhados nos morros, ambulatórios, policlinicas e hospitais. No campo do saneamento básico e infraestrutura urbana, estenter esses serviços a integralidade  da população, como teleférico, centros esportivos. No campo do trabalho, desenvolver atividade profissionalizantes agregadas a remuneração, e desenvolver um turismo de pequenas hospedarias, garantindo acesso ao micro-crédito e treinamento aos pequenos empresários.&lt;br /&gt; Mas para tal iniciativa vir a dar certo, há necessidade do Estado reconquistar o espaço urbano e a população local, destronando a bandidagem e retomando o controle da sociedade por meio de atividades públicas que devolvam a esses brasileiros a cidadania e o direto de ser feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-3115006598599856634?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/3115006598599856634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=3115006598599856634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/3115006598599856634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/3115006598599856634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/10/reconquistar-o-rio-para-invadi-lo-com.html' title='RECONQUISTAR O RIO PARA INVADI-LO COM POLÍTICAS PÚBLICAS'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Sud0hu-OJlI/AAAAAAAAACg/XVOXg3lWYcI/s72-c/canhao2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-6608827452101222671</id><published>2009-10-10T08:20:00.000-07:00</published><updated>2009-10-10T08:30:49.716-07:00</updated><title type='text'>Rio 2016: Política pública de inclusão ou fracasso total</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/StConO966DI/AAAAAAAAACY/Fom8mTt3qq4/s1600-h/Desigualdade+social.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/StConO966DI/AAAAAAAAACY/Fom8mTt3qq4/s400/Desigualdade+social.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390994145948657714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;RIO 2016: POLÍTICA PÚBLICA DE INCLUSÃO OU FRACASSO TOTAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A lógica do Estado mínimo, essência do neoliberalismo caiu totalmente em descrédito, economistas apavorados são obrigados a recolocar novamente o papel fundamental do capital estatal para que o sistema erga-se da crise econômica e política que foi sentida mundialmente. Parece que o cadáver do Estado do Bem Estar Social não consegue descansar em paz, pois além de demonstrar que sua negação foi um grande equívoco para o capitalismo, atualmente esta sendo objeto de grandes debates para que seja reerguido em parte.&lt;br /&gt; O que incomoda de imediato os direitistas e provoca aberta indignação ao cidadão brasileiro em geral, é a existência de um lobby quadrilheiro instalada no Estado, e a fúria com que os contratos das obras públicas são superfaturados, seja por meio das propinas, aditivos repentinos que corrigem os valores para mais, mimos materializados em dinheiro ou bens materiais. Tudo vale, para que o recurso público seja desviado, empregos por atos secretos, empresas terceirizadas prestadoras de serviços ao governo cujos donos são políticos.&lt;br /&gt; Mas esta não é de fato uma questão somente da falta de maior rigor nos tramites com o dinheiro público, pois se assim o fosse, todo e qualquer controle burocrático seria suficiente para diminuir ou estancar o desvio de verba pública. Parece que o problema é de entendimento político do que sejam de fato “políticas públicas” voltadas à população brasileira.&lt;br /&gt; O Estado brasileiro historicamente segundo as elites governantes sempre demonstraram uma forte característica de se preparar para receber o estrangeiro, isto é, ser hospitaleiro com o estrangeiro e nunca para o povo brasileiro em sua dimensão de estratificação. A elite governa para seus pares na mundialização do Capital e determina uma política pública para a classe dominante que exclui as outras classes. &lt;br /&gt; Por essa falta de compromisso do Estado para com povo, presenciamos que grande parte das obras que serviram aos Jogos Pan-Americanos de 2007 está abandonada ou foram entregue a iniciativa privada que faz uso privativo do equipamento público. O Estádio João Havelange aos cuidados do Botafogo possui a melhor pista de atletismo da América Latina, mas não esta sendo usado e os atletas não têm onde treinar.  O autódromo de Jacarepaguá esta abandonado, o Parque Aquático Maria Lenk se tornou um foco transmissor do mosquito da dengue, o velódromo uns dos mais modernos do mundo é pouco usado e possui uma manutenção que vem comprometendo sua pista, na Vila Olímpica só 10% dos apartamentos está ocupada.&lt;br /&gt; Em razão das políticas públicas estarem direcionadas somente as classes dominantes nacionais e estrangeiras e, portanto não responderem à população em geral, e o Estado possuir interesses combinados com o trade para acumulação rápida da mais-valia. Entendemos que de fato se o governo, não elaborar Políticas Públicas efetivas de inclusão, ou seja, políticas que contemplem as diferentes classes sociais com programas formais (carga horária igual ou equivalente ao ensino regular) de incentivo ao mundo do esporte desde o primeiro grau com apoio à alimentação acompanhado de uma bolsa esporte que dê suporte as famílias. Nada mudará nesse país o Rio será desmoralizado o Brasil decapitado do mundo dos emergentes.&lt;br /&gt; Os equipamentos esportivos do Pan como os da olimpíada terão seu destino traçados pelo abandono com sério prejuízo político, social e econômico para o povo brasileiro e uma desmoralização do país perante o mundo. &lt;br /&gt; Cansamos de denunciar como o Estado brasileiro se apresenta hoje descompromissado com as classes populares, não consegue desenvolver Políticas Públicas eficientes e voltadas para a população brasileira, pois o interesse do capitalismo é pelo retorno quantitativo da acumulação de Capital.&lt;br /&gt;  Vejamos o caso da Política Nacional de Turismo - PNT- totalmente direcionada para atender o turista estrangeiro ou de alto poder aquisitivo, poderíamos perguntar:&lt;br /&gt;1. Qual é a fonte dos recursos que pagam o salário dos vinte quatro diretores que compõem a Estrutura administrativa do Conventions Visitours Bureaux? Obviamente o Ministério de turismo.&lt;br /&gt; Os Escritórios Brasileiros de Turismo (EBTs) são unidades avançadas de promoção, marketing e apoio à comercialização de produtos, serviços e destinos turísticos brasileiros no mercado internacional. Têm como principal atribuição promover e divulgar o turismo brasileiro nestes mercados, oferecendo alternativas que possam contribuir para a consolidação da imagem do país como um destino turístico atraente e competitivo.  Qual é fonte dos recursos para a manutenção dos nove EBTs? Obviamente do Ministério do turismo.&lt;br /&gt; Como sabemos, pois o próprio trade denúncia o fracasso dos programas de turismo destinados ao turista brasileiro;&lt;br /&gt;• Viaje Mais Melhor Idade, esta suspenso.&lt;br /&gt;• Viaja Mais Jovem, só ficou na etapa experimental.&lt;br /&gt; Como podemos confiar num Estado que planeja encima do emergencial do acaso, combinado com o interesse simplesmente economicista, longe da perspectiva de inclusão social. Na verdade sem políticas públicas voltadas as classes populares, sem a participação do povo nas decisões locais, estaduais e federais, o Brasil não poderá ser um país de todos, mas sim de alguns.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-6608827452101222671?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/6608827452101222671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=6608827452101222671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/6608827452101222671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/6608827452101222671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/10/rio-2016-politica-publica-de-inclusao.html' title='Rio 2016: Política pública de inclusão ou fracasso total'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/StConO966DI/AAAAAAAAACY/Fom8mTt3qq4/s72-c/Desigualdade+social.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-5558615929625221098</id><published>2009-10-03T14:26:00.000-07:00</published><updated>2009-10-03T14:34:12.326-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SsfDSyMQn5I/AAAAAAAAACQ/jZEXbiqFTY0/s1600-h/propag05.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 264px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SsfDSyMQn5I/AAAAAAAAACQ/jZEXbiqFTY0/s400/propag05.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388490206650343314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-5558615929625221098?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/5558615929625221098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=5558615929625221098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/5558615929625221098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/5558615929625221098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/10/blog-post_03.html' title=''/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SsfDSyMQn5I/AAAAAAAAACQ/jZEXbiqFTY0/s72-c/propag05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-2809249356518775052</id><published>2009-10-02T16:35:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T16:36:32.821-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SsaOboW8kKI/AAAAAAAAABo/k-9Wl91ZbEs/s1600-h/As%2Bveias%2Babertas%2Bda%2Bam%25C3%25A9rica%2Blatina%2Bcapa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SsaOboW8kKI/AAAAAAAAABo/k-9Wl91ZbEs/s400/As%2Bveias%2Babertas%2Bda%2Bam%25C3%25A9rica%2Blatina%2Bcapa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388150609536651426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-2809249356518775052?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/2809249356518775052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=2809249356518775052' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/2809249356518775052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/2809249356518775052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/10/blog-post.html' title=''/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SsaOboW8kKI/AAAAAAAAABo/k-9Wl91ZbEs/s72-c/As%2Bveias%2Babertas%2Bda%2Bam%25C3%25A9rica%2Blatina%2Bcapa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-5555675064842732222</id><published>2009-10-02T16:22:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T16:25:33.067-07:00</updated><title type='text'>POVO MAYA E POVO GUARANI SÃO LATINO AMERICANO</title><content type='html'>POVO MAYA E POVO GUARANI SÃO LATINO AMERICANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                      João dos Santos Filho&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ouvir a descrição dos fatos ocorridos no interior da embaixada brasileira em Tegucigalpa, contado pela imaginação de direitistas de plantão e amigos da política estadunidense ou ainda dos mal informados politicamente. Coloca a atitude de parcimônia em cheque, pois o surgimento de idéias estapafúrdias se cria e recriam como ecos de uma montanha.&lt;br /&gt;  O Brasil via o Itamarati demonstrou maturidade e sapiência para lidar com uma peça delicada do tabuleiro da política diplomática, deu “abrigo” ao presidente hondurenho Manuel Zelaya deposto por um golpe de Estado, que até agora não esta totalmente explicada, ou melhor, todo golpe de Estado é traduzido como uma ruptura das leis constitucionais. Com isso, o Brasil assume o papel de liderança política na América – Latina imposta pela própria dinâmica da conjuntura internacional, demonstrando o papel que o Brasil possui no mundo.&lt;br /&gt; Como Zelaya chegou à embaixada é um assunto que em nada envolve o Brasil, muito ao contrário, nossa responsabilidade começou com a presença dele no interior da chancelaria. Teríamos que garantir sua integridade física em razão de qualquer ato que pudesse por em risco sua pessoa. Numa perspectiva humanitária o Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim agiu politicamente de forma correta e mostrou qual será o novo timbre da política exterior brasileira daqui para frente.&lt;br /&gt;   Com referência ao presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya, não podemos controlar o seu comportamento dentro da embaixada, pois a categoria funcional dada pelo governo brasileiro é de “abrigo”, pois é ele mesmo que responde a suas ações dentro da chancelaria brasileira, o Brasil só se responsabiliza pela a preservação de sua integridade física.&lt;br /&gt; Além do que a Organização dos Estados Americanos – OEA e a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas – ONU condenaram integralmente o golpe de Estado que o presidente sofreu, isto é, um presidente eleito democraticamente foi preso e deportado de seu país e forma inesperada, chega à embaixada brasileira para abrigar-se. A atitude do Brasil foi correta em termos de política internacional, dar abrigo, para impedir que Zelaya sofresse qualquer violência.&lt;br /&gt; Imediatamente a chancelaria brasileira foi cercada pelo exército do governo golpista de Roberto Micheletti, que fez sérias ameaças ao governo brasileiro, suspendeu as garantias constitucionais durante um período de 45 dias decretando estado de sítio. Restringiu às liberdades de circulação e expressão, tirando do ar as emissoras de radio e televisão, impondo a censura aos jornais e a manifestações públicas.&lt;br /&gt; Diante desse fato o Itamarati experiente no trato da política internacional, utilizou o tempo a seu favor apelando de forma insistente a OEA, e aguardando que as relações entre Brasil e Honduras chegassem a níveis de tolerância para o diálogo diplomático. Com isso, o Brasil conseguiu fazer com que Zelaya e Micheletti retomassem as conversações entre eles e encaminhassem soluções próprias, para que Honduras retome sua estabilidade política. &lt;br /&gt;    Nesse sentido, não entendemos como um senador brasileiro afirma de forma leviana que o Brasil sabia da volta de Zelaya a Honduras e contava com apoio da chancelaria brasileira. Esse senador parece não entender nada de política nacional, internacional e desconhecer a história de atuação do Ministério das Relações Exteriores no comando da política diplomática.&lt;br /&gt; Porque não se fala que Zelaya, como a exemplo de países da America latina, hoje possuem uma unidade de interesses comum e ajuda mútua no campo político, econômico, social e cultural, que acaba diminuindo ou pelo menos dividindo a influência dos Estados Unidos no continente. Essa unidade queira ou não, se dá pelo Brasil com a seriedade política do Itamarati e pela Venezuela com excessos e atitudes galhofista.  A realidade verdadeira se apresenta a nós, e muitas vezes não é a que gostaríamos, portanto o leitor não pode esquecer que nesta turbulência política há o dedo dos Estados Unidos, pois Zelaya havia costurado com Venezuela no campo petrolífero um acordo amplamente vantajoso a Honduras, atitude que irritou a classe política e amedrontou os interesses dos americanos.&lt;br /&gt;  Por isso, nunca devemos criar animosidades entre os países latinos, temos que ter paciência para sempre garantir um dialogo entre povos que sofreram historicamente à dominação portuguesa e espanhola.  E saber que a gloria do povo Maya e Guarani são as matrizes primeiras de nossa nacionalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-5555675064842732222?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/5555675064842732222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=5555675064842732222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/5555675064842732222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/5555675064842732222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/10/povo-maya-e-povo-guarani-sao-latino.html' title='POVO MAYA E POVO GUARANI SÃO LATINO AMERICANO'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-172435018032598365</id><published>2009-09-24T11:17:00.001-07:00</published><updated>2009-09-24T11:20:35.255-07:00</updated><title type='text'>KARL MARX DENUNCIOU E SARNEY PRATICOU</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Sru4Zbc-8pI/AAAAAAAAABg/33VM7P7Me7w/s1600-h/marx+y.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Sru4Zbc-8pI/AAAAAAAAABg/33VM7P7Me7w/s400/marx+y.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385100526457123474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;KARL MARX DENUNCIOU E SARNEY PRATICOU&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                                                                                       João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O movimento de despolitização, o cultivo do pensamento irracionalista, e negação do movimento histórico existente no interior do modelo neoliberal, aliado aos estampidos arrogantes da baixa academia contra o pensamento marxiano. Levaram alguns intelectuais a considerar a mesma, como uma teoria ultrapassada e de princípio filosófico arcaico para o entendimento da sociedade atual, obviamente, não poderíamos deixar de avocar o oposto. O pensamento de Karl Marx é contemporâneo, atualíssimo e necessário. &lt;br /&gt; Segundo escreve Marx no Manifesto Comunista: “O governo moderno não é senão um comitê para gerir os negócios comuns de toda a classe burguesa” (1847), sim para ele o Estado é o gerente dos interesses da classe dominante nacional e internacional, que não simula ou camufla essa essencialidade. Mas sim, explicita seus interesses de classe amparados por meio da montagem de uma burocracia, que mescla relações de sociabilidade coloniais, com a de compadrio aquartelado por meio de leis de cunho repressivo que compõem o quadro jurídico da chamada “legalidade” de Estado. &lt;br /&gt;   Esses fatos começaram vir à tona com maior intensidade, quando a classe política brasileira e funcionários com o status ainda de funcionários “régios” tiveram suas condutas e direitos questionados pela sociedade civil. Em decorrência de atritos por interesses políticos entre seus próprios pares, que forjaram esquemas de privilégios financeiro, material e político para beneficio pessoal.&lt;br /&gt;  O Presidente do Senado Federal José Sarney comanda literalmente a casa dos senhores senadores ou como poderíamos também chamar a “Casa da Mãe Joana” dentro dos seguintes absurdos:&lt;br /&gt;1. Emprega funcionários segundo interesses do presidente da casa, aceitando pedido de emprego da filha para seu namorado;&lt;br /&gt;2. Nega ter responsabilidade administrativa sobre a fundação Sarney, sendo que José Sarney é fundador e presidente vitalício dessa entidade.&lt;br /&gt;3. Desvio de dinheiro ocorrido pela fundação Sarney;&lt;br /&gt;4. Criação de atos administrativos referentes à nomeação e posse para cargos comissionados e de confiança. Todos possuíam uma característica bastante peculiar, decorrente da prática do hábito de governar o “bem público” em beneficio do parlamentar, por isso tratavam-se de atos administrativos secretos.&lt;br /&gt;5. O emprego de parentes do senador e aliados na área pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Marx tem toda a razão, quando denuncia que a classe dominante transforma o Estado em escritório de seus interesses particulares. Na verdade as vantagens salariais desses burrocratas parlamentares são marcadas por dezenas de vantagens moradia; verba de gabinete; verbas indenizatórias (para hospedagem, combustível e consultorias); despesas com telefone e postagem de cartas, além de uma cota para cobrir passagens aéreas.&lt;br /&gt; Por isso, leitor não vote em quem tem a ficha suja ou que ainda não foi condenado, mas praticou ou vem praticando atos nocivos a democracia brasileira, em razão de sua atuação política. Basta de impunidade!!!!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-172435018032598365?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/172435018032598365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=172435018032598365' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/172435018032598365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/172435018032598365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/09/karl-marx-denunciou-e-sarney-praticou.html' title='KARL MARX DENUNCIOU E SARNEY PRATICOU'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Sru4Zbc-8pI/AAAAAAAAABg/33VM7P7Me7w/s72-c/marx+y.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-7548466551429850664</id><published>2009-09-24T11:04:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T11:07:54.224-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Sru1b4VZ-CI/AAAAAAAAABY/6cjKs7THXUk/s1600-h/063jsfbbbb.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 148px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Sru1b4VZ-CI/AAAAAAAAABY/6cjKs7THXUk/s400/063jsfbbbb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385097270034823202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-7548466551429850664?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/7548466551429850664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=7548466551429850664' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7548466551429850664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7548466551429850664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/09/blog-post.html' title=''/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Sru1b4VZ-CI/AAAAAAAAABY/6cjKs7THXUk/s72-c/063jsfbbbb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-7432225349528003200</id><published>2009-09-24T10:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T10:53:39.973-07:00</updated><title type='text'>VITRINE DO DESRESPEITO E HUMILHAÇÃO AO TURISMÓLOGO: OS EUNUCOS DO TURISMO BRASILEIRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SruyB07MBQI/AAAAAAAAABQ/1FvgR_v0OTo/s1600-h/brasilia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 272px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SruyB07MBQI/AAAAAAAAABQ/1FvgR_v0OTo/s320/brasilia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385093523908068610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;VITRINE DO DESRESPEITO E HUMILHAÇÃO AO TURISMÓLOGO: OS EUNUCOS DO TURISMO BRASILEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Caro turismólogos nunca poderia imaginar que um dia viesse a escrever o presente texto, e devo confessar que para mim bacharel em turismo e Ciências Sociais não foi nada fácil. Pois minha consciência como cientista social levava-me a denunciar o que há por detrás da “Lei Geral do Turismo” n. 11.771 de 17 de Setembro de 2008. De outro como turismólogo fiquei indignado e perplexo com a mudez opinativa dos colegas perante o significado da “Lei Geral do Turismo”.&lt;br /&gt; Diante deste dilema optei por explicitar algumas dúvidas; a “Lei geral do turismo” não menciona, ou melhor, omite o profissional turismólogo ou bacharel em turismo, poderiam pensar que isso fosse mais um dos caprichos de nós turismólogos que lutam pela regulamentação profissional a mais de trinta anos, mas não é! O que nos deixa estapafúrdio é saber que somos os únicos profissionais que apesar de cursar um curso superior de turismo e estudar esse fenômeno de forma sistemática, não sermos nominados como responsáveis pelas atividades contidas no:&lt;br /&gt;Capitulo III - DA COORDENAÇÃO E INTEGRAÇÃO DE DECISÕES E AÇÕES NO PLANO FEDERAL, Seção I, Das Ações, Planos e Programas: “VIII - a formação, a capacitação profissional, a qualificação, o treinamento e a reciclagem de mão-de-obra para o setor turístico e sua colocação no mercado de trabalho”;&lt;br /&gt;E no Capítulo II - DA POLÍTICA, DO PLANO E DO SISTEMA NACIONAL DE TURISMO, Subseção II: “XIX - promover à formação, o aperfeiçoamento, a qualificação e a capacitação de recursos humanos para a área do turismo, bem como a implementação de políticas que viabilizem a colocação profissional no mercado de trabalho”; (http://www.turismologia.com.br/lgt.asp)&lt;br /&gt;            A questão agravante nesse caso se deve ao fato que a precariedade do estatuto jurídico que possuímos fica mais débil, pois qualquer outro profissional como o administrador (pelos seus interesses confessos em tentar incorporar os turismólogos na fileira dos administradores), o leigo, o político e o tecnólogo podem vir atuar no campo da capacitação profissional e acadêmica. Sem mencionar que a Deliberação Normativa Nº 390, de 28 de Maio de 1998 se refere à importância do parecer técnico emitido por profissional egresso de cursos superiores de Bacharel em Turismo.&lt;br /&gt;           Afinal somos credenciados para assinar os pareceres técnicos e, não para fazer parte da “Lei Geral do Turismo”, principalmente naquilo que ela tem de mais nobre o treinamento da mão de obra e capacitação profissional e acadêmica. Serão que não nos consideram educadores? Questionamos quem educa o educador, é o trade? Se assim for, para que servem os cursos de turismo? Para que o empresário da educação em turismo acumule capital ou para os nobres motivos da educação superior.&lt;br /&gt; Parece cômico para não dizer trágico, o Estado formaliza um arcabouço legal normativo sobre a “Lei geral do turismo” e não menciona seu trabalhador fundante o Turismólogo. Isso me faz lembrar em termos de galhofa o que seria; a lei geral da saúde, sem levar em conta o médico ou a enfermeira; a Política Nacional de Energia Nuclear, sem levar em conta os formados em física; a lei geral da advocacia sem levar em conta o bacharel em direito, e assim poderíamos enumerar inúmeras categorias profissionais.&lt;br /&gt;   De outro lado, não podemos ficar sem aplaudir o conteúdo da lei que veio disciplinar, articular e dar foro legitima as leis que estavam esparsas e perdidas de direção quanto sua eficácia normativa. &lt;br /&gt;  Entretanto, essa lei veio contrair ainda mais o mercado de trabalho para o turismólogo que vê sua especificidade laboral sendo invadida por outros profissionais, que após a implementação da mesma acabou nivelando todas as funções de turismo como atividades iguais. O que tira a especificidade do turismólogo e o coloca idêntico a qualquer outro profissional de nível superior, com a desvantagem que todos possuem uma formação especifica, menos o turismólogo que é produto daquela idéia retrógada e equivocada de que a formação do mesmo deve ser generalista.&lt;br /&gt; No capítulo II, subseção II, Dos Objetivos, deparamos com o inciso X:&lt;br /&gt;X - prevenir e combater as atividades turísticas relacionadas aos abusos de natureza sexual e outras que afetem a dignidade humana, respeitadas as competências dos diversos órgãos governamentais envolvidos;&lt;br /&gt; Impressiona a timidez com que o Estado explicita a questão do turismo sexual, como se o problema não fosse produto da atividade turística promovida sem critérios, na qual para se conseguir turista principalmente estrangeiro todo vôo Charter é bem vindo. Hoje só o nordeste recebe 28 vôos semanais fora os regulares aliados a questão da pobreza local, alimentam a indústria do turismo sexual. Por isso são inócuas as campanhas publicitárias, pois o que manda é força dos dólares: o hotel nada vê, o agenciador de garotas apesar de conhecer funcionários do estabelecimento e ser conhecido ninguém o conhece.&lt;br /&gt; Nos aeroportos quando da chegada dos vôos chartes a magia ocorre; agenciadores bilíngües negociam carne humana infantil, por hora, por dia ou por semana. Taxistas já sabem como recolher as garotas a maioria menor de idade, muitos turistas saem dos aeroportos e chegam acompanhados aos hotéis. E como não poderia deixar de ser, as autoridades ficam se esquivando de atuar, pois dizem que cada órgão tem limites.&lt;br /&gt; Para finalizar esse breve comentário, não poderíamos deixar de refletir que nossa exclusão como profissionais da “Lei Geral do turismo” se deve a nossa pouca organização política e organizativa diante do lobby desenvolvido pela Associação Brasileira de Agentes de Viagem – ABAV, que por sinal esta lutando para regulamentar as atividades profissionais do Agente de Viagem. Na qual encontramos uma série atividades que são contempladas aos agentes de viagens que também são desenvolvidas pelos bacharéis de turismo – turismólogos.&lt;br /&gt; A “lei Geral de Turismo” não substitui a necessidade da regulamentação da profissão de turismólogo, pois quem assim afirma trabalha em cima de uma falsa premissa. E nem podemos imaginar que aos Bacharéis de turismo poderão constituir empresas para atuar em planejamento.&lt;br /&gt; Na verdade foi uma humilhação para os turismólogos não serem mencionados na “Lei Geral do Turismo” é como falar do Brasil e esquecer-se de mencionar os brasileiros. Isso mais uma vez demonstra que o trade está somente preocupado com as questões econômicas; aumentar a permanência do turista estrangeiro em território nacional, que o dólar não sofra nenhuma desvalorização e que o turismólogo fique longe do turismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-7432225349528003200?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/7432225349528003200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=7432225349528003200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7432225349528003200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/7432225349528003200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/09/vitrine-do-desrespeito-e-humilhacao-ao.html' title='VITRINE DO DESRESPEITO E HUMILHAÇÃO AO TURISMÓLOGO: OS EUNUCOS DO TURISMO BRASILEIRO'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SruyB07MBQI/AAAAAAAAABQ/1FvgR_v0OTo/s72-c/brasilia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-126946093745363098</id><published>2009-09-24T10:30:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T10:43:28.685-07:00</updated><title type='text'>PARTIDO DOS TRABALHADORES E A DITADURA DO CONGRESSO NACIONAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Sruvq1Gt92I/AAAAAAAAABA/o8xXkIoCEiM/s1600-h/ooooo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Sruvq1Gt92I/AAAAAAAAABA/o8xXkIoCEiM/s320/ooooo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385090929796183906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;PARTIDO DOS TRABALHADORES E A DITADURA DO CONGRESSO NACIONAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                         João dos Santos Filho&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Triste de se admitir, vergonhoso de se ouvir e humilhante de se ver, o Partido dos Trabalhadores implodiu, e soltou uma poeira cósmica que encobriu seus originais princípios dentro da penumbra de gases tóxicos. Morreu, acidentou-se ou se transformou? Uma certeza é consensual, a política neoliberal saiu ganhando, e a sociedade brasileira perdeu historicamente mais uma vez, a possibilidade de agilizar metas modernizantes de transformações conjunturais e encaminhar sinalizações estruturais. &lt;br /&gt; Dias felizes foram àqueles em que o PT detinha integralmente o processo de formação política da sociedade brasileira, como a agremiação partidária exemplar em seus princípios ideológicos. Preferida da maioria das classes sociais, alimentadas pela a pujança de uma juventude atuante, envolvida junto aos movimentos sociais e sindicais, contando com a inteligência de uma intelectualidade militante e simpática aos pressupostos socialistas do partido. &lt;br /&gt; O PT se transformou em uma “escola de formação política”, politizou pedagogicamente a sociedade, demonstrou que política faz parte do cotidiano da vida e que é algo bom para a formação da cidadania, ou seja, do o homo politicus. Afastou a idéia da neutralidade política e demonstrou que o voto é um instrumento de mudança.&lt;br /&gt; Foi só assumir o comando do Estado em 2003, tendo como propósito desenvolver uma política de alianças com todos os partidos, para a formação de uma grande frente para a base de sustentação política do governo. Que a estratégia se mostrou nefasta e contaminou o PT iniciando um processo de exclusão de seus militantes mais históricos, e o desenvolvimento um processo galopante de despolitização acompanhado de uma descrença generalizada nos princípios doutrinários do partido.&lt;br /&gt; Começamos com Luiza Erundina prefeita de São Paulo pelo PT no mandato de 1989-1993, e nomeada em seguida pelo presidente Itamar Franco para responder pela Secretária da Administração Federal. O que lhe rendeu enorme pressão e críticas por parte do PT e petistas que não aceitavam formar um governo de composição com o PRN. Conseqüência desse fato leva Erundina a filiar-se ao PSB em 1999.&lt;br /&gt;  A deputada Federal Luciana Genro, a senadora Heloísa Helena e os deputados Babá e João Fontes, foram expulsos do Partido dos Trabalhadores em dezembro de 2003 por desobedecerem à orientação do partido. Recusaram a apoiar medidas que fortalecessem a política neoliberal, pois isso desviava as diretrizes originais socialistas do PT.&lt;br /&gt; Relembramos o jornalista e bacharel em direito Plínio de Arruda Sampaio e o jurista Hélio Bicudo que saíram do partido em 2005  acompanhados pelos deputados Ivan Valente e Orlando Fantazzini, Maninha , Chico Alencar e João Alfredo.&lt;br /&gt; Em 2009 saem do PT, a senadora Marina Silva e seu parceiro de partido o senador Flávio Arns, afirmam que a legenda abandonou suas bandeiras da ética na política e da transparência de seus atos em defesa do povo brasileiro, ao se posicionar favoravelmente ao arquivamento das denúncias, no Conselho de Ética, contra o presidente do Senado, José Sarney.&lt;br /&gt; Isso balançou o comando político da agremiação partidária petista, desqualificou o líder do PT no senado o senador Aloizio Mercadante que apesar de divulgar que estava deixando a liderança, recuou a pedido do presidente Lula. Acredito que sua posição de “pedir penico” esteja sinalizada por sua candidatura a caminho do governo de São Paulo.&lt;br /&gt; Diante disso, houve senadores do PT que ao votarem a favor pelo arquivamento das denúncias contra Sarney, esconderam seus rostos diante da TV senado e se fizeram presente só pelo som de sua fala. Pois com medo do eleitorado petista que em rede nacional presenciou a sessão do Conselho de Ética, foi constrangedor para todos os senadores.&lt;br /&gt; Envergonhados, muitos senadores se esconderam, outros desavergonhados festejam nas pizzarias da Capital Federal e comandam a farra do congresso na conhecida “casa da mãe Joana”. É uma lastima saber que o Congresso Nacional desenvolveu um processo de autocondenação quando aprovou o arquivamento dos processos contra Sarney. Demonstrando que esta instituição como diria Max Weber é de fato uma sólida estrutura burocrática de poder e completaria Karl Marx de poder da classe dominante.&lt;br /&gt;  Na verdade existe uma ditadura do Congresso Nacional para com os interesses do povo brasileiro, que só pode ser destruída pelo voto e pela militância do povo na rua manifestando seu descontentamento, contra esses “capitães do mato”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-126946093745363098?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/126946093745363098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=126946093745363098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/126946093745363098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/126946093745363098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/09/partido-dos-trabalhadores-e-ditadura-do.html' title='PARTIDO DOS TRABALHADORES E A DITADURA DO CONGRESSO NACIONAL'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/Sruvq1Gt92I/AAAAAAAAABA/o8xXkIoCEiM/s72-c/ooooo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-922097541280356969</id><published>2009-09-24T10:22:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T10:29:06.932-07:00</updated><title type='text'>PROMOÇÃO E DIVULGAÇÃO NO BRASIL IMPÉRIO: TURISMO NA MONARQUIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SrusSqqp9VI/AAAAAAAAAA4/c8f2Cu7nGR0/s1600-h/44.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 224px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SrusSqqp9VI/AAAAAAAAAA4/c8f2Cu7nGR0/s320/44.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385087216142382418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SrusSBjPMMI/AAAAAAAAAAw/OYCCz41Xo4I/s1600-h/funcion%C3%A1rio+publico.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 231px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SrusSBjPMMI/AAAAAAAAAAw/OYCCz41Xo4I/s320/funcion%C3%A1rio+publico.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385087205105414338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;PROMOÇÃO E DIVULGAÇÃO NO BRASIL IMPÉRIO: TURISMO NA MONARQUIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                João dos Santos Filho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo:&lt;br /&gt;O presente trabalho é resultado da linha de pesquisa “Hospitalidade na história: um passeio pela cultura do Novo Mundo”, desenvolvido junto à Universidade Estadual de Maringá, a investigação histórica fundamenta-se em obras escritas sobre o Brasil e o povo Maya no século XVI, XVII, XVIII e XIX, compreendendo aproximadamente os anos de 1524 até 1890. As obras que constituem o objeto de nossa investigação foram escritas e publicadas ao período do Brasil-Império, essa literatura foi produzida por visitantes estrangeiros, que de forma diversa, souberam registrar e tratar o cotidiano da vida nacional. Esses autores vieram para o Brasil; morar, trabalhar, pesquisar ou passear, e resolveram documentar sua estada entre nós, com descrições muitas vezes específicas, mas que na verdade, tornaram-se verdadeiros compêndios historiográficos e alguns com farto material iconográfico sobre a história nacional.&lt;br /&gt;Palavras-chaves: Turismo no Império, guia turístico imperial, historiografia do turismo nacional, eurocentrismo, etnocentrismo.&lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;Esclarecimentos iniciais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O presente trabalho é resultado de estudos desenvolvidos junto á Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas de Ouro Preto , da Universidade Federal de Ouro Preto. O material selecionado para a pesquisa consiste no Guide Internacional D´Europe au Brésil &amp; a La Plata contenant les Renseignement les plus utiles pour les voyageurs orne de vues, cartes et plans. Publié par A. Loiseau-Bourcier – Paris, rue de Lancry, 47 - Janvier 1889, obra trilíngue, escrita em português, espanhol e francês, publicada em janeiro de 1889, que trata da divulgação e promoção do Brasil no exterior.&lt;br /&gt; Por pressuposto balizador para este estudo, temos o resgate de parte da historiografia brasileira referente ao turismo, em oposição à hegemonia de uma leitura historiográfica eurocentrista, que oculta e nega a historia nacional, impondo a construção de uma falsa identidade.&lt;br /&gt; O resgate de nossa história torna-se possível, quando tomamos consciência de que há necessidade de nos desvencilharmos das influências das correntes científicas e filosóficas européias e norte-americanas. Nesse caso, podemos recorrer ao cientista social Octávio Ianni que, ao se referir à dependência acadêmica existente nos países da América Latina para com os grandes centros econômicos, político e culturais, afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma maneira que no passado, na atualidade também a produção científica e filosófica dos países da América Latina continua a revelar influências acentuadas da produção intelectual norte-americana, francesa, alemã, inglesa [...]. A produção sociológica latino-americana revela flutuações teóricas, metodológicas e temáticas semelhantes àquelas que ocorrem nos centros científicos de “maior prestígio acadêmico” (IANNI, 1976, p. 41).&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   Esse processo ocorre de forma mais acentuada no estudo do fenômeno turístico em que a historiografia inglesa impõe ao mundo o personagem de Thomas Cook como responsável pelo primeiro turismo organizado, ou seja, o início do nascimento de um trade, voltado especificamente para o turismo. Ou ainda, o período da rainha Vitória que criou o Grand Tour no auge do imperialismo moderno, desenvolvendo uma política que favorecia e bancava as viagens da elite inglesa para ocupar os quadros administrativos do Estado inglês.  &lt;br /&gt; A história ganha contornos de verdades únicas nos centros acadêmicos e parte dos pesquisadores do fenômeno turístico adotam essa historiografia como explicativa, o que distorce e oculta parte da história nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metodologia utilizada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em virtude de o material histórico utilizado para a elaboração de este estudo ser referente ao período do final do século XIX, precisamente de Janeiro de 1889, onze meses antes da proclamação da República, consideramos que o mesmo possui valor fundamental para o estudo do turismo nacional, pois, além de inédito e raro, permite sinalizar diversos caminhos para reescrever a verdadeira historiografia do turismo.&lt;br /&gt; Na qualidade de documento escrito no Brasil Império, por algum funcionário régio, constitui-o material de inestimável valor histórico para pesquisadores e estudiosos do turismo brasileiro. Por esse motivo, optamos em transcrevê-lo em quase sua totalidade, para que a academia providencie contato com a fonte original e coloque-o à disposição dos centros de pesquisa. &lt;br /&gt; O leitor pode perceber que, em alguns itens, buscamos contextualizá-lo, segundo ás normas e costumes da época, num esforço de explicitar a riqueza daquele período histórico, por isso também se constitui em um estudo exaustivo e peculiar para o conjunto da historiografia do turismo no Brasil. &lt;br /&gt; A estrutura original do texto também foi levada em consideração, uma vez que a mesma, como foi montada teve a intenção de destacar o Brasil Império, especificando três Estados: Pernambuco, Bahia e por final de forma exultante o Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Império e seus costumes: consequências e impactos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com a vinda da Família Real e da máquina burocrática e administrativa do Estado Português ao território brasileiro em 1808, o rei de Portugal, funcionários régios, assessores, parentes, fidalgos, padres, médicos, advogados, professores, artistas, pintores, cientistas, militares e escravos, todos, chegam ao Brasil, fugindo de Napoleão Bonaparte. &lt;br /&gt; A crise provocada pela “fuga” leva Lisboa ao verdadeiro caos. Todos se dirigem ao cais em desespero para garantir local nos navios, levar seus bens e fugir do general Junot que se encontrava próximo à fronteira com Portugal. O governo português antecipa a partida para o Brasil, disposto a enfrentar o mal tempo e a chuva torrencial que tornava o mar agitado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chovia muito quando, a 26 de novembro, transferem-se os arquivos reais, a biblioteca de Lisboa e toneladas de bens móveis da família real e dez mil nobres portugueses para oito naus, quatro fragatas, três brigues e trinta navios mercantes. É o caos, com famílias tentando a todo custo um lugar nas embarcações. O povo assiste temeroso ao embarque de D. Maria, D. João e o príncipe Pedro no Príncipe Real. A mulher de D. João. D. Carlota Joaquina, segue com D. Miguel e as filhas no Afonso D´Albuquerque. Por quarenta horas, todos embarcados, a frota aguarda bons ventos na barra do Tejo, diante de notícias de que Junot estaria entrando em Lisboa, o que fará a 30 de novembro, com 26 mil homens (CHAGAS, 2001, p. 21; 22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A mudança da Corte para o Brasil provoca no Rio de Janeiro um imenso impacto cultural, social e econômico, entretanto, de imediato, a preocupação era como e onde hospedar os recém-chegados de Portugal? O caos foi instalado, os despejos dentro da “legalidade” autoritária do Decreto da Corte PR (Príncipe Regente, ou popularmente conhecido como “ponha-se na rua,”) davam o direito de desapropriar as pessoas de suas casas para acomodar elementos da Corte. &lt;br /&gt; O Rei e seu staff foram instalados no Palácio São Cristóvão, propriedade doada a D. João VI pelo próspero comerciante português Elias Antônio Lopes que trabalhava com o comércio de carne humana, traficando africanos para serem escravos no Brasil. E por esse interesse econômico, político e pela permanência do sistema escravocrata, cedeu ao rei de Portugal sua belíssima casa de campo, que havia acabado de construir com vista para as montanhas e para o mar. &lt;br /&gt; O Rei e seu staff foram instalados no Palácio São Cristóvão, propriedade doada a D. João VI pelo próspero comerciante português Elias Antônio Lopes que trabalhava com o comércio de carne humana, traficando africanos para serem escravos no Brasil. E por esse interesse econômico, político e pela permanência do sistema escravocrata, cedeu ao rei de Portugal sua belíssima casa de campo, que havia acabado de construir com vista para as montanhas e para o mar. &lt;br /&gt; A cidade cresceu, urbanizou-se e foi embelezada. Por meio de seu Intendente (prefeito), e a pedido da Inglaterra, D. João VI proíbe em 1º de julho de 1809, as rótulas ou gelosias que deveriam ser substituídas por grades de ferro e vidro. Prédios foram demolidos para dar lugar a vias de acesso e à infraestrutura pública básica: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a vida cultural do Rio foi transformada por essa grande influência de servidores civis bem pagos e com os gostos refinados de um grande centro europeu. Por importante que tenha sido o aumento das exigências de consumo, os efeitos de mudança foram do ponto de vista econômico, muito mais amplos (HALLEWELL, 2005, p. 107).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Com a chegada da Família Real, o Rio assume a feição da aristocracia portuguesa, adquirindo hábitos novos. Cria o Jardim Botânico em 1808, com o objetivo de aclimatar as espécies vindas da Ásia e cria um herbário à disposição das necessidades medicinais da nobreza, que só foi aberto ao público em 1822.&lt;br /&gt;  Revoga a proibição da produção de manufaturas no Brasil, bem como a Inglaterra passou a gozar de exclusividade sobre o comércio brasileiro, já que era a maior nação industrial e naval em condições de competir com a França na disputa pela supremacia do comércio brasileiro.&lt;br /&gt;  Cria o Desembargo do Paço e a Mesa da Consciência e Ordens que deram origem ao Supremo Tribunal de Justiça, à Casa da Suplicação do Brasil e à Intendência Geral da Polícia, com o início do aparato burocratico de repressão, bem como a Impressão Régia como forma de controle ideológico do que pode ser publicado. O Estado mostra seus “aparelhos” repressivos para tentar manter o controle ideológico de autoridade do império sobre a colônia.  &lt;br /&gt; Cria a Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação, com o obetivo de que as forças produtivas desenvolvessem bases nacionais próprias. Para isso, estrutura as relações econômicas e comerciais com a instalação do Banco do Brasil, como forma de estimular o crédito  para que fosse garantido um suporte de capital para a economia.&lt;br /&gt;  Realiza a assinatura dos tratados comerciais com a Grã-Bretanha e  demais países  colocando o Brasil  como Reino Unido a Portugal e a Algarve. Usa a prerrogativa de sempre favorecer o comércio com a Inglaterra, seja pela compra de produtos ou pelo benefício de taxas preferenciais. Na verdade, D. João VI dá ao Brasil condições objetivas para um desenvolvimento econômico com exclusividade para a Inglaterra. Segundo o historiador inglês Laurence Hallewell, em sua tese de doutorado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a vida cultural do Rio foi transformada por essa grande  afluência de servidores civis bem pagos e com os gostos refinados de um grande centro europeu. Por importante que tenha sido o aumento das exigências de consumo, os efeitos de mudança foram, do ponto de vista econômico, muito mais amplos. Doravante, todos os impostos e outras riquezas destinadas ao governo, que, antes, eram enviados a Lisboa, permaneceriam no Rio de Janeiro e iriam beneficiar a cidade    (HALLEWELL, 2005, p. 107).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nesse ambiente de autoridade monárquica única existente no Novo Mundo, o Brasil revela-se ao mundo como nação administrada diretamente pelo Rei de Portugal, que transferiu todos os interesses lusitanos para o Brasil e que responde ao mundo como uma nação rica e próspera. Sua “nova” identidade no cenário internacional atrai um fluxo de refugiados aristrocatas provenientes da monarquia espanhola dos países sul-americanos que fervilhavam com as revolucões republicanas.&lt;br /&gt; O Brasil torna-se uma nação cosmopolita, em que mercadores e grandes comerciantes vêm instalar negócios no setor de serviços, pequena manufatura e agricultura. Como também viajantes, negociantes, cientistas e turistas aventureiros visitam o país que já é mencionado por escritores, botânicos e pelas academias de ciências inglesa e francesa.&lt;br /&gt; O Brasil torna-se polo de atração para aventureiros, visitantes e para a pequena elite de turistas capazes de empreitar grandes recursos financeiros para os deslocamentos de lazer, estudos ou de simples aventura. Os primeiros estabelecimentos hoteleiros nasceram como hospedarias, “casas de pasto” e, em seguida, hotéis administrados por franceses e italianos que foram destaque a partir de 1816. No século XIX começa a aparecer, em livros e jornais, referências ao Brasil, produzidos no país e no exterior, que têm por objetivo divulgar e promover a primeira e maior Monarquia existente no Novo Mundo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações sobre o “Brazil Império” contidas no Guia Internacional da Europa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUIA INTERNACIONAL&lt;br /&gt;da Europa&lt;br /&gt;no Brazil e ao  Rio da Prata&lt;br /&gt;contendo utilíssimas informações para os viajantes, muitíssimas vistas, mappas e planos.              (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 205)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O “Guia Internacional da Europa no Brazil” contém itens gerais de informações presentes como em qualquer outro guia de orientação turística direcionado ao visitante, porém o interessante é observar o discurso imperial utilizado para apresentar o Brasil ao mundo. Por isso, trabalharemos alguns itens, contextualizando a informação expressa no guia e procurando entender o significado do discurso daquele período histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Posição: situa o território brasileiro em seu eixo de latitude e longitude, fazendo a seguinte observação:&lt;br /&gt;O Imperio (sic) do Brazil, a única monarchia do Novo Mundo, está situado na parte oriental da America do Sul: se estende de 5° 10`latitude Norte ao 33°46`10’’ latitude Sul e de 8°21`24’’ longitude Este ao 32° longitude Oeste do meridiano do Rio de Janeiro (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 207).   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um império europeu cravado no Novo Mundo, certa feita meramente uma utopia imaginada, por algum como refúgio para os conflitos e intrigas da Corte européia do século XVI: “Ressurgia sempre que a independência do país [Portugal] estava ameaçada pelos vizinhos e tinha uma forte razão geopolítica (GOMES, 2007, p. 45). Isso se torna real no ano de 1808, com a vinda da Família Real de Portugal ao Brasil, quando não somente promovia o princípio do comércio oceânico abrindo os portos às nações amigas, como também colocava o Brasil como a única monarquia do Novo Mundo, com certo poder econômico e político. Segundo o economista Carlos Lessa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio foi o umbral aberto ao exterior. Como capital, foi o espaço mais cosmopolita do país: pelo Rio o Brasil articulou-se com as demais sociedades. Foi a cidade preferida pelo estrangeiro para fixar-se e tendeu a ser a porta de recepção e incorporação dos visitantes. Posteriormente foi ponto de atração dos migrantes internos. Lugar onde a nossa sociedade processou seu diálogo interno e sintetizou a polifonia nacional, o Rio assimilou idéias de fora e de dentro e sinalizou inovações comportamentais para todo o país (LESSA, 2001, p. 67).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na verdade, num primeiro momento, o Brasil foi tratado pela metrópole como polo de extração de produtos naturais, com a comercialização de artigos da fauna e da flora, como temos o pau-brasil, ouro, prata, diamante, tabaco e o próprio comércio de escravos. A produção de açúcar associa-se à intenção de iniciar o processo de colonização, implantando engenhos no litoral nordestino, com mercado garantido na Europa e produto super valorizado nas transações comerciais.&lt;br /&gt; A partir de 1840, o café torna o porto do Rio de Janeiro detentor da hegemonia das exportações brasileiras, com um volume de mercadorias que demonstra uma evolução nas relações de produção e na força de trabalho com o ingresso de             mão-de-obra emigrante e o seu convívio com a escravidão, como menciona a historiadora Emilia Viotti da Costa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo da escravidão brasileira do século XVI até o século XIX tornará possível a análise, primeiro, de como funcionou o sistema numa tradicional sociedade “aristocrática” e mais tarde num moderno mundo “burguês”; segundo, de como tal sistema foi justificado num mundo religioso governado pela Providência e mais tarde num secular governado pelos homens; terceiro, de como a escravidão se tornou uma parte vital do sistema colonial num mundo mercantil, pré-capitalista, pré-tecnológico, e como ela foi destruída num mundo em que o capitalismo industrial e a revolução tecnológica gradualmente solaparam as relações tradicionais. Em suma, um estudo da escravidão do período colonial até o período moderno permitir-nos-á perceber as conexões essenciais entre capitalismo e escravidão. (COSTA, 1977, p. 216)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esse processo de convivência com dois tipos de força de trabalho refletirá a contradição reacionária e inconclusa que o sistema econômico e político passava, de um lado, a escravidão, e de outro, a pressão do capitalismo e sua volúpia pela acumulação de capital. Sem se completar em sua autonomia econômica e política como colônia e também incapaz de ultrapassar o entrave nas relações de produção para assumir as relações capitalistas, faz uma conexão entre capitalismo e regime escravista. Ocorria assim, pressão da Inglaterra junto a Portugal para que o Brasil extinguisse o trabalho escravo, pois necessitava de novos mercados para vender seus produtos. &lt;br /&gt; Na trilha desse processo o mundo conhece a sociedade brasileira. A respeito desse momento o historiador Amado Luiz Cervo relata:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas duas últimas décadas do Império, quando as relações internacionais se ampliavam sob efeito da expansão colonial européia e dos primórdios do novo imperialismo, D. Pedro II investiu seu prestígio pessoal, muito elevado tanto na Europa quanto na América, com a finalidade de resguardar o interesse brasileiro no exterior. Usou, para tanto, de seus intensos e permanentes contatos com instituições científicas, cientistas e membros das famílias reais européias (CERVO, 1992, p. 122).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Brasil imperial tinha prestígio entre as monarquias em razão do papel desempenhado pela casa de Bragança no mundo das artes, das ciências e da política, como também pelo empenho pessoal de D. Pedro II, pois “[...] estabeleceu contatos de alto nível com governos e instituições dos Estados Unidos, de quase todos os países europeus, incluindo a Rússia dos Czares, o Império Otomano, a Grécia, a terra Santa e o Egito” (CERVO, 1992, p. 122).&lt;br /&gt;  Muito mais que uma potência que ainda fazia uso do braço escravo e de estimular uma emigração enganosa sobre as condições de trabalho aqui existentes, o Brasil Império era conhecido pelo contato com a intelectualidade da época e pelo prestígio que o mesmo possuía entre os monarcas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Superfície: dimensiona o tamanho do território nacional perante o mundo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A superfície do Brazil que corresponde a um decimo (sic) quinto da superfície terrestre, a um quinto da do Novo Mundo e a mais dos três septimos da America Meridional, é considerada como tendo 8.337.218 kilometros quadrados (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 207).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A criação de uma monarquia no Novo Mundo foi uma decisão política e econômica, com objetivo de salvaguardar os interesses do Estado português, mesmo que decorrente de um processo de fuga da Coroa portuguesa das garras de Napoleão III. Tal fato consagra indiretamente o trabalho genocida de escravidão indígena, bem como a busca de ouro e de pedras preciosas e a conquista e a expansão do território brasileiro realizada pelos Bandeirantes no século XVII.&lt;br /&gt; Desde a colonização, o processo de desbravar o território e a necessidade de mão-de-obra escrava era a tônica das políticas da Coroa portuguesa, pois a disputa com a Espanha por fronteiras exigia acordos políticos que chegaram a dividir o Brasil pelo tratado de Tordesilhas. Tratado que, na verdade, reflete o interesse imperialista de duas grandes nações, por isso o Brasil surge para o Velho Mundo como a grande potência econômica e política, cobiçada por suas riquezas minerais e naturais.&lt;br /&gt;  A lógica de comparar o Brasil por meio de números qualifica-o pela dimensão continental que a Coroa portuguesa desejava mostrar ao mundo, categorizando-o como uma potência de forma ufanista. Encontramos expresso no livro publicado pelo historiador, jornalista, bacharel em Direito e Ministro da Fazenda e professor Afonso Celso que: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é um dos mais vastos países do globo, o mais vasto da raça latina, o mais vasto do Novo Mundo, à exceção dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;É pouco menor que toda a Europa.&lt;br /&gt;Rivaliza em tamanho com o conjunto dos outros países da América Meridional. Representa uma décima quinta parte do orbe terráqueo. Só a Rússia, a China e os Estados Unidos o excedem em extensão. É quatorze vezes maior do que a França, cerca de trezentas vezes maior do que a Bélgica. &lt;br /&gt;A sua circunscrição territorial menos dilatada, Sergipe, sobreleva a Holanda, a Dinamarca, a Suíça, o Haiti e Salvador. Cada um dos municípios em que se subdivide a mais ampla, Amazonas, equivale a Estados, como Portugal, Bulgária e Grécia.&lt;br /&gt;Pará, Goiás, Mato Grosso ultrapassam qualquer nação européia,                               salvante a Rússia.&lt;br /&gt;O Brasil é um mundo (CELSO, 2002, p. 5).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  É possível entender o Brasil como potência em razão do domínio de Portugal que, na luta para se manter na liderança, aumenta seus domínios no mundo, e o Brasil surge como possível e única saída para que a Coroa portuguesa não perdesse sua autonomia política para as mãos de Napoleão III. O Brasil, continente e possuidor de riquezas minerais e naturais inesgotáveis, seria capaz de manter a grandeza do Estado português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Limites: as fronteiras determinam o limite geopolítico do Brasil: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brazil confina com todos os paizes da America Meridional, menos com o Chile. É limitado ao Norte pelas Guyannas Franceza, Hollandeza e Ingleza e pelas Republicas de Venezuela e da Nova Grenada. A Oeste, pelo Peru, a Bolívia, o Paraguay e a Confederação Argentina, Ao Sul, pela Republica Oriental do Uruguay, e a Leste pelo Oceano Atlântico&lt;br /&gt;(GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 207).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – População: podemos perceber que o guia destaca um total de 13 milhões de habitantes enfatiza um milhão de indígenas como não-civilizados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população é de 13 milhões d`habitantes comprehendendo (sic) um milhão de indígenas que habitam as florestas e que ainda não estão civilizados; encontram-se principalmente nas altas regiões de Amazonas e de seus afluentes (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 207).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Divisões das províncias: número de Estados e população étnica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O império do Brazil divide-se em 20 provincias e um Município ou Municipalidade (Município neutro ou Município da Corte) immediatamente subordinado ao Poder legislativo e ao Governo.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Quanto à nacionalidade, a população estrangeira compõe-se de 400.000 habitantes: 140.000 Portuguezes, 56.000 Allemães, 45.000 Italianos; 45.000 Africanos, 4.000 Franceses (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 207)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – Histórico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os Francezes invadiram Portugal, em 1808, a família real refugiou-se no Brazil e esse acontecimento muito modificou a administração desse paiz.&lt;br /&gt;Aboliram-se as restricções commerciaes; abriram-se os portos aos navios de todas as nações amigas (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 213).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;7 – Governo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Império do Brazil é governado por uma monarchia constituicional e hereditaria (sic); a lei Sálica: não existe ali, e as mulheres também podem reinar.&lt;br /&gt;A lei fundamental de 25 de março de 1824 modificada pelos actos addicionaes de 12 de Agosto de 1834 e de 12 de Maio de 1840 estabelece quatro poderes: Legislativo, Executivo, Judiciário e Moderador (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 215).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 – Poder moderador: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder moderador que consiste principalmente em dissolver a Camara e a rejeitar certas medidas legislativas pertence ao Soberano. &lt;br /&gt;A´testa de cada província está um Presidente nomeado pelo Poder Executivo.&lt;br /&gt;É´eleitor todo cidadão brasileiro que possa provar que tem um rendimento ou emolumentos superiores a 250.000 reis por anno (625 fr.) e que tem habitado a localidade pelo menos dous annos (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 217).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 – Família Imperial:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família imperial do Brazil é notável pela simplicidade dos costumes, a facilidade de seu acesso e suas virtudes particulares (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 219).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 – Escravidão: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o anno de 1888, era o Brazil o único paiz do continente americano em que a escravatura, esse legado funesto deixado pelo regime colonial, existia legalmente.&lt;br /&gt;Entretanto a 28 setembro de 1871 foi promulgada uma lei em favor da emancipação gradual dos escravos; essa lei dizia que desde então os filhos de mulher escrava seriam considerados livres, se bem que obrigados a servir os senhores das mais até á idade de 21 annos, debaixo de nome de apprendizes, A mesma lei emancipou 1600 escravos pertencentes ao governo.&lt;br /&gt;Em 1886, as Camaras votaram a libertação dos escravos maiores de 60 annos (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 219).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 – Imigração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abolição da escravidão veiu pôr na ordem do dia a questão da immigração. Na verdade, a súbita transição d’este estado de servidão para o de liberdade que os pretos nunca tinham gozado, vai com certeza perturbar o paiz até um certo ponto. Esses seres a pela maior parte, estavam empregados nos trabalhos agrícolas e estando agora livres, os antigos senhores não poderão mais contar com seus serviços senão eventualmente; do que resultará que os proprietários serão obrigados a recorrer aos braços estrangeiros (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 221).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 – Clima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem no Brasil dous climas bem distinctos: A zona intertropical é quente e humida no tempo das chuvas, temperada e secca fóra d´essa estação.&lt;br /&gt;A temperatura media é de 26° centigrados do Rio de Janeiro ao Amazonas. Da capital do Império até a extremidade meridional o calor diminue muito e o clima torna-se agradável e fresco, principalmente nas montanhas; por toda a parte é elle muito saudável, ainda que humido (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 223).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 – Lavoura: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As costas comprehendidas entre a Bahia e Santa-Catharina, exceptuando a província do Espírito-Santo, são consagradas à cultura do café, e encontram-se nas províncias limitrophes do Rio de Janeiro importantes plantações de arroz; em todas essas províncias notam-se grandes Fazendas cobertas de cannaviaes. As regiões onde a lavoura está menos desenvolvida produzem muito gado que se criam por tropas.&lt;br /&gt;A região composta das grandes províncias de Rio Grande do Sul, Paraná e Santa-Caharina é muito fértil em cereaes.&lt;br /&gt;Os districtos mais próximos do Equador sobresahem pelas producções espontâneas das florestas: cortiça, gommas, resinas, substancias textis, etc. Em quase toda parte se cultivam algodão e o fumo. Existem ao norte do Rio de Janeiro immensas plantações de cação e mandioca.&lt;br /&gt;A metade do café que se consome no mundo provem do Brazil (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 223 e 225).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 – Indústria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A industria consiste em refinar assucar, principalmente nas províncias da Bahia e Pernambuco; em confeccionar tecidos de  algodão, em serraria de madeira em distillar rhum e uma espécie de aguardente que chamam Cachaça, a fabricar cerveja; e preparar fumo e fabricar charutos  a tecer alguns estofos de seda; em fabricar chapeos, calçados, trastes de madeira do paiz; papel ordinario; a fundir ferro e a fabricar alguns instrumentos aratorios (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 225).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 – Exportação e importação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exportação se eleva a 500 milhões de francos por anno e a importação em 400 milhões.&lt;br /&gt;Os principais artigos que o Brazil exporta são: Café (300 milhões de francos), algodão (50 milhões); assucar (40); pelles (35); gomma (30), fumo (12); diamantes (13); cacao (1).&lt;br /&gt;A importação consiste em objetos manufacturados, vinhos, farinha de trigo, carvão, roupas, petróleo, ferro, etc. (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 225).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 – Religião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião do estado é a catholica, apostólica romana (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 225)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 – Instrução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instrucção vai se espalhando cada vez mais. Alem de muitos estabelecimentos gratuitos devemos citar: o collegio Imperial, a escola polytechinica, o Instituto commercial, a Academia Imperial das Bellas-Artes, a Academia Imperial de medicina, o conservatório de musica, a escola de minas, a instituição dos cegos e dos surdos-mudos e só no Rio de Janeiro mais de cem sociedades sabias. Existem no Brazil duas faculdades de direito, uma em S. Paulo e outra em Pernambuco (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 225).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 – Moeda: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se por Reis e o cambio sobre a Europa que varia todos os dias segundo fluctuações commerciaes ou políticas estabelece por consequencia de dia em dia, a real traducção de reis em francos ou em schellings. Todavia pode-se tomar por base mais ou menos certa que 1.000 reis equivalem a 2fr. 50, por consequinte: moeda de 20 francos, 8.000 reis, libra esterlina 10.000 reis. As moedas do Brazil são de cobre, nickel, prata e ouro. As de cobre são: moeda de 20 reis ou vintém, moeda de 40 reis (em francos, 0.05 e 0.10 centimos).&lt;br /&gt;As moedas de nickel são: de 50 reis, 100 reis ou tostão e 200 reis (0. 20, 0.25, 0.50 centimos). As moedas de prata são de: 200 reis, 500 reis, 1.000 reis e 2.000 reis (0.050, 1.25, 2.50 e 5 francos). As moedas de ouro são de: 5.000 reis, 10.000 reis e 20.000 reis ( 12.50, 25 et 50 fr ).&lt;br /&gt;A circulação, porem, do ouro e da prata não existe no Brasil está substituída pelo papel moeda do Thezouro e do Banco do Brazil (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 227).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 – Pesos e medidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema métrico, obrigatorio em virtude da lei de 26 de junho de 1862, está em vigor real desde 1 de Janeiro de 1874 (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 227).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 – Serviço militar: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço militar. Se bem que votada a 27 de fevereiro de 1875, a lei estabelecendo a obrigação do serviço militar nunca foi executada. Recrutam-se os soldados por assentamento de praça e a maior parte do exercito é composto de naturaes do paiz (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 227).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21 – Marinha: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem no Brazil 5 arsenais de guerra, nas províncias de Pernambuco, Pará, Rio grande do Sul, Matto Grosso e Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Quanto á esquadra compõe-se ella de 49 vasos de guerra, a vapor: Coiraçados, canhoneiras, torpilheiras. O effectivo da marinhagem é de 3780 homens. (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 229).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 – Comunicações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão actualmente em exploração 52 linhas de estradas de ferro que percorrem 8.300 kilometros. De mais acham-se em estudo ou em construcção mais 1.670 Kilometros.&lt;br /&gt;A estrada de ferro de Leopoldina que corre na província de Minas Geraes é a mais comprida: 800 kilometros de via férrea estão em serviço e em estudo 245 kilometros.&lt;br /&gt; Depois d´esta estrada, a mais importante é a de D. Pedro II que pertence ao Estado e que serve as províncias do Rio de Janeiro, S. Paulo e Minas Geraes; o seu cumprimento é de 682 kilometros, e mais 103 kilom. em construcção.&lt;br /&gt;A primeira via férrea que se construiu no Brazil foi a de Mauá, na raiz da Serra dos Órgãos, na estrada que vai a Petrópolis, a 20 Kilometros do Rio de Janeiro. Foi aberta à circulação a 30 de abril de 1854 (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 229).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;23 – Riquezas Minerais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brazil possue immensas riquezas mineraes: diamantes, saphiras, esmeraldas, rubins, topázios, verdamares, ouro, patra, cobre, estanho, chumbo, ferro e muitos outros metaes. O diamante se encontra em quase todas as provincias do Império, mas o principal logar onde se explora é na província de Minas Geraes entre 17° e 9° latitude Sul. As mais celebres minas de diamante são as da Serra do Frio. &lt;br /&gt;As outras pedras preciosas encontram-se também n´esta província, como também  as mais ricas minas de ouro perto de Ouro Preto.&lt;br /&gt;O nitro, o alumen, o sulfato de magnésia o sulfato de soda se acham em abundancia em quase todas as províncias (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 233).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 – Riquezas vegetais:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O immenso território do interior é quase todo coberto de mattas virgens que encerram quantidades inesgotaveis de madeira execellentes para carpintaria, marcenaria e trabalhos de arte.&lt;br /&gt;Apenas mencionaremos das inúmeras arvores que habitam o Brasil: o Jacarandá, o Pao Brasil, o Pao d´Arco, o Pao Ferro e muitas outras de grande valor tanto pela madeira que fornecem, como também por seus fructos, óleos e resinas... Por toda parte abundam as fructas tropicaes cuja nomenclatura seria longa (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 233).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25 – Animais domésticos e indígenas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os animaes domésticos da Europa estão há já muito tempo domesticados no Brazil onde se criam sem difficuldades o cavallo, o burro, principalmente a besta, o carneiro, o porco e o cão.&lt;br /&gt;Os animaes corrniferos pastam em grandes tropas em estado selvagem nas grandes planícies do interior.&lt;br /&gt;Os principaes animaes indígenas são:&lt;br /&gt;A onça, o jaguar, o gato, o tigre, a preguiça, a cotia, o formigueiro; cerca de 60 especies de macacos; 30 especies distinctas de papagaios, perto de 20 variedades de beija-flores. Entre os repteis citaremos; a giboia o sucurajú e grande quantidades de cobras venenosas como sejam a terrível jararaca, a cobra coral e a cobra cascavel.&lt;br /&gt;Tres ou quatro espécies de crocodilos tornam perigosas as margens do Amazonas.&lt;br /&gt;As tartarugas são muito apreciadas e são servidas nas melhores mezas. Encontra-se peixe com muita abundancia nos lagos e rios (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 233 e 235).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações preliminares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os vinte e cinco itens apresentados nesse Guia internacional de promoção e divulgação turística do Brasil para a Europa, publicado em Janeiro de 1889, demonstram que o fenômeno do turismo é uma atividade que já despertava interesse por parte do Estado imperial português.  Começou a se desenvolver a partir da vinda da Família Real em 1808, que transferiu a Corte portuguesa para a América, criando um fluxo de pessoas que compunha o aparato administrativo e tornando o Brasil um polo de atração seguro para as monarquias e aristocratas que vinham sofrendo processos revolucionários em favor da República.&lt;br /&gt; A mudança da corte portuguesa para o Brasil trouxe consigo também:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] administradores e colonos de outras partes do Império português, notadamente Angola e Moçambique, [...]. De seu lado, setores mais comprometidos da monarquia espanhola saem dos países sul-americanos tomados por revoluções republicanas e mudam-se para o Rio de Janeiro, único refúgio da legalidade monárquica no Novo Mundo (ALENCASTRO, 1997: 13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esse processo acelerou um movimento constante e considerável de indivíduos ao Brasil que necessitavam de hospedagem, alimentação, transporte e uma gama de serviços diretamente vinculados ao visitante que ficavam encantados com a beleza da natureza que circundava o Rio de Janeiro. Por isso, surge toda uma infraestrutura turística à disposição do visitante como o Antigo Hotel Jourdain, localizado na Tijuca, de propriedade do francês A. Bocage, fundado em 1828 e que oferecia excursões para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bains de natatin et de cascade. CHEVAUX à toute heure pour excursions. Service Spécial pour I´hôtel tous les jours 5 heures du matin du Largo de S. Francisco de Paula (station des tramways jusqu´à la porte de L´hôtel. Table d´hôte: déjeuner de 9 heures à 10; diner de 5 heures á 6.&lt;br /&gt;EXCURSIONS A FAIRE AUX ENVIRIRONS DE L´HOTEL&lt;br /&gt;Boa-Vista Chineza, Vista dos Reis, Excelsior, Floresta Imperial, Pic-de-la-Tijuca, Pic du Papagaio, Petite et Grande Cascade, Pedra Bonita, Barre de la Tijuca, les Grottes, etc.&lt;br /&gt; (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 311).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Na verdade, o hotel Bocage (antigo Jourdain), com refinada decoração francesa e excelente quartos, estava localizado no fundo de um vale, na Tijuca, local agradável para piqueniques, apoiada por uma infraestrutura de serviços oferecida pelo hotel, como confirma o Guia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do hotel Bocage, ponto central de todas as excursões que se tenha a fazer na Tijuca, pode-se, em poucas horas, visitar a Floresta Imperial ou o ponto de vista Excelsior ou a grande e a pequena cascata ou então a Vista Chineza tres pontos de onde  se tem uma admirável vista e que não devem passar desappercebidos (sic) aos viajantes que passam pelo Rio de Janeiro (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 312).&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Como promoção turística, o Guia caracterizava-se como uma atividade diretamente atrelada à promoção e à divulgação do Estado Imperial por meio do Rio de Janeiro, destacando o Brasil como a única monarquia existente no Novo Mundo, bem como seu imenso território continental, que compõe fronteira com toda a América Latina menos com o Chile, com uma população de 13 milhões de habitantes, cujo destaque era população indígena como não-civilizada, pois o exótico e as lendas tomavam conta da leitura eurocentrista feita pelos estrangeiros que descreviam o Brasil.&lt;br /&gt; Em conformidade com o Guia o Brasil dividia-se em 20 províncias registrando que além dos brasileiros e escravos, possuia uma população de estrangeiros de 400.000 pessoas, sendo 140.000 portugueses, 56.000 alemães, 45.000 italianos, 45.000 africanos e 4.000 franceses.&lt;br /&gt; Novamente o exótico e o lendário compõem um pouco da história brasileira que alimenta o imaginário do estrangeiro que passa a idéia de que o descobrimento do Brasil se deve às correntezas, como se não houvesse nenhum interesse geopolítico por parte do Estado português. O interesse comercial era por grandes carregamentos de pau-brasil, madeira de tintura que deu nome ao Brasil, aliado aos indígenas selvagens, os Tupis e Guaranis que viviam em guerra constante, praticantes da antropofagia.&lt;br /&gt; Com referência às lembranças que podiam ser compradas no comércio pelos visitantes como artesanato, produtos alimentícios entre frutas e animais selvagens, uma diversidade grande de ervas medicinal e para tempero, o Guia confirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amadores de fructas e de animaes exoticos encontram no mercado da Bahia um sortimento completo de perequitos, papagaios de côres vivas e macacos de toda sorte. Acham-se em quantidades, laranjas, ananazes, bananas e mangas. Na Bahia fabricam-se charutos de grande nomeada. Também se encontram ali leques e flores de pennas, pelles de cobras e muitas outras curiosidades do Brazil (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p. 265 e 267).&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; O Guia menciona o fotógrafo carioca Marc Ferrez que abriu seu próprio estabelecimento fotográfico, Casa Marc Ferrez &amp; Cia, situada à Rua São José, 88, Rio de Janeiro, em 1864. Quando se refere a lembranças encontradas para vender ao turista, são indicadas suas fotos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como lembrança do Rio de janeiro, encontram-se em casa de Sñr Marc Ferres (sic), á rua de S. José, n. 88 perto do largo da Carioca, uma bonita e variada collecção de vistas photographicas da cidade, da bahia e dos arrabaldes.&lt;br /&gt;Em muitas lojas da rua do Ouvidor encontram-se bonitas flores de pennas, escaravelhos e borboletas mui curiosas (GUIA INTERNACIONAL, 1889, p.309).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro de uma historiografia nacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para entendermos o processo histórico do qual fomos constituídos em seres que dialeticamente explicitam formas moventes e movidos em seu processo ontológico, necessitamos conhecer o passado ou a contemporaneidade de “homens históricos reais”.   Com isso, queremos reafirmar que a história só é verdadeira quando se revela como produto da luta de classes, portanto qualquer existência humana possui história. Entretanto, pode ocorrer que essa história esteja encoberta por uma história alienígena.&lt;br /&gt; Como ocorreu com a história do turismo brasileiro, reforçando ainda mais a natureza elitista dessa prática que despreza o autóctone em decorrência de o eurocentrismo dominar os pensamentos da elite, que só se sente elite a partir do momento em que incorpora os valores europeus para explicar a realidade nacional. Em conformidade com essas idéias, afirma a historiadora Dea Ribeiro Fenelon:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caráter oficial dos fatos, (nos livros didáticos) o sentido elitista do processo histórico, com o acento sobre a importância da liderança e a insignificância do povo, a total ausência do espírito crítico, a conformação incontestável ao processo histórico dos vencedores, ensina uma história conformista, compromissória, privilegiada, anti-reformista, e conservadora (FENELON, 1974: 5).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  É nesse contexto que grande parte do estudo acadêmico referente ao turismo se apresenta no Brasil; com pressupostos, e até axiomas duvidosos injetados para interpretar e construir uma historiografia do turismo. Obviamente destacamos aqui as pesquisas resultantes de um levantamento de coleta de dados que passam por uma interpretação científica muito comum em nossa área e realizados com muita seriedade acadêmica.  &lt;br /&gt; Nossa intenção é alertar que a história do turismo nacional acaba sendo difícil de ser pesquisada, que está encoberta por falsas interpretações, seguindo uma historiografia eurocentrista que dá o tom para as finalizações históricas nacionais, ocasionando consequências ao campo da memória histórica e a perda da identidade de uma sociedade. Por isso, entendemos que o incentivo a pesquisas no campo das Ciências Sociais deve ser a preocupação de todo curso de turismo e centro de pesquisa, independente da ênfase do curso.&lt;br /&gt; As pesquisas demonstram que a o Brasil tem uma história turística que necessita ser recuperada, como podemos perceber por esse estudo que realizamos sobre o “Guia Internacional da Europa ao Brazil”. Alguns dados aparecem como resultado da pesquisa, revelando uma inesgotabilidade de fatos que deverão nortear novas investigações teóricas, tais como:&lt;br /&gt;1. O Brasil possui uma história produzida por visitantes estrangeiros que viveram no território nacional entre o século XVI ao XIX, que sinalizam aspectos voltados à hospitalidade;&lt;br /&gt;2. Anterior à vinda da Família Real ao Brasil, existe uma infraestrutura voltada à hospitalidade e ao turismo;&lt;br /&gt;3. O Estado Imperial estimulou a criação de pontos turísticos no Rio de Janeiro;&lt;br /&gt;4. As casas de pasto, as estalagem, as casas vagas são formas de hospedagem que se constituíram no Brasil desde o século XVI. É interessante destacar a existência das “casas vagas” nos povoados para atender aos viajantes. Na verdade, poderíamos afirmar que havia uma rede de casas vazias, sem qualquer serviço à disposição do visitante, lembrando um rancho coberto.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esses são alguns dos assuntos que podem ajudar a reconstituir a historiografia sobre a hospitalidade e sobre o turismo brasileiro, acabando com o mito de que a história nacional é pobre nesse campo, sendo necessário, portanto aos parâmetros de nossa história, adotar os referenciais estrangeiros. Na verdade, há uma adoção dos parâmetros teóricos impostos por uma historiografia européia que tende a ser niveladora e globalizante na explicação do desenvolvimento da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALENCASTRO, Luiz Felipe de Alencastro. Vida privada e ordem privada no Império. In: História da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IANNI, Octavio. Sociologia da Sociologia Latino-Americana. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CELSO, Afonso. Porque me ufano do meu país. Edições em pdf e eBooksBrasil.org. 2002. WWW.ebooksbrasil.org/eLibris/ufano.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CERVO, Amado Luiz. A conquista e o exercício da soberania (1822-1889). In: História da política exterior do Brasil. São Paulo: Ática, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COSTA, Emília Viotti. Da Monarquia à República momentos decisivos. São Paulo: Grijalbo, 1977.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHAGAS, Carlos. O Brasil sem retoque: 1808-1964: A História contada por jornais e jornalistas. Rio de Janeiro: Record, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GOMES, Laurentino. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. São Paulo: Planeta do Brasil, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guide Internacional D´Europe au Brésil &amp; a La Plata contenant les Renseignement les plus utiles pour les voyageurs orne de vues, cartes et plans. Publié par A. Loiseau-Bourcier – Paris, rue de Lancry, 47 - Janvier 1889.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FENELON, Dea Ribeiro. 50 textos de história do Brasil. São Paulo: Hucitec, 1974.&lt;br /&gt;HALLEWELL, Laurence. O livro no Brasil: sua história. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORGE PIRES, Mário. Raízes do Turismo no Brasil. São Paulo: Editora Manole, 2001.&lt;br /&gt;LESSA, Carlos. O Rio de todos os brasis. Rio de Janeiro: Record, 2001.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-922097541280356969?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/922097541280356969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=922097541280356969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/922097541280356969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/922097541280356969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/09/promocao-e-divulgacao-no-brasil-imperio.html' title='PROMOÇÃO E DIVULGAÇÃO NO BRASIL IMPÉRIO: TURISMO NA MONARQUIA'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SrusSqqp9VI/AAAAAAAAAA4/c8f2Cu7nGR0/s72-c/44.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-786535437246692535</id><published>2009-06-24T13:56:00.000-07:00</published><updated>2009-06-24T13:57:46.096-07:00</updated><title type='text'>JORNALISTA FABRICADO PELO NEOLIBERALISMO: ESTAMPA DO IRRACIONALISMO ECONÔMICO</title><content type='html'>JORNALISTA FABRICADO PELO NEOLIBERALISMO: ESTAMPA DO IRRACIONALISMO ECONÔMICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                         João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Que desculpem os jornalistas que são contra a obrigatoriedade do diploma profissional, mas vim para somar, com aqueles que entendem ser a regulamentação da profissão de jornalista e a exigência de diploma específico de curso superior de jornalismo instrumentos de fortalecimento sindical. Lutar por uma categoria unida, coesa, mas rica de opiniões diferentes profissionalmente dá credibilidade ao profissional, alimenta e fortalece a liberdade de imprensa contra os interesses de grupos econômicos.&lt;br /&gt; Mas entendo que a discussão vai além do simples embate, entre ser contra ou a favor do diploma de jornalista, o que devemos clarificar é quais os fundamentos teórico-filosóficos que sustenta a idéia irracionalista, que pretende forçar no Brasil por meio da mão do Supremo Tribunal Federal em adotar um processo de desregulamentação de todas as categorias profissionais. &lt;br /&gt; O pressuposto que permite compreender o processo de regulamentação da profissão de jornalista é histórico e produto de lutas pelas liberdades democráticas e de expressão. Localiza-se no interior da luta de classes, espaço no qual estão concentrados os interesses das elites preocupadas em prevenir e até reprimir qualquer projeto político que contribua para ampliação da estabilidade legal da força de trabalho, como é o caso da não obrigatoriedade do diploma para jornalista.&lt;br /&gt;O Estado neoliberal atua na defesa inconteste do movimento de desregulamentação em todos os níveis das atividades de trabalho, como também faz uso da ação privativista, que contribui para o aparecimento de posições contrárias à obrigatoriedade do diploma. O neoliberalismo busca incessantemente destruir, limitar ou impor mudanças cada vez mais restritivas aos princípios legais trabalhistas, exigindo a abertura da economia nacional ao capital multinacional, privatizando as empresas de serviços públicos, cortando gastos, terceirizando serviços, demitindo a força de trabalho, eliminando subsídios e impondo a desregulamentação das relações de trabalho, na qual a não exigência do diploma de jornalista é uma delas.&lt;br /&gt; O discurso irracionalista, caracterizado por utilizar como base o idealismo anticientífico, negando a força cognoscitiva da razão e lançando mão do senso comum. A característica deste discurso despolitizante e alienado é negar a importância do coletivo e privilegiar a individualidade como capaz de mudar a sociedade. Se observarmos com atenção, a prioridade teórica dada para o entendimento dessa sociedade baseia-se no desprezo à racionalidade e no apelo de base existencialista que sedimenta o pensamento neopositivista. Para combater qualquer tentativa que fortaleça o profissional jornalista de formação universitária, para isso, apropria-se da construção gramatical balizada no senso comum e no escracho, que tem suas raízes no campo do neopositivismo. Como podemos perceber no comentário infeliz do presidente do Supremo Tribunal Federal ao se referir na defesa da não obrigatoriedade do diploma de jornalista, comenta:&lt;br /&gt;Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até a saúde e à vida dos consumidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os neoliberais consideram que os processos reguladores que juridicamente formam o corpo legal do mundo do trabalho são constituídos de instrumentos disciplinadores da força de trabalho e necessitam ser constantemente mudados. Pois devem ser flexibilizados (em favor do Capital) no campo da empregabilidade, pois alegam que as mesmas dificultam que o Capital ganhe agilidade necessária para acelerar o processo de mais-valia. Por isso, entende que toda e qualquer tentativa legal existente devam ser consideradas desnecessárias e ultrapassada para isso utiliza o discurso despolitizante, infantil e re-argumenta sua fala com base na "qualidade total" como resposta imediata assume a postura da ideologia do pragmatismo.&lt;br /&gt;A defesa intransigente pela desregulamentação refere-se à implementação de um Estado que se planifique amparado por um conjunto mínimo e restrito de leis que garantam os direitos de submissão entre Capital e trabalho, o que ocasiona o fim dos direitos sociais garantidos no chamado Estado de Bem-Estar. É o fim das garantias trabalhistas, da estabilidade no emprego e dos ganhos de produtividade da representação sindical no interior das fábricas, como bem argumenta o pesquisador José Paulo Netto, ao se referir ao modelo econômico capitalista neoliberal em que as características:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] que está concentrada a essência do arsenal do neoliberalismo: uma argumentação teórica que restaura o mercado como instância mediadora societal elementar e insuperável e uma proposição política que repõe o Estado mínimo como única alternativa e forma para a democracia (PAULO NETTO, 1993: 77).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os neoliberais argumentam aos brados que outras profissões não são regulamentadas e o profissional está inserido no mercado por sua competência, portanto não há necessidade de nenhuma formatação jurídica (por isso nega a necessidade do diploma), mas, sim, de pessoal qualificado capaz de garantir seu mercado de trabalho.&lt;br /&gt;Há ainda os mais obedientes aos ensinamentos do neoliberalismo, aqueles que afirmam que a regulamentação da profissão limitaria o nosso campo de trabalho, deixando de lado atividades que poderão surgir e que necessariamente fugirão a nossa amplitude regulamentada. Conclusão sem nexo lógico e simplesmente força de uma construção gramatical de base no senso comum.&lt;br /&gt;Enquanto essas questões vão ocorrendo, as lutas sindicais vão sendo retardadas; os profissionais fortalecem a visão equivocada de que conteúdo pedagógico e política são questões que devem ser tratadas separadamente e fora do âmbito das salas de aula. Essa cultura de separação entre o acadêmico e o político, foi sendo reforçada durante os vinte e cinco anos de Ditadura Militar. Amigos morreram por pensar diferente. Jornalistas foram caçados, exilados, torturados e mortos, pois sempre lutaram pela liberdade de poder aprofundar o senso crítico dos alunos, contra a Ditadura, a opressão e pela eterna liberdade de pensamento.&lt;br /&gt;Por isso, jornalista, não se deixe levar pelas falas sedutoras daqueles que se dizem nossos amigos, mas, na verdade, lutam para que o jornalismo não amplie seu mercado de trabalho e não se reconheça como elemento transformador da realidade.  Lutam para que nossa categoria não cresça e, sim, desapareça, pois na lógica dessas pessoas todos podem vir a contribuir, não necessitando de nenhum estatuto corporativo. &lt;br /&gt; Diploma não é sinônimo de competência, mas sim de segurança para a sociedade que deve garantir a liberdade de expressão dentro de um código de ética pensado pela categoria diplomada e não pelas empresas jornalísticas. Portanto lutar pelo respeito ao piso salarial, contra a terceirização de nossa função e a pressão ideológica de grupos econômicos é declarar luta ao neoliberalismo, que deseja fabricar o “novo” jornalista informante e não formador de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAULO NETTO, José. Crise do socialismo e ofensiva neoliberal. São Paulo: Cortez, 1993.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-786535437246692535?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/786535437246692535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=786535437246692535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/786535437246692535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/786535437246692535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/06/jornalista-fabricado-pelo.html' title='JORNALISTA FABRICADO PELO NEOLIBERALISMO: ESTAMPA DO IRRACIONALISMO ECONÔMICO'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-611086606143650590</id><published>2009-06-23T09:32:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T09:34:48.353-07:00</updated><title type='text'>TURISMO PARA NOSOTROS Y LA REGLA PARA LOS OUTROS: EL PODER DE LA CASA ROSADA NO PALACIO DE LA ALVORADA</title><content type='html'>TURISMO PARA NOSOTROS Y LA REGLA PARA LOS OUTROS: EL PODER DE LA CASA ROSADA NO PALACIO DE LA ALVORADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O numero de turistas argentinos que irão se dirigir principalmente  para a região sul do Brasil, segundo as autoridades diplomáticas argentinas será de mais de um milhão e setecentos mil. Dos quais 600 mil em carros particulares, podemos dizer que se trata de uma classe média descapitalizada em seu pais e que as poucas economias que possuem se transformam em pequenas fortunas de Reais quando atravessam a fronteira para o paraíso chamado Brasil.&lt;br /&gt; Segundo o jornal argentino Clarín, até o dia 16 de janeiro haviam sido multados 450 argentinos e 70% por excesso de velocidade. Será que as leis de transito brasileiras são tão rígidas e incapazes de atender à idiossincrasia de nossos hermanos argentinos? Ou quem sabe, nossas estradas são lamentáveis e a fiscalização da polícia rodoviáriamuito rigorosa. Obviamente que nossas leis possuem um nível de universalidade, portanto servem a todos os grupos sociais independente de qualquer condição. Nossas estradas principalmente no sul do país possuem um certo grau de desenvolvimento tecnológico o que pode ser considerado estranho e uma novidade ao mesmo tempo para os argentinos  é a tipografia serrana.&lt;br /&gt; Considerar os turistas argentinos péssimos motoristas seria apelar para um censo comum de base interpretativa de juízo moral, muito próprio da animosidade fabricada pelos interesses mesquinhos daqueles que determinaram uma historiografia oficial para saber quem tem mais liderança na América Latina: Brasil ou Argentina.&lt;br /&gt; Obviamente este não será o caminho que escolhemos, porém esse processo( de querer estar na liderança ) está muito presente no cotidiano da vida de ambos os lados, vejamos alguns casos:&lt;br /&gt; Somos rivais no futebol ou são os cartolas daqui e de lá que alimentam essa artificialidade para aumentar as rendas de seus clubes;&lt;br /&gt; Somos produto do neoliberalismo da miséria e disputamos hoje entre nós quem esta se empobrecendo mais rapidamente, pois o Mercosul se constitui  no instrumento que protege os grandes monopólios e decreta a morte súbita dos outros;&lt;br /&gt; Somos civis em animosidade nada cega mais que esse nacionalismo fasistoíde que a mídia criou. Entretanto os militares trocam caricias  e gentilezas no campo da ajuda mutua,  técnicas de tortura, repressão, combate à guerrilha e golpes de Estado, sempre “amigos para sempre”;&lt;br /&gt; Uma coisa se torna mais aterrorizante nesta disputa do melhor é o retorno da visão gobiniana entre Brasil e Argentina, pois nesse espaço aparece a  sinalização para o retorno e discussão dos princípios de raça superior e das noções de Estado separatistas. Nesse caso todos ( turistas ) devem ser governados e se sujeitarem as regras de cidadania, principalmente quando em território estrangeiro.&lt;br /&gt; Aconteceu no dia 15 de janeiro um episódio imensamente desagradável  que foi transmitido pela televisão: Um senador provincial da republica Argentina senhor Isaac López foi detido na autopista que une Porto Alegre com a cidade de Osório a uma incrível velocidade de 142 km horários, quando a máxima seria de 100kms. Esse fato pode parecer corriqueiro, entretanto as cenas que a televisão mostraram, nos fizeram pensar se estamos preparados para atender a esse turista.&lt;br /&gt;Vejamos: ao ser abordado pela polícia rodoviária foi lavrada uma multa por “transitar em rodovias em velocidade acima de 20% da máxima permitida, ou a mais de 50% da máxima permitida em vias publicas.”  A penalidade por essa atividade é de 7 pontos na carteira e de 560 Ufir e apreensão do veículo.&lt;br /&gt;Porém o cidadão argentino e sua esposa, apelaram ostensivamente para sua posição política, usando do telefone da polícia rodoviária chamaram ao embaixador argentino, que em conversa com a autoridades brasileira que o havia multado, conseguiu a liberação do carro e provavelmente não pagará a multa.&lt;br /&gt;  Errou a polícia rodoviária em ceder às pressões da Casa Rosada e as imagens mostraram a senhora do senhor senador aos berros com o policial se negando a admitir a infração que havia cometido. Cena lamentável, será que o Palácio da Alvorada sabe desse comportamento de nossos hermanos turistas argentinos? Com isso, podemos especular que o costume de usar e se valer da influência de padrinhos políticos ou autoridades constituídas para burlar as normas na busca de vantagens não é um costume só do chamado jeitinho brasileiro, mas um cartão de visitas dos argentinos também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-611086606143650590?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/611086606143650590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=611086606143650590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/611086606143650590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/611086606143650590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/06/turismo-para-nosotros-y-la-regla-para.html' title='TURISMO PARA NOSOTROS Y LA REGLA PARA LOS OUTROS: EL PODER DE LA CASA ROSADA NO PALACIO DE LA ALVORADA'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-4050438797289245569</id><published>2009-06-23T09:29:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T09:31:37.511-07:00</updated><title type='text'>TURISMO CIÊNCIA OU TÉCNICA?</title><content type='html'>TURISMO CIÊNCIA OU TÉCNICA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                    João  dos Santos Filho&lt;br /&gt;                       Joaosantos@nobel.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   ... é a sociedade que regula a produção geral e me possibilita fazer hoje uma coisa, amanhã outra, caçar de manhã, pescar à tarde, pastorear à noite, fazer crítica depois da refeição, e tudo isto a meu bel-prazer, sem por isso me tornar exclusivamente caçador, pescador ou crítico. &lt;br /&gt;( Marx – A ideologia Alemã, 1976, p.41 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los hijos no olvidaron los sabios consejos de sus padres. Decidieron un día ir a visitar en el oriente el lugar de dónde habían venido. Tres fueron los que hicieron el viaje: Cocaib, Coacutec y Coajau. Se pusieron en camino: pero antes se despidieron de sus hermanos y parientes:&lt;br /&gt;               - Volveremos; no moriremos.&lt;br /&gt;  Seguramente pasaron sobre el mar antes de llegar donde el señor Nacxit, monarca del oriente. Nacxit  los recibió y les dió las insignias del poder y de la majestad. De allá vienen los insignias del Ahpop y del ahpop-Camhá. Les entregaron polvos de diferentes colores, perfumes, flautas, la señal del tigre, del venado, del pájaro, el caracol, plumas de diferentes colores. Todo vino de Tulán, del oriente. ( Popol Vuh – livro dos Mayas – Viajes, migraciones y grandeza, s/d, p.106 e 107.)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESCLARECIMENTOS PRELIMINARES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt; O presente trabalho deve ser entendido como um esforço inicial no campo da discussão  epistemológica e acadêmica do fenômeno  turístico. Nossa pretensão foi retomar as questões relativas a discussão  do turismo como ciência, para tanto, entendemos que o mesmo deva ser realizado entre professores, pesquisadores e estudantes. Neste sentido, a Associação Brasileira de Bacharéis de Turismo – ABBTUR, deve encabeçar esses estudos pois às modificações que vem ocorrendo no mundo do trabalho, exigem o resgate de novas reflexões sobre o ócio, lazer, tempo livre e o próprio turismo.&lt;br /&gt; Para realizarmos tal intento, necessitamos ultrapassar as visões imediatistas e tecnicistas que recaem sobre o estudo do turismo e que proliferam no mundo acadêmico. Entendendo o fenômeno do turismo em sua totalidade histórica e considerando o mesmo como resultado da inter-relação entre tempo-livre, ócio e lazer. A relação entre estes conceitos, compõem o fenômeno turístico em suas mais diferentes combinações de  sua essencialidade, com esse entendimento o mesmo ganha uma dimensão mais universal e histórica, recuperando sua solidez teórica.&lt;br /&gt;  Esses esclarecimentos iniciais, entendem que o turismo deva ser percebido como uma futura ciência que congrega em seu ceio as diversas dimensões do mundo do trabalho, buscando  “... obter explanações simultaneamente sistemáticas e controláveis pela evidência fatual.”  Compreendendo-o como mais próximo  de uma sistematização passível de uma intervenção racional, portanto, com infinito espectro sinalizador no campo da ciência.&lt;br /&gt;  Alertamos que o fenômeno turístico em suas várias ramificações  teóricas-pedagógicas,  deva ser discutido como uma possível ciência, entretanto, isto é algo carregado de preconceito dentro academia e no mercado de trabalho que alimenta uma visão utilitarista. Essa conjuntura vem servir aos interesses alheios, de outras áreas do conhecimento que enxergam o turismo como algo meramente técnico capaz de revigorar por exemplo, outros campos do conhecimento que começam a apresentar desgaste mercadológico.&lt;br /&gt; Hoje o curso de turismo, desponta no cenário educacional como uma das graduações mais promissoras e disputadas nos vestibulares. Com uma mão de obra já formada de 8.000 mil turismologos em aproximadamente 400 cursos (dados de maio de 2000) espalhados pelo Brasil,  constituem uma verdadeira massa crítica capaz de pressionar as esferas governamentais para o estudo científico do turismo e a necessidade da regulamentação profissional.&lt;br /&gt; O aparecimento de intelectuais orgânicos nacionais preocupados com o estudo científico do turismo foi produto de esforços individuais e persistentes e teimosia de pesquisadores e estudiosos que ousaram discordar dos curiosos do turismo. Essa rebeldia acabou empurrando-os para dentro da academia e lá produziram de forma autônoma contribuições que nos permitem caminhar sem os escritos dos professores espanhóis. Hoje temos estudiosos e pesquisadores da mesma importância capacitados que escrevem sobre turismo e a realidade brasileira.&lt;br /&gt; Os importantes ensinamentos dos antigos mestres galegos foi um começo necessário que nada sabíamos no campo do turismo, entretanto acabou dificultando a compreensão da realidade brasileira. Mas ao mesmo tempo, permitiu a criação das bases de uma metodologia mais próxima das necessidades nacionais e a constituição de um corpo de professores, pesquisadores pioneiros dos estudos turísticos nacionais e a própria criação e organização sindical dos bacharéis de turismo em grande parte do território nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIÊNCIA E TÉCNICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Toda a ciência seria supérflua se a forma de manifestação e a essência das coisas coincidissem imediatamente. &lt;br /&gt;( Marx - O Capital V.III, T. 2 cap. XLVIII)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Alguns fundamentos: ( ciência )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A capacidade que o ser humano tem de racionalizar (abstrair) antecipadamente tudo que irá fazer, lhe dá a característica de Homo sapiens, na busca para satisfazer suas necessidades, afastando-o de sua natureza biológica e aproximando-o cada vez mais da esfera social. Essa busca em reproduzir sua existência se explica pelo domínio que o mesmo tem da ação teleológica que o homem desenvolve durante toda a sua existência.&lt;br /&gt; É homem porque pensa, produzindo e reproduzindo sua forma de existência e conseguindo colocar a natureza a seu serviço, para beneficio da humanidade, tudo isso por meio do trabalho elemento explicativo da vida humana. Esse processo vitaliza - se em um desenvolvimento que sempre buscou caminhos novos na ânsia de sinalizar o reino da liberdade, a isto, chamamos de a eterna luta para subjugar a natureza a serviço do homem que  vai se materializando pela ciência.&lt;br /&gt; Sempre acompanhado da busca do novo para que a humanidade caminhe em direção à maior racionalidade dos conhecimentos que ela possui, denominamos esse processo de ciência, pois os homens estão sempre procurando suplantar seus conhecimentos.&lt;br /&gt; Podemos afirmar que o turismo entendido com a complexidade definida anteriormente, pode ser visto como ciência, pois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Busca a multidiciplinariedade no estudo do seu objeto e trabalha na  construção de uma explicação capaz de resistir a procedimentos de prova reconhecidos, podendo sustentar-se dando conta dos fatos da vida real, buscando apreender à racionalidade da realidade humana;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Esse objeto constitui uma formação econômica – social determinada, específica e particular que possui determinações próprias, somente possíveis de explica-las na relação de sua multidiciplinariedade, pois o turismo é resultado do amalgama do lazer, ócio, tempo livre;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O fenômeno turístico se constitui em um fenômeno social e portanto passível de ser visto dentro das determinações econômicas, políticas, culturais e sociais. Como totalidade concreta que  está no plano das evidências e o uso da razão e pensamento sistemático já elaborado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Nesse caso a teoria se constitui em um instrumento para a leitura do real, que passa a ter uma importância singular para entendimento do fenômeno turístico, que pode ser explicado com o auxilio das varias ciências que buscam explicar  essa realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns fundamentos: ( técnica )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura existente no campo do turismo discute o fenômeno turístico quase que exclusivamente  em sua dimensão técnica, por ser uma atividade em constante desenvolvimento e elemento atual e  por estar na vanguarda econômica. Esta percepção acaba sendo hegemônica na maioria dos cursos que se limitam a transmitir ao aluno uma visão tecnicista  na busca da qualidade total.&lt;br /&gt;Com uma infra-estrutura de serviços a disposição e uma demanda sempre crescente de clientes, o turismo se fixa na quantificação de seus dados, buscando racionalizar os serviços com vistas ao custo beneficio. Esse procedimento esta preocupado com o processo de mais valia para acumulo de capital, neste sentido, pouco sobra ao profissional a não ser estar sujeito a esse tipo de mercado. &lt;br /&gt;A visão crítica e histórica sobre esse fenômeno está reservada a uns poucos que ousaram transgredir a regra dos curiosos e dos políticos de carreira que sempre estão farejando os cargos públicos em turismo. Esses na década de 1970 nós agrediam chamando-nos de comunistas, tentando nos amedrontar a com a ameaça de processo pela lei conhecida por 477 que dava plena autoridade para que os donos de faculdades expulsassem os alunos considerados subversivos e baderneiros ou tentando negar a organização sindical dos bacharéis de turismo que conseguiram ultrapassar todas as barreiras impostas por seus opositores.  &lt;br /&gt; Por se constituir em um mercado que guardadas as crises diacrônicas do sistema, sempre esteve em expansão, isto é, não havia tempo para refletir o fenômeno em si, mas sim necessitava-se atender a sua demanda.  Esta foi uma das razões que levaram o turismo a ser visto quase que exclusivamente como algo prático, que poderia ser tratado a base de um adestramento   ( treinamentos rápidos e instrumentais )  comportamental esperado pelo mercado. Na verdade estamos pagando hoje, por esse imediatismo, pois a academia, os órgãos oficiais que dizem responder pelo turismo no Brasil e a própria categoria já perceberam que há um desencontro na perspectiva teórico - filosófica  de entendimento do fenômeno turístico.&lt;br /&gt; Considera-lo como uma atividade técnica, significa recorrer ao campo dos dados empíricos, onde a comparação explicitará as diferenças e semelhanças, capaz de quantificar tipos e formular uma classificação de graus e variáveis, buscando as modificações quantitativas. Esse procedimento facilita o manuseio dos dados, porém despreza qualquer referência histórica e se realiza via descrição linear dos fatos.     &lt;br /&gt; Essa interpretação atende aos interesses da lógica do mercado, fazendo com que o processo de circulação da mercadoria flua em toda a sua dimensão econômica, por isso, a maioria dos cursos universitários e outros de qualificação da mão de obra no campo do turismo são voltados para o adestramento e treinamento com quase total falta de reflexões críticas.&lt;br /&gt; Essa processualidade pedagógica que ocorre no interior dos cursos de turismo se prende ao fato de como se entende o objeto do turismo: ciência ou técnica. Nesse sentido, a questão tem suas bases na referência filosófica do pragmatismo, como comenta de forma pontual o professor Adolfo Sánchez Vázquez:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em vez de formulações teóricas, temos assim o ponto-de-vista do “senso comum”, que docilmente se dobra aos ditames ou exigências de uma prática esvaziada de ingredientes teóricos. Em lugar destes, temos toda uma rede de preconceitos, verdades estereotipadas e, em alguns casos, superstições de uma concepção irracional (mágica ou religiosa ) do mundo. A prática se basta a si mesma, e o “senso comum” situa-se passivamente, numa atividade acrítica, em relação a ela. O “senso comum” é o sentido da prática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORQUE ENTENDEMOS O TURISMO COMO CIÊNCIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivos teóricos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O turismo se constitui em um fenômeno que só existe em razão de sua interdiciplinariedade, portanto é resultado da intercessão de varias outras atividades que tem como núcleo comum a categoria trabalho. Nesse sentido, para entendermos teoricamente o turismo necessitamos compreender as condições do mundo do trabalho em sua dimensão política e econômica.&lt;br /&gt;Apreender a dimensão do significado do conceito de ócio na história e como isso vem se modificando com o desenvolvimento das relações de produção.&lt;br /&gt;Entender como o lazer se configura no interior das classes sociais estudando seus diferentes dimensões de interação no campo da cultura e do esporte.&lt;br /&gt;Compreender o tempo livre como produto das atividades de trabalho e sempre vinculado as condições de como estão  constituídas as classes sociais.     &lt;br /&gt;• O turismo pode ainda não se constituir como ciência, entretanto possui o status para tal, pois se concretiza na relação com as outras ciências. Seu patamar teórico se forma e cristaliza na atuação com as outras, porem por ser ainda uma atividade totalmente dinâmica e muito ágil e de forte impacto econômico que acaba relegando a um papel secundário seus componentes de sustentação teórica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivos políticos:&lt;br /&gt;• Status de ciência que o fenômeno do turismo necessita possuir deve ser cultivado e defendido,  independente do mesmo não poder vir a atender a todos os requisitos  da chamada “atitude científica”. Com isso quero dizer que entende-lo ou não como uma ciência, não se constitui nenhuma fragilidade epistemologica do objeto por nos estudado, mas sim, daqueles que o julgam. Nesse sentido, endossa-lo como uma ciência ou como uma técnica faz parte do processo de desenvolvimento do pensamento histórico do próprio fenômeno, isto é, se torna a matriz alimentadora da formação de seus conceitos e axiomas.&lt;br /&gt; O exemplo mais pontual dessa questão pode ser tirado do próprio marxismo, onde há autores que defende-o como sendo uma técnica e não uma ciência essa polêmica alimenta uma discussão teórica que traz consigo uma expressiva produção literária, que acaba proporcionando um avanço do pensamento da humanidade.&lt;br /&gt; Com o turismo necessitamos que esse processo seja iniciado e saía do campo da especulação e do “censo comum”, avance para o campo da investigação e traga o embate para o campo das idéias. Fomente em nossos cursos a discussão e comprometa nossos professores para com a luta do turismo como ciência. Só assim poderemos edificar nosso arcabouço conceptual junto as outras ciências.  &lt;br /&gt; Portanto, a dimensão do fenômeno turístico deve ser trabalhado e ensinado dentro do contexto de sua cientificidade a ser ainda consolidada e da potencialidade que o mesmo possui junto ao mercado de serviços. Nada pode ser mais nocivo para ele do que ficar na dependência de especulações que na verdade vão refletir posturas filosóficas totalizantes e históricas que acabam limitando o fenômeno e fortalecendo as visões tecnicistas.&lt;br /&gt; Necessitamos formar uma frente de pesquisa multidiciplinar diante do estudo do fenômeno turístico, fazendo com que nos congressos e encontros a questão do turismo como ciência seja discutida. &lt;br /&gt;O mercado deve estar sintonizado com essa discussão, pois há necessidade de um trabalho político, que faça com que o mesmo comece a entender e valorizar a especificidade do turismo como um objeto que busca a formulação de axiomas e pressupostos próprios. Nesse sentido, é de fundamental importância que as reflexões de base filosóficas incorporem a dinâmica dos planejamentos turísticos, procurando delimitar e visualizar sua identidade.&lt;br /&gt;Cabe as associações de classe e ou as entidades profissionais, desenvolverem uma campanha que busque trazer essa discussão  para junto à categoria.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivos econômicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A importância de fluxo de capital e a dinâmica transformadora e de rentabilidade que a atividade turística apresenta no interior dos chamados sistemas econômicos e políticos. Seja no capitalismo ou no chamado socialismo revelam que essa atividade se constitui no grande suporte  para a criação de riquezas. &lt;br /&gt;  O turismo esta entre a terceira ou quarta atividade de maior crescimento no mundo, estimulado pela globalização que a detecta como um dos setores ainda pouco explorados, porém com uma potencialidade de crescimento que supera todos os outros campos. Essa dimensão espancionista em que a mercadoria ( turismo ) se concretiza no interior dos sistemas econômicos estão acima de qualquer opção política ideológica, pois todas dependem do capital, nesse sentido, buscam implementar os processos de acumulação.&lt;br /&gt; No capitalismo o turismo assume os primeiros postos como uma das atividades econômicas de maior rentabilidade, fabricam-se ilusões, criam-se estilos de vida, cultiva-se o hábito pelo descanso no período do não trabalho e cada vez mais tem-se a certeza que o turismo se constitui em uma das atividades em que o Estado pode recorrer para diminuir a sua crise neoliberal. Sacrificando o meio ambiente, pois muitas vezes autoriza a criação de equipamentos  turísticos em áreas de preservação  e ou permitindo a destruição de culturas regionais por meio da criação de equipamentos destinados ao turismo receptivo.&lt;br /&gt; No socialismo o turismo também adquire as mesmas características que no capitalismo, pois a lógica de ambas é dada pelo capital, apesar de haver uma diferença. O socialismo cria inicialmente  uma infra-estrutura voltada exclusivamente para o turista estrangeiro e proibida para os nacionais com o objetivo exclusivo de captar divisas. Desenvolvendo um turismo tão elitizado quanto aquele existente no capitalismo, pois impede que a população daquele país usufrua da infra-estrutura turística.&lt;br /&gt; Esta situação acaba favorecendo o aparecimento de duas sociedades antagônicas e complementares ao mesmo tempo; aquela que trata o estrangeiro como um cliente vip, mostrando aquilo que era tido como exótico e curioso politicamente, pois esse era o marketing político desses sistemas para o mundo. E uma outra que durante muitos anos foi negada e ocultada pelos socialistas - o cotidiano da vida dessas populações que  eram por meio da emulação levadas a sacrificar seu padrão de vida já deficitário, em favor do futuro turista estrangeiro.&lt;br /&gt; Com isto, podemos afirmar que a questão econômica comanda a questão do turismo, dado o seu desenvolvimento multiplicador de  atividades no campo da acumulação e reprodução do capital. Mas não podemos analisa-la somente como referência econômica, pois isso limita a compreensão do próprio fenômeno e impede uma leitura cientifica do mesmo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARGUMENTOS I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica das explicações oferecidas pelo bom senso inicia o trabalho científico. Esse trabalho é governado por um tipo especial de atitude. Caracteriza-a a tendência de suspender juízos, evitar asserções “definitivas”, até que a evidência adequada tenha sido apresentada para só então acolher as afirmações, admitindo-as na medida em que a evidência as apoia e não excluindo a possibilidade de refutações futuras. ( Hegenberg. Explicações científicas, 1969, p. 20. ). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Os homens sempre procuraram solucionar seus problemas de sobrevivência, intervindo na realidade, por meio do senso-comum e procedimentos técnicos - científicos,  modificando e colocando a mesma à serviço da humanidade. Esse “modus operandis” de ação alimenta o desenvolvimento histórico dos homens e sinaliza alguns   perfis da sociedade futura.&lt;br /&gt;Essa capacidade de modificar e compreender a realidade se constitui em um processo que categoriza os homens como produtores do saber e de novos conhecimentos. Com base nesses pressupostos, entendemos que o turismo é uma ciência, como diz a professora Margarita Barreto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fazer ciência significa criar saber ou conhecimento novo. No turismo, o tipo de saber ou conhecimento que pode ser criado varia de um produto turístico a uma pesquisa sobre motivações passando pela propaganda de um produto turístico. Em todos os casos está sendo gerado um conhecimento, seja sobre um assunto ou sobre um local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O conhecimento começa a ser produzido no interior das estruturas acadêmicas de aproximadamente 400 cursos universitários de turismo  em funcionamento no país. Em sua maioria, os mesmos, exigem trabalhos de conclusão de curso, pesquisas e estudos setorizados do imenso campo de ações relacionadas ao complexo turístico. Nesse sentido o saber e o conhecimento sistematizado das práticas cotidianas, começa a ser teorizado, as regularidades são aprendidas dando lugar as leis que são as expressões da base teórica que passa a ser desvendada e compreendida.&lt;br /&gt;Os instrumentos imprencíndiveis para poder começar a pensar em produzir ciência estão dados, centros de estudos públicos e particulares produzindo investigações acadêmicas e uma intelectualidade atuante e crítica e segundo a professora Mirian Rejowski o estudo do fenômeno turístico era pequena mas até certo ponto significativa como podemos atestar pelo excelente trabalho feito por ela em seu livro Turismo e Pesquisa científica.&lt;br /&gt;Não queremos aqui promover nenhuma crítica para com os defensores do turismo como uma atividade exclusivamente econômica, aqueles mesmos que derivam esse conceito para o turismo – industria, pois acreditamos que essa referência possua hoje pouquíssimos seguidores. Para nos educadores e pesquisadores desse objeto o envolvente é compreende-lo em sua totalidade histórica e no complexo de suas inter-relações com as outras ciências. “De uma maneira geral, pode-se dizer que a ciência do turismo está ligada aos estudos que dizem respeito à sociedade... “  &lt;br /&gt;A abrangência com o qual o fenômeno turístico se explicita, exigindo a participação de todos os campos da ciência, permite que o mesmo seja abordado dentro de vários métodos existentes, portanto, o fenômeno turístico, demonstra que já incorporou os princípios básicos de ciência. Entende-lo por meio de uma interpretação funcionalista da realidade social, significa buscar as conexões funcionais do complexo turístico em sua referência empírica e de regularidade, segundo o professor Florestan Fernandes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... a análise funcional só consegue abarcar os problemas teóricos que possam ser formulados e entendidos funcionalmente, ou seja, que digam respeito ao período de função ...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O turismo sendo analisado via esse método, permite um descrição detalhada dos fatos é nesse momento que o empirismo, destaca a regularidade, harmonia, equilíbrio e a busca da função, fazendo uma descrição minuciosa da funcionalidade. Desenvolvendo estudos e analises altamente descritivas e etnológicas de imenso valor acadêmico. Porém, como todo método existem limitações lógicas e no caso podemos destacar, que o mesmo, não consegue captar a dinâmica das contradições sociais em sua referência histórica, pois só consegue captar os problemas referentes a função.&lt;br /&gt;Essa analise atende aos interesses do fenômeno turístico, visto pelo lado da funcionalidade de seus recursos, uma analise que acaba destacando a qualidade total sem qualquer preocupação com o papel social daquele equipamento seja para com o meio ambiente ou para as classes sociais,. A busca é sinalizar a coesão social e as propostas para resolver qualquer conflito se dá pelo reformismo.  &lt;br /&gt; O fenômeno turístico analisado e entendido pelo método estruturalista, parte da categoria de estrutura e segundo o professor Mário  Carlos Beni, que sempre defendeu o turismo dentro desse contexto, em seu livro define a análise estrutural como:&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; ... análise estrutural é uma observação rigorosa e metódica do campo de abrangência da atividade, ou seja, dos elementos ordenados e inter-relacionados de forma dinâmica que o integram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O livro do professor Mário desde quando foi lançado se tornou imediatamente um clássico para aqueles que estudam e trabalham no campo do turismo, sua preocupação não se limita a questões do formalismo sistêmico, que por sinal opera de forma brilhante. Mas vai além disso, pois discute tanto a estrutura formal do turismo,  como também deixa sinalizado a falta de organização do Estado no comando e ordenamento de uma política Nacional para o turismo. Nesse caso podemos dizer que o autor soube escolher muito bem seus pressupostos teóricos optando pelo método estruturalista para esse tipo de estudo.&lt;br /&gt; Com referência aos limites que esse método possui podemos esboçar alguns, tais como: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Entende que a mudanças só ocorram por meio da descontinuidade e justaposição dos fatos, esquecendo o processo dialético. Para o estruturalismo o processo de mudança não está localizado junto ao desenvolvimento das relações de produção, mas sim, nas contradições interna dos fenômenos ou da estrutura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Por negar a contradição, acaba negando  a luta de classe e sobre tudo o movimento do ser, portanto acaba caindo na tese da existência de algo exterior que movimenta o sistema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância em analisar o fenômeno turístico via o método estruturalista, permite a elaboração de estudos como aquele que comentei acima, porém os limites que o mesmo ( método) apresenta podem ser mais profundos, dependendo de como o pesquisador encaminha seu estudo, pois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Retira ou minimiza  a ação direta dos homens no que se refere  a compreensão da realidade, pois nega as leis objetivas que regem a vida social, portanto, acaba dificultando o entendimento das determinações, ou seja, das causas históricas.&lt;br /&gt;• Trabalha com a realidade, naturalizando a sociedade de classes, como sendo algo dado, pois propõe um turismo via a estratificação social, isto é diferenciado para as classes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um outro método, na qual não podemos esquecer é o materialismo histórico, que permite desenvolver uma análise crítica, pois caminha por uma essêncialidade de negação da sociedade de classes e parte do pressuposto de ir para além do capital. Nesse momento, estabelece-se aqui uma discussão acadêmica e filosófica, onde a raiz da questão esta localizada fora dos limites restritos do fenômeno turístico, mas sim no campo da “Economia Política”.&lt;br /&gt; Esse entendimento requer que compartilhemos de um  pensamento crítico,  onde o conceito de turismo só poderá ser de fato totalizante se configurado por meio das relações de produção. Nesse sentido, pouco serve aos interesses do capital que enxerga o fenômeno turístico como um fator de rápida acumulação de capital e inserido na sociedade de classes.&lt;br /&gt; A idéia de totalidade histórica neste método reafirma sua referência de  crítica, para com a realidade social e acaba expondo as contradições da sociedade capitalista no campo político, econômico e social. Nada pode ser mais suscetível a esse método de análise do que o fenômeno do turismo, pois acabaria denunciando: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Desmatamento em áreas de proteção ambiental, junto a serras e praias para implantação de projetos turísticos; &lt;br /&gt;2. Destruição de núcleos históricos regionais com a criação de equipamentos para implementar o turismo receptivo; &lt;br /&gt;3. Ocultação da pobreza, por meio do maquiamento arquitetónico ou utilização da mesma como forma de explorar o exótico, como se expressou uns dos políticos que estava a frente do Ministério do Esporte e Turismo;&lt;br /&gt;4. Destruição de parques arqueológicos, com a exploração indevida por parte do poder público  e empresários locais;&lt;br /&gt;5. A distribuição política de verbas públicas para o turismo, segundo os interesses de grupos políticos locais;&lt;br /&gt;6. A distribuição de cargos públicos na área de turismo para políticos de carreira, segundo os interesses políticos do Estado e não da nação;&lt;br /&gt;7. Envolvimento da máfia internacional do jogo na implantação dos cassinos no Brasil, segundo informações da CPI;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;O uso desse método transforma o turismo em um objeto assaz vulnerável, pois revela as contradições da relação econômica e a submissão que o mesmo se vê obrigada a se sujeitar. O desvendar desse processo é característico do pensamento crítico que esse método proporciona, portanto fundamental para a formação do cidadão politizado, crítico e democrático.&lt;br /&gt;A importância desse método esta no fato de poder compartilhar as determinações que compõem o objeto, levando-o a compreensão das suas causas últimas. Esse poder de desmistificar o real  transformando-o em concreto lhe permite apreender as causas e  entender a lógica histórica.&lt;br /&gt;Para o turismo esse método, permite desvendar quais os interesses econômicos e políticos que levaram a implantação de qualquer equipamento turístico, expondo as relações de poder que determinaram sua existência. A aplicabilidade desse método é limitada, pois não interessa aos interesses do capital e do capitalista, entretanto se torna um eficaz instrumento quando usado para desenvolver uma análise crítica e de totalidade de qualquer objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Vásquez, Adolfo Sánchez. Filosofia da práxis. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. 210p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Ministerio de Gobernacion:Programa Educativo sobre Cultura Democratica y Derechos Humanos. Popol Vuh: Livro dos Mayas-Quichés de 1524. s/d. 106 e 107.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Karl, Marx., Engels, Friedrich. A Ideologia Alemã. 3ª. ed. Lisboa: Editorial Presença,1976. 41p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Morgenbesser, Sidney. (coord). Filosofia da Ciência. Nagel, Ernest.                        Ciência: Natureza e Objetivo. São Paulo, editora Cultrix, s/d. 23p. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Marx, Karl. O Capital V.III, T. 2 cap. XLVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – Hegenberg, Leônidas. Explicações científicas: introdução à filosofia da ciência. São Paulo: editora da Universidade de São Paulo, 1969. 20p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Barreto, Margarita. Manual de iniciação ao estudo do turismo. Campinas: Editora Papirus, 1995. 129 e 130p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 -  Fernandes, Florestan. Elementos de sociologia teórica. São Paulo:   Editora nacional, 2ª. Ed. 1974.194p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 -  Beni, Mário Carlos. Análise estrutural do turismo. São Paulo: Editora SENAC, 1998. 19p.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-4050438797289245569?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/4050438797289245569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=4050438797289245569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/4050438797289245569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/4050438797289245569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/06/turismo-ciencia-ou-tecnica.html' title='TURISMO CIÊNCIA OU TÉCNICA?'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-3396167427012317299</id><published>2009-06-23T09:27:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T09:29:33.513-07:00</updated><title type='text'>TURISMO DE LUXO OU DE LIXO</title><content type='html'>TURISMO DE LUXO OU DE LIXO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                       João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria turismo de luxo? Passar as ferias em Miami, Orlando ou ir ao Rio de Janeiro, São Paulo. Isso irá depender dos motivos que induziram o nosso deslocamento.&lt;br /&gt;Para Miami e Orlando foi à magia da bicharada assexuada e humanizada de Wall Disney, aliada ao Sanduíche do McDonald’s e a estética original das orelhas de Mickey e Dumbo ou aos sapatos da Margarida, a inteligência de Pateta, o “QI” do Pluto, os tecnocratas luizinho, Zezinho e Huguinho os Sobrinhos que humilham o tio Donald, a delicadeza de João Bafo de Onça, a beleza de Madame Mim, o Gastão que não trabalha, mas tem a sorte ou ao sovina e explorador do tio Patinhas. Esse fetichismo só pode ser entendido quando lemos uns dos livros clássicos da ciência da comunicação de Ariel Dorfman e Armand Mattelart, chamado “Para Ler o Pato Donald”&lt;br /&gt;Nada pode ser mais subjetivo do que o motivo que levaram essas crianças e seus pais a escolherem essa viagem, será que eles conhecem o pequeno livro de Paulo Guilherme Martins chamado “Um dia na vida do Brasilino” de 1961 e sabem o que são multinacionais ou tem consciência da existência de um texto chamado “Nosotros Latinos Americanos” do incrível e brasileiríssimo Darcy Ribeiro, antropólogo namorador e amante da causas brasileiras que nos deixou, depois de anos de luta cerrada contra o câncer foi derrotado entregou-se aos braços de Tupã.&lt;br /&gt;É evidente sem ser vidente que os motivos foram vários, mas nenhum deve ser criticado, mas sim, entender que esse passeio pode ser considerado um luxo, mas na verdade é um lixo quando comparado a outros, pois vejamos:&lt;br /&gt;No Rio de Janeiro estão as praias mais lindas badaladas do mundo, com uma calçada que acabou determinando um estilo de vida nacional, um cristo cansado de enxergar o assalto a turistas e o massacre aos meninos da candelária, como também, o gingado daquilo que ele criou com grande cuidado que foi a mulher brasileira. A baia da Guanabara, o Bateau Mouche que matou no reveillon, os Arcos da Lapa, Copacabana Palace o hotel mais famoso do mundo, encontrar com rei do carnaval em uma das travessas da rua Barata Ribeiro o mundialmente famoso Clóvis Bornay, pisar na calçada do posto seis da praia de Ipanema onde Vinícius de Moraes, contemplava o andar da garota de Ipanema. Ver Ilza Carla disfilando a magia da cultura brasileira, tomar um chope no amarelinho, ir ao maior estádio de futebol do mundo, visitar o museu de arte Moderna localizado na praia do Flamengo que foi corroído pelo fogo como também o aeroporto Santos Dumont. Caminhar pelas ruas, pois os carros ocuparam as calçadas e as populações caninas transformam-as em grandes zonas para fazer suas necessidades, ir a confeitaria “Colombo” sentir o glamour dos anos 50. Visitar a quadra da Portela e Mangueira. Sentir Nara Leão a musa da Bossa Nova, relembrar de Pixinguinha, comer no calabouço para recordar da UNE verdadeira, visitar a ilha de Paquetá e o forte do Império, ir à casa de Ivo Pitangui, passear pela cinelândia, visitando o teatro municipal, a casa Ruí Barbosa, o palácio do Catête o museu Carmem Miranda e o fabuloso Instituto Histórico nacional.&lt;br /&gt;Em São Paulo, comer uma verdadeira pizza com um chop’s, ir ao maior museu de arte moderna da América Latina o MASP, almoçar na consolação no famoso “Bar das Putas”, provar a feijoada do Bolinha, comer o verdadeiro “Tartufo” de la Itália na cantina do “Nellos” o produtor de “Bela camisinha Fernandinho”, ir à decadente rua Augusta ver os travestis, visitar as diferentes boates, ir ao Ibirapuera ou seria Parque Ingá, ir ao restaurante do Vavá, freqüentar um dos inúmeros teatros, comprar nos shopping. Perder-se na Malufada dos inúmeros viadutos que entrecruzam e cortam uma das maiores cidades do mundo, visitar a cidade Universitária de São Paulo – USP para entender por que construiu em sua entrada a academia da polícia. Ir ao bairro da Bexiga se deliciar com as massas da cozinha italiana e conhecer a história da migração dos nossos nonos. Lembrar da mais italianíssima e completa de todas as brasileiras paulista e sambista inesquecível “Míriam Batucada” e do mestre “Adoniran Barbosa”.&lt;br /&gt;Visitar o teatro Municipal no centro de São Paulo, encontrar com os papas do estudo do fenômeno  turístico no Brasil os mestres Sara Bacal e Mário Carlos Beni.&lt;br /&gt; Leitor deve incentivar o turismo interno, por isso o plano Nacional de regionalização do turismo deve ser aplicado e adotado pelas prefeituras do Brasil, como uns dos instrumentos capazes de ampliar nosso mercado de trabalho. Portanto, hurra ao nosso turismo interno que se constitui em um dos mais caros do mundo, por quê? É isso que discutiremos nas próximas colunas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-3396167427012317299?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/3396167427012317299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=3396167427012317299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/3396167427012317299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/3396167427012317299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/06/turismo-de-luxo-ou-de-lixo.html' title='TURISMO DE LUXO OU DE LIXO'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-2736052181572261955</id><published>2009-06-23T09:25:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T09:27:18.476-07:00</updated><title type='text'>POR QUE SABOTAM A REGULAMENTAÇÀO DA PROFISSÃO DE TURISMÓLOGO?</title><content type='html'>POR QUE SABOTAM A REGULAMENTAÇÀO DA PROFISSÃO DE TURISMÓLOGO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                  " Quem tem medo desse profissional ?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                         João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros turismólogos será que somos descartáveis, insignificantes enquanto força de trabalho, não possuímos nenhuma representação política e qual a razão de professores fazerem campanha contra nossa representação sindical, afinal quem somos e a quem incomodamos dentro do trade turístico? Tenho a convicção que não nos enquadramos em nada disso, mas quem nos rejeita? O mercado, a incompetência profissional, os curiosos do turismo, a recessão econômica ou quem sabe a falta da disciplina "salvadora" de todos os cursos; o milagre do empreendedorismo que caminha em conjunto com as palestras de auto-ajuda lideradas pelo místico da literatura Paulo Coelho. Obviamente essas indagações não podem ser respondidas como definitivas, pois de tudo há um pouco, como em qualquer outra atividade profissional, pois o mercado esta crivado desses ensinamentos decorrentes da lógica neoliberal.&lt;br /&gt;Os nossos inimigos estão presentes no interior da própria lógica capitalista ditada pela atual vertente econômica do neoliberalismo, a qual não admite que qualquer força de trabalho atue de forma sindicalizada, implantando a lógica da desagregação ou da desregulamentação, não percebendo que a questão política está presente no cotidiano acadêmico e prático da ação do turismólogo. E que nossa presença no território nacional em termos quantitativo e teórico está aumentando e ganhando terreno no campo da produção cientifica.&lt;br /&gt;Somos mais de 546 cursos de turismo no Brasil, lutando no mercado de trabalho para exercer uma profissão que segundo economistas e cientistas políticos e a atividade de trabalho mais promissora para os próximos 10 anos. Considerados os novos elementos dinamizadores para tirar os países capitalismo da linha de recessão e esgotamento da qual ele padece.&lt;br /&gt;O turismo abre a perspectiva de ser o tônico que dará ao Capital seu saudoso desempenho de criação da riqueza, bem como, demonstra que o mesmo permanece com o entendimento que sempre o caracterizou, como produtor de divisas. Essa visão reducionista, simplista e linear de entender o mundo é própria dos arautos do capital, traduzindo-se no discurso dos ventrículos que mandam no turismo e continuam a desenvolver a política continuísta do turismo de décadas passadas.    &lt;br /&gt;Será que nossos inimigos são produtos do imaginário, ou de perseguições reais? . Há um lobby que permanece premente nesse setor do culto às dinastias do comando turístico nacional. Entra governo, sai governo o turismo apresenta a mesma lógica, nada muda, existe uma adoração às políticas formulada por curiosos que permaneceram por décadas nas estruturas de poder. &lt;br /&gt;Existe um poder paralelo que está articulado junto aos órgãos de poder do turismo que desenvolvem uma política elitista e de exclusão, apesar de estarmos num governo sindicalista e de participação popular que infelizmente não possui tradição e militantes nesse campo, bem como, entende o turismo como uma política secundária.&lt;br /&gt;Contra quem devemos lutar? Entendemos que com ninguém que esteja ocupando os cargos máximos do turismo, pois independente de quem esteja como Ministro do turismo e de presidente da Embratur, todos querem acertar, mas não podemos nos esquivar de mostrar os erros e os equívocos da ação dos mesmos em algumas medidas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A QUEM NOS REFERIMOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 .  A toda estrutura administrativa e política que foi montada para organizar o turismo desde 1966 com a criação da Embratur, que a princípio surgiu em virtude da necessidade de vender e montar uma imagem de Brasil no exterior e não somente para organizar o turismo nacional. Na base dessa lógica está a necessidade de combater a idéia de ditadura militar instalada em 1964, pois “o regime militar e sua radicalização comprometeram a imagem do país no exterior, subtraindo credibilidade à sua ação" ( Luiz Cervo, Amado. História da Política exterior do Brasil. 1992 pg.336 ). Assim nada mais vantajoso para o estado militar criar um órgão como a Embratur para cuidar da imagem do país no exterior que por sinal acabou divulgando a idéia de país erótico, exótico, carnavalesco e onde o prazer da companhia feminina que habita à hospitalidade brasileira vai além do bem receber. &lt;br /&gt;A idéia inicial era de mostrar um país da paz, harmonia, católico, mult-racial, onde se localizava o paraíso das liberdades democráticas garantidas pelo combate eficaz contra o perigo comunista.&lt;br /&gt;Portanto, a Embratur nasceu de forma abortiva e sempre foi comandada por políticos de carreira, que erraram muito mais do que acertaram, apesar de ter desenvolvido um aparato de normativas e regulamentos que deram ao país certa funcionalidade organizacional ao turismo.&lt;br /&gt;A Embratur sempre foi reticente ao nosso projeto de regulamentação profissional, entra presidente sai presidente o discurso permanece o mesmo, adquire adjetivos novos e tonalidades muitas vezes populistas, porém, sempre finaliza por não nos apoiar em nossa luta sindical.&lt;br /&gt;2 . Há estudiosos do turismo que entendem o fenômeno turístico como descolado das questões políticas maiores, como se o turismólogo fosse uma simples força de trabalho submissa às leis do Capital. Não o enxergam como uma categoria politizada e preocupada com seus deveres profissionais.&lt;br /&gt;3 .  Aos neoliberais de plantão que insistem em se travestir de guardiões do Estado, protegendo seu equilíbrio e cultuando o processo de despolitização por meio do processo de inculcação contra a regulamentação em nossos alunos.&lt;br /&gt;4 . Há aqueles que insistem em afirmar que a regulamentação irá restringir o campo de trabalho do bacharel em turismo, pois entende, o fenômeno turístico como algo acidental e impossível de ser delimitado.&lt;br /&gt;5 . Aos que temem nossa organização política em volta de um sindicato forte e não patronal.&lt;br /&gt;6 . Os que nos chamam de radicais e até de comunistas, quando observamos que deveria haver uma sindicância na Embratur para apurar quais estados foram mais beneficiados com as verbas desse órgão, nos governos anteriores.&lt;br /&gt;7 . Os voluntaristas e políticos que estão envolvidos com o PNMT que apoiaram esse programa sem saber o crime que estavam cometendo junto às populações folk.&lt;br /&gt;8 .  A disputa política para preencher os cargos das representações dos escritórios da Embratur no exterior, vale tudo desde a existência de capachos profissionais até os velhos e persistentes coronéis da política nacional fazendo lobby.&lt;br /&gt;9 .  Os que fazem uma leitura linear e funcional do fenômeno turístico enquadrando seu entendimento no campo do econômico.&lt;br /&gt;10 . Aos "chicagos boys" como certamente diria Darcy Ribeiro que invadiram setores da política nacional e tentam imprimir ao turismo a lógica de que devemos vender o Brasil para que aumente o fluxo do turismo estrangeiro, bem como, criar e aprimorar uma infra-estrutura ao gosto deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE DEVEMOS FAZER?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, entender que o sistema capitalista se alimenta em decorrência do processo de movimentação das classes sociais, requerendo que a força de trabalho a qual nos referimos, bacharéis de turismo ( turismólogo ) possam ter poder de barganha no jogo político e que estejam integrados em volta de seu sindicato. Portanto urge a necessidade da regulamentação da profissão.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, entender que o processo político não esta descolado do mundo da educação na luta para a formação de um indivíduo crítico, defensor de seus direitos e consciente de sua existência social. O que nos obriga entender a educação como um processo que só é completo quando atua e participa com ações extra-classe, combinando o cotidiano à sua formação integral.&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, temos o direito de lutar pela organização política de nossa categoria e para isso a etapa inicial é exigir com todas nossas forças a regulamentação profissional. Fomos vítimas de categorias profissionais que nos quiseram paternalizar em razão do imposto sindical.&lt;br /&gt;Em quarto lugar, entendemos que só por meio de uma organização política sindical forte poderemos ser respeitados e ouvidos perante o trade turístico, deixemos de lado as visões ingênuas de roupagem liberal, que o sistema acaba alimentando.&lt;br /&gt;Em quinto lugar, devemos fazer uma corrente com nossos pares para que em todos os eventos de turismo que ocorrerem em nossas faculdades ou universidades o assunto regulamentação será abordado, convidando pessoas para um debate sobre esse assunto.&lt;br /&gt;Em sexto lugar, exigir que o Ministro do Turismo e principalmente o presidente da Embratur se posicionem publicamente com referência a regulamentação da profissão.&lt;br /&gt;Em sétimo lugar, pressionar para que o CBTUR faça lobby para que o assunto regulamentação da profissão seja um dos temas desse encontro, pois projetos no senado existem, o que necessitamos é vontade política do trade e dos órgãos públicos federais.&lt;br /&gt;Em oitavo lugar, pressionar para que a Embratur se manifeste sobre nossa regulamentação, anos atrás, a mesma se posicionou contra. Esse parecer existe e deve ser colocado ao conhecimento público.&lt;br /&gt;Em nono lugar, utilizar o site "estudosturisticos" para escrevermos sobre esse assunto como brilhantemente fez Valéria Mônaco com seu artigo "Por que a regulamentação de bacharel em turismo não sai...”. Ou como sempre o faz em seus preciosos escritos, o também amigo de site Marcelo Veloso.&lt;br /&gt;Em decimo lugar, integrar as ABBTUR'S na luta pela regulamentação, formando grupos para pensar formas de pressionar os políticos de suas regiões     ( Os Conselhos Municipais de Turismo, vereadores, deputados estaduais e federais, senadores e governadores ) para que assumam como meta de seus compromissos com o povo a defesa de nossa regulamentação profissional.   &lt;br /&gt;E, finalmente esclarecer aos turismólogos que esse governo tem uma história e tradição que se formou no campo da organização sindical devendo portanto, a nós bacharéis de turismo um apoio definitivo para que consigamos nossa tão sofrida regulamentação profissional. &lt;br /&gt;A todas que lerem esse artigo, gostaria de receber sugestões para que juntos possamos ampliar nossa luta por nossos interesses profissionais. Por esse motivo deixo meu e-mail.        Joaofilho@onda.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-2736052181572261955?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/2736052181572261955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=2736052181572261955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/2736052181572261955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/2736052181572261955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/06/por-que-sabotam-regulamentacao-da.html' title='POR QUE SABOTAM A REGULAMENTAÇÀO DA PROFISSÃO DE TURISMÓLOGO?'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-4654824095671432609</id><published>2009-06-23T09:23:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T09:25:15.309-07:00</updated><title type='text'>OS CRIADORES CRIARAM A CRIATURA</title><content type='html'>OS CRIADORES CRIARAM A CRIATURA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A criação da Embratur -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Também dentro do país, apesar do terror que implantou, a ditadura veio sendo denunciada cada vez mais amplamente. A princípio, o ditador e seus cúmplices tentaram negar seus crimes. Diziam:” No Brasil não há torturas. Não há nem mesmo presos políticos.”“.&lt;br /&gt;(...) Gastaram enormes somas de dinheiro para subornar jornais, revistas e jornalistas corruptos, aqui e no exterior. Tudo para melhorar a “imagem” do regime.&lt;br /&gt;(Livro Negro da Ditadura Militar. Editora Libertação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente artigo tem por objetivo responder aos apontamentos inteligentes e assertivos feitos por Joandre Antonio Ferraz em seu comentário: A criação da Embratur. Bem como, pretende manter um dialogo respeitoso e democrático de pontos de vista ideológicos diferentes, pois o articulista em questão, necessita saber que todo discurso é ideológico, inclusive o de vossa senhoria.&lt;br /&gt;Como diz o filosofo húngaro George Lúkács não há ideologia inocente, sugiro para quem deseja dominar o assunto o livro do referido autor “Existencialismo ou Marxismo?” ou ainda os estudos da encantadora e brilhante filosofa brasileira Marilena Chauí.&lt;br /&gt;Com referencia ao Decreto-lei n.55 de 1966, com o devido respeito devo concordar com o articulista, pois o mesmo, não menciona a divulgação do país no exterior. Como também, os Atos Institucionais formulados pela ditadura militar não mencionavam sobre a tortura em sua redação lingüística. Porém como afirma o escritor Elio Gaspari em seu livro: “A Ditadura Escancarada”, a mesma se constitui na marca da ditadura militar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os oficiais-generais que ordenaram, estimularam e defenderam a tortura levaram as Forças Armadas ao maior desastre de sua história. A tortura torno-se matéria de ensino e prática rotineira dentro da máquina militar de repressão política da ditadura ...”•&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura dos fatos deve feita dentro de uma perspectiva histórica e não linear como é próprio do pensamento positivista e existencialista, pois é no desenrolar desse processo que entendemos a realidade concreta. Por de traz das leis, decretos e escritos e da fala dos homens, há toda uma produção social que foi construída, e se não for captada, acaba ocultando a riqueza dialética dos homens. Isso nós leva a concluir que a realidade é mais rica que os conceitos e, portanto, impossível de ser rotulada como uma definição dentro de uma única episteme.&lt;br /&gt;O decreto de criação da Embratur é evidente que busca dar ao país uma organização instrumental para a administração do turismo, como na verdade deu, porém com já afirmei em meu artigo sobre a Embratur. Essa entidade foi pensada e usada pelo aparelho de Estado para veicular a visão oficial idílica e ufanista do Brasil. Hoje retoma essa função de forma mais radical, pensando prioritariamente em termos do turismo receptivo acoplado idéia de Convention Bureau. Esclareço a vossa senhoria que os estudos que venho desenvolvendo há anos indicam que o uso da Embratur pelos militares foi intencional, abusiva e completamente maléfica para o trade nacional. O exemplo disso que afirmo é o apelo que a Embratur imprimiu às propagandas veiculadas no exterior em todos esses anos, por meio de um marketing baseado no erotismo da mulher brasileira, mar e sol um verdadeiro paraíso que tudo é possível.&lt;br /&gt;Criticamos erros, mas também, como vossa senhoria deve ter percebido faço questionamentos à transformação da Embratur em um imenso Convention Bureau e a irresponsabilidade que a atual administração da entidade esta ocorrendo ao estimular de forma indiscriminada a criação de conventions em todo território nacional.&lt;br /&gt;Reafirmo a vossa senhoria com o respeito que tenho ao próximo, que afirmações de que minha fala é ideológica ou que o discurso de vossa senhoria é supra-ideológico e apolítico, carece de base cientifica e sacode as ciências sociais em sua base epistemológica. Não existe atitude ou ato apolítico, bem como, a fala dos homens é ideológica, pois somos animais sociais que se explicam em razão da categoria trabalho, isto é, produto da ação de outros homens.&lt;br /&gt;Com todo respeito, afirmo que a Embratur do passado me traz nostalgias pelo que fez, porém, também alguns pesadelos que me despertam na madrugada, principalmente quando me retorna a idéia que seu anterior presidente declarou ser contra a nossa regulamentação profissional. Fato que retrocedeu politicamente a luta da categoria na construção do seu sindicato e enfraqueceu a politização dos turismólogos, permitindo que o Instituto de Hospitalidade sinaliza-se em querer nós certificar.&lt;br /&gt;Espero que esse diálogo aprofunde a discussão do fenômeno do turismo e de fato traga o respeito a novos perfiz epistemológicos e que seja visto como importante para entendimento da historia do turismo e não classificado como erroneamente ideológico ou meramente discursivo.  &lt;br /&gt;Todos querem o desenvolvimento do turismo brasileiro, inclusive vossa senhoria pelo trabalho orientador e jurídico que sempre desempenhou quando esteve trabalhando na Embratur, demonstrando ética e defesa dos turismólogos na sua luta pela a regulamentação profissional.&lt;br /&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                           Cordialmente, &lt;br /&gt;                                                     João dos Santos Filho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-4654824095671432609?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/4654824095671432609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=4654824095671432609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/4654824095671432609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/4654824095671432609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/06/os-criadores-criaram-criatura.html' title='OS CRIADORES CRIARAM A CRIATURA'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-5151583301842297036</id><published>2009-06-23T09:14:00.001-07:00</published><updated>2009-06-23T09:15:20.192-07:00</updated><title type='text'>O EMBUSTE DA CERTIFICAÇÃO NA LUTA CONTRA A REGULAMENTAÇÃO PROFISSIONAL: AS FALAS QUE RETARDAM A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DOS TURISMÓLOGOS</title><content type='html'>O EMBUSTE DA CERTIFICAÇÃO NA LUTA CONTRA A REGULAMENTAÇÃO PROFISSIONAL: AS FALAS QUE RETARDAM A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DOS TURISMÓLOGOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                    João dos Santos Filho&lt;br /&gt;                                                                                                                  Joaofilho@onda.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas sociedades capitalistas liberal-conservadoras do ocidente, o discurso ideológico domina a tal ponto a determinação de todos os valores que muito freqüentemente não termos a mais leve suspeita de sermos levados a aceitar, absolutamente sem questionamento, um determinado conjunto de valores... .&lt;br /&gt;Naturalmente, aqueles que aceitam tacitamente a ideologia dominante como a estrutura objetiva do discurso “racional” e “erudito” rejeitam como ilegítimas todas as tentativas de identificar as suposições ocultas e os valores implícitos com que está comprometida a ordem dominante. (Mészáros, 1996, p.13 e 14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inacreditável, mas estão naturalizando o entendimento do fenômeno turístico, considerando-o como uma disciplina nitidamente distinta da própria ciência, algumas instituições de ensino superior e centros de investigação parece embarcar nesse novo modismo pseudo - acadêmico dado pelo arcabouço teórico da fenomenologia. Esse processo, decorrente da nova lógica do Capital se explicita na forma dos capitalismos denominados neoliberal, apresentados como o instrumento salvador que permitiria estimular os mecanismos para um novo estágio de acumulação do próprio Capital.&lt;br /&gt;Entretanto, a citação de Mészáros no inicio do texto colabora para o entendimento do processo de despolitização em que a racionalidade normativa de base oficialista acompanha uma universalidade decorrente do movimento dado pela economia neoliberal. A sociedade civil caminha nos trilhos da falsa cidadania, em que a ausência de auto crítica e o refletir do cotidiano dentro da ideologia reificada impedem a formação da consciência crítica.&lt;br /&gt; Servindo de orientação para alguns docentes e organismos oficiais, seus escritos e falas estão ilustrados nas amaras de uma secundarização de nossa organização política e sindical aliados a um discurso messiânico e ufanista que afirma que o “profissional competente" sempre terá colocação no mercado de trabalho, independente das condições da economia. Esse entendimento é muito próximo de uma visão religiosa, pois acredita que nós turismólogos somos os próprios messias, pois o que vai valer é nossa capacidade de fazer milagres, portanto, ser um santo competente dos afazeres divinos na terra, capaz de conseguir trabalho, mesmo que a economia esteja em plena recessão. &lt;br /&gt;O que tem acontecido é que respeitados professores e pesquisadores acabam se curvando diante das diretrizes dadas pelo banco mundial e muitas vezes sem saber ou até sabendo, tornam-se defensores do processo ideológico da despolitização.  Transformando-se em maestros do concerto para o "consenso", explicando-se por si mesmo, uma perfeita apologia ao egoísmo separatista e desagregador do pensamento burguês, em que a noção de existência da neutralidade cientifica ganha adeptos.&lt;br /&gt;No turismo esse processo se mostra forte, pois a falta de estudos científicos nesta temática, acaba facilitando o avanço hegemônico do pensamento tecnicista, dando ao curso uma tonalidade de cunho tecnológico e experimental, em que a base empírica prevalece dentro do projeto pedagógico.&lt;br /&gt;Paralelo a essas questões de base epstemológica existem outras de natureza política, organizativa e sindical que apesar de parecerem distintas, estão extremamente interligadas em um processo para a construção do saber turístico.&lt;br /&gt;Por ser um fenômeno que nesses últimos anos tem sido objeto de certa regularidade investigativa, permite hoje possuir o status de ciência, requerendo dos estudiosos deste fenômeno um repensar de seu papel no cotidiano da sociedade. Impossível pensar o fenômeno turístico fora dos contornos do movimento da história, pois o mesmo, desenvolve-se nas referências do econômico, social e cultural em que pessoas agem por meio da ação da categoria trabalho, oferecendo um produto que dê conta do lazer e turismo no interior da sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;Neste sentido, confirmamos a lógica histórica marxiana na qual o pensamento científico não este deslocado de suas bases materiais de produção, capaz de realizar uma leitura concreta da realidade e com isso, reafirmar nossa postura de não compactuarmos com a fenomenologia e com os apologistas do neoliberalismo2.&lt;br /&gt;Como Turismólogo e Cientista Social repudio toda e qualquer tentativa de despolitização e naturalização do fenômeno turístico. Aos pós-modernos que trabalham na trama do discurso vacinado pela ideologia liberal, entendemos haver necessidade de aprofundar essa questão e discuti-lá em cima do desenvolvimento da ciência, pois só assim, poderemos nos eximir de embates pessoais pautados nos preconceitos ideológicos que infelizmente ainda marcam alguns setores da academia e de entidades representativas de nossa categoria.&lt;br /&gt;Para podermos proceder nessa linha de avanço da ciência e do embate acadêmico das idéias, necessitamos entender o desenvolvimento da sociedade contemporânea em sua dimensão histórica, percorrendo o caminho da crise do Capital e suas implicações para o capitalismo. Essa leitura permitirá compreender a questão ontológica do processo e apreender toda a essencialidade do fenômeno turístico.  &lt;br /&gt;Nossa contribuição esta centrada na reflexão do fenômeno turístico e do turismólogo, buscando entende-los e problematiza-los nas falas contrárias existentes à regulamentação da profissão.&lt;br /&gt;Salientamos que nosso embate deve ser compreendido no interior do campo das idéias e nunca dirigido às pessoas, respeitando opiniões divergentes e sabendo aceitar às diferenças no estudo da ciência do turismo. Nesse sentido, avançaremos como cidadão na busca de uma qualidade de vida superior e aderimos a uma racionalidade capaz de permitir a convivência entre os homens. &lt;br /&gt;O uso da delação em tempo virtual pela internet como prática política e da injúria como habito que existiam nos tribunais da inquisição, aparecem no cotidiano de nossa sociedade. Se constituindo em armas dos incompetentes e/ou daqueles que possuem inexpressivo grau de sociabilidade diante do "homo sapiens". &lt;br /&gt;Nesse sentido, vale a pena destacar a existência e a importância do "Código de Ética do Bacharel em Turismo" que em seu artigo13º afirma: O Bacharel em Turismo deve abster-se de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    1º - praticar qualquer ato que possa prejudicar os legítimos interesses de outro profissional;&lt;br /&gt;   2º - criticar de maneira desleal os trabalhos de outro colega de profissão;&lt;br /&gt;  3º - apropriar idéias, planos e projetos de iniciativa de outros profissionais, sem a&lt;br /&gt;          devida autorização dos autores;&lt;br /&gt;   4º - rever ou retificar o trabalho de outro profissional, sem a anuência do autor;&lt;br /&gt;   5º- realizar qualquer ato inidôneo que prejudique a reputação ou a atividade&lt;br /&gt;         Exercida por outro colega;&lt;br /&gt; 6º- intervir na relação comercial entre outros profissionais e seus respectivos clientes, exceto nos casos em que sua participação tenha sido expressamente solicitada.&lt;br /&gt;Os itens acima nos garantem uma certa liberdade para defesa, quando formos objeto de atitudes fascistas e covardes que não sabem respeitar as diferenças de pensamento, e julgam que acender profissionalmente só é possível às custas da negação física do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOCIEDADE PÓS-MODERNA: O ENCOLHIMENTO REVOLUCIONÁRIO E POLÍTICO DA SOCIEDADE CAPITALISTA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais desafiador para um turismólogo e ao mesmo tempo reconfortante para um sociólogo, poder colaborar na organização política e sindical dos bacharéis de turismo, apesar dessa dupla formação profissional, existe uma unidade de interesses que se completam. Ao cientista social cabe a função de mostrar a importância de se ter uma categoria politizada e defensora de seu mercado de trabalho e ao bacharel em turismo permitir o conhecimento de uma referencia crítica sobre seu objeto de trabalho.&lt;br /&gt;Entretanto, para podermos iniciar essa discussão, devemos mostrar qual a premissa que orienta nossa visão de mundo e nos levou para o ponto máximo de nossa racionalidade permitindo o livre transito no exercício do pensamento crítico. A primeira é aquela que afirma: toda sociedade para poder de fato existir deve ter seu próprio sistema educacional. &lt;br /&gt;A realidade social não pode ser vista como estruturas pré – idealizadas, onde os elementos da produção e da troca sejam considerados exclusivos e os únicos determinantes para a explicação do funcionamento de uma sociedade. Essa organização humana se explica por meio de seus atos teleologicamente definidos na qual denominamos trabalho, desenvolvendo um “modus – operantis” próprio que se plasma na relação dialética entre os homens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe atividade humana da qual se possa excluir toda intervenção intelectual, não se pode separar o Homo faber do Homo sapiens. Em suma, todo homem, fora de sua profissão, desenvolve uma atividade intelectual qualquer, ou seja, é um “filósofo”, um artista, um homem de gosto, participa de uma concepção do mundo, possui uma linha consciente de conduta moral, contribui assim para manter ou para modificar uma concepção do mundo, isto é, para promover novas maneiras de pensar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema educacional, nesse sentido, também produz e reproduz a estrutura de valores na qual os indivíduos definem seus interesses e agem quotidianamente, com isso, afirmo que o capitalismo força a criação de uma estrutura material e ideológica de perpetuação, porque o sistema educacional desempenha um papel fundamental na interiorização e inculcação dos conteúdos nos indivíduos. Forma-se uma poderosa ideologia de defesa do sistema e quando a ela nos referimos podemos afirmar sem grandes erros que a mesma guarda, resguarda, cultua e privilegia concepção de mundo da classe dominante.&lt;br /&gt;O campo da crítica permanece sob controle, nada escapa ao crivo daqueles que a usam para diminuir e ocultar a compreensão da realidade, esse processo é empregado em todos os campos da educação, principalmente no estudo do fenômeno turístico. Em virtude de este possuir poucos anos de investigação científica e explicitar-se pedagogicamente por uma enorme referência de base técnica, em que o treinamento e o adestramento aparecem como capazes de melhorar o trabalho profissional de uma gama apreciável de profissionais que compôem a atividade turística. Esse imediatismo pragmático que muitas vezes aparece disfarçado pela busca da "qualidade total" encobre o estudo teórico do turismo restringindo qualquer visão crítica que possa abalar o status-quo do estado Capitalista.&lt;br /&gt;O processo de destruição da razão crítica e ascensão do irracionalismo vão atingir o fenômeno do turismo em duas grandes frentes; na organização política e sindical da categoria e na concepção teórica-científica de entendimento de seu objeto. &lt;br /&gt;A primeira de base sindical e de organização política, refere-se à união dos turismólogos na defesa de seus interesses profissionais para atuação no mercado de trabalho. Esse processo exige uma certa paciência histórica, pois requerer a criação de uma representação que lute em favor dos interesses da categoria e deva passar pelo crivo da mesma e ser aprovada pela massa dos trabalhadores. Uma primeira etapa foi vencida com a criação de vinte “Associações Brasileiras de Bacharéis de Turismo” – ABBTUR em vinte Estados brasileiros orientadas por umas organizações nacionais, que com uma luta persistente, conseguiu em todos esses anos estabelecer representações em todos os níveis do governo Federal e sensibilizar o “Ministério da Educação e Cultura” na criação de um conselho próprio que nos legitima perante os órgãos educacionais do país.&lt;br /&gt;E com o apoio de todos os presidentes da ABBTUR/Nacional e regionais, esses trinta anos de luta, conseguimos que o nosso projeto de regulamentação tramita-se em todas as instancias da estrutura administrativa do governo Federal, com apoios ora efusivos ora discretos. Porém, necessitamos dar mais um passo em favor de nossa organização política e sindical, ou seja, a criação das “Associações Profissionais de Bacharéis de Turismo – APBTUR e ativação e/ou criação dos Conselhos de Ética nas entidades para podermos requerer e lutar na formação de nosso futuro sindicato”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê insistir na ativação ou criação dos Conselhos de Ética e na regulamentação da profissão?&lt;br /&gt;• Em primeiro lugar por entendermos que na sociedade capitalista a categoria profissional que não se organiza demonstra fraqueza, incompetência e possuí uma existência inconclusa enquanto classe para poder enfrentar o cotidiano na defesa dos seus interesses profissionais. A nós turismólogo ficaria reservado uma vida de agregados e parasitas, colando-nos na rabeira de outras organizações profissionais para não perecer-mos. Como nós ocorreu com a intromissão indevida e nefasta do Conselho Federal de Administração que tentou substituir nossa identidade, quando autorizou nossa filiação em seu Conselho.&lt;br /&gt;• Com a existência de nosso Código de Ética que foi criado em 29 de maio de 1999 instituiu–se extra-oficialmente o Conselho Nacional de Ética. As seccionais deveriam ter instituído as suas Comissões Estaduais de Ética, mas pouco fizeram para que isso acontecesse, pois as ABBTURs regionais direcionaram seus esforços políticos e financeiros na consolidação da própria entidade. E aqui cabe uma homenagem a todos turismólogos que direta e indiretamente permitiram que hoje fossemos uma categoria profissional de ponta no campo do turismo.  &lt;br /&gt;• Os Conselhos de Ética possuem uma história no meio do movimento operário brasileiro que se explica pela necessidade de vir a defender os interesses individuais e coletivo do trabalhador é natural que apareçam as chamadas questões corporativas. Os Conselhos são necessários para impedir a invasão do nosso campo de trabalho por curiosos e leigos ou por outras áreas profissionais. Portanto a sua principal finalidade é proteger, defender o espaço de atividade do turismólogo e zelar para que o mesmo cumpra seu papel profissional de forma eficiente e social. &lt;br /&gt;• Cabe ressaltar que por sermos um numero pequeno ainda de turismologos, convivemos com profissionais de outras áreas que assumiram cargos de coordenação no curso de turismo e sem qualquer constrangimento perante a categoria são aceitos, por sua competências e defesa intransigente do turismólogo. A eles devemos parte de nossa luta como profissionais que souberam respeitar e dignificar nossas funções e conosco cerram fileiras nas lutas por nossa regulamentação. &lt;br /&gt;• A função do Conselho é lutar para podermos nos credenciar perante a sociedade, fiscalizando e acompanhando o exercício da profissão, atuando em assessorais para realização de concursos públicos na área e disciplinador do exercício profissional. Significa contribuir para uma organização sindical brasileira constituída de trabalhadores críticos, conscientes e qualificados que possuam o respaldo de uma legislação do exercício profissional.&lt;br /&gt;• A regulamentação da profissão que deveria ser o movimento natural de uma organização política sindical se constituiu em um mecanismo de defesa da própria sociedade, pois coloca à disposição das mesmas profissionais qualificados para atenderem os indivíduos em suas necessidades de lazer, recreação e turismo. Portanto, são profissões que exigem uma relação pessoal, pois começam com uma prestação de serviço direta que se utilizam uma macro- estrutura que deve estar sintonizada com os interesses do cliente e é sempre de responsabilidade do profissional que iniciou o contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DISCURSOS E LADAINHAS USADAS PARA NÃO ENCAMINHAR A LUTA PELA REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em primeiro lugar, gostaríamos de esclarecer aos turismólogos e leitor em geral teve o privilegio de ser um dos fundadores da ABBTUR/SP em 14 de novembro de 1981. Desenvolvemos com alguns companheiros a gerencia da instituição de forma democrática, em que todos tinham o direito de expressar sua opinião em prol da união da categoria, faço questão de nominar até com o perigo de minha memória me trair os seguintes companheiros: Maria José Giaretta, Marlene Matias, Araci Miranda, Elizabeth Wada, Antônio Carlos Tabet, Vera Lucia Gomes Jardim, Luiz Antônio Braga e Francisco de Canindé Gentil Vieira. Esses amigos e parceiros de luta em prol do processo de regulamentação da profissão. Em muitos momentos colocaram suas vidas em risco, pois estávamos em plena ditadura militar e alguns chegaram a sofrer ameaças de processos políticos por serem acusados de comunistas, isto é, perseguição de cunho ideológico que hoje não deveria existir mais.&lt;br /&gt;Nunca nos curvamos ou recuamos diante do aparato intimidador do Estado militar, mas sim, fomos ousados e persistentes em Brasília e mantivemos a prontidão sempre na vanguarda diante dos presidentes da Embratur que acabaram tendo de nos aceitar e respeitar uma categoria aguerrida, unida e consciente de nossos direitos.&lt;br /&gt; Essa história de luta aliada a experiências de cada um atuando nas mais diferentes áreas do turismo com profissionalismo seja no mercado ou na academia, trouxeram uma unidade de parte do grupo que continua lutando em torno dos interesses da categoria. Esse processo estendeu-se pelo Brasil e hoje contamos com 20 ABBTUR’s no território nacional, sendo atualmente a de Minas Gerais a que responde pela entidade nacional, que por sinal vem desempenhando um papel fundamental de formação, informação e politização da categoria.&lt;br /&gt;O primeiro tipo de discurso que aparece contra a regulamentação é aquele muito comum no universo da lógica neoliberal, o qual denominei de discurso do consenso que instrumentaliza-se na capacidade profissional e individual como elemento diferenciador da demanda imposta pelo mercado. Costuma-se afirmar que os melhores profissionais conseguirão sobreviver no mercado e os outros irão perecer. &lt;br /&gt;Essa lógica possui uma explicitação de cunho racista, muito utilizada pelos políticos que vivem do estado brasileiro que na desculpa de não poderem explicar a sistemática seletiva e exploradora do sistema econômico capitalista, colocam a culpa dos insucessos aos profissionais no mercado como resultado de indivíduos despreparados, como se fosse um processo seletivo. Os fundamentos dessa explicação foram dados no século XIX pelo francês Gobineau que na tentiva de justificar a existência da aristocracia como seres superiores os colocavam como indivíduos iluminados. Portanto, aquela ladainha que o mercado aproveitará os melhores preparados pode não ser tão verdadeiro assim, depende da classe que ele pertence e das melhores oportunidades educacionais que o mesmo usufruiu. Entretanto, isso tem servido de argumento para afirmar que a nossa regulamentação é desnecessária, pois o mercado é o melhor codificador de nossas atividades profissionais. &lt;br /&gt;Essa fala se apresenta como padrão em quase todos os lugares tornando-se um consenso no interior do discurso político do sistema educacional brasileiro, que assim consegue desviar seu descaso para com a educação, pois coloca a culpa nos alunos que tem de travar uma luta feroz para sobrevir pela baixa demanda apresentada pelo mercado, por isso chamados de incompetentes. Essa lógica dita de mercado não atende a nenhum padrão de racionalidade, mas sim a um fetiche determinado pelo Capital que usa dos preceitos racistas para explicar o real.&lt;br /&gt;Uma outra fala é aquela que de forma míope e despolitizada enxerga a regulamentação da profissão como uma maldita reserva de mercado e, portanto maléfica para a sociedade e para a própria atuação profissional. Essa forma equivocada de entender a reserva de mercado leva as pessoas a posturas do tipo: sou a favor da regulamentação, mas não da reserva de mercado; a regulamentação é fundamental, mas não prioridade no momento, necessita aprimorar primeiro nosso atuação profissional.&lt;br /&gt;Com esse discurso, pouco sobra na defesa de nosso campo de trabalho, pois a lógica que esta por detrás desses enunciados favorecem principalmente aos curiosos e aqueles campos profissionais que estão caminhando para a saturação de suas áreas no mercado. Isso ocorreu com a ciência da administração que por vários momentos e maneiras diferentes tentou nós adotar por não termos nenhuma regulamentação jurídica que se demarca nossa atuação profissional.&lt;br /&gt;O discurso do Estado liberal brasileiro é a favor de um processo amplo de desregulamentação das atividades profissionais, esse mecanismo dito como processo natural e sadio para o desenvolvimento do sistema, nos coloca em uma situação extremamente grave, pois cultiva e inculca a ideologia de que os melhores preparados sobreviverão no mercado, como explicitamos acima. E afeta drasticamente os cursos superiores de turismo que acabam recebendo uma carga imensa de indagações por parte dos alunos sobre como se comporta a demanda de mercado frente ao turismólogo formado, criando um clima de desanimo quando percebe que o estado regulamenta outras atividades profissionais da área do turístico e há vinte anos vem desmobilizando ou vetando as propostas de projetos lei sobre a nossa regulamentação.&lt;br /&gt;Descobre o estudante que o estado que se diz contra a regulamentação profissional, continua regulamentando outras profissões, tais como; peão boiadeiro e professor de Educação física, as quais merece toda nossa distinção e congratulações pela luta sindical desenvolvida que lhes permitiu serem reconhecidos como profissionais que tem sua atividade laboral registrada e protegida pelas leis trabalhistas. Nos parece ingênuo persistir no antigo e desgastado discurso contra a reserva de atividades ou de mercado que tanto marca a fala de pessoas descomprometidas com a organização sindical de várias categorias existentes.&lt;br /&gt;Além do que, esse discurso de impacto que cultua a não reserva de mercado não poderia ser fala de lideranças sindicais, mas sim, daqueles que compactuam com o governo, com o objetivo de conseguir migalhas com o intuito de trazer à categoria o consenso do estado nas questões sindicais e, portanto retardar o processo de regulamentação.&lt;br /&gt; Uma outra fala, muito comum é aquela que passa pela pseudopreocupação da qualidade dos cursos esse discurso é próprio dos políticos que respondem a questões relacionadas ao turismo e acabam tornando nossa situação profissional cada vez mais longe do processo de reconhecimento. Trabalham com dados quantitativos citando o elevado numero de cursos de turismo e o derrame de uma mão de obra não perfeitamente qualificada.&lt;br /&gt;Esse processo de criticar o grande numero de cursos e a qualidade dos mesmos tem procedência correta, porem esse comentário vem carregado muitas vezes de uma vulgaridade, pois para se conseguir regulamentar a profissão há necessidade de em primeiro lugar melhorar os cursos de turismo e atuar na qualificação da mão de obra. Para posteriormente no momento certo buscar a regulamentação.&lt;br /&gt;A separação do político do pedagógico que tentam fazer com fenômeno turístico é desastrosa, como se a qualidade do mesmo fosse algo atingível em qualquer momento, esquecendo-se que o mesmo é resultado de um processo histórico e por assim se expressar  sua relação com as questões de organização política e sindical da categoria fazem parte de seu cotidiano desde a criação dos cursos. Quem tenta mostrar essa dicotomia padece da formação de cidadania e desconhece que é parte do processo educativo a formação política sindical do cidadão.   &lt;br /&gt;E uma das piores posturas é aquela que usa de vocabulário ligado a um passado de terror e repressão, insinuando e advertindo seus pares com um palavrório danoso porque este carregado dessa época em que muitos se recordam. E o convívio com o diferente nessa lógica aparece como algo impossível, pois a intolerância de certas entidades publica e civis quando não democráticas, produzem a conhecida linguagem da desmoralização individual, tais como; covardes, instigadores, mentirosos, frustados profissionalmente ( da qual fui alvo ) usam política partidária, irresponsável por quererem desunir a categoria.  Essa é a fala mais dolorida, pois é aquela em que o sistema se torna irredutível num programa de caça aos que destoam da entidade, adora atingir a moral dos outros e de suas famílias, tentam muitas vezes provocar a demissão invocando denúncias ideológicas e destruí-los academicamente, reeditando dentro das entidades as antigas formas do período militar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS FUNÇÕES DO EDUCADOR VÃO ALÉM DA SALA DE AULA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função de uma instituição de ensino superior estão descritas na LDB que junto a foros próprios possuem seus órgãos de fiscalização para o exercício de suas funções e não pode permitir que pense a educação como uma atividade fora da organização política da categoria, como assim fez questão de frisar seu criador, um dos maiores antropólogos e educador desse século o hoje ausente mas sempre presente pela produção que deixou para a humanidade. Em um dos seus itens afirma: &lt;br /&gt;Educar e preparar o indivíduo para o mundo e torná-lo consciente, crítico e defensor de seus direitos, a educação, portanto, ultrapassa o conteúdo acadêmico e do ementário, pois não deveria existir educador sem a visão de totalidade. A escola deve associar os seus conteúdos pedagógicos às lutas maiores da sociedade nacional e internacional.&lt;br /&gt;Assim entendemos que é função também do educador orientar e iniciar seus alunos, na discussão de sua organização profissional, questionar as ações dos projetos institucionais e das entidades relacionadas ao turismo. Buscar politizar o conteúdo deve estar calcado na realidade social e política, pois não podemos desconecta-la da vida social e nem toma-la como algo neutro como bem defenderia Émile Durkheim no estudo do fato social como coisa.&lt;br /&gt;Umas educações militantes, competentes, democráticas para ser crítica exige seriedade e leitura disciplinada dos textos clássicos das Ciências Sociais, não passar por essa fase é permanecer no plano sincrônico do movimento da história. Mantendo umas compreensões tradicionais, congeladas e imutáveis da sociedade, que acabam estimulando a intolerância pelo diferente e o novo. Denominado pelas falas pesadas e ofensivas de baderneiros, desaglutinadores, comunistas e professores irresponsáveis, pois não deveriam misturar política com a academia.&lt;br /&gt;Que falta fazem professores com perfil de Florestam Fernandes, educador e sociólogo de fama internacional, pai intelectual de todos os outros com suas devidas influências, marcou a produção acadêmica no Brasil e no exterior com a criação de uma teoria latino americana no campo das Ciências Sociais. Uns dos intelectuais cobiçados pelas universidades norteamericas e agraciados com convites e honrarias como professor honores causa por grandes universidades europeas. Fazendo pensar um Brasil no campo da história política do racismo e do processo da contra revolução do Capital.&lt;br /&gt;  Darcy Ribeiro o antropólogo historiador e educador que decifrou a formação cultura brasileira, descrevendo os atores que compõem a idiossincrásia nacional. Um verdadeiro Vinícius de Moraes que ao escrever sob a sociedade indígena a fazia com a arte de um poeta, cadenciando o desfilar de uma cultura que agonizava, mas lutava para se manter. &lt;br /&gt; Os dois considerados os mestres dos mestres, pois faziam de suas aulas tribunas de luta contra as injustiças sociais e iniciavam seus alunos na crítica da sociedade capitalista, capacitando-os com imenso arcabouço teórico capaz de enfrentar qualquer embate acadêmico e destruir as falas dos irracionalistas. Que sempre argumentam que política esta separada dos conteúdos acadêmicos, esse equivoco leva entender a universidade e faculdades como instrumentos transmissores de um saber desqualificado de vida e extremamente tecnicista. Colaborando para a despolitização dos nossos alunos e conseguente a atrofia na formação da cidadania.&lt;br /&gt;Exigir a regulamentação da profissão não é algo atrasado como afirmam os soldados guardiões da qualidade total que pretendem nos impor a certificação. Transformando-nos em "ISO" como se fossemos mercadorias, trocando a importância de um conteúdo pedagógico crítico e humanistico, pela ideologia do pragmatismo vulgar em que o valido é o adestramento para as tarefas do bem servir ao alheio. A isso não podemos nos submeter, basta de institutos que se arrogam o direito de classificarmo-nos como se fossemos coisa. Por isso leitor não permita que em sua instituição de ensino o discurso ácritico e despolitizante daqueles que dizem defender a categoria surja. Combata-os no campo das idéias exigindo explicações acadêmicas. &lt;br /&gt;Professor discuta este texto com seu aluno, não deixe que outras categorias nos assimilem e que perdemos nossa identidade. Turismólogo é nossa designação profissional, lutemos contra aqueles que quando estavam nas esferas de poder impediram e boicotaram nosso processo de regulamentação. A eles hoje respondemos com certa desconfiança, pois o processo de organização sindical se constituiu na única forma de sermos ouvidos e defender nosso campo de trabalho.&lt;br /&gt;Reflexione com seu aluno as normativas da Embratur n.390 e 421 e vejam o absurdo que fizeram com nossas funções profissionais, para quem hoje as mesmas estão delegadas.&lt;br /&gt;Professor pense na cidadania de nossos futuros turismólogos.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;Durkheim, Émile.  As regras do método sociológico. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1971.&lt;br /&gt;Cadernos de metodologia e Técnica de Pesquisa ( suplemento especial de Ciências Sociais )  n.8, publicado pela Universidade Estadual de Maringá  em 1997 - UEM.&lt;br /&gt;CRAMSCI, Antônio. Os Intelectuais e a Organização da Cultura. São Paulo: Círculo do Livro, s/d, p.11.&lt;br /&gt;Fernandes, Florestan. A natureza sociológica da Sociologia. São Paulo, editora Ática, 1980.&lt;br /&gt;------------------------------ Fundamentos Empíricos da Explicação Sociológica. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora, 1978.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------- Elementos de Sociologia Teórica. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1974.&lt;br /&gt;------------------------------ A Condição de Sociólogo. São Paulo: Editora Hucitec, 1978.&lt;br /&gt;Moesch, Marustschka Produção do Saber Turístico ““.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ribeiro, Darcy. Aos trancos e barrancos; como o Brasil deu no que deu. Rio de Janeiro - 1966: Guanabara Dois, 1985. P s/n.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IANNI, Octavio. Sociologia da Sociologia latino-americana. Rio de janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIBEIRO, Darcy. O Brasil como Problema. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995.&lt;br /&gt;---------------------- O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. 2. Ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-5151583301842297036?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/5151583301842297036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=5151583301842297036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/5151583301842297036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/5151583301842297036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/06/o-embuste-da-certificacao-na-luta.html' title='O EMBUSTE DA CERTIFICAÇÃO NA LUTA CONTRA A REGULAMENTAÇÃO PROFISSIONAL: AS FALAS QUE RETARDAM A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DOS TURISMÓLOGOS'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-8825377397694919831</id><published>2009-06-23T09:10:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T09:12:48.103-07:00</updated><title type='text'>O CONCEITO DE PÓS-TURISMO UMA BREVE DIMENSÃO CRÍTICA</title><content type='html'>O CONCEITO DE PÓS-TURISMO UMA BREVE DIMENSÃO CRÍTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fascinante e desafiador é o campo das ciências humanas em que os conceitos são resultados de uma práxis configurada no âmbito da objetividade e subjetividade ganhando dimensões alternadas e até antagônicas, segundo as diferentes epistemologias que realizam a leitura da realidade social. Neste sentido, o aparecimento de conceitos é resultado do movimento histórico dos homens na busca para satisfazer suas necessidades, podendo muitas vezes apresentar-se com diferentes significações, pois é apropriado por teorias de tronco episteme distintas.&lt;br /&gt; Esse processo de produzir ciência tem por princípio a universalidade que deve conter cada conceito, pois sua validade não pode ser generalista e nem ocasional, mas sim, produto do movimento da história, em que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] Em primeiro lugar, o ser em seu conjunto é visto como um processo histórico; em segundo, as categorias não são tidas como enunciados sobre algo que é ou que se torna, mas sim como formas moventes e movidas da própria matéria: “formas do existir, determinações da existência”  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Os conceitos para serem validados como pressupostos axiomáticos devem expressar o todo, com isso, afirmamos que o surgimento do conceito de “Pós-modernismo” deve ser anteriormente compreendido, para podermos  habilitar-nos a entender o conceito de “Pós-turismo”.&lt;br /&gt; O termo Pós-modernismo vem da América hispânica, e surge de fato com toda sua carga de força literária em 1930 dentro do mundo hispânico e posteriormente entre a década 40 e 50 aparecem na Inglaterra e Estados Unidos, com a intenção de descrever o que estava ocorrendo no mundo contemporâneo. De um lado para criticar a chamada sociedade socialista na sua negação à participação popular, coletiva e pelo autoritarismo do Estado stalinista, como também, os ideais da sociedade capitalista estavam se exaurindo pela crise econômica, social e política em conseqüência da primeira e segunda guerra mundial e pela fase do capitalismo de acumulação que necessita criar governos fortes principalmente nos países latino-americanos.&lt;br /&gt; Nos anos 60 a luta da Guerra Fria desenvolvida por ambas as potências econômicas mundiais, cujo objetivo era negar a liberdade de opção política dos indivíduos, restrição total ao aparecimento de novos valores e comportamentos, todos são considerados “subversivos” dentro do capitalismo e socialismo até que provem ao contrário. Esse período, deveras cerceador das liberdades democráticas e bloqueador do desenvolvimento do pensamento crítico carregam consigo a instalação de um fascismo de Estado “imposto à população” em ambos os sistemas. &lt;br /&gt;  Na década de 1970 com a guerra do Vietnã o modernismo na arquitetura e estética, como diz Lyotard:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] a chegada da pós-modernidade ligava-se ao surgimento de uma sociedade pós-industrial – teorizada por Daniel Bell e Alain Touraine - na qual o conhecimento tornara-se a principal força econômica de produção numa corrente desviada dos Estados nacionais, embora ao mesmo tempo tendo perdido suas legitimações tradicionais. Porque, se a sociedade era agora melhor concebida, não como um todo orgânico nem como um campo de conflito dualista (Parsons ou Marx), mas como uma rede de comunicações lingüísticas, a própria linguagem – “todo o vínculo social” – compunha-se de uma multiplicidade de jogos diferentes, cujas regras não se podem medir, e inter-relações agonísticas. Nessas condições, a ciência virou apenas um jogo de linguagem [...]  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas formas narrativas de leitura da realidade subestimam a questão da luta de classes e transformam o principal em secundário e o secundário em principal, isto é, retira da teoria marxista sua potencialidade revolucionária enfraquecendo e questionando o que é chamada pelos opositores de busca incessante da totalidade, como assim comenta Perry Anderson em seu livro Considerações sobre o Marxismo Ocidental: “A primeira e mais fundamental de suas características foi o divórcio estrutural entre este marxismo e a prática política” (ANDERSON, p. 43), pressionando os intelectuais militantes a se refugiarem dentro da academia, mas, apesar de tudo, o marxismo como corrente filosófica vem apresentando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, desde 1924 a 1968, o marxismo não &lt;&lt;parou&gt;&gt;, como pretenderia Sartre mais tarde, mas avançou por um desvio sem fim afastado de toda e qualquer prática política revolucionária   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Pós-modernismo, enquanto conceito do momento busca fragmentar a realidade para entendê-la em suas varias especificidades em seu processo de desconstrução, atingindo o pensamento histórico e obedecendo à lógica do pensamento antitotalizante, rejeitando as grandes interpretações. O que ocasiona um apoio à não mudança do modo de produção capitalista, auxiliando na criação de mecanismos que solidificam seu “status quo”. Portanto a pós-modernidade pressupõe ultrapassar o capitalismo não enquanto sistema econômico, mas sim, atender o princípio básico da expansão máxima da produção, circulação da mercadoria e tecnologia, estendendo o acesso da mesma aos vários extratos sociais, na perspectiva de ampliar o consumo e com isso, minimizar a exploração capitalista. Ampliando os horizontes da ampliação do capital, congelando o cotidiano revolucionário da realidade e formatando a linguagem do “pós”, como presente em todas as instâncias da sociedade.&lt;br /&gt;    Essa perspectiva de “pós” aliado ao moderno, segundo James Petras corresponde ao lado mais avançado das relações de produção, para ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoy en dia ser &lt;&lt;moderno&gt;&gt; significa tener acceso a los circuitos industriales del comercio, las finanzas, las inmobiliarias y la industria turística. Ser&lt;&lt;marginal&gt;&gt; hoy significa ser nacional, regional, local. Las élites internacionales son las que hacen la historia; los marginales son los objetos de esta: objetos de explotación, objetos típicos o sexuales del turismo, un emplazamiento para la apropiación y la inversión  .&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Neste sentido, a definição de Pós-turismo aparece no cenário acadêmico com Sergio Molina que não foge da caracterização do modernismo, para ele essa “categorização histórica” só existe com:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tecnologias de alta eficiência e os fenômenos sociais e culturais da década de 1990 explicam o desenvolvimento do pós-turismo em contraste com princípios que alteram a continuidade dos tipos de turismo industrial.&lt;br /&gt;No quadro do pós-turismo geram-se produtos competitivos com capacidade crescente de inserção no mercado. A base tecnológica disponível pode ser considerada como um elemento fundamental em seu desenvolvimento, formando parte de um sistema mais amplo, o sócio-técnico, que compreende também a força de trabalho, a organização para o trabalho e a gestão .&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O entendimento do conceito de “pós-turismo” para ele está formatado dentro de uma base epistemológica estruturalista, reduzindo o termo “pós” a algo determinado pelo avanço tecnológico e não pela racionalidade humana, ou melhor, há um desprezo pela razão e um apego à criação de modelos para entender a realidade. Esses construtos mentais de fundo idealista para se defenderem tacham o movimento dialético e histórico como totalitários e ligados ao determinismo das leis da natureza.&lt;br /&gt; Com esse comentário, podemos indagar, nós latino-americanos dificilmente poderemos ter em nosso continente a aplicabilidade do conceito de “pós-turismo”, em razão de não dominarmos a alta tecnologia no campo da informática. O “pós-turismo” estaria reservado aos países desenvolvidos? Ou esse conceito é por si equivocado?&lt;br /&gt; Para Molina Pós-turismo são os parques temáticos, em que a tecnologia manipula o real e leva o cotidiano das pessoas ao sabor do lúdico que substitui a consciência da práxis social pelo imaginário metafísico do impossível, materializado pela fuga do mundo dos mortais para o patamar dos super-heróis. Esse apego ao mundo do irracionalismo reflete a negação e desprezo para com a razão e a história. &lt;br /&gt; A sociedade não pode ser vista conforme o olho de quem a controla economicamente, politicamente e socialmente, bem como, os conceitos são resultado de uma práxis histórica, por isso Sergio Molina acabou contribuindo para o empobrecimento da definição de “pós-turismo”. Trazendo a compreensão do fenômeno turístico para o campo tecnicista e fenomenológico o que vulgariza a ciência do turismo, pois coloca o mesmo num patamar de negação da dimensão histórica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; [...] a serviço dos interesses dominantes da ordem estabelecida. Nesse espírito, as definições de “modernidade” são construídas de tal maneira que as especificidades socioeconômicas são apagadas ou deixadas em segundo plano, para que a formação histórica chamada de “sociedade moderna” nos vários discursos ideológicos sobre a ”modernidade” possa adquirir um caráter paradoxalmente intemporal rumo ao futuro, em virtude de sua contraposição, exagerada de modo acrítico, ao passado mais ou menos distante  .     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo esse breve comentário a respeito do conceito de pós-turismo, não poderíamos deixar de salientar que o mesmo definido por Molina oferece o risco da visão fragmentada, e da incorporação de uma historiografia hegemônica em detrimento a uma historiografia Latino-americana e acaba subestimando a intelectualidade regional. Por isso, terminamos com um pensamento de Georg Luckács que em seu livro clássico: El Asalto a la Razon – La trayectoria Del irracionalismo desde Schelling hasta Hitler, afirma que “[...] no hay ninguna ideología “inocente”. No la hay en ningún sentido, pero sobre todo en relación con nuestro problema, y muy en especial en lo que se refiere cabalmente al sentido filosófico […]”. (Luckács, 1972. P. 4 e 5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERENCIA  BIBLIOGRÁFICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. ANDERSON, Perry. Considerações sobre o Marxismo Ocidental. Porto: &lt;br /&gt;           Afrontamento, 1976.&lt;br /&gt;2. -------------------------- As Origens da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. WOOD Ellen Meiksins, FOSTER John Bellamy. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. MÉSZÁROS, István. O poder da ideologia. São Paulo: Ensaio, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. MOLINA, Sergio. O pós-turismo. São Paulo: Aleph, 2003. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. LUKÁCS, Georg. As Bases Ontológicas do Pensamento e da Atividade do Homem. In. Revista Temas de Ciências Sociais. São Paulo: Editora Ciências Humanas, 1978.&lt;br /&gt;7. PETRAS, James. Modernidad versus comunidad. In. Interrogantes de la Modernidad. Cuba: Ediciones Tempo, s/d.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-8825377397694919831?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/8825377397694919831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=8825377397694919831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/8825377397694919831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/8825377397694919831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/06/o-conceito-de-pos-turismo-uma-breve.html' title='O CONCEITO DE PÓS-TURISMO UMA BREVE DIMENSÃO CRÍTICA'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-3958682713016544472</id><published>2009-06-23T09:03:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T09:06:43.297-07:00</updated><title type='text'>NEGAÇÃO DO PARAÍSO CELESTIAL E A LUTA PELA EMANCIPAÇÃO DO TRABALHO: A BUSCA DO REINO DA LIBERDADE</title><content type='html'>NEGAÇÃO DO PARAÍSO CELESTIAL E A LUTA PELA EMANCIPAÇÃO DO TRABALHO: A BUSCA DO REINO DA LIBERDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ENSAIO SOCIOLÓGICO SOBRE O FENÔMENO DO LAZER EM “KARL MARX E PAUL LAFARGUE”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João dos Santos Filho&lt;br /&gt;joaofilho@onda.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por essa razão que afirmamos que o prazer é o início e o fim de uma vida feliz. Com efeito, nós o identificamos como o bem primeiro e inerente ao ser humano, em razão dele praticamos toda escolha e toda recusa, e a ele chegamos escolhendo todo bem de acordo com a distinção entre prazer e dor. ( Epicuro, p.37. Carta sobre a felicidade ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociedade comunista, porém, onde cada indivíduo pode aperfeiçoar-se no campo que lhe aprouver, não tendo por isso uma esfera de atividade exclusiva, fazer hoje uma coisa, amanhã outra, caçar de manhã, pescar à tarde, pastorear a noite, fazer crítica depois da refeição, e tudo isto a meu bel-prazer, sem por isso me tornar exclusivamente caçador, pescador ou crítico.         ( Karl Marx, p.41. A Ideologia Alemã ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para que tenha consciência de sua força, é preciso que o proletariado pisoteie os preconceitos da moral cristã, econômica e livre-pensadora: é preciso que volte a seus instintos naturais, que proclame os Direitos à preguiça, mil vezes mais nobres e mais sagrados que os tísicos Direitos do Homem, arquitetados pelos advogados metafísicos da revolução burguesa. É preciso que ele se obrigue a não trabalhar mais que três horas por dia, não fazendo mais nada, só festejando, pelo resto do dia e da noite. (Paul Lafargue. O Direito à Preguiça, p.84.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESCLARECIMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A elaboração deste pequeno texto de reflexão, só foi possível em decorrência da existência do esforço constante e pioneiro de incansáveis professores, pesquisadores e estudiosos brasileiros, que se debruçaram durante anos em preocupações epistemológicas para compreender o fenômeno turístico. Realizando investigações e publicando trabalhos de cunho teórico qualitativo e quantitativo, que permitiram a formação de um arcabouço axiomático e técnico no interior das instituições de ensino e centros de pesquisa. A eles, os quais tivemos a oportunidade de conviver profissionalmente, alimentando brilhantes debates acadêmicos, em que o respeito à harmonia em saber aceitar posições diferentes, bem como, a sinceridade em apontar e aceitar limites mútuos, foram os marcos dessas discussões.    &lt;br /&gt; Os estudos produzidos no campo do turismo no Brasil apresentam um elevado grau de comprometimento com a realidade sócio-econômica, projetando nosso país no conjunto do continente Latino Americano, no campo do estudo do turismo. A esses pesquisadores devemos imensa gratidão, mesmo que muitas vezes, discordasse-mos teoricamente de suas interpretações ou reiniciasse-mos inúmeras discussões, suas contribuições foram fundamentais.&lt;br /&gt; Gostaria de agradecer de modo especial ao meu eterno orientador e amigo professor Mário Carlos Beni, por iniciar-me no estudo do turismo no começo da década de 1970 e pelo respeito a mim depositado em todos esses anos, dando-me os ensinamentos básicos do mundo do turismo e conselhos referentes a minha formação. Autor de um clássico da ciência do turismo: "Análise Estrutural do Turismo", livro básico, mas complexo que demonstra a seriedade e capacidade da inteligência nacional no estudo do turismo no Brasil.&lt;br /&gt; Ao meu amigo professor Luiz Gonzaga Godoi Trigo o qual tive mais tempo para varias discussões, em que as ponderações no campo da ciência e da organização sindical dos turismólogos, foram conversas assaz proveitosas.  Autor de vários livros de extrema seriedade temática que se tornaram fundamentais para o estudo do turismo no Brasil, dentre eles destaca-se em especial a obra "A sociedade pós-industrial e o profissional em turismo”.  Exemplo de intelectual sério, cuja capacidade cognitiva, discursiva e literária na defesa de posições alimenta a prontidão de qualquer público.&lt;br /&gt; A amiga e querida professora Marlene Matias, a qual convivi diretamente na luta pela regulamentação da profissão nos momentos de euforia e tristeza. Nas humilhações que tivemos de passar, quando os curiosos do turismo desconsideravam os estudantes e turismólogos. Foi à única de nosso grupo de militantes da ABBTUR/SP que escreveu um livro quase autobiográfico, chamado "Turismo: Formação e profissionalismo - 30 anos de história”. Por que autobiográfico? Porque, todos que o lêem (do grupo de fundadores da ABBTUR) sentem-se co-participantes daqueles fatos.&lt;br /&gt; A minha mais que querida amiga Maria José Giaretta que sempre me auxiliou e soube com ética defender o turismólogo enquanto profissional competente. Por ser um ícone do turismo no Brasil se tornou referência no meio acadêmica e lutadora dos seus pares. Amiga exemplar sofremos juntos grandes derrotas e tivemos infindáveis alegrias, mas nunca deixamos de lutar em prol da categoria.&lt;br /&gt; A cara amiga professora Mirian Rejowski, umas das primeiras pesquisadoras a realizar um estudo extremamente sério e de ponta tanto no campo da quantificação como na de qualificação da produção científica em turismo existente no Brasil. Seu livro insubstituível "Pesquisa acadêmica em turismo no Brasil (1975 - 1992): configuração e sistematização documental” surgem como, um livro obrigatório para aqueles que querem ingressar no campo da docência.&lt;br /&gt; A professora Marília Gomes dos Reis Ansarah, que aprendi a admirar por sua produção acadêmica seria e extremamente útil na elaboração de projetos e cursos de turismo. Sua experiência como especialista do SeSu-MEC, tornou-a conhecida por sua qualidade técnica e profissional. Um de seus livros, segundo minha opinião de enorme contribuição para o turismo é "Formação e Capacitação do Profissional em Turismo e Hotelaria: Reflexões e Cadastro das Instituições Educacionais do Brasil”. &lt;br /&gt; As minhas queridas amigas dos pampas gaúcho; Marutschka Martini Moesch e Norma Martini Moesch. A primeira, por ser a primeira hoje, no estudo epistemologico mais sério existente no país sobre o turismo, possui uma postura crítica diante do fenômeno turístico e trabalha com uma visão de globalidade e histórica para pensar uma política de turismo para o Brasil. A importância de seu livro “A Produção do Saber turístico”, se deve a explanação teórica que a autora faz no campo da corrente funcionalista, do existencialismo e do processo de bases marxista da ressignificação do fenômeno turístico. Deveria ser leitura obrigatória na graduação e nos cursos de mestrado e doutorado.&lt;br /&gt; A Segunda, sua progenitora, minha amiga primeira, perseguida pelo período da ditadura militar, brilhante oradora, conquistou a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo na década de 70, a qual o autor reencontrou depois de 30 anos.&lt;br /&gt; A amiga professora Maria Ângela Marques Ambrizzi Bissoli, companheira dos encontros científicos promovidos pela USP e militante da ABBTUR/SP. Personalidade tranqüila e muito amiga que escreveu no campo do planejamento e coleta de dados um dos melhores livros dessa temática. "Planejamento turístico para municípios de pequeno porte baseado em sistemas de informação”.&lt;br /&gt;As contribuições literárias trouxeram novos caminhos e instigaram o estudo de outros assuntos para a ampliação do estudo epstemologico do fenômeno turístico. Nesse sentido, procurei colaborar para que objeto do turismo fosse trabalhado também via o materialismo histórico dialético, pois me parece uma contribuição importante para completarmos o estudo do fenômeno em todas suas matrizes teóricas.&lt;br /&gt;Além do que, acredito que somente a polêmica teórica e a defesa de outras matrizes epstemólogicas, permitem a compreensão do objeto e o avanço da ciência. Em que a civilidade acadêmica deve ser a sinalização mais profunda de propiciar espaços para a convivência das diversas visões teóricas, no seu exercício de expressar-se, elevando o turismo para o patamar de uma compreensão ontológica.     &lt;br /&gt;   Aos muitos outros amigos, pesquisadores e profissionais que não estão aqui relacionados esclareço que não foi esquecimento ou qualquer problema ideológico. Mas sim, optamos em comentar somente aqueles que possuem livros publicados, infelizmente esse se constituí um crivo extremamente injusto, pois os não mencionados possuem excelentes teses defendidas, mas não publicadas.&lt;br /&gt; Quero deixar registrado, que isso me atormentou profundamente durante o trajeto deste trabalho, mas tive que optar por esse caminho, por ser o mais próximo da academia, na esperança de que o mesmo se torne objeto de estudo das várias ciências no interior das Universidades e centros de pesquisas. &lt;br /&gt; Finalizo dedicando este texto a todos meus pares, que hoje estão lecionando, coordenando, pesquisando e atuando profissionalmente nas inúmeras áreas do turismo. Agradeço em particular a todos aqueles que discordam de minhas posições teóricas, mas que sempre souberam respeitá-las no plano das idéias, isso demonstra atitude intelectual madura no meio acadêmico e respeito total para com a ciência do turismo. È nessa perspectiva de discussão, entendimento e produção científica que as diferenças ideológicas devem conviver e produzir novos conhecimentos unindo cada vez mais todos aqueles que pensam seriamente o turismo.   &lt;br /&gt;  Aviso aos meus amigos e companheiros de profissão turismólogos e sociólogos que resolvi me dedicar ao estudo do fenômeno turístico, por entender que há um a imensa lacuna deste assunto analisada via o materialismo histórico dialético.&lt;br /&gt; Devo parte desta descoberta ao meu grato e estimado amigo, professor e pesquisador Luiz Gonzaga Godói Trigo, filósofo e turismólogo que deixou uma tradição de produção literária importante e sempre me instigou no embate acadêmico com respeito, dignidade e com sua preciosa capacidade intelectual de constantes ponderações. &lt;br /&gt;Como sociólogo, não poderia deixar de agradecer a um outro grande amigo e respeitado cientista social Walter de Alencar Praxedes, companheiro também perseguido por ser marxista dentro da academia, que me incentivou a escrever sobre turismo. A ele devo horas de conselhos e de momentos difíceis que juntos enfrentamos com dignidade e ética profissional.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  COMENTÁRIOS DE PAUL LAFARGUE E KARL MARX NO CAMPO DO TEMPO LIVRE&lt;br /&gt;BASES TEÓRICAS DESTE ESTUDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer a uma parte dos estudiosos do lazer e do turismo que a leitura das obras de karl Marx e de Paul Lafargue não possuam nenhuma relação com o estudo do fenômeno turístico, constituindo-se em algo ainda distante e estranho para a maioria dos pesquisadores no campo das ciências sociais. Mas as mesmas em sua essência sinalizam uma antiga discussão sobre o mundo do trabalho e do não trabalho, temática discutida pelo movimento socialista mundial como sinônimo de tempo livre, ócio, preguiça e lazer.&lt;br /&gt;A primeira preocupação de Marx foi destacar para o mundo as condições de exploração contidas no interior do modo de produção capitalista e a continuidade do desenvolvimento da história por meio da luta de classes, ou seja, uma sucessiva mudança nas relações econômicas e políticas, para a construção da dinâmica histórica da humanidade. Destacando a acelerada diminuição do tempo de não trabalho na qual o trabalhador está sujeito, entendendo que cada modo de produção destroem a si mesmo, segundo seu esgotamento histórico, pois nenhum sistema é eterno, apesar de sua imensa força material e ideológica.&lt;br /&gt;  A Segunda preocupação de Marx, que não esta descolada da primeira, são suas idéias sobre a ciência, postura que se tornou elemento unificador do marxismo no mundo, permitindo o surgimento de críticas contundentes ao pensamento idealista, fenomenológico e existencialista. Que possibilitou para nós a construção de um novo patamar epistemológico sinalizando o fenômeno turístico como uma ciência que já incorpora uma sustentação de base axiológica.    &lt;br /&gt;O pensamento de karl Marx em que a militância, ou seja, a luta de classe é tida como elemento composto de "formas moventes e movidas da própria matéria: formas do existir, determinações da existência" (LUKÁCS, 1978, p. 3) são modificadores da realidade, só podendo existir, quando o pensamento racional governa o descobrir do concreto. Essa é a práxis que movimenta a relação histórica sujeito e objeto, permitindo o desenvolvimento da análise ontológica do ser.&lt;br /&gt;Com esse pensar, a contribuição de Karl Marx para o estudo do lazer, está distribuído em toda a sua obra de forma esparsa e não seguencial, pois o autor não se debruçou diretamente nas questões do lazer e turismo. Porém, o estudo do modo de produção capitalista, desenvolvido por ele, continua atual e extremamente útil na busca das determinações que explicam o lazer e o turismo na sociedade contemporânea. Nesse caso destacaremos o estudo que estamos realizando das obras de Marx, buscando detectar em sua literatura possíveis referências que poderiam se aproximar do lazer e turismo.  &lt;br /&gt;Cabe ressaltar que pensar o fenômeno do turismo via a visão marxista, alimenta uma outra linha de pesquisa e torna o objeto de estudo completo em sua dimensão teórica. Abrindo um campo novo na pesquisa nessa área, tornando o elemento turismo preocupação de ponta no estudo das ciências. Entretanto, produz também, de forma imediata uma rejeição contrária no interior da academia, pois os idealistas armam-se dos bastões da sabedoria do neoliberalismo.  &lt;br /&gt;Escolher trabalhar o fenômeno do turismo nessa envergadura, oportuniza uma discussão em que a ciência e a militância se cruzam em uma práxis objetiva e subjetiva de um concreto pensado em favor de uma ontologia voltada ao estudo do indivíduo.&lt;br /&gt;Com escritos inteligentes referentes a um cotidiano rico de realismo e dramáticidade e responsável pelo surgimento do socialismo francês, Paul Lafargue cubano nascido em Santiago de Cuba em 1842, foi para a cidade de Bordéus na França em 1851, onde ingressou na faculdade de medicina. Militante da Primeira Internacional escreveu sobre a sociedade burguesa, denunciando a exploração da classe trabalhadora com a arte de uma ironia extremamente realista e de fácil penetração entre os operários.&lt;br /&gt;Lafargue estabelece como argumentos de denúncia para relatar as condições do trabalho no modo de produção capitalista, mostrando a força da ideologia do capital para com os operários, produzindo o trabalho alienado e a super exploração. &lt;br /&gt;Nesse sentido, faremos um "detour" pelas principais obras de Karl Marx e aos escritos de Paul Lafargue, sinalizando as suas referências ao tempo livre e tempo de não trabalho. Consideramos esse feito extremamente difícil e inédito, porém, decidimos enfrentar esses desafios iniciais, esperando que outros pesquisadores continuem essa tarefa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRELIMINARES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento histórico da humanidade explica-se pelas mais diferentes formas de como os homens organizam-se para garantir a sobrevivência, sua relação planifica-se e recompõe-se no conjunto das atividades de "Homo Faber", em que o homem e o meio interagem na luta pela existência. Essa dialética da vida social explicita-se em atos teleológicos iniciando toda e qualquer relação humana, desenvolvendo a racionalidade entre os homens conforme o desenvolvimento dos modos de produção, como reitera Marx:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consciência é, pois um produto social e continuará a sê-lo enquanto houver homens. A consciência é, antes de tudo, a consciência do meio sensível imediato e de uma relação limitada com outras pessoas e outras coisas situadas fora do indivíduo que toma consciência;... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo de "Homo Faber" sinaliza-o como elemento que só pode ser compreendido pelo mundo do trabalho, pois transforma o meio e recompõe o próprio ser humano no interior de sua práxis social cotidiana. Explicar a humanidade é objetivar a prática do trabalho como mediador da ação entre os homens, entendendo que a capacidade dada pela razão é o elemento que potencializa nossa direção para a construção do reino da liberdade. &lt;br /&gt;Segundo o pensador marxiano Georg Lukács um dos mais inteligentes e éticos pensadores das obras de karl Marx, afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamente essa ligação do reino da liberdade com sua base sócio-material, com o reino econômico da necessidade, mostra como a liberdade do gênero humano seja o resultado de sua própria atividade. A liberdade, bem como, sua possibilidade, não é algo dado por natureza, não é um dom do "alto" e nem sequer uma parte integrante - de origem misteriosa - do ser humano.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicar o mundo via o trabalho foi tarefa árdua de pensadores como Karl Marx e Paul Lafargue, pois a eles devemos essa ousadia numa época em que a lógica dada era baseada na visão do censo-comum em que a construção do real era puro fetichismo. A eles devemos as reflexões que levaram a sociedade a pensar e exigir o direito ao tempo livre, ócio e lazer como conquistas sociais universais dos trabalhadores.&lt;br /&gt; A luta militante e teórica desses homens obrigou o mundo a auscultar os interesses da classe operária, pois as armas intelectuais a eles fornecidos por Karl Marx e Paul Lafargue mudaram os rumos da história da humanidade, trazendo a tona à reflexão crítica como lema da mudança. &lt;br /&gt;O mundo em sua dinâmica motora alimentada por meio da luta de classes ganhará tonalidades científicas com esses pensadores, que colocaram a racionalidade como elemento direto do pensar, trabalhando o ser em sua plenitude antológica:&lt;br /&gt;1. O ser é visto como um processo histórico, em que formas moventes e movidas da própria matéria se baseiam em formas de existir e determinações da existência o homem modifica e é modificado pela sociedade;&lt;br /&gt;2. A consciência reflete a realidade o que lhe permite realizar ações para modificá-la e construir um mundo novo em que a exploração seja coisa do passado. A força da mudança é dada pelo homem em sua atitude de correspondência com a base da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta perspectiva, o homem possui o poder de idealizar tudo aquilo que pretende realizar, pois é na consciência que ocorre o papel definitivo e decisivo de dar respostas à realidade e marcá-la com o timbre de humanidade por meio do trabalho. Assim, para entender o lazer e ócio temos que compreender em primeiro lugar o trabalho em sua dimensão plena de esforço físico e mental aliado à modificação histórica que o mesmo produz na humanidade.&lt;br /&gt;Interpretando Karl Marx, para "fazer história" os homens devem satisfazer suas necessidades mais elementares ter água potável para beber, saneamento básico, conseguir via o trabalho alimento para saciar sua fome, possuir um teto ou um pedaço de terra para poder produzir seu sustento, vestir-se, ter direito à medicina à cultura, educação e lazer, na verdade ser cidadão do mundo. É justamente nesse momento que Marx e Engels, afirmam de forma brilhante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro facto histórico é, pois a produção dos meios que permitem satisfazer essas necessidades, a produção da própria vida material: trata-se de um facto histórico, de umas condições fundamentais de toda a história, que é necessário, tanto hoje como há milhares de anos, executar dia a dia, hora a hora a fim de manter os homens vivos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota-se que o trabalho se constituí no elemento fundante que produz e reproduz a humanidade em sua dimensão ontológica, em que o ser é o elemento mais importante, porque pode ser dono de sí e pensar pela razão como forma oposta ao pensamento místico e religioso. A recuperação da razão como sinalizador da práxis dos homens torna-o independente e movimentam a vida segundo os interesses nobres da luta política e ideológica em uma sociedade em que o trabalho liberte o homem e não o escravize.&lt;br /&gt;Essa amplitude em que o homem seja o centro das atenções pode trazer-lhe as armas para que o mesmo descubra as vias possíveis de atuação que permitam esgotar ao máximo todas as relações de produção capitalistas no seu patamar de máximo desenvolvimento. Começando aí a sinalização das fissuras de sua decadência e aparecimento do verdadeiro socialismo que ainda não surgiu nem próximo ou longe, como assim afirmam certos setores da intelectualidade do nosso mundo acadêmico.&lt;br /&gt;A categoria trabalho, quando entendida, permite que o pensamento científico desenvolva níveis de alta racionalidade, em que a unidade de decisão passa do censo - comum para o pensamento científico e as verdades se tornam às diretrizes do cidadão do mundo, capazes de modificar sua própria história.&lt;br /&gt;Nesse sentido, partimos do pressuposto que todo o processo que ocorre entre os homens é produto de uma atividade que altera o meio social, que se configura pela atividade trabalho que se constitui no divisor entre o pensamento místico e histórico. Entender essa diferença significa pensar a produção da vida dentro dos moldes do "método da economia política", em que as relações econômicas e políticas explicam a dinâmica dos homens.    &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A HISTÓRIA VISTA PELO MODO DE PRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marxista trata, portanto de &lt;&lt;leis&gt;&gt; da história e da sociedade – da sua transformação -, mas apenas se refere com prudência e reserva a um &lt;&lt;determinismo&gt;&gt; econômico ou histórico; sabe (e é um aspecto importante desta questão) que, indirectamente, está a fazer o elogio da &lt;&lt;passividade&gt;&gt; perante os factos; ora, a passividade é incompatível não só com a acção e a prática, mas também com o verdadeiro conhecimento! Embora tivessem querido por vezes atribuir essa atitude declaradamente &lt;&lt;determinista&gt;&gt; a Marx e aos marxistas, não existem na obra de Marx textos que justifiquem.&lt;br /&gt;Esta interpretação.( Henri, Lefebre, 1966, p.51)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a consciência que determina a vida, mas sim a vida que determina a consciência.                 ( A Ideologia Alemã. Karl, Marx. 1976 p.26 ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da humanidade, entendida como sendo o conjunto de grupos e classes sociais que orquestram a história dos homens vivos com objetivo de satisfazer suas necessidades, só pode ser compreendida no interior desse processo, em que o cotidiano apresenta problemas de vida e morte. Soluções necessitam serem encontradas e planos organizacionais estabelecidos para que possamos entender o nascimento, crescimento e morte dos diferentes tipos de modo de produção.&lt;br /&gt;Partindo do pressuposto que a história dos homens se concretiza no interior da luta de classes, só poderemos compreender a humanidade entendendo como os homens se organizam para suprir suas necessidades biológicas e sociais, ou seja “A primeira condição de toda a história humana é evidentemente a existência de seres vivos"  . O afastamento da fase biológica e o avanço no plano social, esse processo deve ser entendido no campo da racionalidade, em que os homens passam a acreditar em suas potencialidades plenas dadas pela razão.  &lt;br /&gt;Os homens começam a se distanciar dos outros animais quando iniciam a produção dos seus meios de subsistência configurando assim sua produção da vida material.&lt;br /&gt;Não queremos aqui travar nenhuma polêmica sobre o a interpretação da história dada por karl Marx, mas demonstrar a importância desse autor para o entendimento do Lazer e do turismo.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, entendemos que Karl Marx não pode ser considerado culpado por aquilo que deixou de escrever, como é comum encontrar em algumas insinuações literárias existentes no interior da academia. Atribuem a Marx idéias e falas que não são de sua autoria, bem como, eliminam fatos e explicações do próprio autor, esse é o motivo de existirem vários marxismos que acabaram distorcendo a própria epistemólogia. &lt;br /&gt;A nós cabe compreender o fenômeno do lazer naquilo que karl Marx deixou de legado, portanto começamos pelo entendimento da história como um processo de construção metodológica em conjunto com a crítica dentro dos moldes da economia política que ele magistralmente aplicou ao capitalismo. Essa dinâmica se movimenta por meio da luta de classes que vai demonstrando a superação das formações econômicas atrasadas pelas mais desenvolvidas. É aí que devemos buscar em sua formulação teórica o entendimento de lazer e tempo livre, em sua obra a "Ideologia Alemã", comenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história não é mais do que a sucessão das diferentes gerações, cada uma delas explorando os materiais, os capitais e as forças produtivas que lhes foram transmitidas pelas gerações precedentes; por esse motivo, cada geração continua, por um lado, o modo de atividade que lhe foi transmitido, mas em circunstâncias radicalmente transformadoras e, por outro, modifica as antigas circunstâncias dedicando-se a uma actividade radicalmente diferente.                                               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro dessa linha de pensamento Karl Marx afirma "apenas conhecemos uma ciência, a da história". Pois a história para ele é um processo que explica as condições do ser humano segundo o estágio das relações de produção que está sendo ativada pela luta de classes e segundo Florestan Fernandes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta de classes não se dá no vácuo. É preciso determinar os componentes da conjuntura e, em especial aferir o potencial relativo de luta política de que a classe operária dispõe, em função das tarefas que lhe são possíveis nos confrontos econômicos, sociais e políticos com as classes burguesas. De outro lado, o referido potencial depende também de forças externas, ou seja, de alianças com outros setores das classes subalternas, como o "homem semilivre" do campo, da pequena burguesia e de setores radicais dos vários estratos das classes burguesas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Com esse entendimento, o homem produz suas vidas materiais, deixando a marca de um processo de vida ativo, onde em pontos diversos do planeta há a presença dele como transformador e que pode determinar os rumos de sua própria existência. Que só pode ser explicado pela categoria trabalho, pois esse é o aditivo transformador e revelador de seu domínio da natureza, como coloca a professora Gizlene Neder, quando afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Acreditamos que a demonstração de como Marx praticou, em seus diversos escritos, o método histórico calcado na concepção de luta de classes nos revela uma interpretação da história onde essas mesmas minudências do real são trabalhadas vivamente, a partir da sua articulação no modo de produção e não como fragmentos de fenômenos sociais, justapostos, como que por acaso... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A base material permite pensar uma sociedade concreta em todas suas faces, na qual os homens produzem seus meios de subsistência e determinam sua consciência coletiva, segundo o interesse de classes sociais. Esse discernimento se explica na sociedade capitalista, onde os homens desenvolvem atividades individuais e criam a organização social para a produção, surgindo como resultado os diversos modos de produção que aparecem na história.&lt;br /&gt;Com o desenvolvimento das forças matérias da produção, ou seja, os equipamentos em geral, ferramentas e tecnologia que se relacionam dialéticamente com as relações de produção, isto é, com os homens no interior do processo de produção como empregador e empregado, servo, escravo e assalariado. &lt;br /&gt;Os homens potencializam a lutas de classes, segundo seus interesses, força material e ideológica que dispõem, uns para manter o status - quo, outros para transformar radicalmente a relação de poder. As forças produtivas determinam as modificações nas relações sociais estabelecidas, plasmando um tipo de vida social determinado.&lt;br /&gt;Portanto, iniciamos nossa compreensão mais específica, entendendo que Karl Marx ao pensar a ciência da história, não o fez como curioso, mas sim, pensando-a como elemento fundante de sua praxis. Onde a história ganha significado e explicita-se como viva e rica, em múltiplas determinações, nesse caso a aridez idealista que ainda comanda nosso pensar hegeliano, acaba muitas vezes dificultando a apreensão do pensamento marxiano e do turismo.&lt;br /&gt;O pensamento de Marx é o que tem de mais atual para compreender a realidade social, política e econômica de um país, para entendê-lo temos que nos apropriarmos das premissas que o mesmo especifica. Em primeiro lugar, para que os homens possam fazer história devemos conseguir satisfazer todas as nossas necessidades básicas; em segundo lugar o ato satisfeito ou não gerará novas necessidades sociais e lhe categoriza-o como mais racional e menos natural; em terceiro lugar a vida é resultado das relações sociais entre os homens esta em relação direta com as relações de produção social. &lt;br /&gt;O homem é resultado de sua atividade concreta e não de interpretações idealistas ou morais, o ser é resultado de um ato de trabalho que modificou o meio e a si mesmo. Essa simbiose dá ao homem o titulo de rei da terra, quando não subjugado por outros homens, razão pela quais poucos sabem dizer qual a saída para a crise mundial que afeta a existência humana baseada na dignidade de si e do outro. &lt;br /&gt;Uma coisa podemos afirmar, nada pode ser entendido se não sinalizarmos quais foram às formas organizadas que os homens criaram durante a sua história, para sobreviver. Nesse caso Karl Marx afirma com muita confiança que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens têm uma história pelo facto de serem obrigados a produzir a sua vida e de terem de o fazer de um determinado modo: esta necessidade é uma conseqüência da sua organização física; o mesmo acontece com a sua consciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As diferentes divisões de trabalho que vão aparecendo na história marcam a passagem do ser humano em sua existência. Nesse recorrido o homem determina as relações entre seus pares, destruindo a igualdade natural e impondo uma relação de exploração que lhe garante a dominação econômica e política sobre o outro.&lt;br /&gt;A desigualdade, portanto se constituí em um fato criado pelos homens em uma determinada etapa da humanidade, longos períodos marcaram a sociedade por sua diferenciada e extrema relação de exploração entre os homens. Saídas se apresenta em diversos momentos, via a revolução, da política, do reformista e do assistencialismo.&lt;br /&gt;A luta pela igualdade, justiça, democracia, direitos humanos vão ser as bases de todas as políticas existentes, desde as dos países de terceiro a primeiro mundo. Em todos a lógica da diminuição da injustiça se faz presente nas plataformas dos partidos, porém as mesmas se explicitam segundo os interesses da classe dominante e dos costumes daquele povo.&lt;br /&gt;Assim as atividades provenientes do não trabalho, vão aparecer sobe diversas e ricas relações culturais, em que os costumes marcam a força de cada população, segundo o desenvolvimento das relações de produção. A base das manifestações populares são expressões culturais que se apresentam formatadas em diferentes atividades de lazer e turismo.&lt;br /&gt;Para Paul Lafargue, o trabalho é a fonte de todas as misérias do mundo é nesse campo que Karl Marx, também expõe sua angustia e aponta de forma racional a idéia política de ultrapassar o capitalismo, ou seja, nega uma forma de trabalho angustiante (o capitalismo) e sinaliza o socialismo. Esse é o caminho para que o homem possa criar um modo de vida em que ele seja livre e não escravo do trabalho.&lt;br /&gt;A vida lúdica que contornava o estilo das sociedades "primitivas" se torna o elemento novamente básico para entender a sociedade socialista, o trabalho é colocado como beneficio coletivo e não individual. Ë nessa linha que o socialismo aparece como elemento capaz de tornar o trabalho prazeroso, pois o homem tem todos suas necessidades garantidas pelo trabalho coletivo e comunitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODO DE PRODUÇÃO NA HISTÓRIA: TRABALHO E LAZER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas conhecemos uma ciência, a da história. Esta pode ser examinada sob dois aspectos; podemos dividi-la em história da natureza e história dos homens. Porém, estes dois aspectos não são separáveis: enquanto existirem homens, a sua história e a da natureza condicionar-se-ão reciprocamente. A história da natureza, aquilo pelo contrário, é-nos necessário analisar em pormenor a história dos homens, pois, com efeito, quase toda a ideologia se reduz a uma falsa concepção dessa história ou ao puro e simples abstrair dela. A própria ideologia é somente um dos aspectos dessa história. ( karl Marx. A ideologia Alemã. P 18. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história se constituiu pelo desenvolvimento dos modos de produção e é dentro dela que surgem os diferentes estágios material e intelectual de cada sociedade, pois os homens são resultado da sua forma de inserção na economia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que são coincide, portanto com a sua produção, isto é, tanto com aquilo que produzem como com a forma como produzem. Aquilo que os indivíduos são depende, portanto das condições materiais da sua produção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira forma de organização para o trabalho que aparece e na qual os homens se organizam economicamente, socialmente e culturalmente para poder produzir e reproduzir a vida é o modo de produção tribal. Os homens se agrupam em comunidades em que a necessidade do equilíbrio possuiu uma serie de mecanismos encarregados de manter o estatus-quo e garantir a funcionalidade do sistema segundo as regras e tradições do grupo.&lt;br /&gt;Esse sistema está preparado para alimentar a perpetuação de suas tradições, valores e luta para garantir os princípios de solidariedade, cooperação e integração social. Valores que estão garantidos até o momento em que a produção de sua existência estiver restrita ao âmbito de seu espaço familiar, quando o trabalho estiver a serviço da subsistência do grupo social.&lt;br /&gt;O característico desse sistema é resultante de um processo natural, onde os homens se alimentam da caça, pesca, coleta, agricultura rudimentar e criação de alguns animais. A terra vai se constituir em um elemento integrado ao homem, como um meio de produção que nasce junto do ser de forma inseparável, esse processo é possível, pois não há noção de propriedade e sim de posse.  A posse se configura como um ato natural em que todos têm a apropriação coletiva da terra. &lt;br /&gt;Cada individuo se comporta como propietario o poseedor sólo en tanto miembro, member, de esta comunidad. La apropiación real a través del proceso de trabajo ocurre bajo estos supuestos, los cuales no los ellos mismos producto del trabajo, sino que aparecen como los supuestos naturales o divinos de éste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divisão do trabalho é ainda natural entre o homem e a mulher, isto é, permanece no interior da família, onde a ajuda é mutua e esta preocupada com a subsistência imediata. Sem a possibilidade de extrapolar o âmbito familiar, tudo gira em torno dessa dimensão, o limite esta dado pelas relações sociais que determinam o locus daquele modo de ser.&lt;br /&gt;O cotidiano da vida, vai determinar a criação de entidades divinas, pois foi o homem que criou a religião e não a religião que criou o homem, completa brilhantemente Marx, afirmando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que tiver encontrado na realidade fantasmagórica do céu, onde procurava um super-homem, apenas o reflexo de si próprio, não se contentará mais com encontrar só a aparência de si próprio, o não-homem, quando procura e deve procurar necessariamente a sua verdadeira realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a vida pautada no que modernamente podemos chamar de sustentável, em que o desperdício e os interesses econômicos e políticos não estão presentes ainda, pois o seu raio de ação cobre os limites de sua vida familiar e comunitária. O trabalho só ocorre no campo do indivíduo junto dos meios de produção, não havendo separação entre produtor e produto.&lt;br /&gt;A família é o núcleo que deve ser preservado e se mantém inalterado até o momento em que as necessidades externas não interfiram, a divisão do trabalho permanece no interior da referência sexual e as funções são lotadas para manter a unidade familiar.&lt;br /&gt;Neste sentido, a vida gira em torno da família como unidade produtiva da comunidade, sendo dela que decorre todo o processo de história da humanidade. As relações estão delimitadas em decorrência desses espaços econômicos, sociais e político em que a sociabilidade esta subjugada aos seus limites.&lt;br /&gt;A categoria trabalho esta limitada à subsistência, sua função é abastecer as necessidades da unidade familiar, garantindo-lhe alimentação, abrigo, descanso, atividades lúdicas e o espaço social. Porém, não podemos esquecer que esta explica a humanidade, somente pela visão histórica é que permite entender a vida como produto dos homens, organizados segundo um determinado modo de produção.&lt;br /&gt;O trabalho configura-se numa dimensão mais abrangente, sua essência é constituída de toda atividade humana, capaz de explicar de forma histórica o desenvolvimento material e racional da humanidade. Com isso, estamos afirmando que é possível realizar uma leitura do concreto em decorrência das atividades de trabalho, pois "... as categorias não são tidas como enunciados sobre algo que é ou que se torna, mas sim, como formas moventes e movidas da própria matéria:” formas do existir, determinações da existência “( Lukács. As bases ontológicas do pensamento e da atividade do homem. P.3 ).&lt;br /&gt;Se o trabalho na configuração acima detalhada expressa o fundamento de toda a atividade social, o não trabalho também estará submetido a esse processo que poderá ser expresso por meio do lazer, do ócio e do turismo, segundo a visão do materialismo histórico e dialético. Assim o trabalho é produto humano e não divino nada surge que não seja resultado da ação teleológica dos homens organizados de formas diferentes na história da humanidade.&lt;br /&gt;O que irá diferenciar o animal homem-social do animal é a capacidade que o mesmo tem de abstração, isto é, de planejar antecipadamente tudo que irá efetuar. Essa visão racional e teleológica é o que o distancia do mundo animal natural e aproxima-o da base civilizatória com alto grau de racionalidade.&lt;br /&gt;Como ser produtor de riqueza material e intelectual, o mesmo permite que a história aconteça numa sucessão de fatos, resultado da luta de classe, em que ele implementa seus códigos. Esse desfilar processual e histórico apresenta-se por meio de vários sistemas econômico e político.&lt;br /&gt;E cada sistema explicita padrões de sociabilidade diferentes, que vão retratar a forma de ser das pessoas, segundo sua integração com o mercado de trabalho, esse processo é denominado de cultura que se constituí na base de todo fenômeno turístico.&lt;br /&gt;No "Modo de Produção" tribal as atividades de trabalho e lazer ocorrem juntas e estão indissociáveis as produções do lúdico e da subsistência constituem-se um único bloco. A inexistência do trabalho para o alheio não permite a produção da mercadoria para a troca, e, portanto, a separação do trabalho e lazer como categorias distintas não surge nesse período histórico, pois toda atividade é dirigida à subsistência do imediato.&lt;br /&gt;O entendimento desse modo de produção nós auxilia para o estudo do turismo, pois é nesse período histórico que a noção de equilíbrio e sustentabilidade aparecem em sua plena dimensão. Porém o mesmo é transplantado para a atualidade na proposta de atender os interesses do Capital, desvirtuando seu uso e comprometendo sua natureza.  &lt;br /&gt;A ação entre os homens só pode ser entendida no interior da história, pois é nesse momento que ele se mostra como esta encaixada dentro do modo de produção, sua ação é decorrente desse processo em que as leis da história administram a vida das pessoas, esse papel é próprio da luta de classes que ocorre no interior das sociedades, em que o mundo é comandado pela racionalidade.&lt;br /&gt;O segundo "Modo de Produção" é o comunal em que a presença da mercadoria acaba sinalizando o inicio de um desequilíbrio aparente no interior daquela comunidade. A distribuição eqüitativa dos produtos começa a recorrer aos princípios da desigualdade, a troca reorganiza as relações sociais, culturais e cotidianas, novos valores aparecem apensados a mercadoria como o divisor entre as pessoas. Como diria Karl Marx:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a estrutura social que nela se baseia, assim como o poder do povo, desagrega-se ulteriormente na exacta medida em que se desenvolve, principalmente, a propriedade privada imobiliária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo as grandes manifestações culturais e desportivas dos grandes impérios indígenas como os Maias, Incas, Astecas e Guarani se constituiam em atividades para agradecer aos Deuses pela boa caça, coleta, agricultura e pela troca de mercadoria. O mundo do trabalho, não existe sem o mundo do não trabalho, isto é, trabalho e lazer são resultado do movimento da história e ocorrem simultaneamente. Portanto, a diferença e a desigualdade estão presentes na futura separação entre trabalho e lazer, pois é a mercadoria que alimenta e aprofunda a desigualdade.&lt;br /&gt;O terceiro "Modo de Produção" o Feudal de base européia em que os servos da gleba se constituem na classe verdadeiramente produtora e que alimentam por séculos essa organização social, em que o pequeno capital acelera a industria artesanal e aprofunda a oposição entre cidade - campo.&lt;br /&gt;A figura do monarca atende a uma classe dominante inconclusa e aristocrata que aprofunda sua visão de mundo religiosa e a utiliza para impor seu estilo de vida, onde a extensão territorial é necessária para manter a estrutura política e social, que apesar de parte da historiografia mundial afirmar que esse largo período histórico foi nefasto e retardatário o historiador e economista Jurgen Kuczinski afirma que:&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;"... sería inconcebible que un sistema económico como el feudal, que durante un largo período no señaló ningún gran progreso técnico com respecto al mundo antiguo, haya podido conservarse, si no hubiera aportado inmediatamente un progreso muy grande a la liberdad del hombre y por ende al desarrollo de la liberdad del hombre y por ende al desarrollo de la iniciativa tendiente al crecimiento de la producción".  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma produção cinematográfica que reproduz de forma magistral a contradição do "Modo de Produção" Feudal e o filme “ O nome da rosa” em que a miséria intelectual e material processa um movimento histórico extremamente difícil para entender aquele momento de séculos em que a entidade religiosa e a representação Papal mantêm o comando político, econômico e social da sociedade medieval. Esse período é retratado de forma fiel nesse filme que mostra a necessidade da humanidade em manter as descobertas científicas, bem como, a necessidade de escondê-las para proteger os verdadeiros interesses do mundo religioso.&lt;br /&gt;Esse é um período em que o misticismo e a razão científica conduzem a sociedade medieval, que quando ameaçada em sua orientação espiritual, desenvolve os famosos padrões inquisicionais, o sofrimento deve guiar a sociedade e servir de salvação para o espirito crítico que questiona as explicações religiosas do mundo. Esse processo vai se estender às colônias e chega ao Brasil para punir aqueles que se enriqueceram.&lt;br /&gt;Essa sociedade é extremamente desigual e a expressão do trabalho e não trabalho está nitidamente separado em pólos diferentes. A aristocracia em sua vida de gastos imensos graças à exploração dos servos. É nesse momento que a sociedade revela as contradições profundas entre a riqueza e a pobreza e que o trabalho e lazer é resultado da sociedade de classes.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TRABALHO COMO DETERMINAÇÃO ONTOLÓGICA E O FENÔMENO DO LAZER E DO TURISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La naturaleza no construye máquinas, ni locomotoras, ferrocarriles, electric telegraphs, selfacting mules, etc. éstos son productos de la industria humana, materiales naturales transformados en órganos de la voluntad humana sobre la naturaleza o para realizarse en ella. Son órganos del cerebro humano creados por la mano del hombre, la potencia objetivada del saber.          (Marx. Grundrisse 1857 - 1858. P.115)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar não podemos entender o fenômeno do turismo e do lazer se não compreendermos o desenvolvimento do trabalho humano, esse foi o motivo que nos levou a fazer toda uma preliminar tentando caracterizar a importância da categoria trabalho, que para Geoge Lukács;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em primeiro lugar, há uma tendência constante no sentido de diminuir o tempo de trabalho socialmente necessário à reprodução dos homens. Trata-se de uma tendência geral, que hoje já ninguém contesta. Em segundo lugar, esse processo de reprodução tornou-se cada vez mais nitidamente social. ... Em terceiro lugar, o desenvolvimento econômico cria ligações quantitativas e qualitativas cada vez mais intensas entre as sociedades singulares originariamente pequenas e autônomas, as quais no início - de modo objetivo e real - compunham o gênero humano.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O trabalho vai determinar a necessidade do não trabalho e consequentemente será tipificado em diferentes atividades de lazer e turismo segundo o desenvolvimento das relações de produção. O mundo do trabalho acelera o processo de sua própria negação, onde seu tempo começa a sofrer pressão para que as horas destinadas a ele comecem a ser diminuída.    O trabalho deixa de ser visto como castigo e passa a ser cultuado como virtude e necessidade oriunda do mundo moderno, suas raízes originais voltadas para a criação espetacular de riqueza, permite pressionar que a mesma tanto no sistema capitalista como o chamado socialismo, busquem a diminuição das horas de trabalho. Essa reivindicação autoriza que a classe trabalhadora seja distribuída em diferentes extratos dentro da hierarquia, organizando e lutando pelo direito ao lazer via o turismo.        Essa dialética para entender o lazer e o turismo, como elemento interligado da atividade de trabalho, traz a tona uma dinâmica histórica única capaz de entender o objeto em sua forma ontológica. Nesse sentido;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A consciência reflete a realidade e, sobre essa base, torna possível intervir nessa realidade para modificá-la, quer-se dizer que a consciência tem um real poder no plano do ser e não - como se supõe a partir das supracitadas visões irrealistas - que ela é carente de força.     &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Todas as bases da consciência existentes se constituem em produto da materialidade, portanto, resultado do pensamento e das atividades dos homens, que buscam dar respostas para satisfazer suas necessidade, sejam estas básicas ou secundárias ajuntam- se na sinalização para o "reino da liberdade", iniciando os homens a adquirirem condições históricas para poder lutar contra a exploração e afastá-los da falsa consciência.&lt;br /&gt;Lutar para que ócio fosse um direito de todos e não um privilégio de alguns, foi à primeira afronta direta contra a apologia do trabalho dada à sociedade burguesa. Questionar a salvação pelo trabalho, como moral burguesa, foi uma provocação à religião do trabalho, feita diretamente e de forma profunda por Paul Lafargue, que como genro de karl Marx compartilhava das idéias do pai de sua mulher.            Quanto ao pensador Karl Marx a humanidade deve favores, pois foi ele que avançou a leitura do capitalismo, apontando as bases de sua superação, discutindo a noção do não trabalho.            Na verdade foram esses autores que pensaram o direito do não trabalho e que nos permitiu discutir e aprofundar a necessidade de entender o lazer e turismo na sociedade contemporânea. Apesar do preconceito que ainda existe no interior dos centros de estudo sobre o trabalho, nada se torna tão desagradável do que constatar que certos setores da academia ainda possuem profundas divergências para assimilar a "economia do tempo" produzido no interior da economia.             Considerando que a idéia de trabalho e lazer surgem historicamente unidas, pois o ato de sobrevivência aparece acoplado pelo lúdico, e que as manifestações pela sobrevivência vão se fixar inicialmente nos interesses meramente familiares de subsistência. O trabalho e lazer se fundem nas atividades culturais e ocultam as possíveis diferenças sociais que podem existir de forma latente naquele grupo social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                            ÓCIO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A palavra ócio tem um significado de oposição à vida de ação, pois deve estar livre da necessidade de estar ocupado. " El ocio no puede estar relacionado com ninguna ocupación", (De Grazia, p.40). Para Aristóteles a capacidade e o uso do ócio é à base de toda a vida do homem libre. Neste homem, localiza-se toda a potencialidade de uma vida capaz de estar liberta de toda a ingerência de qualquer grupo social e ser prazeirosa pela liberdade e igualdade que a mesma navega diante do outro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SAGRADA FAMÍLIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira obra elaborada em comum entre Marx e Engels para os jovens Hegelianos de Berlim, como base para criticar a filosofia especulativa. Esse escrito tem imenso valor para o materialismo histórico e dialético, pois permite marcar as bases ontológicas que delimitam o pensamento materialista. E para nós turismólogos é de fundamental relevância, pois é daí que os autores oferecem ao mundo científico os axiomas do materialismo, possíveis de permitir uma análise oposta à historiografia oficial.&lt;br /&gt;Entendendo que a lógica do pensamento histórico materialista tem como categoria explicativa da existência o ser humano como elemento que atua, modifica, retifica, distrõe e constrõe a realidade e a si mesmo. Por meio da categoria trabalho, entendemos que a noção de não trabalho (tempo livre) surja de forma concomitante, portanto, a leitura do ócio, lazer e turismo adquirem uma dimensão impar dentro da visão materialista, pois contrapõe integralmente os agora velhos e limitados paradigmas que explicam o surgimento do turismo.&lt;br /&gt;A luta é contra o idealismo metafísico que construiu um mundo em que a realidade é puro fetiche e somente a abstração fundada na materialidade é capaz de ter na razão o elemento intermediário para se chegar ao concreto, que permitiria entender o fenômeno do lazer e turismo em outra base epistemológica. &lt;br /&gt;Como sabiamente coloca Marx e Engels no prefácio do livro em questão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Alemanha, o humanismo real tem como seu inimigo o espiritualismo ou o idealismo especulativo que substitui o homem individual real pela &lt;&lt; Consciência em si &gt;&gt; ou pelo &lt;&lt;Espírito&gt;&gt; e que afirma, à semelhança do Evangelista: &lt;&lt; É o espirito que vivifica, a carne a nada monta.&gt;&gt; Escusado será dizer que este Espírito desencarnado apenas é espírito imaginário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Marx esta pontuando sua crítica a Hegel, principalmente na concepção de história que o mesmo desenvolve, em que a materialidade inexiste como base concreta, pois o que prevalece é a noção de espirito absoluto, onde se nega toda a substância e abolição da natureza.&lt;br /&gt;Essa concepção de mundo sustenta a maioria dos estudos sobre o fenômeno do turismo, em que prevalece a análise reducionista do fenômeno, quando fazemos uma leitura, por exemplo, econômica do turismo, como explicitado de forma brilhante no texto de Karl Marx; "O método da economia política" e trabalhado de forma avançada pela pesquisadora Marutschka Martini Moesch em sua obra "A produção do saber turístico", quando comenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O turismo passa a ser um valor de troca. &lt;br /&gt; Se as informações estatísticas e os estudos de tendências realizados pela Organização Mundial do turismo e demais agências continuam a mostrar a aparência do turismo, corroborando a vertente pragmática, que o apresenta como uma atividade de forte apelo econômico, reduzir sua compreensão a ela é desconhecer a essência de um fenômeno que exerce uma pressão crescente sobre a produção da subjetividade social, o ecossistema, o modo estético e a herança cultural das localidades visitadas. Superar tal compreensão reducionista só será possível por meio de uma teorização mais complexa, em que a categoria econômica seja articulada às demais categorias... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os destaques que podemos apontar como relevantes na relevância total desta obra no campo do fenômeno do turismo estão explicitas na descrição que os autores fazem da situação concreta dos trabalhadores nas fabricas inglesas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica decreta que, nas fábricas inglesas, se trabalha dezasseis horas, se bem que as legislações inglesas, ingênuas e sem espírito crítico, tenha disposto que não se trabalhe mais do que doze horas diárias. Decreta que a Inglaterra deverá tornar-se numa imensa oficina mundial, se bem que, massivos e sem qualquer espírito crítico, os americanos, os alemães e os belgas estejam a arruinar, pouco a pouco, pela concorrência, todos os mercados ingleses  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O importante dessa obra é que seus autores fazem no plano empírico uma descrição detalhada das condições de vida dos trabalhadores, junto a uma reflexão epistemológica em que as bases são o combate persistente ao idealismo. Isso fortalece as visões materialistas, históricas e dialéticas, desmistificado o real e aprimorando a visão de totalidade, capaz de entender o objeto em sua dimensão histórica de verdade científica.&lt;br /&gt;Ao descrever as condições de trabalho Marx e Engels estão na verdade sinalizando que as condições para o não trabalho e tempo livre vão se tornando objeto de luta dos movimentos sindicais e socialistas que movimentaram o mundo do trabalho. Nesse processo, o ócio, lazer e o turismo aparecem concomitante com a categoria trabalho, na luta contra a opressão e o tipo de trabalho escravo que a população no século XVIII e XIX estão submetidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IDEOLOGIA ALEMÃ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obra de Marx e Engels; ''A Ideologia Alemã “redigida em 1847, expõe de forma sistemática os princípios do materialismo histórico e do socialismo científico, faz uma crítica geral à filosofia especulativa, porém, só foi publicada em 1932 na União Soviética”.&lt;br /&gt;Alguns fragmentos importantes existentes na obra poderão sinalizar novos campos de pesquisa, para o turismo e o lazer, pois o importante é aprofundar estudos dentro de outros patamares teóricos, que tragam para o interior da academia a discussão e o debate sobre o fenômeno turístico.&lt;br /&gt;A obra "A Ideologia Alemã”, por ela expressar como os homens criam os meios necessários para a criação de novos instrumentos de produção e como conseqüência buscam diminuir a jornada de trabalho na busca do descanso, via o ócio, lazer ou turismo.&lt;br /&gt;...A existência de um primeiro pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a história, a saber, que os homens devem estar em condições de poder viver a fim de &lt;&lt;fazer história&gt;&gt;. Mas, para viver, é necessário antes de mais beber, comer, ter um tecto onde se abrigar, vestir-se, etc. O primeiro facto histórico é, pois a produção dos meios que permitem satisfazer essas necessidades, a produção da própria vida material; trata-se de um facto histórico, de umas condições fundamentais de toda história, que é necessário, tanto hoje como há milhares de anos, executar dia a dia, hora a hora, a fim de manter os homens vivos  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os homens se manterem vivos, necessitam satisfazer as necessidades primárias e secundárias e dentre elas necessariamente estará o lazer e como forma contemporânea o turismo. Esses são pontos que apesar de não constar na literatura de Marx, foram de uma forma ou outra por ele sinalizado.&lt;br /&gt; Uma das passagens mais brilhantes desse livro se localiza no momento quando ao abordar a sociedade comunista, comenta da necessária liberdade de escolha pelas atividades de trabalho e atividades de lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociedade comunista, porém, onde cada indivíduo pode aperfeiçoar-se no campo que lhe aprouver, não tendo por isso uma esfera de actividade exclusiva é a sociedade que regula a produção geral e me possibilita fazer hoje uma coisa, amanhã outra, caçar de manhã, pescar à tarde, pastorear a noite, fazer crítica depois da refeição, e tudo isto a meu bel-prazer, sem por isso me tornar exclusivamente caçador, pescador ou crítico.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A sociedade capitalista possui uma tendência em universalizar seus pensamentos segundo o interesse da classe dominante, nesse sentido, Marx delimita de formar concreta o seguinte pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa sociedade é também a potência dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos meios de produção intelectual; de tal modo que o pensamento daqueles a quem é recusado os meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos dominantes são apenas a expressão ideal das relações materiais dominantes concebidas sob a forma de idéias e, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; dizendo de outro modo, são as idéias e, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; dizendo de outro modo, são as idéias do seu domínio.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Esses argumentos auxiliam no estudo dos parques temáticos e sua ideologia, que de infantil não tem nada, mas sim, demonstra uma estrutura composta de suaves elementos doutrinadores que são expressos por meio do lúdico, o fantástico, o irreal, o ilusório e o pior de todos o idiotizante. A realidade é a marcada pela falsidade e trabalha no campo do fetiche.&lt;br /&gt; Outro ponto deverá interessante é a noção de padronização, um desrespeito total às particularidades em que uma imensa força centrifuga nos coloca diante da globalização que o Lênin chamou de imperialismo. E Marx assim se refere;&lt;br /&gt;Criou por todo lado as mesmas relações entre as classes da sociedade, destruindo por isso o caráter particular das diferentes nacionalidades. E finalmente, enquanto a burguesia de cada nação conserva ainda interesses nacionais particulares, a grande burguesia surge com uma classe cujos interesses são os mesmos em todas as nações e para qual a nacionalidade deixa de existir; esta classe desembaraça-se verdadeiramente do mundo antigo e entra simultaneamente em oposição com ele.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo de homogeneização da cultura, em que o regional, local e o Folk sofrem uma pasteurização das relações sociais e dos costumes, afeta exclusivamente o turismo, pois a pressão que o estilo Fast-Food de viver faz surgir à idéia de aldeia global, onde o padrão de vida é ditado segundo os interesses da classe dominante e dos dirigentes que detêm o monopólio do "bem servir". Esse processo funciona dentro dos padrões de qualidade segundo os interesses do turista estrangeiro que busca satisfazer sua necessidade sexual, pois segundo agentes constróem a imagem de um país exótico e de mulher fácil. &lt;br /&gt;  O Brasil deve lutar por manter suas peculiaridades em todos os campos; na culinária, na hospitalidade, no padrão de atendimento e no respeito as suas crianças e adultos no que se refere aos direitos humanos. Nada deve, tirar do brasileiro sua brasilidade, mas sim, coloca-la a mostra, demonstrando orgulho pela população africana, europea e o nativo da terra. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente texto se constitui em um dos poucos escritos existentes, sobre as questões relativas ao estudo epistemológico do fenômeno turístico dentro do materialismo histórico dialético, buscando resgatar nas obras de Karl Marx e Paul Lafargue as sinalizações sobre o turismo e lazer. E de forma contemporânea nos escritos dos filósofos marxianos George Lukács e István Mészáros, com isso, ousamos contribuir para enriquecer o arcabouço teórico-filosófico de uma epistemologia do turismo.&lt;br /&gt; Por sua exclusividade de investigação e pelo compromisso que nós intelectuais devemos ter com a produção científica que deve ser de acesso irrestrito a todos que dela necessitem, colocamos a disposição da academia este trabalho que não está concluído, mas sem dúvida será polemico e contribuirá para a reflexão do turismo no Brasil.&lt;br /&gt;           Cabe ressaltar que em ciência não há posições “erradas”, mas sim, outras interpretações que enriquecem o conhecimento já adquirido e avançam a racionalidade humana. &lt;br /&gt;Nosso esforço foi demonstrar que o materialismo histórico e dialético é dotado de um instrumental de leitura do concreto, extremamente revelador das causas que compõem o fenômeno turístico abrindo a possibilidade para outros entendimentos. Essa qualidade torna-o importante no mundo acadêmico e cientifico qualificando-o como capaz de fazer uma leitura ontológica do fenômeno turístico.&lt;br /&gt;  O pressuposto que sustenta nossa leitura entende que não existe uma interpretação ideológica do fenômeno, mas sim, todo e qualquer discurso é ideológico, com isso, queremos dizer que não há ideologia inocente. Não adianta contrapor o nosso discurso como ideológico, pois aquele que assim nós qualifica também o é.&lt;br /&gt; Com esse entendimento, nossa contribuição para o estudo do turismo, exige um repensar de conceitos e categorias tidas como consagradas no campo da ciência do turismo, incorporando novos elementos teóricos e empíricos que exigem uma releitura para uma nova acomodação episteme.&lt;br /&gt; Nossa intenção foi agrupar uma serie de conteúdos, buscando dar uma lógica histórica e permitir que novos pesquisadores avancem no estudo cientifico do turismo, contribuindo assim para que o mesmo incorpore de vez a qualidade de ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MORAES, João Quartim de. Epicuro: as luzes da ética. São Paulo: Moderna, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERNANDES, Florestan. Nós e o marxismo. In Cadernos Ensaio: Série Grande Formato. Marx Hoje. São Paulo: Editor Ensaio, 1987.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRAZIA, Sebastián de. Tiempo, trabajo y ócio. Madrid: editorial Tecnos, 1966.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEFEBVRE,  Henri. Para compreender o pensamento de Karl Marx. Lisboa: edições setenta. 1966. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUKÁCS, Georg. As bases ontológicas da atividade humana. In Revista Temas de Ciências Sociais. N.4. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas, 1978&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alemã I: Crítica da filosofia Alemã mais recente na pessoa. Dos seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alemão na dos seus. Diferentes profetas. Portugal: Editoral Presença, 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. Sobre a religião. Lisboa: edições setenta, 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. A Sagrada Família. Portugal: Presença e Martins Fontes, s/d.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARX, Karl. Grundrisse: Lineamentos Fundamentales para la crítica de la economia política 1857 – 1858. México: Fondo de cultura econômica, 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOESCH, Marutschka Martini. A produção do saber turístico. São Paulo: Contexto, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NADER, Gizlene. Marx e a História. In Por que Marx? Leandro Konder e outros. Rio de Janeiro: Graal, 1983.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KUCZINSKI, Jurgen. Breve Historia de la Economia. In Historia de las Formaciones Precapitalistas II - Selección de lecturas. TomoI. Havana: editorial Pueblo y Educación. 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LAFARGUE, Paul. O direito à preguiça. São Paulo: Hucitec; Unesp, 1999.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-3958682713016544472?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/3958682713016544472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=3958682713016544472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/3958682713016544472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/3958682713016544472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/06/negacao-do-paraiso-celestial-e-luta.html' title='NEGAÇÃO DO PARAÍSO CELESTIAL E A LUTA PELA EMANCIPAÇÃO DO TRABALHO: A BUSCA DO REINO DA LIBERDADE'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-6983374464249270790</id><published>2009-06-22T13:38:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T13:39:43.585-07:00</updated><title type='text'>EMBRATUR, DA EUFORIA AO ESQUECIMENTO: O RETORNO ÀS SUAS RAÌZES QUANDO SERVIU À DITADURA MILITAR</title><content type='html'>EMBRATUR, DA EUFORIA AO ESQUECIMENTO: O RETORNO ÀS SUAS RAÌZES QUANDO SERVIU À DITADURA MILITAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos em uma ditadura militar, mas servimos a quem?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Embratur foi criada pelo decreto-lei nº 55, de 18 de novembro de 1966, dois anos após o golpe militar de 1964, que destruiu as liberdades democráticas do povo brasileiro, impondo um modo de ser militarizado, descartando qualquer possibilidade de ultrapassar a visão centrada no senso-comum. A anormalidade institucional e política, imposta pelo capital, tinha por objetivo estancar a participação popular e impor as rédeas de controle dos gendarmes norte-americanos no seio da sociedade brasileira.&lt;br /&gt;Foi no interior dessa conjuntura que surgiu a Embratur, portanto, sua função estava além da busca de um ordenamento legal para a formulação de uma política nacional para o turismo. Na verdade, os militares, nesse momento, entendiam ser a Embratur o instrumento ideal para combater a idéia de ditadura assassina que os setores da sociedade nacional e internacional denunciavam.&lt;br /&gt;Isso fica evidente na história nacional, quando, segundo documentos oficiais, o governo de Castelo Branco, que acabara de assumir o comando da ditadura militar, prende mais de cinco mil pessoas, além da fuga de brasileiros para o exterior ser uma realidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1964 e 1966 passaram pelas embaixadas latino-americanas do Rio de Janeiro e pela embaixada da Iugoslávia, a única que funcionava em Brasília, cerca de quinhentos asilados políticos. Montevidéu e Buenos Aires receberam alguns milhares de brasileiros fugidos pela fronteira, entre os quais o presidente João Goulart e Leonel Brizola .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A tortura e o medo fazem do Brasil uma nação de fugas espetaculares por meio das embaixadas estrangeiras. Cerca de 2.000 mil funcionários públicos são demitidos ou aposentados compulsoriamente, políticos são afastados e impedidos de exercer suas atividades públicas.&lt;br /&gt; Oficiais das forças armadas nacionalistas são punidos e colocados na reserva, todas as garantias constitucionais são suspensas e os inquéritos policial-militares (IPMS) devoravam as esperanças da volta do estado de direito de mais de 2.000 pessoas.&lt;br /&gt;  Os expurgos ocorreram em todas as áreas da sociedade, na educação, na saúde, na economia, na cultura, na política e principalmente no interior do movimento estudantil, segundo a ditadura há a presença de subversivos, que são objetos de perseguição e a caça pelo comando militar.&lt;br /&gt;   A pressão da sociedade civil contra o golpe militar era constante e tenaz, casos como Zuzu Angel e seu filho trouxeram fissuras aos donos do poder. Apesar da existência dos atos institucionais e do aparato de apoio logístico dos órgãos de repressão, corações e mentes levantaram-se pela luta entorno da  democracia.&lt;br /&gt; No exílio, os brasileiros atuaram junto aos movimentos ligados aos direitos humanos. Com a colaboração dos partidos de esquerda, armam varias centrais de comunicação e difusão, com o objetivo de veicular os horrores da ditadura por meio de notícias do Brasil, referentes a fontes oficiais e até clandestinas. A abrangência e o impacto dessa difusão em larga escala provocaram no interior do aparelho de Estado, grandes ondas de repressão junto aos estudantes, intelectuais, políticos de esquerda e da população em geral.&lt;br /&gt;  Como um trabalho de denúncia, os exilados brasileiros conseguiram movimentar uma parte significativa da opinião pública mundial contra as atrocidades provocadas pelo governo militar, criando, em diversos países, tablóides, revistas e jornais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa no exílio foi editada em diferentes países: Argélia, Chile, França, Suécia, Itália, Suíça, Dinamarca, Noruega, Alemanha ocidental, Alemanha oriental, Portugal, Inglaterra, México, Costa Rica, Argentina. Mas foi, sem dúvida, em Santiago e Paris que a imprensa concentrou-se. Nas duas capitais do exílio brasileiro, apareceram não só o maior número de periódicos, mas também os mais expressivos e os de maior duração .&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; É nesse momento que os militares, junto a homens de confiança, tabulam a necessidade de criar um órgão nacional que seja responsável por fazer a contra -propaganda no exterior sobre as maravilhas do Brasil. O instrumento capaz de passar a idéia de país dos trópicos e núcleo mundial do pecado capital será a Empresa brasileira de turismo.&lt;br /&gt; Surge a Embratur cuja função era ordenar uma política nacional de turismo, conforme relato do seu primeiro presidente, Joaquim Xavier da Silveira, um dos diretores da Associação Comercial do Rio de Janeiro, demonstração o poder do Rio como força do turismo nacional e  da tônica do padrão dado à divulgação do Brasil: mar, sol, mulheres douradas da praia de Ipanema, com seu biquíni padrão de exportação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;f) finalmente, hipótese indispensável a ser fixada, a divulgação e promoção do Brasil no exterior. A tarefa é de toda a máquina governamental tantos nas áreas estaduais como na federal. Cumpre ser organizado um verdadeiro pool, capaz de lançar a imagem do Brasil como país a ser visitado e conhecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Embratur, buscando sua função inicial de porta voz do governo brasileiro, elabora e divulga um marketing oficialista, mostrando a idéia de um Brasil multirracial de tonalidade pacífica, democrático e ordeiro para o mundo. Apela para uma propaganda de exploração do erotismo e da beleza da mulher brasileira, bem como trabalha o lado do exótico e da diversidade cultural, demonstrando uma convivência social cuja existência é mais produto de romances e novelas que da realidade histórica do país.&lt;br /&gt; O objetivo era tornar a Embratur instrumento capaz de veicular para o mundo a propaganda política oficial de apoio à ditadura militar, divulgando a imagem da nova democracia brasileira em oposição a denúncias contra as ações do governo militar. Entretanto, quando lemos e refletimos sobre a história nacional, percebemos que esta razão principal e verdadeira se transforma em um dos motivos que levaram o governo a criar a Embratur como órgão de primeiro escalão.&lt;br /&gt; A estratégica consistiu em montar uma propaganda política oficial que seria veiculada por meio de um órgão de turismo, em que as belezas do Brasil serviriam para ocultar o que de fato estava ocorrendo no país. Com um apelo voltado à plástica da mulher brasileira, ao carnaval e à hospitalidade do povo em bem receber o turista estrangeiro, criaram-se instrumentos que exploravam o lúdico das pessoas, transmitindo uma mensagem de otimismo e ufanismo nacionalistas.&lt;br /&gt; Segundo os militares eram comuns e extremamente maléficas as propagandas e a campanha antipatriótica que se alastravam dentro e fora do território brasileiro. A fala dos generais, em vários de seus discursos, expressa de forma virulenta o combate contra os denominados “maus brasileiros”, com os seguintes comentários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há uma frente de informação que difama nosso país e mantém em nossa terra repórteres que mentem lá fora, apresentando um quadro brasileiro inteiramente falsificado, inteiramente pejorativo. Nada de importante acontece no país sem a ação dos comunistas. Há uma poeira vermelha nos olhos do povo e de grande parte das autoridades brasileiras”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      A idéia de que havia uma orquestração contra o governo militar dentro e fora do país, reforçou a intenção de criar um órgão que veiculasse os princípios do nacionalismo verde-amarelo, em contraponto ao perigo vermelho. Estes foram transmitidos via futebol, carnaval, sol, praia e mulheres, por isso, as propagandas elaboradas pela Embratur, desde sua fundação, primam pela despolitização, destacando o erotismo da mulher brasileira, e a alegria maquiada &lt;br /&gt; Como órgão possuidor de um glamour próprio criado e cultivado pelos políticos que ocuparam sua presidência, a Embratur funcionou como canal atuando e induzindo a mídia nacional e internacional sobre como enxergar o Brasil. Tudo isto tornou-a uma das entidades públicas mais disputadas no interior do cenário nacional. Políticos e partidos receberam o setor de turismo como resultado de barganha política e não com a proposta de desenvolver uma política nacional para de turismo.&lt;br /&gt; A Embratur sempre foi objeto de partilha política pelo Estado, no qual foram triturados vários nomes, uns optaram por viajar ao bel prazer ou utilizaram esse cargo público como ponte para alçar vôos maiores, outros para badalar a vida na coluna social ou ainda editando erros grosseiros na política nacional de turismo, como exemplo cita-se o Plano Nacional de Municipalização - PNMT.&lt;br /&gt; Hoje, infelizmente, o turismo serve para acomodar o apoio político ao governo Lula, excelente para nós petistas, mas um desastre para o turismo brasileiro. Senhor Presidente, como sempre, dirijo-me a Vossa Excelência, apesar de nunca ter recebido uma resposta às minhas indagações, mas continuo persistente, pois entendemos que este governo é do povo, estas são as raízes deste partido e de Vossa  excelência.&lt;br /&gt; O desastre foi transformar a Embratur em um gigantesco Convention Bureau e estimular de forma irresponsável, todo o território nacional na lógica de que o turismo prioritário é o receptivo. Esta irresponsabilidade faz com que comunidades de expressão turística, mas com uma tímida infra-estrutura para o turismo receptivo, desenvolvam imensas bravatas em torno da luta para a criação dos Convention.&lt;br /&gt;Divulgar o Brasil no exterior é ótimo, mas não apenas querendo transformar “a mercadoria Brasil” em algo que se pechincha, em que a marca ainda é a sedução de nossas mulheres, o sol de nossas praias, o carnaval de nossa plástica. Somos tão inconseqüentes que não nos envergonhamos de ser vistos como rota do turismo sexual. Será que um dia teremos uma verdadeira política nacional de turismo? Será que a Embratur continuará a ser usada pela ditadura e pela democracia para interesses próprios?&lt;br /&gt;Basta de pessoas erradas em lugares certos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-6983374464249270790?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/6983374464249270790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=6983374464249270790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/6983374464249270790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/6983374464249270790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/06/embratur-da-euforia-ao-esquecimento-o.html' title='EMBRATUR, DA EUFORIA AO ESQUECIMENTO: O RETORNO ÀS SUAS RAÌZES QUANDO SERVIU À DITADURA MILITAR'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-6016183439667957735</id><published>2009-06-22T13:32:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T13:34:45.870-07:00</updated><title type='text'>27 DE SETEMBRO DIA DO TURISMÓLOGO: FESTEJAR OU ORGANIZAR?</title><content type='html'>27 DE SETEMBRO DIA DO TURISMÓLOGO: FESTEJAR OU ORGANIZAR?&lt;br /&gt;"A LÓGICA DA CONSCIÊNCIA DE CLASSE"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... A perspectiva do Manifesto do Partido Comunista. Ainda hoje, ela é a que melhor permite explicar sociologicamente a formação e o desenvolvimento dos proletários como classe em si e a que melhor coloca objetivamente as tarefas políticas das classes trabalhadoras na luta de classe. Não é nem uma perspectiva "envelhecida" ou "superada", historicamente, pois as classes não desapareceram e tampouco, a luta de classes deixou de existir. (Florestan Fernandes, 1987, p.137 e 138).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo turismólogo surge em meados da década de 1970, com o objetivo de categorizar uma formação acadêmica específica que começava a ser gestada cientificamente no interior das faculdades de turismo existentes em São Paulo. &lt;br /&gt;O primeiro curso, foi decorrente do pioneirismo da Faculdade Morumbi, atual Universidade Anhembi-Morumbi, no ano de 1971. E em 1972, surge também, o segundo curso de turismo no Brasil na Faculdade Ibero-Americana de Letras e Ciências Humanas, atual Centro Universitário Ibero-Americano/UNICENTRO. Essas duas entidades educacionais situam-se na vanguarda do ensino, pesquisa e extensão do turismo, apesar de terem começado tímidas, em virtude dos recursos humanos, metodologia e conteúdos pedagógicos pouco claros e em sua maioria importados da Espanha, desenvolveram dentro do possível um trabalho extremamente pioneiro no campo do estudo do fenômeno turístico.&lt;br /&gt;Cabe ressaltar que o fenômeno do turismo só vai ser visto epistemologicamente como mais próximo de nossa realidade e cercado como objeto de estudo acadêmico e científico com a criação em 1973 do curso de turismo na Universidade de São Paulo  Escola de Comunicações e Artes  USP/ECA. &lt;br /&gt;Nesse caso, não poderíamos deixar de citar alguns professores e funcionários que foram visionários, pois estavam preocupados em estudar a atividade turística nacional como uma atividade que fosse além do tecnicismo instrumental no campo educacional. Aos funcionários que comandaram e ainda comandam o indispensável apoio administrativo sem o qual não poderíamos avançar no estudo do fenômeno estão: Izete Aparecida Martins, Célia Portugal Matta, ambas fundamentais nesse processo histórico.&lt;br /&gt;Dos professores podemos pontuar com muito orgulho: Mário Carlos Beni, o pioneiro de todos e que se aventurou a aprofundar o estudo do turismo nacional e a questionar a inexistência de uma "política nacional de turismo”. Sarah S. Bacal, Walter Rodrigues da Silva, Waldir Ferreira, Maria Fernanda F. Luis, Victor Ruiti Kiyohara, Olga Tulik, Sarah C. Da Via. Todos com contribuições em seus campos e preocupados com o ensino e o estudo científico do turismo.   &lt;br /&gt;Destacamos aqueles que são resultados do esforço dos primeiros mestres: Mirian Rejowski que desenvolveu um trabalho ímpar e extremamente importante para o avanço da ciência do turismo caracterizando a produção científica no Brasil nesse campo. A Paulo Salles de Oliveira, brilhante intérprete das obras de Joffre Dumazedier e o melhor estudioso do lazer no Brasil.&lt;br /&gt; Entretanto, a década de 1970 ficou marcada como um dos momentos mais sangrentos da política brasileira, período extremamente conturbado no jogo das liberdades democráticas e da expressão. A imposição de uma universalidade plasmada pela ideologia da Escola Superior de Guerra (ESQ) possibilitou à ditadura militar desmontar e massacrar parte do movimento estudantil e sindical. Mascarando uma realidade cruel em que o seqüestro, prisão, tortura e a eliminação física eram práticas de uma política de apoio aos "democráticos" norte-americanos e uma repulsa aos comunistas chamados de inimigos da democracia. &lt;br /&gt; Banalizou-se o congresso nacional instrumentalizando-o para atender aos interesses de políticos ligados aos coronéis da terra e testas de ferro a serviço das multinacionais. Segundo o antropólogo e escritor Darcy Ribeiro sobre esse período, afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a industrialização substitutiva, através da implantação de grandes fábricas das multinacionais, muda de imagem. Começa a ser vista pelo país como a grande bomba de sucção que nos sangra, para carrear lucros para o estrangeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio surge o turismo como um curso novo para os empresários da educação que o enxergaram como exótico e bom de mercado, capaz de arrebanhar um contingente constituído de profissionais de várias áreas que atuavam no amplo campo do turismo; jovens ligados a aventuras, induzidos e dispostos depois de formados a viver em outro país em virtude das condições de vida e da repressão dos militares; pessoas com idade acima de 30 anos que pretendiam atuar em outro campo e senhoras que desejavam pôr um fim em sua ociosidade de damas do lar e que já eram objeto dos movimentos feministas que começavam a se manifestar. Esses fatores vieram a contribuir para que o curso de turismo fosse uma das graduações mais procuradas e disputadas até hoje. &lt;br /&gt;Porém, outros motivos que nunca foram verdadeiramente explicitados nos escritos da época, mas sentidos por um grupo de professores e alunos mais críticos necessitam ser avaliado. Quais as verdadeiras razões políticas e ideológicas que levaram o governo Federal a criar a Empresa Brasileira de Turismo  EMBRATUR, por meio do decreto  lei n.55 de 18 de novembro de 1966 ainda não foram totalmente estudados e documentos oficiais não foram liberados.&lt;br /&gt;Quando fazemos a afirmação, que há outros motivos que levaram a criação da Embratur, podemos estendê-la aos cursos de turismo no Brasil, por uma questão de honestidade científica e acadêmica, vamos arrolar e refletir primeiramente os motivos já conhecidos:&lt;br /&gt;• A existência do antigo e arcaico Conselho Federal de Educação que em "... resolução s/n de 28/01/71... fixou o conteúdo mínimo e a duração do curso superior de turismo”.( Matias, 2002, p.4).Tornou o curso objeto de disputa de representantes de dois campos do saber, pois conselheiros e políticos usaram de várias artimanhas para inserir o curso de turismo junto às faculdades de Administração de Empresas e de Educação Física. Segundo a turismóloga, professora e escritora Marlene Matias essa idéia foi abandonada, mas sou obrigado a discordar, pois essas intenções ainda aparecem com modulações variadas dentro e fora da categoria.&lt;br /&gt;Os professores de Educação Física derivam para si com todo direito às atividades de ensino do lazer tanto no campo da teoria como na prática, porém, muitos advogam a propriedade exclusiva dos conteúdos do lazer principalmente no que se refere ao estudo ontológico e histórico. O que me parece extremamente questionável, pois para estudarmos o tempo livre, ócio, lazer e turismo, começamos como Karl Marx que por meio de duas de suas obras Dos Grundrisse e O Capital discutem o tempo de trabalho. Paul Lafargue em seu livro de 1880 O direito à preguiça que traça um panorama universal da exploração do sistema capitalista sobre a humanidade, destacando o direito ao ócio dessas classes. Joffre Dumazedier com seus estudos pioneiros de tonalidade marxista, discutindo o fenômeno do lazer como atividade extremamente educacional junto à população trabalhadora. Domenico Demasi, sociólogo de formação weberiana, consegue mostrar a necessidade do governo em financiar a empresa privada para que o trabalhador usufrua o lazer. O Estado aparece como mediador e agente financeiro para que o trabalhador usufrua o lazer e turismo. Filósofos, médicos, sociólogos que sinalizaram as raízes históricas do turismo e seus componentes, portanto a contribuição dada aparece no campo da epistemologia da ciência e não no campo exclusivo das ciências da Educação Física ou da ciência da Administração. &lt;br /&gt;• O país estava vivendo o chamado por alguns de milagre brasileiro em que os índices de crescimento da economia batiam recordes mundiais. Porém, o aumento da miséria social e o abandono das riquezas da nação permitiram a rápida desnacionalização da economia e a internacionalização territorial e ideológica da vida Brasilis. A quantidade de miseráveis e o rebaixamento do padrão de vida do povo levaram o Brasil a ser campeão no rancking mundial como uns dos países com pior qualidade de vida. &lt;br /&gt;   Esse fato afeta de forma direta os cursos e as faculdades particulares que viram seus investimentos serem corroídos pela situação de inadimplência dos estudantes e a econômica ser corroída pela inflação. Segundo Marlene Matias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nos primeiros anos de funcionamento do curso superior de turismo, houve uma demanda muito grande pelo mesmo, especialmente em São Paulo, o que desapertou o interesse de empresários da educação a investirem na abertura de outros cursos (...). Mas, a partir de 1976, ocorre uma queda sensível no número de ingressantes devido a uma série de fatores socioeconômicos  .&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Entretanto, não podemos esquecer que foi nesse período que ressurgiu com maior intenção a idéia de passar as vagas dos cursos de turismo para os cursos de administração. Essa lógica permaneceu ameaçadora até 1984, quando os turismólogos conseguiram de fato afastar os interesses escusos de donos de faculdades e do próprio Conselho Federal de Administração, pois essa atendia a dois fatores:&lt;br /&gt;1. Tentativa desesperada para reerguer mercadologicamente os cursos de administração que começavam a apresentar um declínio na demanda, necessitando ampliar o leque das ênfases oferecido pelo mesmo;&lt;br /&gt;2. Incorporar o curso de turismo ao curso de administração, descaraterizando por completo a futura ciência do turismo e capitalizando o fenômeno para dentro do vasto campo da administração. &lt;br /&gt;• Com relação ao corpo docente necessário para manter os primeiros cursos de turismo, houve pela UNIBERO a importação de alguns professores da Espanha que junto com professores da USP, conseguiram conviver e criar uma tipologia própria de conteúdo pedagógico, mesclando o fenômeno do turismo com a realidade brasileira.&lt;br /&gt;Professores estrangeiros foram orientados sobre a realidade brasileira, professores brasileiros da USP com algumas exceções foram extremamente progressistas e mais que possa parecer paradoxal eram de esquerda, trazendo ao curso ares mais abertos e críticos com uma competência que hoje nos cursos aparece cada vez mais escassa.&lt;br /&gt;• A falta de informação do curso para o aluno e a expectativa difusa sobre o que ele iria encontrar e qual a dimensão do mercado de trabalho. Tudo era uma novidade, o mercado turístico seguia as regras dos interesses do Capital, nada se planejava, nada se organizava, pois para tudo e para todos estava o interesse e necessidades do turista e a da acumulação rápida da mais-valia. Turismo era sinônimo de viagem e entendido como uma atividade eminentemente técnica. o interessante é que assim enxergava e enxerga a Embratur quando propõe em 1981, um currículo mínimo exclusivamente técnico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A) Matérias Básicas&lt;br /&gt;• Matemática;&lt;br /&gt;• Estatística;&lt;br /&gt;• Contabilidade;&lt;br /&gt;• Teoria Econômica;&lt;br /&gt;• Metodologia Científica;&lt;br /&gt;• Planejamento e Organização do turismo;&lt;br /&gt;• Legislação Aplicada;&lt;br /&gt;• Mercadologia;&lt;br /&gt;• Psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Habilitações Alternativas&lt;br /&gt;1ª Opção  Hotelaria&lt;br /&gt;• Organização Hoteleira e Técnicas Operacionais;&lt;br /&gt;• Administração Financeira e Orçamento;&lt;br /&gt;• Mercadologia Aplicada;&lt;br /&gt;• Prática  Estágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2ª Opção  Agenciamento e transporte&lt;br /&gt;• Produção e Organização de Serviços Turísticos;&lt;br /&gt;• Administração Aplicada;&lt;br /&gt;• Administração Financeira e Orçamento;&lt;br /&gt;• Mercadologia;&lt;br /&gt;• Prática   Estágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3ª Opção   Planejamento&lt;br /&gt;• Sociologia;&lt;br /&gt;• Organização de turismo Interno e Externo;&lt;br /&gt;• Infra-estrutura Turística;&lt;br /&gt;• Equipamento Turístico;&lt;br /&gt;• Elaboração e Análise de projetos;&lt;br /&gt;• Prática  Estágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se compararmos esse currículo com a proposta da ABBTUR, percebemos o tecnicismo que dominava e continua presente na Embratur, preocupada em atender o mercado, para que as universidades e faculdades formem "a mão-de-obra", montem um aluno dentro dos padrões de qualidade total, no qual o importante é sua funcionalidade, esmero e atendimento segundo os interesses do turista. Esse adestramento dentro dos padrões do tecnólogo, secundariza, oculta, inibe, dessistimula a consciência crítica e empobrece a visão de cidadania permitindo a formação de um turismólogo despolitizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• No início do curso com uma bibliografia nacional inexistente, os livros traduzidos configuravam realidades diferentes e muitos de duvidosa qualidade acadêmica. Hoje com uma publicação editorial nacional significativa que em qualidade ultrapassa a visão tecnicista, mas que insiste em apresentar uma leitura despolitizada da realidade, em que as funções do profissional são de sua inteira responsabilidade. Ocultando-se a situação do mercado de trabalho, colocando-a como se a mesma fosse culpa do profissional. &lt;br /&gt;Diante desses fatos, podemos afirmar que os cursos de turismo implantados desde 1971 até o presente, mostraram avanços significativos, graças às lutas dos estudantes, turismólogos e profissionais de outras áreas que dedicaram suas vidas a pensar e entender o fenômeno turístico. Mesmo sendo objeto de comentários e piadas por parte de alguns de nossos pares, as pessoas que agiram como pioneiros no estudo do turismo foram exemplares, pois enfrentaram preconceitos, ganharam respeitabilidade e ajudaram a criar um arcabouço teórico-metodológico próprio e nacional, comparado aos dos intelectuais do México e da França. &lt;br /&gt;Com uma realidade histórica, exclusiva e ímpar na América Latina, em que etnias  se mesclaram e se modificaram, nossa realidade exige o resgate do sensocrítico e de um estudo voltado à América Latina, pois hoje descobrimos mais do que nunca que somos latino-americanos e não americanos ou europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS DISCURSOS ALHEIOS AOS INTERESSES DA CATEGORIA&lt;br /&gt;             As falas do neoliberalismo diante do turismólogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo no qual o sistema capitalista navega na atualidade configura-se em um movimento anti-dialético, portanto, não histórico, cuja tentativa é minimizar a leitura das contradições existentes na sociedade. Essa intenção só pode ser percebida e pensada quando desvendamos os mecanismos que buscam retardar a organização política sindical da sociedade civil, pois o desprezo pelo político não se limita ao processo partidário, mas sim, a tudo que se refere a atos e intenções relacionadas às formas de como se traduz a organização da categoria trabalho como fato que permite aos homens sinalizar, codificar e regularizar juridicamente seu espaço profissional.&lt;br /&gt;Entendendo a sociedade como palco da luta de classes, nada pode ser mais nefasto do que os discursos e falas despolitizantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... "emburguesamento", trabalha pela despolitização, provocando um descrédito na vida política e nos políticos em geral.&lt;br /&gt; Os sindicatos e as associações perdem sua força de barganha, são hostilizados e ridicularizados pela sociedade e por seus próprios filiados, que acreditam que houve um esgotamento da luta de classes...&lt;br /&gt; A lógica é a negação da política e a adoração dos pensamentos livres, abertos, naturais e descomprometidos de qualquer objetivação teórico-filosófica, portanto, de tonalidade irracionalista. Este é o jogo da despolitização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esse movimento de negação da história aparece em virtude de nossa formação Cartesiana muito presente no pensamento da humanidade que se traduz dentro do seio de setores da academia que trabalham no sentido da volta de um purismo escolástico que acredita na neutralidade, pois parte do pressuposto que o sistema capitalista caminha para um redirecionamento inevitável de rumo no qual nossa atitude seria aderir ao seu modelo sem buscar as determinações, pois não devemos e não podemos pensar em modificá-las. &lt;br /&gt; Esse entendimento, muito próprio dos neoliberais que pensam o fenômeno turístico de forma idealista buscando acreditar no equilíbrio e harmonia que deve ancorar o turismo sustentável, professam que:&lt;br /&gt;1. A globalização para o turismo se constitui em uma solução para seu crescimento. Esse pensamento de base economicista está preocupado com a entrada de recursos econômicos, entendendo a transformação dos homens em simples mercadoria. Esse processo limita e embota a processualidade histórica, como brilhantemente comenta a professora Marutschka, quando diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... o tratamento reducionista dado ao objeto turístico. Boa parte destas análises ora o enfoca sob a égide economicista como uma atividade apenas econômica, ora sob a ótica sistêmica, tratando-o como um sub-sistema.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Os fatos errôneos dessa visão leva-nos a termos de lutar dentro e fora da academia contra aqueles que acreditam nas "boas" intenções do capitalismo para com o turismo. Bondosos idealistas se instalaram nas galerias do saber e desenharam um fenômeno turístico acritico, sustentável e desenvolveram programas modelares para o país, como forma de conscientizar a diversidade cultural por meio de um modelo estrangeiro que não atende às nossas peculiaridades de país continental. &lt;br /&gt; Para nós que importamos dos Estados Unidos as bases do ensino superior no período do golpe militar por meio dos acordos MecUsaid e que fomos obrigados a suportar o fascismo desse governo, com seus aconselhamentos de civismo, moral e patriotismo impostos pelo ensino da escola militar dos americanos. Nada mais temeroso do que ter que ouvir a volta desses por meio da comédia que certamente virará tragédia, como bem alerta Karl Marx em seu livro A Ideologia Alemã.&lt;br /&gt;  Tragédia é omitir os erros, limites e simplificações desses programas oficiais que apelam para o voluntariado e acabam excluindo o turismólogo e criando uma casta de treineiros pagos pela Embratur ou prefeituras que se vêem obrigadas a obedecer a esses pedidos na esperança de serem certificadas como pólos turísticos.&lt;br /&gt;2. Acreditar em programas com base no voluntariado, usando da "boa fé" de aposentados, alunos das faculdades de turismo e população nativa que acabam alimentando uma crença fanática aos programas estrangeiros e de gabinete, em que políticos faturam popularidade por meio de estatísticas super inflacionadas segundo interesses do governo.&lt;br /&gt;3. Usar dos estudantes de turismo e dos turismólogos como massa de manobra, quando editam normativas como a 390/98 em que a Embratur delimitava e descreve nossas ações profissionais, porém para priorizar o PNMT, comprado da OMT (quanto será que o Brasil pagou ou paga para usar uma metodologia ultrapassada?). A Embratur em 2001 lançou uma nova normativa, a 421, que passou nossas funções para o Conselho Municipal de turismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência, por parte da Embratur, de uma história de normas desastrosas que obrigavam nossos hotéis, para aumentarem as estrelas em sua classificação, o uso de carpetes nos quartos, bem como, um café-da-manhã fora dos padrões das cultura e culinária brasileira. Esse estrangeirismo copiado dos padrões de vida americano trouxe vários desastres na implantação de uma "política de turismo" direcionada exclusivamente para a recepção ao turista estrangeiro. Esse descompromiso com a população, no que se refere ao turista nacional, pode ser uma pista sinalizadora que a Embratur foi criada principalmente para moldar uma imagem de:&lt;br /&gt;1. Brasil gigante, em que a ditadura prendia, torturava, matava e empastelava os meios de comunicação;&lt;br /&gt;2. Um nacionalismo ufanista e extremamente patrulhador, em que a vida só tinha sentido quando compartilhada das disciplinas de "Educação moral e Cívica" e "Estudos de problemas Brasileiros";&lt;br /&gt;3. Um processo de casernização da vida civil e da educação principalmente nos seus conteúdos obrigatórios e delimitados dentro de padrões rígidos de censura;&lt;br /&gt;4. Um processo de cultura seletiva em que os princípios do amor e liberdade dos enlatados americanos sacudiam as cabeças da nossa juventude;&lt;br /&gt;5.  A instalação da ideologia pró-americana e anticomunista, por meio de um processo de desmonte a qualquer instituição que apresente perigo ao governo;&lt;br /&gt;6. Exílio compulsório ou militar-judicial de cientistas, intelectuais brasileiros e militantes que poderiam ser mortos pelo governo militar. Que organizaram verdadeiras redes para divulgar para o mundo o que estava acontecendo no Brasil.&lt;br /&gt; Esse fatores vão exigir do governo a criação de uma estrutura que cuide da imagem do Brasil no exterior, que junto com os corpos consulares e embaixadas divulguem a idéia de um Brasil ordeiro, pacífico, exótico, anticomunista e pró-americano. Nesse sentido, aparece a Embratur para a função que foi criada, ou seja, estimular e dar as condições da implementação de uma "Política Nacional para o Turismo" e divulgar o Brasil no exterior.&lt;br /&gt; Os escritórios da Embratur no exterior vão servir de base para ressignificar o processo econômico, político e cultural, segundo interesses do governo militar em um país que no período da ditadura proibia a apresentação do balé Bolchoy, das peças de Plínio Marcos, a indicação de Dom Hélder Câmara para o Prêmio Nobel da Paz, das músicas de Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Caetano Veloso e outros. Mas no exterior divulga o carnaval, a mulata, o Rio de Janeiro e acaba sinalizando uma apologia à beleza da mulher brasileira nas praias ensolaradas, um passo para tipificar a idéia do turismo sexual que hoje faz do Brasil conhecido como a rota dos turistas que buscam meninas menores para a prática do turismo sexual. Rufiões que se colocam como agentes de turismo negociam nos aeroportos (falando alemão, inglês, francês e italiano) as crianças por dia, semanas e por hora.&lt;br /&gt; Por que a Embratur não divulga as propagandas que são feitas do Brasil no exterior no campo do turismo? E os fatos que ocorrem e ocorreram quando da representação do país nas feiras internacionais de turismo, mostre-nos a reação da imprensa internacional para aquilo que o Brasil leva para mostrar no exterior. Será que existe censura?&lt;br /&gt; Nada pode ser tão curioso do que compreender que o Brasil sempre procedeu e apostou no exotismo, como fator característica do Brasil no exterior. Durante a primeira República o Brasil participa de uma feira internacional na França e o estande brasileiro expõe frutas nacionais e os índios botocudos que acabaram sendo fatores de extrema curiosidade durante toda a exposição.&lt;br /&gt; O Brasil sempre apostou em suas belezas anatômicas, seja pelas referências contidas nas cartas de Pêro Vaz de Caminha em que a apologia à beleza dos nossos nativos da terra é registrada em relato escrito aos reis. Porém, essa cultura ao corpo que só brasileiro sabe dar pela cor, ritmo, sensualidade, plástica e uma enorme pitada de erotismo, acabou cultuando gerações como Marta Rocha que perdeu o concurso de miss universo por duas polegadas, mas acabou sendo imortalizada como o símbolo de mulher brasileira. &lt;br /&gt; Com isso, queremos dizer que trabalhar com a ocultação total da imagem da mulher brasileira, me parece uma estupidez e uma falta total de tato, pois a mulher brasileira é considerada a mais cobiçada e bela do mundo. A nós e ao poder público cabe fazer a distinção da mídia que acaba criando a noção de mulher liberada e independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pouco se tem a festejar, pois somos uma categoria ainda muito despolitizada e com um inexpressivo senso crítico. A nós cabe entender essas limitações e buscar combater os inimigos dos turismólogos, que se caracterizam por aqueles discursos que:&lt;br /&gt;1. Encaram a regulamentação da profissão como coisa desnecessária por meio do discurso despolitizante, infantil, reargumentando sua fala com base na "qualidade total" que como resposta imediata costura a ideologia do pragmatismo;&lt;br /&gt;2. Combatem a regulamentação usando da lógica discursiva simplista que a mesma não criará empregos e, portanto, não é necessário lutar por essa causa;&lt;br /&gt;3. Existem outras profissões que não são regulamentadas e o mercado está à disposição dos mais competentes, não há necessidade de nenhuma formatação jurídica. Mas de pessoal qualificado capaz de garantir seu mercado de trabalho;&lt;br /&gt;4. Se regulamentarmos a profissão, limitaremos o nosso campo de trabalho, deixando de lado atividades que poderão surgir e que necessariamente fugiria de nossa amplitude regulamentada;&lt;br /&gt;5. Em nenhuns país do mundo a profissão de bacharel em turismo foi regulamentada, essa argumentação aparece como o último recurso dos neoliberais para justificar suas posturas de fundamentação direitista. Na verdade a leitura que essas pessoas fazem da realidade não leva em conta a luta de classes como motor da história, mas sim, deslocam sua leitura para as técnicas de motivação, ou seja, de auto-ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto essas questões vão ocorrendo, as lutas sindicais vão sendo retardadas, os alunos fortalecem a visão equivocada de que conteúdo pedagógico e política são questões que devem ser tratadas separadamente e fora do âmbito das salas de aula. Essa cultura de separação entre o acadêmico e o político, foi sendo colocada durante os vinte e cinco anos de ditadura militar. Amigos morreram por pensarem diferente, professores foram caçados, exilados, torturados e mortos, pois sempre lutaram pela liberdade de poder estender o senso crítico dos alunos, contra a ditadura, opressão e pela eterna liberdade de pensamento.&lt;br /&gt;Por isso, discente, não se deixe levar pelas falas sedutoras daqueles que se dizem nossos amigos, mas na verdade lutam para que o turismólogo não amplie seu mercado de trabalho e não se reconheça como elemento transformador da realidade turística. Esses "amigos da onça" lutam para que nossa categoria não cresça e sim desapareça, pois em sua lógica todos podem vir a contribuir não necessitando de nenhum estatuto corporativo. &lt;br /&gt;Pense, amplie seu senso-crítico e acompanhe a discussão atual que vem lá do Rio Grande do Sul e passa pela cidade de Maringá. Reflitam quais os motivos que levaram entidades, pesquisadores e professores a tentarem desmobilizar nosso trabalho, por meio da lógica separatista de que política e academia devem estar desvinculadas. Será que eles entendem a lógica da luta de classes?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curso de turismo. Departamento de relações Públicas e propaganda. Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo I-CONTUR  I Congresso Nacional de Turismo. 1975.&lt;br /&gt;Curso de Turismo. Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. I Fórum Nacional de Turismo e Lazer. São Paulo, 1980.&lt;br /&gt;FERNANDES, Florestan. Nós e o Marxismo. In: Caderno Ensaio. Marx Hoje. São Paulo. Editora Ensaio, 1987.&lt;br /&gt;LAFARGUE, Paul. O direito à preguiça. São Paulo: Hucitec; Unesp, 1999.&lt;br /&gt;MATIAS, Marlene. Turismo: Formação e Profissionalização  30 anos de história. Barueri: Manole. 2002&lt;br /&gt;MARX, Karl. Grundrisse: Lineamientos Fundamentales para la crítica de la economía política 1857  1858. México: Fondo de Cultura Económica,1985.&lt;br /&gt;MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alemã. Portugal. Editorial Presença, 1976. I-CONTUR&lt;br /&gt;MARX, Karl. Manifesto do partido comunista. São Paulo: Global, 1987.&lt;br /&gt;RIBEIRO, Darcy. Aos trancos e barrancos: como o Brasil deu no que deu. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1985.&lt;br /&gt;SANTOS FILHO. João dos. Neoliberalismo: Lógica do irracionalismo. In. Cadernos de Metodologia e Técnica de Pesquisa: revista anual de Metodologia de pesquisa. Universidade Estadual de Maringá / Departamento de Fundamentos da Educação / Área de Metodologia e Técnica de Pesquisa. 1996.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-6016183439667957735?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/6016183439667957735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=6016183439667957735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/6016183439667957735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/6016183439667957735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/06/27-de-setembro-dia-do-turismologo.html' title='27 DE SETEMBRO DIA DO TURISMÓLOGO: FESTEJAR OU ORGANIZAR?'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-3252128167573007665</id><published>2009-06-21T10:24:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T10:26:59.192-07:00</updated><title type='text'>UFANISMO, SANDICE E GALHOFA SÃO ATRIBUTOS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE TURISMO NO BRASIL</title><content type='html'>UFANISMO, SANDICE E GALHOFA SÃO ATRIBUTOS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE TURISMO NO BRASIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João dos Santos Filho &lt;br /&gt;Rodrigo Meira Martoni &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESUMO&lt;br /&gt; As políticas públicas de turismo no Brasil, desde a criação da Empresa Brasileira de Turismo – EMBRATUR, em 1964, até o final da gestão do ministro Walfrido dos Mares Guia, apresentam algumas características comuns como a exaltação desmedida das atratividades nacionais no contexto de ações do Estado que privilegiam investidores e turistas internacionais, além de programas que não têm viabilizado mudanças na estrutura social do país. Portanto, suas características principais estão interligadas ao ufanismo, à sandice e à galhofa. Para entender tal situação, são estudados e evidenciados acontecimentos históricos em conjunto com o turismo nacional, num desvendar de segredos que somente a Economia Política pode nos auxiliar a fim de compreender esse objeto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;PALAVRAS CHAVE: turismo, políticas públicas, ufanismo, sandice, galhofa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UFANO, TONTERIA Y GALLOFA SON ATRIBUTOS DE LAS POLÍTICAS PÚBLICAS.  &lt;br /&gt;RESUMEN – Las políticas publicas de turismo en Brasil desde la creación de la empresa Brasileña de Turismo – EMBRATUR en 1964 hasta el final de la gestión del ministro Walfrido dos Mares Guia. Presentan algunas características comunes como la  exaltación desmedida de las atractividades nacionales en el contexto de acciones del Estado que privilegian investidotes y turistas internacionales. Además de programas que no viabilizan cambios  en la estructura social del país.  Por tanto, sus características  principales están interrelacionadas al ufano,  tontería y gallofa. Para eso, son estudiados y evidenciados acontecimientos históricos en conjunto con el turismo nacional, en un desvendar de secretos que solamente la Economía Política  puede auxiliarnos a comprender este objeto.&lt;br /&gt;PALABRAS CLAVE: turismo, políticas públicas, ufano, tontería, gallofa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESCLARECIMENTOS PRELIMINARES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As políticas públicas de turismo no Brasil acompanham a trajetória das descontinuidades administrativas do Estado brasileiro e apresentam algumas características básicas comuns que alimentam um continuísmo administrativo. Nossa intenção é demonstrar que estas questões seguem e persistem na matriz ideológica de base idealista a favor do turismo receptivo.&lt;br /&gt; Para tanto, optou-se pelo estudo geral das principais linhas de ação presentes nos principais períodos históricos em que o turismo foi objeto de política pública ou, pelo menos, assim se apresentou. Para a compreensão dessas políticas, realizamos inicialmente uma abordagem do Estado Neoliberal, que delega, ao setor privado, a responsabilidade de planejamento e fomento da coisa pública, esquecendo-se de que a competitividade imposta pelo sistema faz com que o núcleo central de preocupação da iniciativa privada seja responsável pela manutenção e ampliação da mais valia e não das necessidades coletivas sociais.&lt;br /&gt; Justamente no contexto do Estado mínimo e também na utilização da máquina estatal em favor de interesses privados, são produzidas pontualmente algumas políticas públicas de turismo, caracterizadas pelo ufanismo, pela sandice e pela galhofa. Podemos compreender o ufanismo como a idolatria aos atrativos da pátria, e, propriamente no turismo, diversas ações foram e têm sido influenciadas por esse discurso, com a idealização de regiões com base em um glamour apelativo e construído artificialmente.&lt;br /&gt; Outra dimensão problemática na qual se apóiam as diretrizes do turismo nacional é a sandice do estabelecimento de uma estrutura incompatível com a realidade sócio-econômica brasileira, uma vez que foi e continua sendo formatada para o estrangeiro. E, finalmente, também motivo para galhofa, é o programa Roteiros do Brasil que, por não se basear na organização do turismo e em outros setores a nível local, deixa de ter a consistência necessária para promover mudanças substanciais. A partir desses apontamentos, foi elaborado o presente trabalho, evidenciando que a história e o turismo se cruzam num desvendar de segredos e fatos caracterizados pelo exagero vinculado à insensatez e ao gracejo, que, somados, resultam geralmente em tragédia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1  O DESMORONAMENTO DO ESTADO PELAS AÇÕES NEOLIBERAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O auxilio da abordagem histórico-crítica, no contexto do que são políticas públicas, permite a compreensão dos direcionamentos do turismo nacional. As comunidades gregas referiam-se às cidades como polis, daí vem o termo política: ações que têm como foco a administração dos negócios públicos, a polis, o Estado. Como salienta Chevallier (1982, p.11), “uma política deve necessariamente tomar posição em face dos problemas da natureza do homem, de sua condição e de seu destino [...]”, sendo que qualquer classe política deve posicionar-se em relação ao Estado e as políticas públicas devem ser pensadas e elaboradas tendo em vista o benefício das vontades e necessidades coletivas.&lt;br /&gt; Para o entendimento das políticas públicas na atualidade, é necessário partir do seu eixo norteador, ou seja, o Estado Neoliberal. Com um enfoque centrado nas características da sociedade contemporânea, o termo remete-nos ao que é novo, indicando a recuperação e reformulação de idéias e ações liberais - o chamado pós-modernismo . Trata-se do liberalismo com vestes novas, colocadas justamente para promover o desmonte e pulverização do Estado em benefício de corporações nacionais e estrangeiras.&lt;br /&gt; Nesse sentido, convêm salientar que a fundamentação e as atitudes de governos neoliberais tentam negar a existência da luta de classes, valorizando a necessidade dos fatores de produção, substituindo a idéia de conflito entre as classes sociais pelo pacto da harmonia e coexistência pacífica de interesses. Para os neoliberais, todos os bens possuem valor em função da utilidade que os mesmos apresentam aos consumidores, não considerando a teoria do valor trabalho e as relações de produção que dominam o mercado capitalista. Para os neoliberais, existem bens e não mercadorias, pois consideram que a noção de bem se associa à satisfação de desejos do ser humano, sendo que o objeto só adquire valor em contato com o sujeito, ou seja, ele não tem um valor de troca em si, mas somente quando entra em contato com a pessoa. &lt;br /&gt; É justamente essa a fundamentação do discurso utilizada pelos neoliberais para defender o afastamento do Estado e a livre circulação de mercadorias, porque, por meio dele, espalham a idéia de que todas as coisas funcionam equilibradamente no contexto de um sistema em que a oferta se ajusta às pressões da demanda, e os custos de produção se ajustam ao valor determinado pelas preferências individuais (SOUZA, 2000), ou seja, é o mercado que regula a atividade produtiva, e o Estado não deve interferir em qualidade, preço, quantidade, localização geográfica e distribuição. &lt;br /&gt; Na fase de mundialização do Capital, em que os investimentos de corporações ocorrem em território mundial e a globalização financeira evidencia-se, a tendência é o aumento da competitividade dos mercados, tendo como braço operacional os conglomerados transnacionais. Nesse sentido, os governos subservientes ao capital internacional privilegiam o mercado em detrimento da coletividade e caminham a passos largos para acentuar o grau de dependência que já era marcante no Brasil desde a década de 50: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As economias centrais, depois de consolidarem seu sistema econômico nacional de maneira autocentrada, impulsionados pelo dinamismo da reprodução do capital, ampliaram em escala mundial o seu espaço vital, modelando assim a natureza extrovertida da economia periférica. Posteriormente, a partir do último pós-guerra, em decorrência da superacumulação de capital e das vantagens comparativas quanto ao emprego da mão-de-obra, realizaram o deslocamento da produção e do capital do centro para os países subdesenvolvidos, bloqueando o desenvolvimento das economias nacionais emergentes e superpondo-se aos próprios Estados nacionais, submetidos por razões óbvias aos seus interesses. (MACHADO, 1999, p.134) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Ditadura Militar dilapidou o Estado brasileiro e abriu um campo propício à corrente de pensamento e ações neoliberais, potencializando o grau de dependência do Brasil e abalando os projetos de base nacionalista em prol dos ditames políticos e econômicos de países dominantes. Com o declínio do Estado de Bem-Estar Social em diversos países, começaram, a partir do final de 1970, as políticas neoliberais. &lt;br /&gt; Especificamente no Brasil, Collor iniciou a fase neoliberal de forma audaciosa, que foi expandida e aprimorada por Fernando Henrique Cardoso e teve continuidade com Luis Inácio Lula da Silva. Enquanto esperava-se que este governo rompesse com os interesses do Fundo Monetário Internacional, iniciasse de fato a reforma agrária e recuperasse o Estado do processo de privatização iniciado há décadas, ele, ao contrário, não promoveu rupturas com o neoliberalismo (ANTUNES, 2004). &lt;br /&gt; São políticas dos governos que seguem esta corrente: a promoçao da desregulamentação, o aniquilamento dos sindicatos, a privatização e a concessão à iniciativa privada com a desmontagem dos serviços públicos e a “polarização social” (ANDERSON, 1998, p. 19). Na fase atual do Capitalismo, as atitudes dos governos neoliberais são legitimadas pela sociedade quando esta é despolitizada, passiva e desagregada socialmente. Assim, sua disseminação e aplicação pode ser percebida quando se deixam de lado os projetos nacionais e adotam-se os transnacionais; promove-se a separação entre política, Estado e sociedade; e utiliza-se a máquina estatal em prol das classes que detêm os meios de produção nacionais ou transnacionais (IANNI, 2004, p.56).&lt;br /&gt; Para Bauman (1999, p.15), está em curso “um consistente e inexorável deslocamento dos centros de decisão, junto com os cálculos que baseiam as decisões tomadas por esses centros, livres de restrições territoriais”. Esse é o campo para o entendimento das políticas públicas atuais de turismo no Brasil: com o afastamento do Estado em prol da iniciativa privada e imposição de suas regras, tem ocorrido uma verdadeira destruição das iniciativas desenvolvimentistas de caráter local:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dominação de grupos transnacionais que prezam tão somente as “perscpectivas de retorno” e, para isso, não internalizam custos sociais e ambientais, ocasionam, muitas vezes, um verdadeiro apartheid entre complexos e populações locais. A privatização de localidades que podem se firmar como destinos turísticos e todas as demais atividades-chave para a soberania de uma nação [...] faz parte do anseio de dominio do capital internacional que atende, única e exclusivamente, a seus objetivos de lucro. (MARTONI, 2006, p.86) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Assim, escrever sobre as políticas públicas de turismo no Brasil constitui um passeio histórico repleto de entusiasmo e também de grandes decepções, pois a preocupação do Estado capitalista brasileiro sempre foi com o turismo receptivo, como instrumento para a captação de recursos econômicos e poucas vezes direcionado ao lazer e ao turismo interno da classe trabalhadora, salvo nos períodos do Estado populista . As reflexões posteriores, além de apontar a trajetória histórica das políticas públicas de turismo, salientam a necessidade de rompimento e mudanças que não foram realizadas pelo ex-ministro Mares Guia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 REFLEXÕES SOBRE AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE TURISMO: DE 1970 À GESTÃO DE MARES GUIA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Em 1975, ocorreu, no Rio de Janeiro, o I Encontro Nacional sobre Lazer, Cultura, Recreação e Educação Física, realizado pelo Serviço Social do Comércio, Serviço Social da Indústria e Ministério do Trabalho. O evento foi realizado no Hotel Glória, em plena Ditadura Militar, de 24 a 29 de agosto, recebendo todo o apoio do Estado que entendia o lazer como instrumento capaz de amenizar a relação capital e trabalho.&lt;br /&gt; O evento foi marcado pela presença de autoridades, como o Ministro do trabalho Arnaldo da Costa Prieto, que roubou o espetáculo: no começo de sua exposição, perante um auditório com mais de 700 pessoas, houve um estampido que movimentou a segurança do referido ministro. Tratava-se da lâmpada de magnésio de um dos potes de iluminação apoiado por um tripé que estourou. O tumulto foi resolvido quando um dos operadores de câmara detectou o acidente. &lt;br /&gt; Após o esclarecimento do fato, as pessoas voltaram a seus lugares e a calma tomou conta do ambiente. O ministro do trabalho, que havia levado um enorme susto, pensando que se tratava de um atentado contra ele, retomou a cadeira e sentou-se. O que ele não sabia é que a substância da lâmpada de magnésio fora arremessada, com o estouro, diretamente em seu assento. O bravo ministro deu início à palestra, permanecendo sem movimentos bruscos dos quadris e, ao terminar, foi direto para o hospital cuidar do glúteo. O curioso é que, neste encontro, foi apresentado um programa elaborado nos Estados Unidos contra a obesidade e a falta de exercícios físicos dos americanos. Chamado “Mexa-se”, foi posteriormente copiado pela TV Globo, com o apoio do governo militar como forma de desviar atenção dos acontecimentos de repressão e tortura às quais a população civil estava submetida.&lt;br /&gt; Apesar de entendermos os interesses da Ditadura e do principal meio de comunicação do país em oferecer à sociedade a ideologia do “pão e circo”, entendemos, também, que pelo menos havia ou sobrava a “nobre” intenção de demonstrar preocupação com o lazer e o turismo da população brasileira. É possível perceber que, nesse período, a burguesia, juntamente com governo militar, incentivou a prática do esporte, lazer e recreação, como forma de criar uma juventude sã e com moral civilista para a construção de uma cidadania sem a ideologia comunista.&lt;br /&gt; O turismo e o lazer foram objetos de um encaminhamento pelo Estado quando ocorreram as discussões e seminários elaborados pelo pioneirismo do professor, investigador e sociólogo Renato Requixá que, na direção do SESC, criou uma equipe de pesquisadores e trouxe para o Brasil Pierre Lane e o sociólogo e educador francês Joffre Dumazedier. Na ocasião, conseguiu-se colocar o país na discussão humanista do esporte, lazer e recreação, além de destacar o turismo como algo que pertence e é direito de todas as classes sociais.&lt;br /&gt; Nessa época, parte dos meios de comunicação, fora obrigada a defender o golpe construindo a idéia de que os militares vieram para salvar a nação da corrupção e do comunismo, fazia oposição aos mesmos, publicando nos jornais receitas de bolo no espaço da matéria censurada. Outros, como os tablóides, atreviam-se a publicar abertamente textos combativos ao governo ditatorial. &lt;br /&gt; Com isso, percebemos que nem tudo foi perdido, porém os processos de descontinuidade e apagamento da memória histórica, no que se refere às políticas públicas de turismo no Brasil voltadas à população trabalhadora, sofreram um processo constante de amnésia. Não se enfatizam, entretanto, os períodos dos governos populistas em que a prática esportiva e de lazer era estimulada pelo Estado, que construiu centros esportivos e abriu espaços campestres e balneários para a classe trabalhadora. O que fica em evidência são os dados quantitativos referentes ao aumento dos gastos pelo turista estrangeiros; o culto a uma hospitalidade voltada para os não-nacionais; o número de eventos captados no exterior; o aumento dos vôos chartes e a prática do turismo sexual. Na verdade, historicamente, as políticas públicas de turismo partem de um planejamento pautado e pontilhado pelo ufanismo, sandice e galhofa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.1 UFANISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[De ufano, do v. ufanar, + -ismo; por alusão ao livro Por que Me Ufano do Meu País, do Conde Afonso Celso.] S. m. Brás. Atitude, posição ou sentimento dos que, influenciados pelo potencial das riquezas brasileiras, pelas belezas naturais do país, etc., dele se vangloriam desmedidamente. (FERREIRA, 1986)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O ufanismo é um produto que surge, forma-se e se desenvolve em decorrência dos interesses do Capital, por meio de um movimento de dupla pressão econômica e ideológica. A primeira é decorrente do processo de colonização (exploração e pilhagem) dos trópicos que transformaram o continente latino- americano em uma grande empresa para o comércio de mercadorias, com base nos recursos naturais que foram sugados dentro da lógica imperialista. Esta questão fica clara nas pesquisas realizadas pelo historiador Eduardo Galeano, em seu livro As veias abertas da América – Latina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a América Latina a região das veias abertas. Desde o descobrimento até nossos dias, tudo se transformou em capital europeu ou, mais tarde, norte-americano, e como tal tem-se acumulado e se acumula até hoje nos distantes centros de poder. Tudo: a terra, seus frutos e suas profundezas, ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os recursos naturais e os recursos humanos. O modo de produção e a estrutura de classes de cada lugar têm sido sucessivamente determinados, de fora, por sua incorporação à engrenagem universal do capitalismo. (GALEANO, 1985, p.14)   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A segunda ocorre pela cristalização do poder político, que a burguesia concentra, determinando qual será a imagem do país que deve ser veiculada no exterior. Podemos começar pela Carta sobre o descobrimento do Brasil, escrita por Pedro Vaz de Caminha, em que encontramos a seguintes referências principais: &lt;br /&gt;Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos, e suas setas. Vinham todos rijamente em direção ao batel. E Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos;&lt;br /&gt; E tomou dois daqueles homens da terra que estavam numa almadia: mancebos e de bons corpos. Um deles trazia um arco, e seis ou sete setas. E na praia andavam muitos com seus arcos e setas; mas não os aproveitou;&lt;br /&gt;A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixa de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador. (www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/carta.html).&lt;br /&gt; Os colonizadores (entendidos como exploradores), quando aqui desembarcaram, trouxeram consigo uma determinada visão de mundo lastreada de preconceitos, que vão refletir o comportamento que os mesmos tiveram para com os nativos da terra, seja destruindo ou explorando, embora sempre integrado a uma fricção inter-étnica como diria Darcy Ribeiro. Portanto, escravizar, estuprar e matar os nativos da terra eram atos comum entre os exploradores europeus. &lt;br /&gt; O contato dos portugueses com os nativos foi algo extremamente traumático, visto que a cultura mais frágil militarmente se perdeu. O fato é que o processo neocolonialista, implementado pelo Capital, adquire e reveste-se de um caráter de exploração usando o viés religioso, como pode ser percebido na Carta de Caminha. Contudo, esse processo revela que seu real interesse eram os recursos minerais e humanos. Darcy Ribeiro, em seu livro “O povo brasileiro”, esclarece-nos esse fato, quando afirma: &lt;br /&gt;Visivelmente, os recém-chegados, saídos do mar, eram feios, fétidos e infectos. Não havia como negá-lo. É certo que, depois do banho e da comida, melhoram de aspectos e de modos. Maiores terão sido, provavelmente, as esperanças do que os temores daqueles primeiros índios. Tanto assim é que muitos deles embarcaram confiantes nas primeiras naus, crendo que seriam levados a terras sem Males, morada de Maíra ( Newen Zeytung 1515 ). Tantos que o índio passou a ser, depois do pau-brasil, a principal mercadoria de exportação para a metrópole. ( RIBEIRO, 1995, p.42 ) &lt;br /&gt; A idéia de que os brasileiros são liberados e que “tudo pode”, porque não há limites para seu comportamento sexual, é uma lógica construída historicamente decorrente daquilo que os colonizadores aqui presenciaram, segundo seus preconceitos. Eles viajaram cerca de 40 dias entre Portugal e Brasil, chegando exaustos e imundos, afinal se banhavam nos navios com vinagre e era comum sofrerem com diarréias e vômitos. &lt;br /&gt; Ao desembarcar, sentiam o cheiro da mata nativa composta de vários odores fantásticos, ao mesmo tempo em que se deparavam com um novo mundo, sendo estes recursos acentuados pelas lembranças do tempo infernal de moradia no navio. Seus olhos adquiriam uma percepção de estar no paraíso, refletida na afirmação de que “as suas vergonhas, tão alto e tão cerradinho e tão limpo das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonhavam”. O texto de Caminha esta repleto de comentários referentes ao impacto da nudez sentido pelo estrangeiro. Em uma parte, afirma: “suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha nenhuma”, e em outra, completa com uma declaração de apreciação estética: “Nosso Senhor lhes deu bons corpos e bons rostos, como a homens bons”. Mais adiante, admite que o povo nativo seja “gente bestial, de pouco saber e por isso tão esquiva”, mas volta a elogiá-lo: “e naquilo me parece ainda mais que são como aves ou alimárias monteses, às quais faz o ar melhor pena e melhor cabelo que às mansas, porque os corpos seus são tão limpos, tão gordos e tão formosos, que não pode mais ser”. Mais adiante, descreve uma situação difícil e cômica ao mesmo tempo: &lt;br /&gt;Entre todos estes que hoje vieram não veio mais que uma mulher, moça, a qual esteve sempre à missa, à qual deram um pano com que se cobrisse; e puseram-lho em volta dela. Todavia, ao sentar-se, não se lembrava de estendê-lo muito para se cobrir. Assim, Senhor, a inocência desta gente é tal que a de Adão não seria maior -- com respeito ao pudor. (CAMINHA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não há dúvida que os portugueses entendiam o Brasil como um paraíso sexual, sendo os trópicos a base do reino das belezas naturais do homem e da mulher (por isso achavam que haviam descoberto o paraíso terrestre) em que todos viviam nus. Na verdade, uma terra sem rei e sem lei, onde tudo se pode e nada é impossível. Estes elementos sinalizam a visão etnocentrista que trabalha com um arcabouço de formas, caminhos e razões que o pensamento produz por meio de profundas distorções que se perpetuam nas emoções, sentimentos, valores, pensamentos, imagens e representações que fazemos da vida daqueles que são diferentes de nós, isto é, o outro. Este problema não é exclusivo de uma determinada época nem de uma única sociedade, visto que o etnocentrismo se constitui uma das tendências presente na história da humanidade.&lt;br /&gt; Assim, salientamos algumas de suas características que se sobressaíram na segunda metade da década de 60. O Regime Militar de 1964 teve apoio das classes conservadoras e de setores fundamentais da sociedade civil. Nos centros escolares, haviam os famosos “dedos-duro”, e os professores que discordassem do regime ou promovessem o pensamento critico dos alunos eram sumariamente presos e interrogados, demitidos, torturados e/ou mortos. Esta época, aclamada de ufanista  apareceram os slogans: “Brasil, Ame-o ou deixe-o”; “Este é um País que vai para frente”; “Brasileiro gosta de levar vantagem em tudo” (esta alusiva à Copa do Mundo de 1970, a famosa “Lei de Gerson”); “Ninguem segura este país”; “Brasil potência”; “Brasil gigante”.  &lt;br /&gt; O governo passou a usar a propaganda formatada por um marketing de primeira linha para conseguir a simpatia do povo e, com isso, construir um Estado que dissiminasse a sensação de otimismo generalizado, visando esconder os problemas do regime militar fascista. O futebol foi usado com objetivos ufanísticos, pois há uma militarização em sua organização desde a escolha de jogadores, passando pelo técnico, até a estrutura física dos grandes estádios de futebol. &lt;br /&gt; Quando os militares se deram conta de que o desenvolvimento do turismo poderia ser uma saída para combater a crise economica, social e moral do Estado, o qual haviam recem submetido ao golpe, criaram a EMBRATUR e, posteriormente, o Sistema de Turismo, vinculado ao Ministerio das Relações Exteriores, como pode ser constado no livro de Joaquim Xavier da Silveira, primeiro presidente da EMBRATUR:&lt;br /&gt;O turismo passava a ser considerado indústria básica constituindo atividade de interêsse nacional. Permitia-se pela primeira vez aplicação de incentivos fora das áreas da SUDENE e SUDAM, entregando-se à iniciativa privada instrumento eficiente e capaz de imprimir um nôvo ritmo ao desenvolvimento do turismo. (SILVEIRA, s/d, p. 21)&lt;br /&gt; Nessa perspectiva, o turismo adquire a qualificação de mercadoria e, para tal, havia necessidade da criação de uma estrutura ágil com a finalidade de promover o Brasil no exterior e divulgar uma imagem que apelasse para as “qualidades inatas” do povo brasileiro. O intuito principal era combater o perigo dos comunistas que estavam alojados na imprensa brasileira, bem como daqueles que foram para exterior e eram os responsáveis pela propaganda difamante contra o Brasil  por meio de publicação de tablóides, panfletos, jornais e revistas que denunciavam a ditadura fascista, suas torturas e execução de seus oponentes. O General Milton Tavares de Souza expõe que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma frente de informação que difama nosso país e mantém em nossa terra repórteres que mentem lá fora, apresentando um quadro brasileiro inteiramente falsificado, inteiramente pejorativo. Nada de importante acontece no país sem a ação dos comunistas. Há uma poeira vermelha nos olhos do povo e de grande parte das autoridades brasileiras. (O Estado de São Paulo. 2 de outubro de 1976)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A EMBRATUR foi criada oficialmente com a função de ordenar uma política nacional de turismo, conforme relata, Joaquim Xavier da Silveira, um dos diretores da Associação Comercial do Rio de Janeiro. A ascensão ao cargo demonstrava o poder do Rio de Janeiro como força do turismo nacional e a tônica do padrão dado à divulgação do Brasil: mar, sol e mulheres douradas da praia de Ipanema, com seu biquíni, padrão exportação. Extra-oficialmente, tratava-se de um órgão encarregado de fazer a contrapropaganda dos exilados no exterior, enaltecendo as maravilhas do Brasil, ao passar a idéia de país dos trópicos e núcleo mundial do pecado capital. Buscando sua função inicial de porta-voz do governo brasileiro, elaborou uma campanha mercadológica oficialista, mostrando a idéia de um Brasil multirracial de tonalidade pacífica, democrático e ordeiro para o mundo. &lt;br /&gt; Nessa época, apelou-se para uma propaganda de exploração do erotismo e da beleza da mulher brasileira, bem como para o lado exótico e a diversidade cultural, de nosso povo demonstrando uma convivência social cuja existência era mais produto de romances e novelas do que da realidade histórica do país. A estratégica consistiu em se montar uma propaganda política oficial que seria veiculada por meio de um órgão de turismo, em que as belezas do Brasil serviriam para ocultar o que de fato estava ocorrendo no país. Com um apelo voltado à plástica da mulher brasileira, ao carnaval e à hospitalidade do povo em bem-receber o turista estrangeiro, criaram-se instrumentos que exploravam o lúdico das pessoas, transmitindo-lhes uma mensagem de otimismo e ufanismo nacionalistas.&lt;br /&gt; O ufanismo, quando usado no discurso, configura-se como uma linguagem que utiliza a filosofia existencialista averbada pelo idealismo vulgar, que só permite o entendimento da realidade via idolatria a princípios etnocêntricos. Este discurso palmilha a política brasileira do turismo, constituindo um elemento presente em quase toda a literatura produzida dentro e fora da academia. A nossa preocupação é que no turismo há um apego ao lúdico e uma constante tentativa de idealizar uma região, segundo os parâmetros de um glamour apelativo e construído artificialmente que, não raras vezes, vaza para as raias do irracionalismo. Associado aos interesses dos empreendimentos turísticos, a fala ufanista facilita ações para a reprodução e manutenção do Capital que nem sempre faz parte do interesse coletivo. Esse ufanismo produz uma idealização nacional que alimenta e formata a imagem que divulgamos do Brasil no exterior, desde a chegada dos europeus até a atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.2 SANDICE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[De sand-, como em sandeu, + ice.] S. f.&lt;br /&gt;Qualidade, condição ou ação de sandeu; necedade, parvoíce, insensatez, tolice (FERREIRA, 1986).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Plano Nacional de Turismo 2002 a 2007 está comprometido, por sua natureza, com princípios economicistas, próprios do discurso neoliberal no qual foi formatado, cuja base é a busca do crescimento econômico do turismo decorrente da criação de serviços destinados a atender exclusivamente o turista estrangeiro. Isto fica explícito na mensagem do senhor Presidente da República:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inegável a nossa vocação para o turismo. Dispomos de todas as condições para cativar nossos visitantes – praias, florestas, montanhas, rios, festivais, culinária diferenciada, parques nacionais, cidades históricas e a tradicional hospitalidade brasileira, assim como, os equipamentos, as empresas, e a qualidade dos serviços já encontrados em muitas regiões do país. Receber bem é o traço marcante do nosso povo. A mistura de nossas raças gerou uma gente alegre, solidária, onde todos se encontram nas diferenças, num ambiente de convivência pacífica. Somos um país de todos. (PLANO NACIONAL DE TURISMO - 2003 A 2007, p. 3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nessa parte do discurso, fica evidente o turismo entendido como uma potencialidade natural, quase como uma vocação “genética” para uma hospitalidade brasileira, elaborada historicamente segundo a índole integrativa do português e do escravo obediente “para cativar nossos visitantes”. Este discurso voltado para incrementar o turismo receptivo evidencia que “somos um país de todos” e passa a idéia de que não temos diferenças sociais ou qualquer tipo de racismo.  &lt;br /&gt; A premissa básica que sustenta o entendimento desse turismo é a lógica do turismo receptivo que, por sinal, todos os patamares do trade turístico devem priorizar. Isso pode ser visto e confirmado quando a mensagem se refere à criação de novos empregos pelo turismo – trata-se somente de dados quantitativos que não refletem a realidade de regiões onde são crescentes os interesses privados devido à omissão do Estado. Mais adiante, é abordado novamente o turismo receptivo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessas perspectivas, o turismo pode cumprir um perfil importante no equilíbrio da balança comercial, com o ingresso de novas divisas, por meio do aumento no fluxo de turistas estrangeiros e da atração de investimentos para a construção de equipamentos turísticos. (PLANO NACIONAL DE TURISMO – 2003 a 2007, p. 5) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para finalizar e endossar a prioridade ao turismo receptivo, a mensagem justifica a transformação da EMBRATUR em um órgão voltado ao marketing e à captação de eventos no exterior:&lt;br /&gt;Por todos esses motivos, já em campanha havíamos assumido o compromisso de criarmos o Ministério do Turismo e de profissionalizarmos a EMBRATUR, voltando o seu foco para a promoção, marketing e o apoio à comercialização do produto turístico brasileiro no mundo. (PLANO NACIONAL DE TURISMO – 2003 A 2007, p. 5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como adequar essa proposta com a diminuição das desigualdades sociais? As políticas promovidas pelo Governo Federal, por meio da estrutura do Ministério do Turismo, não contempla a diminuição das desigualdades sociais, ao contrário, antes de tudo, têm aumentado a competitividade econômica de alguns investidores do setor. Esta é uma questão que deve ser colocada em evidência e revista pela  Ministra Marta Suplicy, uma vez que os programas gerenciados pelo poder público priorizam os grandes empreendimentos turísticos estrangeiros que geralmente não têm beneficiado a coletividade. &lt;br /&gt; Verifica-se, atualmente, essa realidade em projetos e complexos efetivados de grupos como o Reta Atlântico (português), Pestana (português), Iberostar (espanhol), Amorim (português), Marriot (estadunidense), Accor (francês), Vila Galé (português) Studio Europa Engineering (italiano) e outros que contemplam principalmente o turismo de sol e mar. Com isso, é possível identificar dois processos: o primeiro atinge as comunidades nativas, pois esses empreendimentos, com a conivência do Estado, atuam na contra-mão de políticas de inclusão social, gerando tão somente subempregos. O segundo contempla a possibilidade de “ser” turista, pois há um verdadeiro “abismo” entre os empreendimentos e os turistas nacionais, uma vez que a estrutura é totalmente imprópria à realidade sócio-econômica de parcela considerável da população. Assim, o território é formatado para aqueles que podem gastar: os estrangeiros.&lt;br /&gt; O Estado libera, para os estrangeiros, sem qualquer restrição ou ações de regulamentação consistentes, a aquisição de imóveis e empreendimentos no litoral brasileiro, sendo que esse procedimento trará, para a população local, um impacto cultural, econômico, político e social sem precedentes, em que o sentimento de exclusão aparecerá mesclado ao sentimento de um novo processo de colonização no contexto da globalização, assim, como querem os neoliberais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo de globalização do turismo atende aos interesses do capital internacional que, na falsa premissa de trazer emprego e desenvolvimento para as localidades, acaba ampliando a miséria e o desespero das populações nativas e regionais. Cria-se uma discriminação étnica que poderíamos chamar de um verdadeiro apartheid do turismo, estimulado pelos grandes empreendimentos nacionais e estrangeiros que isolam a população nativa do convívio para com o turista. (SANTOS FILHO, 2003, p.374) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aparelhados pelo Estado e seguindo a lógica da competitividade, os investidores têm aproveitado a abertura para investir em territórios que estão sendo internacionalizados por conta dos vultosos investimentos. Aproveita-se de nossos recursos e potencialidades paisagísticas e comprometem-se implicitamente somente com o fluxo de dinheiro e altos lucros. Ações sociais fazem parte tão somente de estratégias mercadológicas para o aumento da competitividade e manutenção da aparência que, de forma contrária, não ocorreriam.  &lt;br /&gt; Nesse sentido, o discurso que busca o entendimento do fenômeno do turismo pelo viés puramente economicista limita e obscurece o caminho da razão para o entendimento do real e adere aos planejamentos em que o respeito à sustentabilidade está condicionado aos interesses da reprodução do Capital. O fato é que há uma estratificação que garante aos interesses do grande capital a prioridade no turista estrangeiro, tornando os programas e metas que contemplam o turismo interno em ações secundárias para uma política pública de turismo.&lt;br /&gt; Por isso, entendemos que, apesar dos esforços direcionados ao turismo brasileiro, o governo pecou por deixar a lógica neoliberal comandar e instrumentalizar os interesses das classes trabalhadoras. Pode-se destacar, assim, que o ethos da sandice esteve presente na Política Nacional de Turismo, principalmente quando destacou o turismo como o elemento-chave para o desenvolvimento (criação de empregos e ocupações diversas), conforme consta em suas metas: “criar condições de gerar 1.200.000 novos empregos e ocupações”. Essa ousadia em colocá-lo como o paladino do desenvolvimento, capaz de superar a pobreza e a miséria dos países capitalistas periféricos a todo custo, produz feridas iniciadas pelo desprezo à vida, em que os princípios societários aderem às raias da irracionalidade, apoiadas nos parâmetros das desgraças humanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.3. GALHOFA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Do esp. Gallofa.], poss. do lat. med. galli offa, S. f.1. Gracejo, risota, risada.2.V. zombaria (FERREIRA, 1986) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Compreendemos que a política nacional de turismo deve ser pautada por planos, programas e projetos que efetivamente possam mudar a estrutura turística nacional. Quando falamos em mudanças, enfatizamos que qualquer ação política, no campo do turismo, deve partir das características e do atendimento às necessidades especificas de cada região do país e estar integrada a outros setores. Caso contrário, teremos transformações qualitativas que não poderão ser efetivadas. Neste sentido, é motivo de gracejo o conteúdo do macro-programa de regionalização do turismo - Roteiros do Brasil.&lt;br /&gt; Ao abordar esse programa, apresentado no Plano Nacional de Turismo, verificamos que sua proposta central é a “estruturação, o ordenamento e a diversificação da oferta turística no país”.   O mesmo apresenta os seguintes objetivos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Promover o desenvolvimento e a desconcentração da atividade turística; apoiar o planejamento, a estruturação e o desenvolvimento das regiões turísticas; aumentar e diversificar produtos turísticos de qualidade, contemplando a pluralidade cultural e a diferença regional do País; possibilitar a inserção de novos destinos e roteiros turísticos para comercialização; fomentar a produção associada ao turismo, agregando valor à oferta turística e potencializando a competitividade dos produtos turísticos; potencializar os benefícios da atividade para as comunidades locais; integrar e dinamizar os arranjos produtivos do turismo; aumentar o tempo de permanência do turista nos destinos e roteiros turísticos; dinamizar as economias regionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao analisarmos esses objetivos, devemos, em um primeiro momento, relembrar e traçar parâmetros relacionando com o Programa Nacional de Municipalização do Turismo, criado pela portaria nº 130 de 1994, do, então, Ministério da Indústria, Comércio e Turismo. Sua proposta principal era fomentar o turismo nos municípios, com os seguintes objetivos: conscientizar a sociedade para a importância do turismo; descentralizar ações de planejamento; estimular o fortalecimento das relações dos diferentes níveis do poder público com a iniciativa privada; e disponibilizar aos municípios brasileiros com potencial turístico, condições técnicas, organizacionais e gerenciais para o desenvolvimento do turismo (PNMT, s/d).&lt;br /&gt; É possível confirmar que as ações operacionais de capacitação do PNMT, divididas em três oficinas, não surtiram efeitos práticos por alguns motivos: (a) não se exigia a atuação de profissionais como monitores municipais; (b) a concepção do programa foi baseada em diretrizes da Organização Mundial do Turismo, compradas e adequadas para o Brasil: adotou-se a metodologia ZOPP (Planejamento de projetos orientados por objetivos).&lt;br /&gt;  Transformadas em oficinas de capacitação, formadas por grupos em que os participantes recebem perguntas a serem analisadas com o objetivo de se chegar a um consenso. Essas oficinas são acompanhadas pelos moderadores que auxiliam os grupos com recomendações técnicas e esclarecimento de dúvidas, contudo os moderadores não precisam necessariamente ter formação ou atuação comprovada na área. Sua escolha foi justificada por ser um método de que todos participam e contribuem, eliminando as dispersões geradas por conflitos de idéias, à medida que os temas devem ter o consenso do grupo (SILVA JÚNIOR, 2004, p. 65). Assim, é necessário considerar que esta é uma metodologia excludente “por intimidar aqueles que possuem outra lógica, outra linguagem e tem interesses distintos da maioria dos técnicos presentes”. Esta questão justifica-se, pois qualquer crítica é abrandada pelos moderadores (RODRIGUES, 2003, p.97); (c) não executava as ações, mas baseavam-se tão somente na preparação das comunidades por meio das próprias oficinas, uma vez que o alcance pretendido (em ações e projetos) não chegava a contemplar os custos de investimentos, como aborda Silva Júnior (2004, p.79): “não se pode pensar em um programa eficaz sem considerar a restauração da capacidade do Estado de investir ou induzir investimentos privados”; (d) desconsiderava as características de políticas locais e as diferenças de interesses de classes, sobressaindo as vontades individualistas de empresários influentes e não necessariamente as da comunidade; e não possuíam uma lógica histórica, integrada com outros setores fundamentais para o desenvolvimento do turismo nas localidades. Foi, em última análise, um programa de caráter irracional que iludiu comunidades.&lt;br /&gt; Com a criação do Ministério em 2003, não houve uma proposta de reformatação e adequação do PNMT, segundo os moldes necessários para o desenvolvimento local. Movido por propostas de alguns Estados e projetos de roteiros apresentados ufanisticamente e sem uma estrutura de suporte consolidada , formulou-se outro programa, o de regionalização, conhecido também por Roteiros do Brasil . É interessante observar que os objetivos traçados para este dependem do encaminhamento de um plano turístico em nível local primeiramente, o que não há em diversos municípios, uma vez que o PNMT não possibilitou outra realidade senão reuniões para a motivação dos “interessados” pelo turismo.&lt;br /&gt; Nesse sentido, compreendemos que cada região, está configurada, por  um conjunto de elementos naturais a serviço da ação transformadora do homem, possuindo diferenciais que podem ser evidenciados e aproveitados turisticamente, mas são os municípios que, de forma articulada, podem induzir o desenvolvimento regional, ou seja, a regionalização vai depender da dinâmica, dos recursos e da interação entre municípios e suas instituições e características culturais. Isso pode ocorrer mediante políticas públicas, que promovam a elaboração e desenvolvimento de planos, contemplando o turismo e outros setores interligados.&lt;br /&gt; É justamente na lógica organizacional dos municípios com possíveis articulações que contemplem setores capazes de dinamizar a economia e valorizar intrinsecamente o patrimônio natural, histórico e cultural que a regionalização deve ser compreendida e estimulada. Abordando o setor do turismo, que geralmente não é capaz, por si só, de promover o desenvolvimento a longo prazo, verificamos que o macro programa do Governo Federal não possui a solidez necessária, uma vez que praticamente não há planos municipais de desenvolvimento integral do setor, baseados em políticas públicas consistentes. Portanto, partimos do pressuposto de que o planejamento com bases locais deve ser o eixo norteador para a regionalização. &lt;br /&gt; O estudo da região, a partir dos municípios que a integram, é interdisciplinar, sendo que o turismo e a geografia cultural, abordando as políticas, o planejamento, a área cultural e natural, as paisagens, a história cultural e a ecologia cultural, são de extrema importância para as propostas inter-municipais de desenvolvimento turístico. Para isso, é realizado o mapeamento do “arranjo e organização espacial de complexos de características relacionadas ou conectadas”, envolvendo os elementos naturais e a história, uma vez que “a história de qualquer povo evoca a sua fixação numa paisagem, seus problemas ecológicos e concomitantes culturais [...]” (WAGNER; MIKESELL, 2003, p. 50).    &lt;br /&gt; Trata-se de uma série de elementos que devem ser considerados e não tão somente o estabelecimento de roteiros ou circuitos. Salientamos esta questão, pois, na publicação do Ministério do Turismo apresentando os resultados e as perspectivas do turismo no Brasil, de junho de 2006, é ressaltado, no Item 3.4 do Capítulo I, o mapeamento realizado para “identificar as regiões e roteiros turísticos que devem ser objeto do ordenamento e estruturação territorial, gestão, qualificação e promoção, com visão de curto, médio e longo prazo” (Turismo no Brasil, 2007-2010). Segundo a publicação, em 2004, foram identificadas 219 regiões turísticas, envolvendo 3.203 municípios pelo programa de regionalização. Destas regiões, 134 apresentaram 451 roteiros turísticos, no Salão do Turismo chamado Roteiros do Brasil, que ocorreu em junho de 2005, na cidade de São Paulo. &lt;br /&gt; As regiões, representadas por municípios, apresentaram propostas de roteiros que, mesmo sendo interessantes, não oferecem a possibilidade, por si só, de promover a regionalização, como apontamos anteriormente. Um exemplo pontual é o programa envolvendo as Estradas Reais, do Estado de Minas Gerais, apresentado pela revista Exame (2007/2008) como “um dos maiores programas turísticos do país”, estabelecido em 1999, quando ainda estava em curso o PNMT. O Estado, no contexto neoliberal, delegou a responsabilidade de planejamento e gestão das rotas ao Instituto Estrada Real, criado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais. Referenciados em mapas e na Internet, os caminhos Novo, Velho e dos Diamantes são mostrados como forma de desenvolvimento regional. &lt;br /&gt; Uma pesquisa que está sendo desenvolvida pelo Departamento de Turismo da Universidade Federal de Ouro Preto irá apontar as distorções do programa e a capacidade do plano de marketing do instituto em moldar a aparência para ocultar a essência da questão . Assim, não detalharemos aqui alguns problemas detectados nestes “eixos turísticos” como, por exemplo, o pouco embasamento histórico para a demarcação das rotas; a ênfase na comercialização de uma estrutura suporte que é deficiente; e os acordos políticos e econômicos que desvirtuaram o trajeto. Desejamos enfatizar, como exemplificação, que diversos municípios não possuem qualquer organização sólida em termos de planejamento e políticas públicas que contemplem o turismo para basear uma proposta de regionalização. &lt;br /&gt; Uma referência para os três caminhos é a cidade de Ouro Preto, Minas Gerais, que carece de uma organização interna em diversos setores: não há regulamentação para a atuação de guias; não existe tratamento de esgoto; os distritos com potencialidades naturais nem sempre são contemplados por ações do poder público; e os vínculos entre prefeitura e universidade no setor de turismo, ainda são tênues. Pretendemos demonstrar, destacando Ouro Preto no contexto de um programa estadual, a irracionalidade de uma proposta de regionalização com a desorganização turística de localidades que compõem e configuram um espaço. E mais: ao Estado delegar a uma entidade representativa de interesses privados a responsabilidade pelo turismo, as ações desenvolvidas irão atender a interesses individualistas. Acrescentando-se que mesmo em municípios que precisam desenvolver um diagnóstico para a elaboração de um plano turístico, o Instituto Estrada Real oferece cursos de camareiras e garçons, ou seja, é repetição de ações de treinamento do PNMT em benefício dos empresários mais influentes. &lt;br /&gt; Com o afastamento do Estado, ou o que é pior, com a utilização de sua estrutura para fins de interesses privados, o turismo tem sido cada vez mais um instrumento de exclusão e concentração de renda do que de inclusão e valorização intrínseca do patrimônio. Com a ausência de políticas públicas que contemplem a coletividade, o turismo pode ser entendido “pela apropriação capitalista dos momentos de ócio individual, transformados em um imenso aparelho coletivo de enriquecimento privado” (OURIQUES, 2005, p.18). &lt;br /&gt; Nesse contexto, o programa Roteiros do Brasil torna-se motivo de galhofa, pois: (a) não considera a competitividade imposta pelo sistema capitalista, ao enfatizar a integração e cooperação de empresas ligadas direta ou indiretamente ao turismo; (b) anuncia mais dele mesmo, pois substancialmente não promove modificações substanciais em localidades; e (d) trabalha superficialmente a regionalização, deixando de considerar outros setores para o desenvolvimento do turismo e a dinâmica territorial que caracteriza e diferencia uma determinada região.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONSIDERAÇÕES FINAIS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A política pública estabelecida pelos militares com o intuito principal de trabalhar e moldar uma imagem do país, que, por sinal, tem como reflexo o turismo sexual que está arraigado implicitamente na mente de muitos estrangeiros; a continuidade ou descontinuidade de ações que privilegiaram, desde 1966, os empreendimentos internacionais, criando um verdadeiro abismo entre meios receptivos e turistas nacionais; e os contínuos programas em que verbas são direcionadas a oficinas de treinamento e ao marketing são motivos concretos para duvidarmos da seriedade de ações do Estado para promover o turismo nacional.&lt;br /&gt; Apresentado o plano de turismo 2007-2010 pela Ministra Marta Suplicy, verificamos que a proposta principal de desenvolver o turismo doméstico deve estar contemplada nos programas que, até o presente momento, não tiveram reformulações para reordenar o plano.&lt;br /&gt;  Ressaltamos, ainda, que inciamos a análise desse plano, contemplando suas propostas, objetivos e diretrizes, uma vez que a lógica irracional da internacionalização territorial, dos interesses de corporações e das políticas subservientes a estes devem ser quebradas por ações políticas firmes que vão contra a lógica exploratória do sistema ao qual o turismo brasileiro está subordinado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTUNES, Ricardo. A desertificação neoliberal no Brasil: Collor, FHC e Lula. Campinas: Autores Associados, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANDERSON, Perry. Balanço do Neoliberalismo. In: SADER, Emir et al. Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o estado democrático. 4.ed.Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A REDESCOBERTA da rota do ouro. Anuário Exame 2007 – 2008. São Paulo, p. 158, abr. 2007. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as conseqüências humanas. Tradução de Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASIL. Ministério do Turismo. Turismo no Brasil 2007 – 2010. Brasília, jun 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAMINHA, Pero Vaz de. Carta a El Rei D. Manuel. São Paulo: Dominus, 1963&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHEVALLIER, Jean-Jacques. As grandes obras políticas: de Maquiavel a nossos dias. 3.ed. Rio de Janeiro: Agir, 1982.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORIOLANO, Luzia Neide M. Teixeira; MELLO E SILVA, Sylvio C. Bandeira de. Turismo e geografia: abordagens críticas. Fortaleza: Ed UECE, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio. 2.ed. Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1985. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GEISEL, Ernesto. Discursos. Brasília: Assessoria de imprensa da presidência da república. Volume II, 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MACHADO, Luiz Antônio. A sociabilidade excludente. In: SADER, Emir et al. Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o estado democrático. 4.ed.Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARCONI, Paolo. A censura política na imprensa brasileira. (1968 – 1978). São Paulo: Global editora e distribuidora LTDA. 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARTONI, Rodrigo Meira. Corporações Turísticas: ensaio sobre suas bases sustentáveis. In: ROCHA, Jefferson Marçal da. Turismo, economia e gestão. Caxias do Sul: EDUSC, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MINISTERIO DO TURISMO. Programa Roteiros do Brasil. Disponível em: http://institucional.turismo.gov.br/. Acesso em 20 de junho de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das letras, 1995. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RODRIGUES, Carmen Lúcia. Na safra do turismo. In: RODRIGUES, Adyr Balastreri et. al.  Ecoturismo no Brasil: possibilidades e limites. São Paulo: Contexto, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVA JÚNIOR, José Henrique. A política interna de turismo no Brasil (1992-2002). Belo Horizonte: FACE-FUMEC, 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SANTOS FILHO, João. O Turismo em nossa latinidade: uma nova forma de colonização. In BAHL et al. Turismo: enfoques teóricos e práticos. São Paulo: Roca, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVEIRA, Joaquim Xavier da. Turismo prioridade Nacional. Rio de Janeiro: Distribuidora Record. s/d&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOUZA, Renato Santos. Entendendo a questão ambiental. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WAGNER, Philip; MIKESELL, Marvin. Os temas da Geografia Cultural. In CORRÊA et al. Introdução à Geografia Cultural. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-3252128167573007665?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/3252128167573007665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=3252128167573007665' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/3252128167573007665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/3252128167573007665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/06/ufanismo-sandice-e-galhofa-sao.html' title='UFANISMO, SANDICE E GALHOFA SÃO ATRIBUTOS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE TURISMO NO BRASIL'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06336211108365588853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_w1v9jY4voWE/SicD52vqYUI/AAAAAAAAAAM/M-AnhlLtDjU/S220/345.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8701005318798129397.post-862267955219929477</id><published>2009-06-21T10:21:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T10:24:07.601-07:00</updated><title type='text'>TURISMO DOMÉSTICO SÓ É PRIORIDADE QUANDO HÁ CRISE NO TURISMO RECEPTIVO</title><content type='html'>TURISMO DOMÉSTICO SÓ É PRIORIDADE QUANDO HÁ CRISE NO TURISMO RECEPTIVO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                     João dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Conversando com alguns pequenos empresários e colegas da Universidade ligados ao turismo, neste fim de semana fiquei assaz preocupado com os rumos que a “Política Nacional de Turismo” vem tomando. Entretanto, analisando historicamente o desenvolvimento de seu formato, desde a chegada da Família Real ao Brasil, a mesma, não mudou muita coisa. Segundo comentamos, permanece engessada de forma submissa para beneficiar as grandes corporações do ramo, estrangeiras ou nacionais que se associam para não perecerem nesse processo de muldialização do Capital.&lt;br /&gt;  Com D. João VI o Rio de Janeiro foi escolhido para acolher a família real da fúria das tropas de Napoleão comandadas por Junot (que haviam entrado em Lisboa, faminta, exausta e desorganizada), e compensar os aristocratas portugueses pela péssima, desconfortável e humilhante viagem até o Brasil. Resolveu proceder a uma plástica urbanística, preservando e melhorando as imensas belezas naturais do Rio, transformando o paraíso tropical ou também chamado “quintos dos infernos” na casa da única Monarquia do Novo Mundo.&lt;br /&gt; Abriu os portos para as nações amigas, favorecendo aos ingleses pela exclusividade de taxas preferenciais para venda de suas mercadorias; criou o Jardim Botânico, construiu teatros trouxe parte da Biblioteca Régia para o Brasil. Recebeu, permitiu, convidou e financiou a entrada de cientistas e pesquisadores para o estudo do território nacional.&lt;br /&gt; Executou a reforma urbanística do Rio, melhorou o abastecimento de água, criou passeios públicos, na verdade embelezou a cidade dando-lhe um ar aristocrata. Fundou escolas e permitiu também que brasileiros começassem a fabricar alguns dos artigos de que o país precisava.&lt;br /&gt; D. Pedro I como o primeiro imperador do Brasil e responsável direto pela independência do Brasil, alimentando politicamente a separação do Brasil de Portugal e governando dentro de um despotismo declarado.&lt;br /&gt; D. Pedro II o grande divulgador das riquezas do Brasil e amante das ciências não economizaram esforços em tentar mudar a imagem do país escravocrata, agrícola e dependente a um reino que estava indiretamente subjugado ao interesses da Inglaterra.&lt;br /&gt;Nessa convergência de ações o período do Brasil Império pode ser considerado como aquele em que a propaganda e a publicidade estiveram a serviço da divulgação de um Brasil moderno que veio a favorecer ao turismo:&lt;br /&gt;1. A abertura dos portos as nações amigas, torna o Rio cosmopolita;&lt;br /&gt;2. O Brasil se torna o centro da curiosidade dos naturalistas, botânicos, aventureiros e cientistas em geral pela busca do ouro e pedras preciosas. Levando D. João VI a criar a Escola de Minas de Ouro Preto;&lt;br /&gt;3. D, Pedro II financiou a primeira exploração brasileira ao Antártico, com isso tentando mudar a visão de pais atrasado e escravocrata;&lt;br /&gt;4. Organizou e supervisionaram as exposições realizadas pelo Brasil em Londres, França, Líbano, Viena e Amsterdã. Selecionando o que deveria ser exposto, como pedras preciosas, café, madeiras nobres e frutas tropicais.  &lt;br /&gt; Por isso podemos afirmar que a atividade turística ganhou espaço no período do Império e serviu para tentar modificar a imagem que o mundo tinha do Brasil e atender ao turista que era já citado pelo viajante americano Thomas Ewbank em 1855:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagens livres e comércio livre ainda não existem. Os costumes bárbaros que, no Velho Mundo, impedem o homem de percorrer a terra e comunicar-se à vontade com seus semelhantes prevalecem também na América do Sul. Os turistas não podem descer nas praias do Brasil ou deixá-las, se não possuírem passaportes. (EWBANK, Thomas. Vida no Brasil. Belo Horizonte. Itatiaia. São Paulo. Universidade de São Paulo 1976: 21)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A preocupação com o turismo e lazer pelo Estado Imperial se refere ao da aristrocracia e das classes abastadas, que além de realizar uma modificação radical na cidade do Rio de Janeiro para poder usufruir de seu tempo livre. Pressiona e reprime para que as atividades de Lazer das classes populares fossem contidas e reprimidas, por serem libidionosas e pagã. Mas temos, que admitir que as sinalizações para o turismo estão presente naquele periodo e atendem aos interesses do turismo receptivo.&lt;br /&gt; Voltando os olhos para o turismo pós-império, percebemos que o mesmo mantém sua preocupação para o turista estrangeiro como pode ser constatado no reportagem da PANROTAS – plantão de notícias de 22/10/2008 – política.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro de Turismo, Luiz Barretto, fez um discurso otimista durante a abertura da Abav 2008. Barretto desafiou os empresários a trabalharem com a crise econômica mundial como uma oportunidade de desenvolver o turismo doméstico. “É a chance de desenvolver as viagens internas e incentivar o brasileiro a conhecer mais o País”, afirmou o ministro. Para Barretto, o patamar em que se encontra o dólar atualmente dá a chance dos empresários baratearem o produto nacional.&lt;br /&gt;  O apelo do Ministro explicita que a estrutura existente montada pelo Estado brasileiro para trabalhar com o turismo esta toda voltada para o turismo receptivo. A Embratur, com seus escritórios internacionais e  a Política Nacional de Turismo 2003 – 2007 e a 2007 -2010 e o próprio Ministério. Desafio a Embratur apresentar os resultados dos programas “Viaja mais – melhor idade”, “Viaja mais – jovem” , “Vai Brasil” e EMPREENDETUR. Bem como, como se procedeu o concurso público para preencher as vagas para os escritórios internacionais e quem paga o salário das vinte diretorias Federação dos CVB nacional.&lt;br /&gt; Por que o Estado não tem coragem de fato de criar uma “Política Nacional de Turismo” para o turismo doméstico e sim se pauta em atividades pulverizadas que na verdade não pertencem ao uma política maior, mas sim a devaneios de marqueteiros em busca do sucesso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8701005318798129397-862267955219929477?l=hospitalidadeeturismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/feeds/862267955219929477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8701005318798129397&amp;postID=862267955219929477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/862267955219929477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8701005318798129397/posts/default/862267955219929477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hospitalidadeeturismo.blogspot.com/2009/06/turismo-domestico-so-e-prioridade.html' title='TURISMO DOMÉSTICO SÓ É PRIORIDADE QUANDO HÁ CRISE NO TURISMO RECEPTIVO'/><author><name>hospitalidade e turismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/0633621110836558
